Crônica diária
Vamos esperar 2018?
A presidente Dilma foi reeleita num
pleito muito apertado, onde pregou e jurou ideias e medidas que descumpriu logo
no primeiro dia. Colocou em prática a plataforma eleitoral do seu rival e candidato
derrotado. Com isso desagradou seus eleitores, e dividiu o país. O lado
derrotado que nunca exerceu de fato oposição, ficou mais uma vez vendido. Foram
seus diagnósticos e previsões catastróficos que se apresentaram verdadeiros.
Nada mais justo do que apoiar um pedido de impeachment assinado por um
insuspeito jurista. Helio Bicudo, fundador do PT, se redime no final da vida,
com esse pedido. Por outro lado, o maior partido de aluguel do Brasil, PMDB,
aquele que sempre preferiu dar sustentabilidade a um candidato de outro
partido, do que ser cabeça de chapa, lida com dificuldade, com a possibilidade,
de vir ser governo interino. Todos os políticos, de todos os partidos, fazem
seu jogo pessoal, e individual. Ciro Gomes quer ser derrotado pela terceira vez,
em 2018. Logo, prega a manutenção da Dilma. Marina Silva, vai na mesma direção.
Aécio, Serra e Alkimim continuam não se entendendo, cada um procurando seu
próprio espaço, e os três mirando a Presidência. Tudo isso no ano de 2015, ano
que não existiu, a não ser para constatar que o PT mentiu nas eleições, que por
ter usado dinheiro roubado da Petrobras, e outras estatais, teve sua vitória
maculada pelo estelionato eleitoral. Num quadro político, como o descrito, é
impossível imaginar que possa haver justiça com julgamentos políticos.
Onde há crime, e houve com as pedaladas, deveria haver processo julgado pelo
STF, além do TCU, onde a Dilma já teve as contas recusadas. Deixar a cargo dos
políticos, o julgamento do impeachment, os constituintes se equivocaram. Os
políticos são homens e mulheres movidos a voto, a pressão popular, e não
costumam pautar seus atos na ética, e lisura moral. Não são capazes de
diferenciar um crime, previsto na lei de responsabilidade fiscal, com um
desequilíbrio fiscal da ordem de 120 bilhões. Quem tem a capacidade de julgar
são os Ministros do Supremo. E neste caso do impeachment eles não terão voto. O
Brasil continuará sem governo, e todos de olho no longínquo 2018. Quem perdeu o
emprego, terá que esperar. Quem tem imóvel a venda, ou para alugar, terá que
esperar 2018. Quem se formou, e quer iniciar um negócio, terá que esperar 2018.
Quem comprou TV, geladeira, carro nos anos de desoneração da Dilma, hoje não
tem como pagar as prestações, que a conta de luz, água e combustíveis absorveram.
O ensino se deteriora junto com a falta de medicamentos no SUS. Mas os
professores, alunos e doentes terão que esperar 2018. Qualquer coisa é melhor
do que não fazer nada. Até o Temer.

Um comentário:
Por aqui não podemos esperar mais, nem pensar em 2018; ja há um primeiro demitido e haverá mais outro. Muito, muito triste e perda para ambos os lados. (Me espanto com alguns comentários nos seus post no face; não conhecia esse tipo de cúmplices do governo que além de raivosa espuma e destila ódio em seus comentários; os tais doutores-sementes-espiritualizados que proclanam em suas paginas que "o amor é a maior expressão do espírito humano." Imagino se não fosse! Tô fora desse ilustres, sem papo; quero menos dessa turma!)
Mil vezes continuar por aqui no blog!
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