Crônica diária
Wishful thinking , WhatsApp e Uber
1º Só o título desta crônica se refere à modernidade. Ela continua a ser escrita em português do Brasil. Tudo conforme o ultimo acordo ortográfico, sempre que possível. Tenho um leitor no Recife que abusa do termo: "Wishful thinking". Ele sofre de uma permanente falta de "desejo" que as coisas mudem. É um eterno acomodado. Um dos tais legalistas burocráticos. Com uma personalidade talhada para viver obedientemente nos regimes da Coreia do Norte, ou de Moçambique e Guiné-Bissau. É preciso sonhar, é preciso contestar, é preciso reagir, agir, e ter a coragem de assumir posições de risco. Apostar no quase impossível. Não defender o óbvio, por definição. Não temer mudanças, não deixar que o caos se instale, em nome de princípios relativos. Não se deve matar um urso por puro prazer sanguinário e desumano, mas ao receber um abraço desse animal pelas costas, ou você se livra e mata o bicho, ou morre. É disso que se trata. Estamos no Brasil defendendo a vida de milhões de brasileiros que estão na miséria, ou passarão a fazer parte dela. E quando escrevemos apontando saídas e soluções somos adjetivados de "wishful thinking".
1º Só o título desta crônica se refere à modernidade. Ela continua a ser escrita em português do Brasil. Tudo conforme o ultimo acordo ortográfico, sempre que possível. Tenho um leitor no Recife que abusa do termo: "Wishful thinking". Ele sofre de uma permanente falta de "desejo" que as coisas mudem. É um eterno acomodado. Um dos tais legalistas burocráticos. Com uma personalidade talhada para viver obedientemente nos regimes da Coreia do Norte, ou de Moçambique e Guiné-Bissau. É preciso sonhar, é preciso contestar, é preciso reagir, agir, e ter a coragem de assumir posições de risco. Apostar no quase impossível. Não defender o óbvio, por definição. Não temer mudanças, não deixar que o caos se instale, em nome de princípios relativos. Não se deve matar um urso por puro prazer sanguinário e desumano, mas ao receber um abraço desse animal pelas costas, ou você se livra e mata o bicho, ou morre. É disso que se trata. Estamos no Brasil defendendo a vida de milhões de brasileiros que estão na miséria, ou passarão a fazer parte dela. E quando escrevemos apontando saídas e soluções somos adjetivados de "wishful thinking".
2º
Nesse mesmo país cujo governo federal encontra-se nos seus estertores,
apesar de constitucionalmente ainda deter três anos de mandato, delegado
por cinquenta e quatro milhões de votos, dos quais, um ano depois das
eleições, não conta com o apoio de vinte porcento, a justiça manda tirar
do ar o aplicativo WhatsApp. Foi por poucas horas, é verdade, porque
medidas atrasadas, dignas do regime da Coreia do Norte, ou de Moçambique
e Guiné-Bissau, não poderiam prosperar mais do que algumas horas.
Ainda. Motivo da suspensão: detentos e membros do PCC estariam fazendo
uso, e a empresa responsável se negando a fornecer nomes. Nosso país
esta se alinhando aos mais atrasados do mundo, na linha de proibir o
aplicativo do táxi Uber. O prefeito de São Paulo, emérito representante
do atraso, proíbe o Uber, e cria, ele próprio, um novo táxi. Serão
pretos. Só e unicamente a cor dos veículos será parecida com os do Uber.
O preço da tarifa, que é o que importa, além de um bom serviço, será
mais cara do que o táxi comum. Outro absurdo desse Prefeito são as
faixas vermelhas pintadas nas ruas e avenidas, chamadas de ciclovias,
ajudando a congestionar o transito. Berlim é toda servida por ciclovias,
porque é totalmente plana, e elas não ocupam as pistas dos autos
motorizados nem as calçadas dos pedestres. Foram planejadas. São Paulo
não tem essa vocação por conta da topografia. Aqui estamos mais para
alpinistas do que para ciclistas.

Um comentário:
A coabitação das bicicletas com automóveis não é fácil.
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