Crônica diária
Veríssimo e Gabeira
Dois intelectuais, de origens e currículos diversos, me agradam muito. Gabeira e Luiz Veríssimo. A lucidez dos últimos textos, do insuspeito Gabeira, sobre a Dilma, e sobre o impeachment, são impecáveis. Em um deles, publicado recentemente no Estadão, demonstra a insensatez de a propósito de defender um "diploma", pedaço de papel com uma fitinha verde amarelo, deixam o pais liquefazer-se. Não posso estar mais de acordo. E o Veríssimo, apesar de um viés socialista bobo, tem textos de humor maravilhosos. Também recentemente fez um paralelo entre a disputa do Eduardo Cunha e a Comissão de Ética, para provar que não mentiu ao dizer não possuir conta na Suíça, quando na verdade, tem dinheiro em fundos. Um problema semântico. E compara ao do Bill Clinton quando se livrou do impeachment ao negar que tenha feito sexo no salão oval com uma estagiária. Felação não é sexo. Mais uma vez questão semântica. E a esse texto deu o título de "Felação premiada", numa óbvia referência às delações muito em voga.
Dois intelectuais, de origens e currículos diversos, me agradam muito. Gabeira e Luiz Veríssimo. A lucidez dos últimos textos, do insuspeito Gabeira, sobre a Dilma, e sobre o impeachment, são impecáveis. Em um deles, publicado recentemente no Estadão, demonstra a insensatez de a propósito de defender um "diploma", pedaço de papel com uma fitinha verde amarelo, deixam o pais liquefazer-se. Não posso estar mais de acordo. E o Veríssimo, apesar de um viés socialista bobo, tem textos de humor maravilhosos. Também recentemente fez um paralelo entre a disputa do Eduardo Cunha e a Comissão de Ética, para provar que não mentiu ao dizer não possuir conta na Suíça, quando na verdade, tem dinheiro em fundos. Um problema semântico. E compara ao do Bill Clinton quando se livrou do impeachment ao negar que tenha feito sexo no salão oval com uma estagiária. Felação não é sexo. Mais uma vez questão semântica. E a esse texto deu o título de "Felação premiada", numa óbvia referência às delações muito em voga.

Um comentário:
O Gabeira é ótimo; possui uma narrativa inteligente, lúcida e envolvente. Ele costura o texto com fio cirúrgico.
Já o Veríssimo é cansativo, sem graça e aborrecido. Não consigo terminar a leitura de uma crônica dele; é maçante.
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