Crônica diária
Santo Google
Estava lendo crônicas do Paulo Mendes Campos publicadas na revista Manchete na década de 70, e me deparei com a palavra "espinicado" no meio de uma frase qualquer. Claro que sei o que quer dizer, ou queria dizer o Paulo à época. Passaram-se quarenta e cinco anos e "espinicado" saiu completamente de moda. Nunca mais li ou ouvi essa palavra. Meu corretor de texto não a conhece. E me veio à mente como era complicada a vida do leitor antes do Google. Haviam os dicionários, eram grossos e pesados, mas nem sempre estavam à mão, e muitas vezes desatualizados. Edições antigas. A língua é viva. As palavras com o passar das gerações vão caindo em desuso, são aposentadas, esquecidas, ou reinventadas. A linguagem escrita e oral usada na internet, ou pelos jovens, é quase um dialeto se comparada ao do tempo do Paulo Mendes Campos.
Estava lendo crônicas do Paulo Mendes Campos publicadas na revista Manchete na década de 70, e me deparei com a palavra "espinicado" no meio de uma frase qualquer. Claro que sei o que quer dizer, ou queria dizer o Paulo à época. Passaram-se quarenta e cinco anos e "espinicado" saiu completamente de moda. Nunca mais li ou ouvi essa palavra. Meu corretor de texto não a conhece. E me veio à mente como era complicada a vida do leitor antes do Google. Haviam os dicionários, eram grossos e pesados, mas nem sempre estavam à mão, e muitas vezes desatualizados. Edições antigas. A língua é viva. As palavras com o passar das gerações vão caindo em desuso, são aposentadas, esquecidas, ou reinventadas. A linguagem escrita e oral usada na internet, ou pelos jovens, é quase um dialeto se comparada ao do tempo do Paulo Mendes Campos.

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