Crônica diária
Uma luz no horizonte
Nem sempre escrevo tudo o que penso. Para espanto de algum petista adversário, não ficamos repetindo frases feitas. Em geral
importadas. Há mais de dois meses tive uma longa conversa, depois de
mais de trinta anos sem nos falar, com o Fernando Ulhôa Levy, um
espécime raro, que apesar de quase surdo, fala baixo, pausadamente e com
muita inteligência e propriedade. Fala como falam os Papas. Cheio de
fé, esperança e humildade. Na longa conversa chegamos a traçar cenários
possíveis para o desenrolar do drama político/econômico do país. E foi
naquele papo que lembrei o nome do Jarbas Vasconcelos para Presidente da
República. A situação do deputado Eduardo Cunha ainda não havia chegado
onde chegou. Ele passou a não ter nenhuma condição ética ou moral para
presidir a câmara e ser o segundo na linha sucessória da Presidência da
República. Mas parece que os fatos estão levando meu desejo tornar-se
realidade. Se o Cunha renunciar para salvar o mandato parlamentar, o que
por si só já é vexatório para o parlamento, abre-se uma oportunidade
ímpar de fazer do seu companheiro de partido, PMDB, seu sucessor. O
político e empresário respeitado e experiente transita com facilidade
entre seus pares de partidos de oposição. Crítico feroz do atual governo
tem todos os instrumentos intelectuais e morais para assumir a eventual
vaga da Presidente Dilma, seja por impeachment ou cassação da chapa
Dilma/Temer. Na primeira hipótese, assume o Temer, e o Jarbas será o
presidente da câmara que com sua independência habitual conseguirá
pacificar e unificar o Congresso. Finalmente vejo com clareza e alegria
que há luz no horizonte. Não serão tempos fáceis porque o desastre
econômico que nos encontramos vai exigir grandes sacrifícios. Mas há o
alento de que faremos sob o comando de políticos experientes e corajosos
as reformas de que o Brasil reclama.

Um comentário:
Então que haja luz, isto é, que haja JARBAS VASCONCELOS !
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