Crônica diária
Não vai dar certo
Ânimos quentes não se esfriam com vinho. Num jantar com Temer, os
senadores José Serra e Kátia Abreu (que é também Ministra da
Agricultura) se estranharam. Pudera, o Serra, em tom de brincadeira,
disse que a Ministra tem fama de namoradeira. Ela reagiu, pedindo a ele
respeito, porque é casada, e jogou uma taça de vinho no senador. Por
outro lado, e na mesma semana, deputados se engalfinharam no plenário da
câmara e destruíram urnas eletrônicas. Na comissão de ética e "decoro
parlamentar", pasmem os senhores, Wellington Roberto, do PR, e Zé
Geraldo, do PT tiveram que ser segurados pelos companheiros, para não se
estapearem. Os ânimos estão quentes. A questão deixou de ser ideológica
como no passado. Agora se briga pela permanência ou não da Dilma, ou do
Eduardo Cunha. Parece que os problemas do país se resumem a dois nomes.
Duas pessoas, uma ex terrorista e assaltante de banco, e o outro
investigado pela operação Lava Jato, por ter recebido pixuleco da
Petrobras, e ter mentido na CPI da mesma, quando afirmou não possuir
contas no exterior. De fato contas não possui. Possui muitos dólares
advindos de "carne enlatada vendida na África". Resumindo, a república
esta limitada à Delcídio do Amaral, senador e líder do governo na
cadeia. Onde André, banqueiro, também esteve. Serra encharcado de vinho,
Ministra namoradeira, Presidente ex guerrilheira, e deputados com nomes
de dupla caipira: Zé Geraldo e Wellington Roberto. O insucesso é
previsível.

2 comentários:
Que quadrilha recomendável...
Parece telenovela.
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