Crônica diária
PT, saúva brasileira
O governo tinha pressa. Chegou a cogitar cancelar o recesso parlamentar
para que o impeachment fosse rapidamente votado. Um juiz do STF, Edson
Fachin, um dilmista de carteirinha, acatando um mandato de segurança do
PCdoB, paralisou os trabalhos da comissão, que nem chegou a se reunir.
Se dia 16 o pleno do STF não decidir a matéria proposta por Fachin, só
depois do recesso do judiciário, em Fevereiro, a comissão poderá iniciar
seus trabalhos. Era tudo que o governo não queria. É o pior dos mundos.
Entrar em 2016 com indefinições de todas as ordens. A economia
estagnada, a recessão e desemprego em alta, e a crise política se
aprofundando. Sem a saída rápida da presidente, por renúncia,
impeachment, ou cassação pelo TRE, não haverá condições de pacificação
política. A crise é a Dilma. Com ela o país cairá no abismo. Em
Fevereiro é possível que o TRE casse a chapa do PT. Houve crime
eleitoral. Dilma e Temer ficam inelegíveis por oito anos. Se até lá o
Eduardo Cunha, presidente da câmara, ainda estiver nessa condição,
assume a presidência e em noventa dias uma nova eleição designará o
presidente. Acontece que em Outubro de 2016 já temos eleições marcadas
para prefeitos e vereadores. O ano que vem estaria completamente
contaminado. 2017 será curto para qualquer presidente reorganizar o país
para enfrentar novo pleito em 2018. Logo, perdemos quatro anos. Para um
país como o Brasil, é como sair de uma longa guerra. Terra arrasada.
Política e economicamente. Esse é o saldo de dezesseis anos de governo
petista. Como diziam sobre a formiga saúva, ou se acaba com ela ou ela
acaba com o Brasil.

Um comentário:
Grande confusão que por aí vai. O que sei é que muita gente daqui que está trabalhando em empresas daí, está voltando.
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