Crônica diária
Chatô, o filme
A história do filme, e não seu enredo, são por muitos cinéfilos conhecida.
A estreia do ator Guilherme Fontes como diretor começou em 1995, portanto há vinte anos. Uma história quase policial. Cheia de notícias tais como: "Guilherme Fontes é condenado a devolver R$ 2,5 milhões captados para o filme "Chatô", "Guilherme Fontes terá de devolver mais de R$ 71 mi por filme "Chatô", Advogado de Guilherme Fontes diz que ele não pode pagar dívida de "Chatô", e
A história do filme, e não seu enredo, são por muitos cinéfilos conhecida.
A estreia do ator Guilherme Fontes como diretor começou em 1995, portanto há vinte anos. Uma história quase policial. Cheia de notícias tais como: "Guilherme Fontes é condenado a devolver R$ 2,5 milhões captados para o filme "Chatô", "Guilherme Fontes terá de devolver mais de R$ 71 mi por filme "Chatô", Advogado de Guilherme Fontes diz que ele não pode pagar dívida de "Chatô", e
"Depois
de quase 20 anos, Guilherme Fontes promete "Chatô" para 2014".
Finalmente em Novembro deste ano chega às salas de cinema o comentado
filme baseado no livro homônimo de Fernando de Moraes. Não recomendado para menores de 14 anos decretou a censura. O
magnata das comunicações Assis Chateaubriand (Marco Ricca) é a
estrela principal de um programa de TV chamado "O Julgamento do Século",
realizado bem no dia de sua morte. É nele que Chatô relembra fatos
marcantes de sua vida, como os casamentos com Maria Eudóxia (Letícia
Sabatella) e Lola (Leandra Leal), a paixão não-correspondida por Vivi
Sampaio (Andréa Beltrão), como manipulava as notícias nos veículos de
comunicação que comandava e a estreita e conturbada ligação com Getúlio
Vargas (Paulo Betti), que teve início ainda antes dele se tornar
presidente. O que alegam os detratores do Guilherme Fontes é de que se
não houve roubalheira, houve negligência em entregar R$12 milhões (dos
quais usou oito milhões e seiscentos mil) de dinheiro público, para um
ator inexperiente em produção e direção. Mas essas são águas passadas.
Fui assistir o filme antes que as ameaças da família do Chatô se
concretizem. Querem tirar das salas de cinema por sentirem-se ofendidas.
Mais polêmica. Tudo muito parecido com a vida do protagonista. O debate
e as manchetes só servirão para aumentar a publicidade sobre o filme.
Um ótimo filme. O resultado final é magnífico. Fará uma bilheteria igual
ou superior as maiores do cinema nacional (R$30 milhões). Ganhará
prêmios se concorrer. Valeu a luta do diretor, e a espera dos críticos. O
filme é impecável. Moderno, com fotografia, som e produção esmerados.
Trabalho de atores notáveis. Propositadamente não houve a preocupação na
escolha dos interpretes com semelhança física dos representados, o que
possibilitou aos atores, notadamente Marco Ricca no papel do Chatô, e
Paulo Betti no de Getúlio um extraordinário desempenho. Carlos Lacerda,
Samuel Wainer, Chacrinha, Flávio Cavalcante, e o Gregório estão lá, para
quem conhece a história. Eu que conheci pessoalmente o Chatô, em vida
plena, pulando cerca de arame farpado na Fazenda Aguapei, e depois na
cadeira de rodas, no seu quarto hospitalar, montado na Casa Amarela,
posso dar esse testemunho. Os cenários estão perfeitos. Não deixem de
assistir.

Um comentário:
Não tenho ideia de de o filme ter já passado.
Se não passou, há-de passar, certamente e irei ver.
Obrigado, Eduardo !
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