Crônica diária
Homenagens póstumas
Sempre fui a favor de fazer homenagens,
a quem merece, em vida. As póstumas, e mais comuns, podem e devem continuar
sendo feitas, mas o importante é o homenageado poder em vida tomar conhecimento
daquilo que, em geral, só é dito e escrito depois da sua morte. Foi por essa
razão que criei um blog onde homenageio pessoas vivas. Vivíssimas. O blog se
chama "1.blog. a+"(http://1bloga.blogspot.com.br/) e conta com
13073 visualizações. Com 54 homenageados, escrevo o que acho de pessoas amigas,
virtuais ou não, ou só conhecidas. Falar bem dos que se foram é importante para
os familiares e amigos, mas não é o suficiente. O mais importante é a pessoa
saber que suas virtudes, obras, trabalhos, e atitudes foram reconhecidos. O
reconhecimento póstumo é covarde. É preciso se ter a coragem de dizer o que
pensamos das pessoas em tempo delas reagirem. Talvez não chegue ao ponto de
defender nome de ruas, praças, avenidas e edifícios de pessoas em vida, como o
amigo Zizinho Papa defendia. Pode parecer cabotino. Mas expressar as qualidades
do ser vivente, antes da sua morte, é fundamental. Recentemente numa crônica me
referi ao saudoso amigo Américão, chamando-o pelo nome, e não pelo apelido.
Logo fui indagado se se tratava do seu filho, igualmente Américo Marques da
Costa, que infelizmente veio a falecer esta semana. Apesar de a minha idade ser
mais próxima da do filho, e também meu amigo, tive mais contato com o pai.
Falar desses dois queridos amigos agora é fácil. E não vou fazê-lo. Deveria ter
feito há duas semanas.

Um comentário:
A maior parte dos casos fala-se de pessoas mortas por mera saudade.
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