Crônica diária
Alguém
tem dúvida?
Desde Novembro do ano passado venho escrevendo que
as eleições para presidente, ocorridas em outubro de 2014, eram uma fraude, um
estelionato eleitoral. Defendo desde a primeira hora o impedimento da Dilma,
por todas as razões conhecidas da população brasileira. Dia 25 de Março de 2015
publiquei e pedi que divulgassem:
"SANGRAMENTO MENSAL PODE
GERAR FILHO, MAS NÃO DERRUBA GOVERNO. É PRECISO MOBILIZAÇÃO
DIÁRIA E PERMANENTE. Divulguem."
Com essa frase de efeito, pretendia dizer que uma
passeata, uma manifestação por maior que fosse, uma vez por mês, poderia fazer
o governo sangrar, mas não era suficiente para derruba-lo.
Dia 26 de Março volto, mais explicitamente, ao tema
da mobilização permanente:
"Tendo participado da fantástica e memorável manifestação
do domingo 15 de Março, e de muitas outras anteriores, arrisco afirmar que não
derrubarão governo nenhum. Para que um governo caia é preciso mobilização
permanente e contínua. Com isso não estou preconizando golpe. Era esse o mote
da manifestação: "Fora Dilma". Na Primavera Árabe, como exemplo, o
povo tomou as ruas e praças, e nelas ficou acampado, até o governo cair.
Manifestações mensais, como as que ocorrem aqui, não derrubam governo.
Pressionam, assustam, e influenciam os políticos, mas não tem o poder de
derrubar o governo. Em junho de 2013 aconteceu um movimento inesperado e
espontâneo, e o resultado nós conhecemos. O de 15 de Março será sucedido por
outros já convocados para 12 de Abril próximo, e Greve Geral em 26 de Junho,
mas não passarão de claras demonstrações de descontentamento, mas sem força
para alterar as regras do jogo. Enquanto o povo não estiver disposto a ir, e
ficar nas ruas, até a Dilma se convencer de que não tem mais condições de
governar, tudo continuará como sempre foi. Toma lá, dá cá, com o PMDB e
aliados, e nós vamos pagando a conta."
Precisou passar sete meses, repito: sete meses,
para que membros do Movimento Brasil Livre acampassem na Praça dos Três
Poderes, em frente ao Congresso Nacional, para que o deputado Sibá Machado, líder
do governo na Câmara, subisse à tribuna, e convocasse seus militantes
vermelhos a "saírem no pau" sic com os pacíficos e ordeiros verde
amarelo lá acampados. No dia seguinte, 28 de Outubro, os militantes petistas
atenderam o chamamento do dia anterior. Agrediram física e moralmente os
acampados. No mesmo instante havia sessão da Assembleia Legislativa onde o fato
foi largamente explorado pela oposição. Na mesma tarde noite, na casa ao lado,
no Senado o governo e oposição derrotavam o PT partido do governo, e aliados,
no projeto de lei que trata da caracterização do terrorismo. Os senadores da
oposição, atônitos, se perguntavam: afinal somos oposição a quem? O líder do
governo manda votar a favor. O partido da presidente manda votar contra. A quem
a oposição deve se opor? Absurdo dos absurdos. Ninguém entende mais nada. E o
mais grave, só tomamos a praça agora. O país esta acéfalo, há mais de dez meses
sem governo, e o debate, se pode ou não impichar a Dilma, continua. Vamos
entrar em 2016, e se não engrossarmos o número de praças tomadas por
manifestantes acampados, como fazem os sem terra nas margens das rodovias, por
meses a fio, se for preciso, não conseguiremos salvar o Brasil. A crise
política instaurada com o estelionato eleitoral, somada à crise econômica do
país, só se resolvera com a legitimação do poder, e ele só ocorrerá quando a
Dilma vier a ser punida pelos crimes cometidos, e destituída do poder.

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