17.10.21

Crônica diária

Uma página recomendável


Poucas páginas eu recomendaria deste Facebook que tem perdido qualidade, e que nunca teve muita Tirando uns ótimos e velhos conhecidos da blogosfera, escritores, poetas, desenhistas, arquitetos, e artistas, ela é infestada de agressores, fakes, fotos de cachorrinho e gatinho, além de piadinhas infames. Nesse oceano de bobagens voam albatrozes maravilhosos. Um deles é a página do Fabio Saboya.  Minha Vítima da Quinta em 30 de março passado, sob o número 1312.  Até seu stories é legal, sutil, culto, inteligente e bonito.

PS- Alusão ao Johannes Vermeer –"Girl with a Pearl Earring" (Garota com Brinco de Pérola), c. 1665 – óleo sobre madeira – 44,5 x 39 cm – Mauritshuis Museum, Haia, Holanda 

Vítima da Quinta: https://vtmadaquinta.blogspot.com/

Lula Palomanes e Miguel Falabella

 


16.10.21

Crônica diária

 Um verdadeiro pleonasmo

Sou amigo de longa data de um simpático, lindo e afortunado casal. Vejam como é a vida: o nome dela é um verdadeiro pleonasmo. 

PS- pleonasmo, substantivo masculino,
redundância de termos no âmbito das palavras, mas de emprego legítimo em certos casos, pois confere maior vigor ao que está sendo expresso

 

Lula Palomanes e TONY RAMOS


 

15.10.21

Crônica diária

 A ponte que me ligou ao passado

Foi vendo essa foto, postada pela Monica Mencaroni, da primeira ponte do Morumbi, que constatei que não somos velhos, mas completamente antigos. Vejam detalhes no texto:

PONTE DO MORUMBI - 1969

A primeira Ponte do Morumbi foi inaugurada em 31 de março de 1952 pelo prefeito Armando de Arruda Pereira. Foi desativada em 1970. Ruínas da primeira ponte ainda existem no local. A atual Ponte do Morumbi, nomeada Caio Pompeu de Toledo, foi construída em 1969-1970, na prefeitura de Paulo Maluf. 

Conto como uma curiosidade uma história inédita daqueles tempos: O deputado Caio Pompeu de Toledo era meu amigo e resolveu me convencer a sair candidato a vereado por São Paulo. Como uma das preparações dessa campanha me levou à Secretaria de Transportes da Capital para me apresentar ao Secretário Paulo Maluf. Na curta conversa que tivemos o Maluf me perguntou o que eu era da Wanda Godoy Moreira? Minha prima, respondi. E ele todo animado disse que havia namorado a Wanda e que gostava muito dela. Acabei desistindo de concorrer pela UDN a essa eleição, e a qualquer outra.

Lula Palomanes e LEANDRO KARNAL


 

14.10.21

Lula Palomanes e Tom Zé

 


Crônica diária

 Mercado Municipal de Pinheiros


Conheci e sou amigo da família do arquiteto Eurico Prado Lopes que com Luiz Benedito de Castro Neto projetaram o Mercado de Pinheiros, muito moderno na época de sua reinauguração em 1971  , e a semana passada fomos fazer comprar e revisitar esse espaço especial da cidade de São Paulo. Eurico em outubro de 1979 apresentou outro projeto, o do Centro Cultural São Paulo, aos secretários municipais Mario Chamie (cultura) e Paulo Gomes (obras). Não fosse sua morte em 1985, muito jovem, teria certamente outras obras memoráveis em seu currículo. O espaço do Mercado de Pinheiros é intimista, arejado, e funcional. Distinto de outros mercados lineares e muito grandes, ele tem no sub solo garagem, lojas e no primeiro andar térreo restaurante e bancas de carnes e peixes e mais estacionamento. É um point da boa gastronomia da cidade. Dos 77 boxes de quando inaugurou, apenas dois estão na ativa: a Casa de Carnes e a Mercearia Grãos Integrais. Foi na peixaria que compramos camarões com tamanho e preço condizente, e só não levamos ostras porque só chegariam no dia seguinte. Falar de iguarias como Coquetel de camarão num país onde temos mais de 14 milhões de desempregados, e outros 50 milhões recebendo R$ 400,00 por mês, é desconfortável. E comer Coquetel de camarão nos restaurantes é proibitivo, além de fora de moda. Mas minha mulher preparou em casa, e estava uma delícia. Esses são os pecados que Carlos Drumont de Andrade dizia que se cometia em casa.

 

13.10.21

Lula Palomanes e Nando Reis

 


Crônica diária


Sem o Villa minha crônica perdeu a graça

 A crônica programada para hoje era outra. Um fato inesperado se impôs. De hoje em diante não teremos, por um tempo, espero eu, as fantásticas ilustrações do Luiz Villa. Se vocês meus leitores estão surpresos com essa notícia, imagine eu quando soube ontem às 22 horas. O Luiz continua gozando de ótima saúde, e chegou a conclusão que havia acabado um ciclo desta nossa espontânea parceria. Sempre disse que se divertia fazendo o que fizemos por 182 dias sucessivos. Quando essa diversão deixou de ser prazerosa, não havia mais motivo para continuar. Lamentei, mas entendi perfeitamente as razões. Espero que meus leitores, que não se cansaram de aplaudir o traço espontâneo, o humor fino, a ironia constante do desenho estupendo, que mais do que ilustrar, completavam meu texto, entendam, e deem um tempo de folga para o grande amigo Luiz Villa. Perdemos seu desenho, mas ganhamos conhecendo essa referência no cartuns brasileiros. Viva o Villa.

12.10.21

Lula Palomanes e Paulo Mendes da Rocha

 


Crônica diária

 Um olhar diferente da Islâsndia


Está na moda, entre os ricos, viajar para a Islândia e ver a aurora boreal. A viagem é longa, cara e incerta, por essa razão é coisa para rico. Tem tempo, tem dinheiro e a incerteza cria emoção, frisson... Mas há como viajar a trabalho, e olhar com outros olhos a longínqua e nossa desconhecida Islândia. Meu filho é fotógrafo profissional e esta no momento trabalhando em Reiquiavique, capital do país. As fotos que tenho visto da viagem mostram uma Islândia diferente das registradas pelos turistas. Como estas, por exemplo, onde as legendas são:" Cyber coffee rural", e "Banheiro com bela vista".

11.10.21

Lula Palomanes e Rogério Fasano


 

Crônica diária

 Olhar suave

 
A arte de fazer amigos é um dom. Nasce com a pessoa que tem algumas características específicas. A timidez talvez seja o fator preponderante para impedir relacionamentos espontâneos. A simpatia, o sorriso fácil, o olhar doce são complementares. Conheço pessoas de quatro a oitenta anos que tem essas características e parecem ter nascido para fazer amigos. Como não tenho nenhuma dessas pacificidades uso de outros artifícios. Faço como faz mulher feia, que geralmente compensa sua aparência com habilidades artísticas, gastronômicas ou sexuais. Uso a cabeça para além de colocar chapéu. Faço amigos na conversa, na gentileza, com modéstia e persistência. Adoro conhecer gente nova, e apresenta-las a velhos amigos. Assim vamos formando correntes. Um apresenta o outro, o outro nos trás novos amigos. Uma pena que a maioria dessas "amizades", aqui na internet, sejam apenas digitais. Há anos procurava conhecer o desenhista, ilustrador, e caricaturista com o melhor e mais sofisticado traço do Brasil: Lula Palomanes. A cerca de um ano fiz sua caricatura, e tentei chamar sua atenção. Não obtive sucesso. Recentemente, através de um artista, e amigo comum,consegui seu telefone. Já havia tentado via jornal Valor Econômico, onde publica,  chegar até ele, mas sempre sem resultado. Mas agora nos conhecemos, e foi muito receptivo e simpático, o que nem sempre acontece com abordagens desse tipo. E no dia seguinte recebo um comentário de uma leitora, querida amiga, que por sua vez é amiga de uma paisagista, que não conheço, mas que considero a melhor do Brasil, e que elogiei numa crônica recente, dizendo que mandou meu texto para ela e que ficou muito grata. Esse tipo de "amizades" que não existiam antigamente, sou capaz de fazer, e gosto muito. Consigo romper minha timidez, e não é preciso sorrir nem ter olhar suave. 

 

10.10.21

Lula Palomanes e Pedro Simon


 

Crônica diária

 Eles não me ofendem


Um grupo de ex-amigos (virtuais), hoje bolsonaristas, e que para meu espanto continuam lendo minhas crônicas, e espinafrando-me com o mantra característico do rebanho. E pensam que me ofendem chamam-me de INTELECTUAL, assim em maiúscula. Longe de mim ser esse ser abençoado pela cultura. mas nutro inveja dos verdadeiros. E para ser intelectual aqui, ou em Paris, é preciso beber Poire Willians bem gelado, como faz o Ricardo Rangel. Quando jovem e fumante de charutos cometi esses exageros. Agora me contento com vinhos, Gim tônica, Campari e cerveja ITA, Maniacs, fabricada em Curitiba. Bebo mal porque apanhei muitas malárias na juventude. Agora descobriram uma vacina.  E naquele tempo ninguém me chamava de INTELECTUAL. Outra deficiência minha é ser diurno. Nunca enfrentei a noite por incompetência. Acordo cedo e durmo com as galinhas. Não sou, portanto, um intelectual.

9.10.21

Lula Palomanes e MATHEUS NACHTERGAELE

 


O enconto não marcado

 


O mote para esta crônica quem deu foi o escritor Valter Ferraz quando fez este comentário:" A tecnologia nos aproxima dos que estão longe e nos afasta dos que estão perto. Sem energia hoje é quase impossível viver." Foi a respeito do apagão do Facebook e suas outras plataformas esta semana. Tanto é verdade que naquele dia eu havia me comunicado com amigos na Holanda, uma amiga antiga da época dos blogs na Áustria, com meus parceiros facebukianos de Portugal, e meu filho que esta fotografando na Islândia. Depois do meio dia o apagão. Me senti abandonado. No primeiro momento aflito pensando tratar-se de uma punição pessoal. Nunca se sabe. Depois constatei que o planeta tinha sido afetado. Como se um cometa tivesse esbarrado em alguma parte do globo e desconectado os cabos digitais. Abri a porta da área de serviço do meu apartamento e dou de cara com meu vizinho de andar, à espera do elevador. Trocamos envergonhados cumprimentos e descemos juntos até o térreo. E o assunto foi o apagão. Ele trabalha em casa, no melhor estilo home office, bermudas, havaianas, camiseta regata do São Paulo. Fomos andando até o hall do prédio, ele levando o cachorrinho para passear e eu em busca do que fazer sem Facebook o acompanhei. Demos varias voltas nos quarteirões do bairro, conversando como nunca tínhamos feito. Descobrimos amigos comuns e tratamos de assuntos  que nunca imaginei ele pudesse dominar. Descobri um novo amigo que até então, era só meu vizinho de andar, há mais de 25 anos. 

PS- O título desta crônica é uma homenagem ao Fernando Sabino e seu antológico romance Encontro Marcado. 

8.10.21

Crônica diária

 Fazenda Boa Vista

 


Estive na Fazenda Boa Vista há sete anos, e voltei esta semana. Um dos quatro ou cinco melhores condomínios horizontais de São Paulo. Há uma hora e vinte da capital, pela Castelo Branco. Lagoas, vários campos de golfe, cavalos e campo de polo, além de um paisagismo digno de nota. A paisagista tem casa e mora no condomínio, Maria João d´Orey esta de parabéns. Impecável seu paisagismo, que faz toda diferença dos outros seus concorrentes.  E as jabuticabeiras, muitas, por toda parte, carregadas. E como se construiu de 2013 para cá! O nível das casa é espetacular. A arquitetura contemporânea encontro um solo rico para se multiplicar. Almocei da primeira vez no Fasano, restaurante projetado pelo Isay Weinfeld. Hoje todos os arquitetos famosos estão presentes. Uma visita agradabilíssima.

 

7.10.21

Lula Palomanes

 

  Lula Palomanes por mim


                                     J o s é C e l s o M a r t i n e z C o r r ê a por Lula Palomanes

Crônica diária

 Não falem mal do Cinema Novo



Zoca Moraes de quem gosto dos pequenos e muito engraçado textos, em tom de piada falou mal do cinema novo. Só podia ser piada, mas não, dez outros leitores seus participavam da mesma opinião. Criticavam o som, a câmara na mão, apesar de reconhecerem a inteligência dos seus diretores. Fui o único entre os onze comentários a lembrar do ícone " Terra em Transe" do Glauber, e do filme "Todas mulheres do mundo" do Domingos de Oliveira com a lindinha Leila Diniz. Essa gente ou não entende nada de cinema, ou não tiveram juventude.

6.10.21

Zuza por Lula Palomanes

 

                                             Zuza Homem de Mello por Lula Palomanes

Crônica diária

 Um isolamento global

 

 A tecnologia e nossa dependência dela, é cada dia mais gritante. Meu pai era médico e um homem muito discreto e de hábitos muito simples. Nunca usou água quente para fazer a barba, que fazia todo dia, para não sentir falta dela, quando não tivesse. Conto este detalhe para ilustrar a que ponto era prevenido. E fui educado com esses princípios. E ele tinha razão. Lembrei de suas palavras esta semana quando houve uma pane mundial do Facebook, Instagram e WhatsApp. Depois do meio dia, da segunda feira passada, pensei que eu tivesse sido bloqueado. Imaginei que a dificuldade de acessar a minha página fosse um problema individual. E não era. Um dia antes fiquei sem energia no prédio onde moro, em São Paulo, por conta da troca de poste e transformador na rua. Das onze às 18 horas sem luz, elevador, TV, ar condicionado, micro ondas, etc... O caos. E foi a segunda vez num mês. Da primeira enfrentei a subida dos sete andares pela escada. Mal iluminada a escalada quase me matou do coração. O homem urbano, e civilizado, virou um escravo da tecnologia. Já não conseguimos sobreviver sem ela. Perder contato com meus 7500 amigos do Facebook, ou do WhatsApp foi uma tortura. Tive a impressão de que era ainda pior do que o distanciamento social imposto pela pandemia. Este do Facebook era global. Como poderia ficar sem me comunicar e receber notícias e fotos da Islândia, onde esta meu filho? O fim do mundo. E eu estava em São Paulo, não no Afeganistão.

 

5.10.21

Crônica diária


Arnaldo Jabor e os 100 anos de Rubem Braga

 


 Mais uma vez foi o Rainer Castello quem postou. Uma crônica do Arnaldo Jabor, em carta de 2013, para cumprimentar os 100 anos do Braga. Eu já havia lido mais de uma vez, e por várias outras fontes, as mesmas histórias que o Jabor relembra na carta. É portanto verdade, e não uma lenda. O Jabor escreve bem pra burro. A ultima vez que o vi foi entrando na Livraria da Vila da Lorena, em São Paulo. Já aparentando a idade que tem. Quem não aparenta? Fui muito amigo da Glorinha Kalil que foi sua namorada. Como era linda e inteligente a Glorinha. Mas quero registrar, mais uma vez, além de todos que já registraram a história, do Vinícius de Moraes sendo importunado pelo João Cabral de Mello Alves que não conheci pessoalmente. Mas devia ser um chato. Há dois tipos de intelectual, um tremendamente chato, e outro só chato quando bêbado. E a maioria dos intelectuais, do tempo do Vinícius, bebiam. E a isso era dado o nome de boemia. Ai de quem não fosse boêmio, e se dissesse intelectual. Vinícius conheci pessoalmente através do Américo Marques da Costa (o pai). Saímos os três, para beber num bar atrás da Biblioteca Municipal de São Paulo, na São Luiz, as dez da manhã de um domingo. Mas voltando à carta do Jabor, ele presenciou a cena testemunhada por todos ali presentes no apartamento de cobertura do Braga, o Vinícius, o João Cabral, Fernando Sabino e Danusa Leão. O João considerado o gênio da poesia, e paixão do Jabor, bebia mal, e constantemente importunava o Vinícius reclamando de suas "musiquinhas".  “Que negócio de ‘garota de Ipanema’, Vina, você é poeta!”. "O Vinicius ficava puto, mas respondia conciliatório: “Para com isso, Joãozinho; deixa isso pra lá!”."O Cabral insistia: “Que tonga da milonga do caburetê que nada…”, a ponto de Danuza ralhar com ele: “Deixa de ser chato, João Cabral!”. Lembra disso, Rubem?" perguntava Jabor  na carta. Depois relembrou que na década de 70 havia tempo e energia para se discutir literatura, e informava ao aniversariante, de 100 anos, que hoje com a internet isso acabou, e temos um "derrame de besteiras  e livros de autoajuda". A carta vai longe, e não cabe aqui. Mas queria deixar, mais uma vez registrada  "àquela briguinha íntima e mixa entre minhas estrelas", como escreveu o jovem, tiete Jabor, na época..

4.10.21

Crônica diária

 Olhar suave

 
A arte de fazer amigos é um dom. Nasce com a pessoa que tem algumas características específicas. A timidez talvez seja o fator preponderante para impedir relacionamentos espontâneos. A simpatia, o sorriso fácil, o olhar doce são complementares. Conheço pessoas de quatro a oitenta anos que tem essas características e parecem ter nascido para fazer amigos. Como não tenho nenhuma dessas pacificidades uso de outros artifícios. Faço como faz mulher feia, que geralmente compensa sua aparência com habilidades artísticas, gastronômicas ou sexuais. Uso a cabeça para além de colocar chapéu. Faço amigos na conversa, na gentileza, com modéstia e persistência. Adoro conhecer gente nova, e apresenta-las a velhos amigos. Assim vamos formando correntes. Um apresenta o outro, o outro nos trás novos amigos. Uma pena que a maioria dessas "amizades", aqui na internet, sejam apenas digitais. Há anos procurava conhecer o desenhista, ilustrador, e caricaturista com o melhor e mais sofisticado traço do Brasil: Lula Palomanes. A cerca de um ano fiz sua caricatura, e tentei chamar sua atenção. Não obtive sucesso. Recentemente, através de um artista, e amigo comum,consegui seu telefone. Já havia tentado via jornal Valor Econômico, onde publica,  chegar até ele, mas sempre sem resultado. Mas agora nos conhecemos, e foi muito receptivo e simpático, o que nem sempre acontece com abordagens desse tipo. E no dia seguinte recebo um comentário de uma leitora, querida amiga, que por sua vez é amiga de uma paisagista, que não conheço, mas que considero a melhor do Brasil, e que elogiei numa crônica recente, dizendo que mandou meu texto para ela e que ficou muito grata. Esse tipo de "amizades" que não existiam antigamente, sou capaz de fazer, e gosto muito. Consigo romper minha timidez, e não é preciso sorrir nem ter olhar suave. 

 

Crônica diária

 Cama Patente



Muitas vezes informações inúteis, mas curiosas, podem servir de tema para o cronista. Quem poderia imaginar que atrás da antiga e famosa, pelo menos em São Paulo, cama Patente tinha uma história. Seu nome deriva da briga do seu inventor, e de quem patenteou a cama, como se fosse sua.  A cama patente foi desenvolvida pelo marceneiro e artesão, Celso Martinez Carrera, na cidade de Araraquara, SP. Ele chegou ao local em 1909 e, em 1915, desenvolveu o projeto que mudaria sua vida e o sono de muitos brasileiros, em especial, os de São Paulo. Dedicava-se a construir móveis simples e baratos para a população. Para substituir as camas de ferro dos hospitais, que por conta da guerra estavam difíceis de serem importadas, criou com grande qualidade e riqueza de detalhes a cama Patente. Mas entra nessa história um imigrante italiano, que chegou ao Brasil em 1894, Luigi Liscio que percebendo que o artesão Carrera não havia PATENTEADO a ideia, fez o registro como sendo dele a invenção, e dessa maneira impedindo o inventor de fabrica-la. Assim, a Indústria Cama Patente L. Liscio foi fundada em Araraquara em 1919 e, no mesmo ano, se transferiu para o bairro do Bom Retiro, onde funcionou até 1968. Outra curiosidade dessa história é a de que a empresa de Liscio ainda teve um clube de futebol, o Esporte Clube Cama Patente, que foi fundado na data de 14 de dezembro de 1927, sua sede era situada na Rua Rodolpho Miranda, no bairro do Bom Retiro. O time disputou o campeonato paulista da 2ª Divisão em quatro ocasiões, nos anos de 1932, 1933, 1934 e 1935. Apesar desse tumulto em sua origem, é inegável o sucesso comercial  que virou um símbolo de cama.  Essas informações foram obtidas no site SP em Foco de 16/04/2020.

3.10.21

Crônica diária

 Bienal de São Paulo


Foi lendo o post do Tuneu (Antonio Carlos Tuneu Rodrigues), que conheço de outras bienais, que resolvi, a seu exemplo, dar um alerta aos possíveis interessados em visitar a Bienal de São Paulo: levem o comprovante de vacina. No seu texto o Tuneu faz um desabafo perfeitamente cabível. Transcrevo:
 "Fomos à bienal. Não entramos. Passou pela minha cabeça o meu histórico pessoal com esta instituição. Com dezenove anos participei pela primeira vez da bienal. Participei de duas outras exposições. Tinha transito livre. Conhecia todos pelo nome incluindo os montadores. Durante os anos 80 recebia o convite para as inalgurações. Nos 90 nem isto, você ficou menos "in"."

Comigo também, Tuneu, aconteceu, em menor escala, a mesma coisa. Participei da Bienal, e sempre recebia convite etc... Depois visitei umas poucas, participei em 2010 de uma manifestação de artistas, contra ela, e não tiveo muito interesse em voltar a vê-la. Digo isso com pena, mas é verdade. E acabei indo visita-la no sábado pela manhã.  A Bienal de São Paulo esta este ano "Escura, mas" bem montada. Poucos artistas em grandes salas especiais. Nenhuma grande estrela, e tudo do mesmo. O índio e o negro bem representados, de resto uma grande "ancora" amarrada a uma das pilastras do magnifico pavilhão do Ibirapura. O melhor da mostra continua sendo a obra de Niemeyer. 

PS-"Faz escuro, mas eu canto" é o slogan da 34ª Bienal em referência ao momento vivido no mundo inteiro. Foto minha e cartoon do Luiz Villa.

 

2.10.21

Por que será?

 Por que será que no meu story do Facebook só aparece mulher pelada?

 



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