18.1.22

Crônica diária

 Pesadelo

São raros quando estou dormindo. Ao contrário das notícias sobre o nosso atual governo. Mas esse pesadelo de umas noites atrás não me sai do pensamento. Estávamos num carro cujo motorista era meu pai quando jovem, e a direção era do lado direito como na Inglaterra. Era noite e estávamos só nós dois no veículo. Notamos, assustados, que um drone estava nos seguindo. Ora eu o via no vidro traseiro, ora na lateral do meu pai. A estrada foi ficando estreita e do asfalto entramos numa de terra e na fuga do drone a estrada era uma trilha no meio de mato fechado. Subitamente nos deparamos com um caminhão baú branco  atravessado na trilha impedindo totalmente o caminho. Paramos e ouvimos vozes de mulheres e crianças como se estivessem feridas. Surgem em nossa janela dois homens facilmente identificados, pelos traços faciais como os bandidos de filmes mexicanos. Mandaram abrir o vidro, o que fizemos imediatamente uma vez que suas feições não recomendava desobediência. Um deles entrou no carro e começou a torturar violentamente meu pai. O outro observava a tortura com um leve sorriso de canto de boca. Eu completamente sem nenhuma reação. Acordei transpirando e não consegui mais esquecer esse terrível pesadelo.

Jan Banning, 14ª postagem da série BUROCRACIA

 


17.1.22

Crônica diária

 É quase um spoiler

 Contado como vou contar pode parecer frívolo e banal, mas no contesto do romance fez todo sentido. Volto a comentar o livro do Alejandro Zambra, " Poeta chileno". Nas ultimas páginas do romance depois de cinco ou seis personagens importantes na trama terem sido devidamente explorados, o Vicente volta para a casa´depois de umas férias, e encontra nua no sofá da sala trepando com (?) a) b) c) d) ou e) cinco desses personagens. Aí o autor pergunta ao leitor com qual deles a Carla estaria transando? " A resposta esta no próximo capitulo". Com nenhum desses, escreve o Alejandro. Esta com o ex-marido e pai do Vicente, de quem esta separada há mais de 20 anos. E nas linhas que se seguem descreve as circunstâncias que os levaram ao ato sexual. 

Jan Banning, 13ª postagem da série BUROCRACIA

 


16.1.22

Crônica diária

 Só o vírus é comum a todos os lugares

                 5:20 AM amanhecer em IBIRAQUERA, SC, vista da janela do meu quarto (15/01/22)

Depois das chuvas em Minas, do desastre ecológico em Ouro Preto, das mortes em Furnas, algumas semanas de chuvas diárias na cidade de São Paulo voltei para minha praia em Ibiraquera. Costumo fazer minha vida no contra fluxo. Quando todo mundo vai para o litoral, réveillon, carnaval etc... vou para São Paulo, e curto a cidade vazia. Este ano não foi diferente. Agora em janeiro retorno para a casa da praia e encontro  uma seca e calor de fritar ovos na sombra. Praias cheias, ainda é férias escolar. Fiquei penalizado com as chuvas no litoral paulista que prejudicou o feriado de fim de ano de muitos amigos. Em Santa Catarina não choveu. Fica a dica para os próximos anos. Sexta feira retornou de férias o Marcelo, nosso jardineiro. No sábado as seis da manhã me liga dizendo estar com febre alta, e muita dor de cabeça. Vai fazer o teste da Covid. A única coisa comum em todo lugar do mundo é o vírus.

Jan Banning, 12ª postagem da série BUROCRACIA


 

15.1.22

Crônica diária

 Minhas queridas poetas


Dedico esta crônica para minhas inúmeras leitoras e poetas, muito especialmente para as três de quem sou leitor e fã, Betty Vidigal, Flora Figueiredo e Leila Ferraz. Tenho pensado muito em vocês durante a leitura do "Poeta chileno", romance do Alejandro Zambra. A história é ótima e não se trata de um livro de poesias, mas sobre poetas. Vocês três estariam no romance, caso fossem chilenas. Para quem gosta de fazer turismo literário, uma bela viagem. Para que gosta da gastronomia chilena, como eu, o romance trás deliciosas sugestões, como o pão com abacate no café da manhã.

Jan Banning, 11ª postagem da série BUROCRACIA

 


14.1.22

Crônica diária

 As gordinhas estão na moda

 

Recentemente postei uma longa série da consagrada fotografa norte americana  Rosanne Olson  onde o nu feminino era o tema, e as modelos com idade e peso inverossímeis. Recebi várias críticas. As fotos da  Rosanne primam pelo bom gosto artístico. Aí vem a célebre discussão do que "é bom gosto". Esta semana recebo uma publicidade do Mercado Livre vendendo maiôs femininos, e as modelos são todas gordinhas. O resultado é quase erótico ou pornográfico. Mas esta na moda. Uma loja de roupas íntimas femininas perto de casa colocou na vitrine uma foto em tamanho natural, três modelos: uma negra, uma oriental e uma branca, todas com tudo que uma mulher não deseja exibir. Ficou muito pouco tempo na vitrine. Para quem possa interessar os tamanhos 58 correspondem a Busto 134cm Cintura 118 e Quadril 140.








 

Jan Banning, 10ª postagem da série BUROCRACIA

 


13.1.22

Crônica diária

 São Paulo é insegura

 

 As nove da noite o Caio chega em nossa casa perguntando se ouvimos os tiros na esquina da Consolação. Não ouvimos. Então relatou que os seguranças de uma das lojas baleou um dos dois assaltantes a uma senhora com uma criança de colo. O bairro esta perigoso. Esse foi o nosso comentário. Na manhã seguinte, as oito e trinta estou passando a pé em frente a um hotel onde há dois seguranças vestidos com Armani preto. Na frente uma lanchonete com um banco na calçada. Um moto boy da ifood passa vagarosamente na rua deserta. Um cliente do hotel havia atravessado a rua, e sentado no banco a espera da abertura da lanchonete para seu café da manhã. O moto boy chega no sinal da esquina, da meia volte, e na contra mão, rente à calçada chega do lado do hospede do hotel, aponta a arma e leva seu celular. Eu estava exatamente em frente ao assalto do outro lado da calçada. Assustei com o berro do hospede que veio meio atônito para o meio da rua e juntos vimos o ladrão virar a direita e sumir na Haddock Lobo. Perguntei para a vítima se havia visto o número da chapa da moto, e me respondeu pálido de susto e raiva: " I do not understand Portuguese". Cinco minutos depois cercado pelos seguranças do hotel e pelo gerente da lanchonete estavam comunicando a polícia e me informaram que as câmaras de vigilância devem ter registrado a placa. Mais um assalto  para a terrível estatística. Pobre turista. Depois dizem que o Rio é que é perigoso.

 

Jan Banning, 9ª postagem da série BUROCRACIA

 Jan Banning, India-19 [Tha., SKM (b. 1946)], from the series Bureaucratics, 2003, inkjet print, the Museum of Fine Arts, Houston, gift of the artist. © Jan Banning

Mas o que mais impressiona é a comparação entre os vários países. Aos que não gostam de mesclar arte e protesto, o trabalho de Banning provavelmente não irá agradar. Ele tem no currículo numerosas séries em que aborda temas que nos fazem refletir sobre a miséria da condição humana.

12.1.22

LUIZ VILLA

 


Crônica diária

 A ciência não para

 Ouvi pelo rádio do carro (CBN) uma notícia fantástica. Um brasileiro adulto residente em Israel foi o primeiro a testar a nova "pílula" contra Covid produzida pela Pfizer.  Na verdade a dose é composta de 30 pílulas, três pela manhã e três a noite, durante cinco dias a um custo de $350 dólares, contra um dia de internação (em Israel) que custa $4 000 dólares faz uma diferença fantástica.  Esse medicamento que entrou na fase de teste, no caso do brasileiro, que possui uma doença autoimune, foi muito positiva. Teve os sintomas leves nos primeiros dois dias e no quinto estava curado. Apesar de ter recebido as três vacinas, como é autoimune, o perigo de uma contaminação era sempre maior do que nas pessoas sem morbidades.  

Jan Banning, 8ª postagem da série BUROCRACIA

 

IÊMEN

11.1.22

Crônica diária

 Quando eu morrer

 "Quando eu morrer não quero choro nem vela" como dizia o samba, nem fita amarela, mas que alguém comunique ao Facebook meu falecimento. Domingo passado o FB é que me comunicou o aniversário do querido amigo Waldo Claro. Fui até sua página e minha queridíssima amiga Kitinha havia há 32 minutos cumprimentado o amigo comum. Waldo Claro, jornalista com larga carreira nos melhores jornais do pais nos deixou em 3 de julho de 2019. Dois anos e meio depois ainda continua sendo lembrada a data do nascimento com desejo de vida longa e muita saúde. Vou recontar esta história porque tenho sempre um leitor que ainda não a conhece. Tenho um blog onde posto textos sobre as pessoas que gosto enquanto vivas, como contra ponto daqueles que ao morrerem amigos ou conhecidos fazem declarações espantosas que certamente o falecido gostaria de ter ouvido ou lido em vida. Pois bem dia 3 de julho de 2019 postei o seguinte texto sobre a morte do Waldo: "

                                      

Uma notícia que dou com muito pesar: morreu hoje em Jahu, onde estava internado há duas semanas, o jornalista internacional do Estado De São Paulo, Gazeta Mercantil, e Notícias Populares que ajudou a fundar. Com uma vida totalmente dedicada ao jornalismo, o Brasil perde um dos seus mais brilhantes representantes. E eu, um grande e velho amigo da juventude. Sobre ele escrevi aqui  em 06/08/2011, e aqui em 30/03/2018. Ele sabia perfeitamente o que eu pensava dele.

O link do blog é: https://1bloga.blogspot.com/

 

Jan Banning, 7ª postagem da série BUROCRACIA

 

ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

10.1.22

Sebastião Cabral e o NONO

 

                                                        Sebastião Cabral e o NONO

Crônica diária

 As cartas estão sendo postas, façam suas apostas (2ª parte)

Com o Bolsonaro como maior cabo eleitoral do Lula, este mantém se como velha raposa, e chefe da quadrilha condenada por ter assaltado o país durante 14 anos, aguarda mudo e calado sua reeleição, possivelmente no primeiro turno, graças à competência do seu maior cabo eleitoral. Dessa forma nos resta colocar, mais uma vez, que só restam três ou quatro meses para que os candidatos de centro se unam e por uma terceira via, possam apresentar ao eleitor brasileiro uma saída para esse impasse eleitoral que se tornou o pleito de outubro próximo. É preciso que o candidato tenha carisma suficiente para em tão pouco tempo virar esse jogo. E carisma não se compra nem se inventa do dia para a noite. Ou se tem ou nada feito. Nenhum dos dois possíveis candidatos a ocuparem o posto de líder da terceira via tem carisma. Moro e Dória por razões diversas tem alta taxa de rejeição. Para se eleger presidente são necessários além de carisma, capacidade político eleitoral, e competência gerencial comprovada. Falta ao Moro estes dois últimos quesitos. Dória já demonstrou capacidade política vencendo o Lula e o PT na Prefeitura de São Paulo e depois para o Governo do Estado. E acaba de demonstrar com sua excelente gestão frente ao Estado sua capacidade gestora. Tem todas as credenciais para fazer um bom governo federal. No entanto sua rejeição, a meu ver injusta, é fruto de críticas dos dois lados, Bolsonaro e petistas não canção de hostiliza-lo, por razões, essas, óbvias. Na manga do Gilberto Cassab, hoje o político mais importante do país, esta o Rodrigo Pacheco, que se não se apresentar como o líder dessa terceira via será um nome forte para 2026. Uma pena que nomes como da Simone Tebet que tem carisma, e seria uma ótima vice de qualquer um desses candidatos, não esteja sendo levada a sério pelo seu próprio partido.

Jan Banning, 6ª postagem da série BUROCRACIA

 

RÚSSIA

9.1.22

Crônica diária

 

As cartas estão sendo posta, façam suas apostas ( 1ª parte)
 
 
Com a entrada do ano eleitoral as cartas dos possíveis candidatos vão sendo lançadas à mesa de apostas. O presidente eleito em 2018, que se demonstrou um completo incompetente, não saiu do palanque nem um só dia dos três anos de seu desastrado mandato. Eleito por conta de uma "facada", e o pavor que os 14 anos de PT criou na população, assumiu o governo destruindo todos os dogmas, ritos ou liturgia do cargo. Populista e determinado a ficar no poder por mais de um mandato, tentou faze-lo através de um golpe, o que em 7 de setembro de 2021, se mostrou inviável. Continuou no palanque do qual nunca desceu. Sua popularidade só fez cair desde que foi eleito. Hoje conta com pouco mais de 20% dos seus eleitores. Um número absurdo levando -se em conta todas as barbaridades cometidas em seus três anos de disparates. Já colocou sua estratégia para as próximas eleições: combater seu inimigo número um: Lula, seu inimigo número dois Moro, seu inimigo número três Dória. Continuar acusando as urnas eletrônicas de fraudes eleitorais (mesmo tendo sido ele o beneficiado nas ultimas eleições) como fez Trump nos USA, para eventualmente justificar sua próxima derrota, e reabriu o processo para descobrir quem mandou o maluco esfaqueá-lo. Sua justificativa, segundo seu ex-ministro Salles, os dois delegados que chefiaram os dois processos anteriores "podem ser lulistas". Enfim, depois de três anos de governo sobra para uma futura campanha as mesmas baboseiras de sempre. O maior eleitor do Lula se chama Bolsonaro.

Jan Banning . 5ª postagem da série BUROCRACIA

 

LIBÉRIA

A série faz uma comparação entre oito países: Bolívia, China, França, Índia, Libéria, Rússia, Estados Unidos e Iêmen.    Segundo o fotógrafo, os países foram selecionados segundo considerações políticas, históricas e culturais.
Algumas imagens provocam grande estranheza, como a de um escritório no Iêmen em que a funcionária atende ao público sem mostrar nem mesmo os olhos, que ficam escondidos atrás dos trajes exigidos pela religião.

8.1.22

Crônica diária

 A desimportância de um nome

 Estou lendo "Poeta chileno" de Alejandro Zambra, bom escritor chileno, e numa determinada parte do romance a mãe gravida de um segundo filho discute com o marido, pai dessa criança que iria nascer e o filho de sete anos, cujo pai não é o atual marido,  os nomes possíveis para a filha ou filho que viria. E essa sugestão de nomes masculinos e femininos vai longe. A mãe tem suas preferências, o garoto as dele e o pai também. No caso do romance a criança acaba não nascendo. E essa frustração tem evidentes consequências para a história. Já escrevi defendendo uma tese que os nomes que as pessoas são obrigadas a carregar pela vida a fora, e que não nunca foram de seu desejo ou escolha, tem uma importância na sua personalidade muito maior do que pensam ou acreditam ter os astros e a data de seus nascimentos.  Mas o que me leva fazer essa reflexão é quão desimportante o nome, que terá um indivíduo, se em geral nunca será chamado por ele, e sim por um apelido. Para batizar um José, tão longamente debatido, pensado, discutido, até com data de nascimento previamente estudada, que será na vida futura tratado por Zezé? Um Roberto, por Bob? Um Nicolau, por Nick, ou Nico? Um Gabriel por Gabo? Uma Cecília, por Ciça? Uma Fátima, por Fafá? Uma Lara, por Lalá? 

Crônica do Alvaro Abreu

 

Férias em Cotia

 

Meu pessoal adora se juntar pra festejar, seja lá o que for: aniversário, lançamento de livro, sucesso de exposição, casamento, chegada de ano novo e tudo o mais que se mostre um bom pretexto ou uma ótima oportunidade para reunir os adultos e a garotada dessa espécie de clã que vai se formando. Está comprovado que muitos se divertem tomando providências para viabilizar ajuntamentos familiares. Aproveitando expertises, preferências e disponibilidades de cada um, atuam em harmonia e com boa antecedência. 


Definem as datas e os lugares, inventam os motes, compram o que for preciso, alugam o que for necessário, escolhem parcimoniosamente o menu, enfeitam as paredes pra ficar bonito, arranjam flores no jardim e compram em loja se preciso for, desenham figuras nos vidros das janelas, montam árvores de Natal e barraca na grama do jardim pras crianças, fazem fogueira se puder, selecionam as músicas, botam pra tocar e dançam sem parar, cozinham e botam pra assar, fazem bolo com cobertura, se for dia de aniversário de alguém, inventam saladas e risotos de vários tipos, fritam ovos, criam sanduíche especiais e canapés coloridos, fazem pão de queijo e tortas de maçã ácida e de limão, assam peru e pedem pra destrinchar e fatiar para servir, cortam, picam, temperam e mexem panelas, acendem a churrasqueira, amolam faca para cortar as carnes, lavam louça com pouca destreza e alguma má vontade, varrem se alguém pedir ou mandar, pedem tudo que precisam para quem vai ao supermercado.


Usam o celular o tempo inteiro, trocam mensagem de montão, fotografam tudo e postam imediatamente, bebem cerveja, gim, uísque, vinho, cachaça e muitos drinks com gelo, passeiam na trilha da floresta no parque, deitam ao sol de meio dia, jogam baralho seriamente e brincam com um jogo de palavras, ensinam a fazer colher e os segredos das gravuras, comem como gulosos ao lado de crianças que adoram pizzas, biscoitos e chocolate e disputam o último pedaço do bolo e o restinho do doce de leite.


Chutam bola pra todo lado, tentam fazer cesta no aro da tabela, se jogam na piscina fazendo careta, assistem filme na parede da sala em silêncio ou torcendo pro mocinho, brigam por quase nada e fazem as pazes rapidinho, praticam o vício de disputas em joguinhos eletrônicos, fazem manha pra que deixem jogar mais, dormem no sofá, acordam tarde, voltam a jogar autorizados ou escondidos.


Desta vez o ajuntamento aconteceu numa casa confortável de um condomínio antigo nos arredores de Cotia. As ruas tranquilas e arborizadas me trouxeram as minhas de antigamente, com a garotada indo e vindo sem qualquer dessas preocupações modernas. Amora e Pingo nos receberam com a alegria que uma arara e um cachorro podem demonstrar para os seus donos depois de longa ausência.

 

Vitória, 06 de janeiro de 2022.

Alvaro Abreu

Escrita para A GAZETA.


Jan Banning, 4ª postagem da série BUROCRACIA

 

India

7.1.22

Crônica diária

 Outra crônica pronta: " Guerra dos Mundos"

 Radicado na Bélgica, o desenhista carioca Henrique Alvim Corrêa (1876-1910) criou, no início do século 20 as “imagens do fim do mundo”, 130 ilustrações para uma edição de luxo, lançada em 1906, de A Guerra dos Mundos, do inglês H.G. Wells (1866-1946). Os desenhos de Corrêa retratando as invencíveis máquinas de guerra alienígenas são o centro da exposição Ninguém Teria Acreditado, em cartaz até abril na Pinacoteca, em São Paulo. Outros dez artistas contemporâneos complementam o acervo com instalações, vídeos e outras mídias que dialogam com as noções de fim do mundo do tempo de Corrêa para cá e com as críticas ao colonialismo feitas veladamente por Wells em seu livro. (Folha)

Ah, uma curiosidade. Na Guerra dos Mundos, os invasores marcianos são derrotados não pelos humanos, mas por um vírus.(Meio)

Jan Banning, 3ª postagem da série BUROCRACIA

 

FRANÇA

6.1.22

Crônica diária

 É preciso salvar o Brasil

 Minha primeira crônica sobre política neste ano de 2022 vem para dar uma satisfação aos que defendem a candidatura do Moro desde sua saída do ministério da Justiça e do governo do Bolsonaro. Claro que sempre considerei-o um possível postulante, e por representar um adversário do atual presidente sempre teve minha simpatia e irrestrito apoio caso se viabilizasse como candidato único da terceira via. Mas sempre defendi, na mesma época, a candidatura do Mandetta por considera-lo mais preparado para o cargo, com mais facilidade de comunicação e menos rejeição no meio político parlamentar. No entanto Mandetta não conseguiu transpor a primeira etapa que é a indicação do seu partido. Hoje leio a seguinte notícia (04 de janeiro de 2022) :


"Sérgio Moro, ex-ministro e pré-candidato do Podemos ao Planalto, estabeleceu para si uma meta, como revela Carolina Brígido. Se não atingir 15% das intenções de votos até fevereiro, vai desistir da candidatura presidencial e tentar a vaga do Paraná no Senado. A tarefa é árdua, pois a maioria dos levantamentos feitos no fim do ano o mostrava estacionado em 9%. Moro e seu círculo mais próximo estabeleceram essa meta depois que o ministro do TCU Bruno Dantas mandou que a consultoria americana Alvarez & Marsal, onde ex-ministro trabalhou entre abril e outubro, revelasse o que ele fazia e quanto ganhou. Há suspeita de conflito de interesses porque a empresa atuou como administradora judicial da Odebrecht, envolvida na Lava-Jato. Em nota, a assessoria de Moro negou tanto a intenção de mudar a candidatura quanto qualquer irregularidade no trabalho para a consultoria. (UOL)

Se isso se confirmar será a ultima oportunidade do centro se alinhar com João Dória ou Rodrigo Pacheco, ou com uma chapa dos dois juntos, para ganharem do Lula no segundo turno. João Dória com um bom desempenho no governo de São Paulo, liderando a campanha a favor da ciência contra o negacionismo do Capitão tem, a partir de abril, condições de virar o jogo a seu favor. Rodrigo Pacheco escudado pelo Gilberto Cassab e seu partido, já foram por mim apontados como possíveis protagonistas desta união da terceira e necessária via para derrotar Lula e Bolsonaro, salvando o Brasil.

 

JAN BANNING - "BUROCRACIA" - 2ª postagem da série

CHINA

5.1.22

Crônica diária

 Como escolher amigos com gosto afim na internet

Antigamente, muito antes da invenção da internet, e das redes sociais, haviam algumas formas  de se definir ou identificar as características de uma pessoa. No caso dos homens o sapato era um deles. Sabíamos sua condição social, cultural, econômica, apenas analisando seus sapatos. Com a pandemia e o isolamento social o contato físico ficou prejudicado e o uso da internet e do celular nos fez desenvolver outras ferramentas com o mesmo objetivo. Por exemplo, a imagem  que as pessoas usam em seu avatar é bem definidora. Muitas vezes não são seus retratos. Usam cães, gatos, ou caricaturas. Isso sem falar nos que colocam fotos de 30 a 40 anos atrás. Mas todas essas iniciativas são óbvios instrumentos para intuirmos as características da personalidade do indivíduo. Hoje deparei com um avatar que me chamou atenção. Fui conferir sua página e tudo configurava, harmonicamente, sua personalidade. Um jovem, simpático, culturalmente desenvolvido, inteligente, observador e bem humorado. Na foto do seu cabeçalho no Facebook, em preto e branco, uma placa à beira de uma estradinha de terra: " Painel privado não lido", em francês. Agradeço e cumprimento  o Olivier Calvet por ter me dado a oportunidade de usa-lo como um bom exemplo nesta crônica.

 

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