15.4.21

Crônica diária

 Sobre a crônica de ontem


 Ao falar da Olivette e Remington, na crônica de ontem, percebi como eram fortes as marcas de certos produtos. Não me refiro só ao Bombril, que de fato é uma bom exemplo. Mas tem milhares de outros como Jeep, Gillette, Bendix que era sinônimo de máquina de lavar roupa, e que depois de a uma campanha publicitária memorável, foi substituída, na memória do povo, por Brastemp. Mas o piano continua sendo o Steinway. E por falar em Bendix, muito antes da Brastemp meu tio Pedro resolveu fazer u´a máquina de lavar, genuinamente brasileira, para concorrer com a importada. Naquele tempo a Bendix era a líder e única no mercado. Criou a Prima, e logo teve muitas dificuldades de enfrentar a concorrente. Meu avô era vivo, e chamou meu pai para ajudar o irmão Pedro na pequena indústria. Meu pai, médico e fazendeiro não entendia nada dessa área, mas atendeu ao pedido do pai, e tentaram viabilizar o projeto. Eu era rapazinho e conheci dentro da fábrica o poder das multinacionais. Claro que não vingou. Muitos anos depois meu pai, por outras razões, se viu fabricando óleo de girassol. Era o primeiro óleo puro de girassol a ser colocado no mercado, mais uma vez dominado pela marca Maria, óleo de "oliva". "Maria, sai da lata", era o bordão desse produto. Casualmente o escritório do meu pai era na Rua dos Ingleses, e tinha como vizinho o dono da Indústria JB Duarte, fabricante do óleo "Maria". O seu filho Laodse Duarte acabou ficando meu grande amigo na juventude, e com a morte do pai, que herdara a indústria do avô, foi seu diretor até fecharem. Quem cuidava da parte comercial e publicitária do Óleo "Capitóleo", puro de girassol, era este cronista. Essas não foram minhas únicas experiências industriais, mas sobre as outras  falo outro dia. 

 

 

Conto do LUIZ VILLA

 É tudo igual

No final da rua, perto da última árvore torta, sobrava um casarão velho. é sempre lá a casa das putas.
Disseram que quem construiu pretendia um hotel, mas a fábrica de vagões fechou e até a estrada de ferro foi trocada pela rodovia que vai lá, reta do porto.
Da mesma época era a reforma da igreja, os operários tinham onde dormir e também uns viajantes. Tudo passou.
Nós aparecemos sem avisar, havia dois hotéis na cidade, passando pelo primeiro maior, recebemos a notícia de nenhum quarto vago. O segundo menor na travessa, quem já entrou em uma espelunca....já entrou em todas.
No carro dei a notícia: Se vocês quiserem fiquem aí, eu vou dormir na casa das putas. 
Por fim fomos os três. Quem conheceu em uma, conheceu todas.
Nem essa era diferente, o sanfoneiro, o bar, cerveja, umas feias; e a dona veio me encontrar eu disse nosso propósito:  -Quer dormir? Vou atender uns clientes depois o quarto é seu. Acertei o preço. - Tome uma com calma. Cerveja é tudo igual.
Descobri que a irmã mais nova podia ficar com o Zé. O velho Pitoco eu sabia que se arrumava.
Quase 1:30, eu cansado da viagem, morto de sono e cerveja, entrei no quarto. Quem já visitou um quarto desses já visitou todos. A cortina vermelha, a cama de madeira escura, bibelôs e bichinhos de pelúcia. O abajur com pingentes e a colcha de chenille meio desbotada. Almofadinha de coração e cheiro de umidade.
Mas no Sul se tem puta bonita era essa ai. Pele branca cabelo escuro, pela luz tremula e minha tonteira liquida.....ficava linda.
Dormi com a segurança dela nos braços, acordei com uma senhora gorda fazendo limpeza, era outra casa sem balburdia, nem bar nem sanfoneiro. Chuveiro e fui ao terraço, aliviado vi que o carro e a bagagem ainda estava lá. Que sorte. Gritei pelo Pitoco: -Vão bora turma que ainda tem chão!  Cadê o Zé?
Tá no carro.
Olhei no banco de trás, o Zé sorria, ao seu lado a irmã da puta sentada.
-Vou levar comigo para São Paulo.....estou apaixonado.
O Pitoco Velho não estava muito assustado, fez um gesto para que eu me acalmasse. Com um cigarro de palha na boca perguntou: -Cê sabe o que é amor?
-Não! Respondi enfezado. - Intão cê num sabe se num é!
E tocamos viagem deixando para trás a árvore torta. Quem já viajou por uma dessas estradas retas sabe como é.....já  viajou por todas. 

Luiz Villa




14.4.21

Crônica diária

 

 O Cronista do dia a dia

 




 
 Aquela cena do jornalista ou escritor na redação dos jornais, sentado em frente à Olivette ou Remington ,  com cigarro no canto da boca, e olhar fixo no papel, no rolo da máquina de escrever, à procura de um tema para sua crônica, sempre na derradeira hora de enviar para a gráfica, não me sai da memória. Hoje, sem cigarro no canto da boca, sem papel na bobina da máquina, mas em frente a um teclado e computador, a espera de uma inspiração é a mesma. Assunto político não falta, o que desanima é que é sempre mais do mesmo. Assunto policial impressiona como o crime mais torpe e vil, contra crianças de três a quatro anos, indefesas, são cometidos por mães, e namorados assassinos, repetidas vezes. No campo das artes, só é notícia relevante a morte de artistas. O país além do lockdown, por conta da pandemia, sofre um apagão cultural, só visto em tempos de guerra, ou perseguições a artistas na Rússia ou na China. Curiosamente dois países comunistas. E curiosamente a maioria dos artistas,  no mundo todo, professam essa ideologia.

13.4.21

Os varais da Claudinha



 Que delícia ter amigas como a Claudinha ( Claudia Kuser, ou Noite Harmônica) que nos enviou essas duas imagens com este texto: "Lembrei de ti".

Crônica diária

 À procura de um pai

 
A semana passada escrevi sobre os nomes duplos, e sobrenome em número excessivo. Fui recriminado por uma leitora que achava um absurdo eu só ter dado o meu sobrenome aos meus filhos. E perguntava: " Eles não tem mãe?". A resposta, minha cara leitora, é simples: as mães desde a parteira ou a maternidade todos conhecem. Isso nem sempre acontece com relação aos pais. Tem muita gente que nem a mãe sabe quem é.

 

12.4.21

Crônica diária

 É o André?

Atendi a três chamadas no celular e uma voz masculina perguntava: "É o André?" Eu respondia: "não, é engano" , e desligava. Na quarta chamada atendi e respondi; "Sim, quem fala?..." e continuei a conversa por uns 15 minutos. Do que tratamos não posso mencionar, porque nem era assunto para ser tratado por telefone, muito menos numa crônica.

 

11.4.21

Crônica diária

 Robôs não tem humor


Fui vítima da falta de percepção dos robôs do FB. Eles não distinguem ironia e humor, de crime de verdade. Por exemplo chamar meus caricaturados de vítima, alertou os padrões de segurança do FB, e eles bloquearam todos os comentários meus com essa referência. Uso esse termo há mais de 20 anos. Costumo chamar minhas vítimas, as pessoas que homenageio no blog Vítima da Quinta. São mais de 1350 caricaturas, portanto, de vítimas. Agora o FB resolveu me considerar um serial killer. Mandou três notificação, tive que criar uma nova senha, (para minha segurança, segundo eles), responder a um questionário, e aguardar a conclusão do trabalho dos analistas. Se desculparam pela possível demora na análise, por conta de falta de gente, devido a pandemia. Durma-se com um barulho desses!!!! Eu convido minhas "vitimas" a se reconhecerem no blog, e sou bloqueado. Me defendo e tenho que aguardar um tempo indeterminado, por conta da Covid, para ser "julgado", e enquanto isso minhas "vítimas" não podem ver, ou ler minhas mensagens. Falta aos computadores humor e ironia.
 
PS- Para quem quiser conhecer o blog Vítima da Quinta: https://vtmadaquinta.blogspot.com/

Crônica diária

 Robôs não tem humor

  Fui vítima da falta de percepção dos robôs do FB. Eles não distinguem ironia e humor, de crime de verdade. Por exemplo chamar meus caricaturados de vítima, alertou os padrões de segurança do FB, e eles bloquearam todos os comentários meus com essa referência. Uso esse termo há mais de 20 anos. Costumo chamar minhas vítimas, as pessoas que homenageio no blog Vítima da Quinta. São mais de 1350 caricaturas, portanto, de vítimas. Agora o FB resolveu me considerar um serial killer. Mandou três notificação, tive que criar uma nova senha, (para minha segurança, segundo eles), responder a um questionário, e aguardar a conclusão do trabalho dos analistas. Se desculparam pela possível demora na análise, por conta de falta de gente, devido a pandemia. Durma-se com um barulho desses!!!! Eu convido minhas "vitimas" a se reconhecerem no blog, e sou bloqueado. Me defendo e tenho que aguardar um tempo indeterminado, por conta da Covid, para ser "julgado", e enquanto isso minhas "vítimas" não podem ver, ou ler minhas mensagens. Falta aos computadores humor e ironia.

PS- Para quem quiser conhecer o blog Vítima da Quinta: https://vtmadaquinta.blogspot.com/


10.4.21

Crônica diária

 O cultivo do bonsai

 
Depois de ano e meio aprendendo a cultivar bonsai aprendi que dele não sei nada, e pior, deveria ter iniciado meu aprendizado aos dez ou quinze anos de idade. Naquele tempo, década de 50 era coisa cheia de mistério e só japoneses conheciam os segredos das árvores com aparência de velhas plantadas em bandejas rasas. Tive um na década de 60, presente do artista Wesley Duke Lee. Como nunca me disseram como deveria cuidar, não tomava sol e morreu. Há dezoito meses resolvi cultivar pré-bonsais até para ter o que me ocupar durante a pandemia que nos obrigou a ficar em casa. Assisti dezenas de vídeos, aulas sobre o assunto. Hoje é internacionalmente cultivado e seus "segredos" largamente difundidos. Acontece que da teoria para a prática há uma distância enorme. Um dos fatores primordiais é o tempo. Muito tempo. Dezena ou centena de anos. Essa talvez seja a razão que sites de venda vivem me oferecendo bonsais de plástico. Mas não sou de desistir fácil. Tenho plena consciência de que não verei minha plantas como um verdadeiro bonsai. Não passam de plantas em vasos pequenos. Pré-bonsai, muito longe de receber as podas e aramagens definidoras do estilo característico da arte. Mas entre uma operação e outra levam dois a três anos, e é coisa para adolescente começar a fazer para usufruir da obra na velhice. Depois, algum neto desavisado vai cometer os mesmos erros que cometi, deixar o bonsai na sombra, deixar de molhar diariamente, e por fim, conversar com as plantinhas, este ultimo segredo, nenhum manual recomenda.

 

9.4.21

Crônica diária

 

 O "macho" da Betty

Betty Vidigal, poetisa, e escritora, é mestre em postar na rede assuntos polêmicos e provocativos. Dia desses li em sua página o seguinte texto:

"É tão diferente o padrão estético para homens, entre minha geração e a dos jovens de agora...
Essas barbixas esculpidas + músculos bombados + peito depilado + tatuagens formam um visual que simplesmente meu cérebro não identifica como "macho humano".
Mas vejo que as meninas acham isso bonito."
Fiz o seguinte comentário: "

"As meninas sempre desejarão e se contentarão com o que estiver na moda, mesmo que seja esse "macho" por vc descrito, saia curta, saia longa, e unhas pintadas de roxo, com um dedo só de outra cor, e de preferência com estrelinhas cintilantes."
 
Essa conversa se deu entre às duas e três da madrugada. Acreditava que a quarentena prolongada tivesse mudado o hábito das pessoas, mas fiquei sabendo, na mesma madrugada, que: "  a "Betty Vidigal
"Antigamente", no Orkut, iam sumindo as pessoas e na alta madrugada só estavam meus irmãos e meus primos."
 
Vejo então que quem mudou nesta quarentena prolongada fui eu. Nunca frequentei a madrugada, nem no tempo do Orkut.
  

8.4.21

Crônica diária

 Meu gosto musical

 Há uma semana  o amigo Claudino Nóbrega, que  além de profundo conhecedor de arte, escreve muito bem, me cobrou dizendo que nunca escrevo sobre música, e sobre meu gosto musical. Não é verdade, Claudino, você é que não tem lido meus livros de crônicas. Lá você iria encontrar algumas dedicadas ao tema. Embora é preciso que se diga que não tenho o menor ouvido, e sobre isso também já escrevi. Para não ser repetitivo vou resumir:

Na infância  ouvia os discos de vinil do meu pai. Nat King Cole, Frank Sinatra, Édith Piaf, tangos que eram os que ele ouvia. 

Depois na juventude, na década de 50, comprei o primeiro disco de rock que chegou ao Brasil :“Rock Around the Clock”, com Elvis Presley.

Gostava muito do Rei do Baião, Luiz Gonzaga, e inventei que queria aprender a tocar harmônica, que eu chamava de sanfona..  Foi um desastre e durou poucas aulas. Minha paixão pelo som do saxofone nunca passou de ouvi-lo. Em Cataguases, no colégio interno, influenciado  por colegas, comprei um violão. Em poucas semanas fui aconselhado a vender o instrumento, com pequeno deságio. Na casa dos meus pais sempre teve piano, e quem tomava aula era minha irmã. Na família ninguém chegou a tocar nada além do bife. 

Essa falta de ouvido me custou uma reprovação na aula de dança da Madame Poças Leitão.

De música erudita meu compositor preferido era Wagner, demonstrando minha pouca sensibilidade musical.

7.4.21

Crônica diária

 


 Dito assim só os leitores do jornal Le Monde, políticos e cartunistas saberão que se trata do autor dos cartuns, e charges políticas, que estiveram durante 50 anos na primeira página do jornal. Seu traço e humor influenciou gerações de artistas, e aterrorizou, com suas críticas, os retratados. A força que tem uma charge ficou demonstrada nessa longeva permanência na capa de um dos jornais mais influentes do mundo. Não é pouca coisa. Hoje Plantu cujo nome verdadeiro é  Jean Plantureux  fundou e preside a Cartooning for Pace, e presto aqui minha homenagem.

Veja mais aqui: https://www.cartooningforpeace.org/en/

Ilustrações: Csaricatura do Plantu, por mim e cartum do Villa

6.4.21

Crônica Diária


Cecilia Bicudo

 


Meu nome é Maria Cecilia Ribeiro Dos Santos Bicudo. ( meu pai dizia que só ladrão de cavalos tinha um sobrenome tão comprido). Foi assim que minha "amiga" virtual começou uma postagem. E foi a frase do seu pai que me interessou. Que maravilha de definição. Eu, também, me implico solenemente com essa gente que coloca nomes duplos, e depois seis ou sete sobrenomes. Isso era coisa de Papa e reis antigamente. Nos dias de hoje considero um absurdo. Acho que o Oswald de Andrade não pensava como eu, e cometeu uma imprudênia ao batizar seu filho Rudá. Não com muitos nomes, mas nomes estranhos. Conheci Rudá pessoalmente, e seu nome completo era Rudá Poronominare Galvão de Andrade. Filho de Patrícia Galvão, conhecida por Pagu. O Rudá carregou em seu nome o espírito antropofágico que marcou a história do modernismo brasileiro. Carla Caruso, em seu trabalho sobre Oswald de Andrade, esclarece que Rudá é o nome do deus do amor e Poronominare é o nome indígena para um ser malicioso, humorístico. Os dois nomes são tirados de deuses da mitologia Tupiniquim. Rudá é o encarregado da reprodução de todos os seres vivos, tem a aparência de um guerreiro e vive nas nuvens. Poronominare é um herói mitológico que vive na Bacia do Rio Negro e teria sido o primeiro ser humano criado, o fundador das civilizações. Será que era preciso colocar nos ombros do filho toda essa carga e herança antropofágica, e cultural, do casal? Nunca ninguém os conheceu além de Pagu e Rudá. Aproveito esta oportunidade para desfazer uma lenda sobre os nomes que Oswald teria dado aos filhos. Na verdade foi uma brincadeira de amigos e virou fake news. Diziam que Rudá teria sido registrado com "Rodo Metálico da Rhodia de Andrade" e que teria virado Rudá. Não é verdade. Como não é verdade que seu irmão Kiko (Geraldo Galvão  Ferraz) teria sido registrado como "Rolando Escada Abaixo de Andrade". Não é verdade. Foi uma brincadeira de jornalistas amigos, que inventaram essa "história", porque a mãe deles, Pagu, havia caído de uma escada, e abortado uma menina. Ela teria se chamado Alma.  Morreu após um mergulho da mãe, Pagu, de um navio, em alto mar. Depois nasceu o Kiko, e os amigos inventaram essa "história" de "Rolando Escada Abaixo". Aproveitei a crônica da Cecilia para retificar essas informações inverídicas, que anos atrás ajudei a difundir. Oswald era um louco, mas não a esse ponto.  Estou de absoluto acordo com o pai da Cecilia, "nome cumprido é de ladrão de cavalo."

PS- Segundo a Cecilia seu pai era um sábio. Deixou muitas frases certeiras na vida dela! Se chamava  Douglas Hansen Bicudo.Um dinamarquês dos quatro costados.

As novas informações sobre os nomes dos filhos do Oswald fiquei sabendo só agora, lendo uma entrevista do Rudá (três meses antes de sua morte, em janeiro 2009, com 78) para Alex Solnk, publicada em outubro de 2008.

 Ilustração Luiz Villa

5.4.21

Crônica diária

 O SUS que sobreviveu depois do Mandetta 


Uma imagem sempre fala mais do que 1000 palavras. Essa, que encontrei na internet fala por si. Esse é o nosso país. E lá esta o SUS. Depois da saída de um dos melhores ministros da saúde que este Brasil já teve, e a desastrosa gestão do general Pazuello na pasta, o SUS continua sendo o que sempre foi, graças à sua capilaridade nacional. Poucos países podem se orgulhar de um sistema de saúde tão abrangente, capaz e atuante como o nosso. É preciso escrever sobre os nossos pontos fortes. Não devemos continuar a ser os ufanistas, que sempre fomos, mas reconhecer alguns valores primordiais. Precisamos agora fazer da educação uma prioridade absoluta, e criar um verdadeiro SUS na educação para todos. Essa prioridade se faz necessária depois da gestão do Abraham Weintraub,  e dois anos de pandemia, que atrasaram ainda mais a educação no país. E sem educação nem saúde e segurança vamos ter.

 

4.4.21

Crônica diária

 A China e o nosso quintal

Muito tem se falado da China no Brasil por conta de alguns fatores: Primeiro foi de lá que veio o vírus da Covid 19. Depois porque o Bolsonaro através de seu Chanceler Ernesto Araújo elegeram a China, nosso maior parceiro comercial como inimigos em potencial. Um absurdo diplomático que tem nos custado muito caro. Nesse meio tempo uma disputa trilionária com o 5G  envolvendo, mais uma vez a China, fez dela a bola da vez. Mas enquanto ficamos aqui na terra do Jeca Tatu, os chineses se preparam para tornar-se o centro mundial do e-sports. Jogos eletrônicos e digitais. Aqui falta vacina para os professores, falta salas de aula com banheiro  e água encanada, falta ensino básico, e os alunos do segundo grau são analfabetos funcionais. Lá o maior mercado do mundo, comeu a  construir em Shangai uma arena de e-sports  que custará US$ 898,2 milhôes e terá uma área de 500 mil metros quadrados, com um hotel anexo para as equipes. A ideia é posicionar a cidade como um centro global de e-sports. Enquanto isso aqui o senado brasileiro pressiona o presidente, que reluta em demitir seu chanceler. E de comum acordo com o Ernesto Araujo, como no caso do Eduardo Pazuello, ex ministro da saúde, orquestra acusações contra os politicos. Pazuello acusa deputados de terem exigido "pixulecos" durante sua gestão. Agora a mesma estratégia bolsonarista, Ernesto Araujo acusa a senadora Catia Abreu de estar trabalhando a favor dos chineses no caso do 5G. Acusação imediatamente rechaçada pelo Presidente do Senado. Como no caso anterior do ex ministro da Educação  Abraham Weintraub que atirou impropérios contra o STF, foi exonerado e agraciado com um cargo no órgão multilateral em NY. Ficamos semanas com dois ministros da saúde, e nenhum, a procura de um lugar para o general Pazuello. Até um novo ministério o Bolsonaro pensou em criar, para abrigar o especialista em logística, que fracassou no ministério da saúde, em seu momento mais crítico da pandemia, e da história. Agora procura um lugar para premiar o Araújo, antes de exonera-lo. Os três cumpriram suas missões, sair atirando contra o STF e Congresso. Os três a mando do capitão em sua escalada anti democrática, diversionista e determinada. Como pode um presidente desses ainda ter quem o apoie? 

Ilustração Luiz Villa 

4 de abril de 2021


 

3.4.21

Crônica diária

 Horas absurdas

Já há alguns dias tenho sofrido de insônia, coisa de que havia ouvido falar mas não conhecia. Pelo contrário, sempre dormi muito, e bem. Tinha inveja dos que dormiam quatro horas por dia, e os satisfaziam. O Governador Carlos Lacerda era um desses. A vantagem de quem dorme pouco é a possibilidade de produzir muito mais. Ler mais, escrever mais, etc... O que eu não sabia era a quantidade de notívagos perambulando pela internet nessas horas absurdas da madrugada. Até pouco tempo, estar acordado nesse horário, era coisa para guarda noturno, padeiro e plantonista de hospital. Mas não, intelectuais como a Betty Vidigal, Cândida Botelho, fazendeiros como o Luiz Humberto Meireles Vasconcelos, amigas leitoras como Ana Maria Pedroso Nunes, Maria Celia Franco Cotrim, Maria Cecilia Vaz Cappato Boilesen e Telma Gonçalves, artistas como Guilherme de Faria e Edson Ossamu Takeuti (Tako), nas primeiras horas da madrugada estão  lendo e comentando no FB. Há sempre a possibilidade de estarem viajando ou morando no Japão. Não estou achando ruim, mas estranhando, e pior, isso acontecendo logo agora, durante a pandemia, que não se pode sair de casa. Fosse em outros tempos, quanta coisa não poderia fazer durante o logo dia. Mas eu dormia. Era feliz, e não sabia. 

PS- Acabo esse texto com essa frase por ser a ultima deste livro de crônicas. Amanhã começo o "Agridoce". Se o título é provisório, só o tempo dirá. 

São Paulo 3 de abril de 2021

 

Crônica do Alvaro Abreu

 

Primeira dose

 

 

Tenho visto imagens de artistas, políticos, de gente famosa, ex-isso e ex-aquilo sendo vacinados, todos mais ou menos velhinhos, e de anônimos dos grupos prioritários. Todos com cara boa e sorridentes. Uns com expressão de alívio e mãos coladas, outros fazendo o gesto de positivo, com o dedão pra cima, como que querendo dizer alguma coisa do tipo “siga o caminho do tigre”. Cheguei a ficar com uma certa inveja. 

 

Volta e meia acho bom ter direito a atendimento preferencial, inclusive nos balcões dos açougues. Aprendi ainda menino a dar lugar para os mais idosos e para as mulheres. Nem sei se isso está sendo ensinado às crianças pequenas de hoje em dia. Chego a pensar que nesse mundo do salve-se quem puder, do prepare-se para conquistar, a educação de filhos deve estar sendo repaginada, como se diz. Mais do que bons modos e solidariedade, deve ter muita gente ensinando técnicas para alcançar objetivos, macetes para fazer sucesso, práticas para subir na vida rapidinho e coisas do gênero. 

 

Pois após meses mantendo controle dos meus movimentos, a filha caçula e o marido trataram de fazer o agendamento e me levar para vacinar. Chegamos com antecedência de poucos minutos do horário marcado, entramos numa fila bem pequena e saímos poucos minutos depois. O posto de vacinação estava funcionando numa escola pública municipal muito bem cuidada.

 

Fui recebido com atenção, como se fosse alguém que estava sendo esperado, e saí agradecendo a cada um da equipe, por ter sido muito bem atendido. Quase dei um beijinho na enfermeira simpática que furou meu braço esquerdo e nas moças que confirmaram meu nome no sistema e me deram um cartão indicando a marca da vacina e data da segunda dose. Dei o meu melhor sorriso para a mocinha gentil que recebia osvacinantes no portão e indicava cadeiras para sentar. 

 

Não senti nada, absolutamente nada. Nem dor, nem a agulha entrandoE olha que eu tenho boa experiência de tomar vacina e injeção e, pior de tudo, de tirar sangue pra exames. Bem que eu já tinha percebido que ninguém que vi sendo vacinado fazia cara de dor ou de arrependimento ao ser furado. 

 

Com Carol foi ainda melhor: parei o carro ao lado da tenda armada numa rua larga e tranquila de Bento Ferreira para ela descer e fui estacionar a uns 30 metros adiante, ao lado de onde sairia, já vacinada. Pois ela nem precisou sentar para esperar a vez. Deu gosto ver a sua carinha radiante, de vitoriosa, vindo com uma mão apertando o algodão no outro braço. Ela me disse que também não sentiu nada. Diana registrou o evento e jogou na rede, como Nélio já tinha feito comigo. Parentes e amigos adoraram saber. 

 

Digo tudo isso para atestar que tudo funcionou muito bem, proporcionando uma gostosa sensação de segurança e dando impressão de que estamos num país civilizado. Resta ver como o pessoal mais novo vai se apresentar pra vacinar.  

 

Vitória, 02 de abril de 2021 

Alvaro Abreu

Escrita para A GAZETA

2.4.21

KEITH RICHARD

                                   


                                          Minha vítima nº 1323 no blog Vítima da Quinta

Crônica diária

 

Amanhã é outro dia

Ontem foi o dia da mentira. Aqui no Brasil ela campeia solta. O presidente mente deslavadamente dizendo que sempre foi a favor da vacina, quando todo mundo sabe que foi o autor da mentira de que ela sendo chinesa, fazia o imunizado virar jacaré ou comunista. Depois o Dória conta outra, dizendo que a vacina Butanvac era totalmente brasileira. Não é, mas não importa. O importante é que Ribeirão Preto também esta desenvolvendo outra, e vamos ter, muito em breve, vacina para todo mundo.

Hoje, dia 2 de abril de 2021, e amanhã completamos 300 crônicas que comporão o futuro livro "Ansiedade crônica", quando iniciaremos outra série de 300, para compor o "Agridoce", na esperança de que possamos ter passado por essa triste parte da história da humanidade, e pandemia da Covid 19, e nos preparando em 2022 para eleger um novo presidente do Brasil.  

Ilustrações Luiz Villa 

1.4.21

Crônica diária

 Dia da Mentira

 Hoje não acredite em nada que ouvir. Hoje é o dia do Pinóquio. O chefe da nação lidera a turma dos que faltam com a verdade, na maior cara de pau. Geppetto pai do boneco Pinóquio, o fez de madeira, exatamente para ilustrar os verdadeiros caras de pau. Mentira antigamente era crime. Nos Estados Unidos continua sendo, pelo menos até o governo do Trump. Lá acredita-se na palavra oral ou escrita, até prova em contrário. E se provada a falsidade a lei é severa e aplicada  na hora. Agora no mundo das redes sociais deram o nome de fake para mentiras institucionalizadas. Desde fotos adulteradas, como a constante criação de noticias e informações completamente falsas. Teóricos da conspiração fazem parte desse elenco. A começar pelo presidente, que nunca acreditou na vacina contra a Covid, ao contrário, ironizava os governadores que as defendia, vai na TV e diz, com a cara limpa, sem máscara, que aliás não sabe usar, que seu governo sempre priorizou a vacina. E viva o Pinóquio. 

Ilustração: Luiz Villa

 

31.3.21

Crônica diária

 

Meias verdades

 Aonde chegamos! Vi o filme do ocorrido, e não pude acreditar. Minutos depois li o post do meu amigo Zizinho Papa Jr. que transcrevo, sem seu consentimento:

"O soldado Wesley da PM da Bahia se recusou  prender trabalhadores....
Se revoltou, parou seu carro no Farol da Barra, pintou seu rosto de verde e amarelo, gritou “Comunidade, venham testemunhar a honra ou a desonra do policial militar do estado da Bahia” “Não vou deixar, não vou permitir que violem a dignidade e honra do trabalhador” e deu dois tiros para o alto!
Houve confronto com outros PM’s que mataram o soldado...
A corporação inteira agora esta se rebelando....
Os policiais começam a se levantar contra o autoritarismo irresponsável de governadores e prefeitos inebriados com o poder...
A polícia, em sua grande maioria, é composta de trabalhadores honrados que dão a própria vida pela nossa segurança.
O pavio foi acesso e ele é bem curto..."
 
Na manhã seguinte o "Meio" publica a versão oficial da Polícia, e a tentativa dos bolsonaristas de camuflar a verdade, dando um tom ideológico e político numa ação de um psicótico alucinado.  Transcrevo na integra, para evitar outras interpretações.

"O policial militar Weslei Soares foi morto a tiros por colegas no início da noite de ontem, em frente ao Farol da Barra, em Salvador. Weslei chegou ao lugar após ser perseguido, carregava um fuzil automático com o qual fez dezenas de disparos para o ar na região turística, e trazia o rosto pintado de verde para camuflagem. Houve tentativas de negociação, mas o rapaz alternava entre picos de lucidez e de loucura — segundo a PM baiana teve um surto psicótico. Foi morto pelo Bope quando voltou a arma para os outros soldados e fez que ia atirar. Durante a tarde, Weslei chegou a lançar ao mar os produtos vendidos por ambulantes e mais de uma bicicleta de trabalhadores. (Correio da Bahia)

Então... Durante a madrugada, as redes bolsonaristas começaram a incitar. As deputadas Bia Kicis e Carla Zambelli afirmam que o surto ocorreu porque Weslei não queria controlar o fluxo de pessoas pelas medidas de isolamento social. Mas ignoram que ele agiu contra trabalhadores. (Twitter)"

Agora digo eu: dias estranhos estamos vivendo. Não se pode acreditar em nada sem antes aguardar que a verdade aflore desse mar de fake news. Mentiras criminosamente difundidas.

 PS- Alcides F. Vidigal: "Mas o inacreditável, é que, tristemente, pessoas públicas usem seu cadáver para professar ideologias estranhas que nunca levaram a lugar nenhum, que não fosse de obscura tragédia."

30.3.21

Crônica diária

 NFT, a arte digital

 

 É um perigo escrever sobre o que não se conhece, não se entende, e não se domina. Aqui, portanto, não esperem uma aula sobre NFT. Mas sei que muita gente ainda nem leu ou ouviu falar disso. Mais uma sigla, e desta vez relacionada à arte digital. Tudo começou com os decoradores e formadores de opinião tirando tudo das paredes. Menos é mais, e as paredes ficaram brancas e todas vazias. A arte da pintura e da escultura deixou de ser um objeto de desejo, consumo e de colecionadores. Foi para a rua em forma de instalação. Faço aqui esse resumo do resumo simplificado para chegar ao ponto.  O NFT (non-fungible token) nasce a partir desse registro na blockchain. Ele é a garantia de que se trata de uma obra única e comprova a sua autenticidade. A criptomoeda ou Bitcoin é a moeda virtual, e os membros dessa rede são chamados de mineradores. Agora NFT é a arte digital que pela primeira vez foi a leilão e vendida por quase US$ 70 milhões. O artista chamado Beeple durante três anos criou pelo menos uma imagem digital todos os dias. Depois juntou 5 000 delas, numa única obra. Deu um título e vendeu num leilão por esse absurdo valor. Apesar das cópias continuarem disponíveis, a propriedade do original pertence ao comprador que, de acordo com as especificações do contrato, pode fazer o que bem entender com o NFT. A identidade do comprador foi revelada: o pseudônimo “MetaKovan” pertence ao empresário indiano Vignesh Sundaresan. Ele e seu sócio Anand Venkateswaran (Twobadour) são o fundadores da Metapurse, empresa de investimentos focada no criptoverso. Tudo virtual. Tudo digital, e como eu ainda sou um troglodita analógico, fico por aqui.

Ilustração, cartum de Luiz Villa

29.3.21

Mais duas caricaturas

 

                                                                     Eu por Tony Doni

                                                                         Segunda versão por Tony Doni

Crônica diária

 

 Os homens continuam os mesmos


O mundo muda e os homens continuam os mesmos. No tempo da lei seca nos Estados Unidos o comercio e fabricação de bebida clandestina corria solta. Agora aqui na fase emergencial da pandemia, com proibição total das atividades não essenciais, ( definição que na visão de alguns, é muito relativa) tem acontecido a mesma coisa. Muita gente continua trabalhando normalmente de portas fechadas. Só vou citar dois exemplos que constatei pessoalmente: loja de queima de porcelana, e cabeleireira que corta e tinge cabelos. 

Tomei um táxi para ir apanhar meu carro na oficina que fez a revisão, e fiquei sabendo que o motorista (56 anos) já havia pego a Covid, e se tratou em casa. Ninguém mais da família pegou, mas a ex mulher morreu de infarto, e ele teve que ameaçar chamar a polícia, para a funcionária do hospital não escrever que a causa da morte tinha sido Covid. Isso prova que esses boatos de que as estatísticas de mortes por Covid estão sendo maquiadas procede. Por outro lado, também é verdade que nos rincões deste país continental, esta morrendo gente que não tem notificação nenhuma. Talvez uma coisa compense a outra, e o número de mortos por Covid seja esse de mais de 300 mil.  Para os cemitérios e coveiros, não importa a causa, o trabalho é o mesmo.

Ilustração: Luiz Villa 

 

28.3.21

Estou sendo a vítima no grupo CARICATURISTAS

 

                                                                         Eu por  Tako

                                                              Eu, por Marcelo Martins

                                                      Só feras da arte


Crônica diária

 Burrice sesquipedal


 
Adoro palavras, frases, e coleciono-as. Quatorze anos atrás, no tempo dos blogs, quando tive mais de sessenta deles, a maioria era só para usar uma palavra, que gostava, no título. Tanto assim que o Fernando Stickel, blogueiro de primeira hora, certa vez me disse: "todos os seus blogs são iguais". Bem mas essa é outra história. Recentemente li no Nelson Tostes Ramos, dono de um text muito afiado e bom, recomendava  não perder tempo discutindo, e argumentando com bolsonsrista. E terminava sua recomendação usando essa expressão, que vem do espanhol: "burrice sesquipedal". Não lembro de ter lido ou ouvido ela antes. Adorei sem saber exatamente o significado de "sesquipedal", mas como sei o que é burrice, logo imaginei fosse um adjetivo à altura. E fui saber o significado da palavra. Significa "um pé e meio", o que é muito grande, dependendo do pé. Por que ela é apropriadíssima no trato com bolsonaristas? Porque a burrice deles é sesquipedal. 

Ilustração: Luiz Villa

LUIZ VILLA -

PIRANHA

Terça 4 e meia sai mais cedo da repartição com as minhocas e estou no rio pescando. Tarde fresca, sento na mesma pedra e silêncio. latinha gelada no isopor vara de fibra e tudo como eu gosto. De repente uma vozinha: -Socorro, soco-orro. Sussurro que quase nem dava para ouvir. E de novo....-socorro. 
Olhei bem e não vi ninguém por perto, já ia levantar para procurar e.....-socorro, estou bem aqui na sua frente. Não tinha ninguém na água, achei que estava escutando uma onda de rádio ou sinal de telégrafo quando olho uma rãzinha. Os olhos grandes se destacavam nas ondas perto da margem. -O que? É você? -Sou eu mesma, não sei nadar, vim me refrescar na água e agora não consigo sair. 
Senti um esquisito, uma rã falante e pior, tentando me enganar de que não sabe nadar. Em que mundo nós estamos? Que isso, piada do pessoal do clube?
Mas enquanto pensava....vzzzzzuuuuim, pronto puxou a linha na velocidade, e nossa era do briguento, bicho rápido tentando levar para o enrosco, luta pra cá, carretinha nele e bem anzolado vim trazendo o grande. Consegui com esforço tirar a fera se debatendo zoiuda e louca para morder. Piranha de sopa das grandes. Levo na cuia um paulete e prá, prá, quebrei-lhe os dentes e soltei na terra o jantar estava garantido.
Nessa bagunça olho pro lado e vejo a rãzinha, tanto movimento só piorou seu afogamento e lá estava a falante boiando quietinha, quietinha e morrida. 
Tudo bem, resolvi que não ia contar isso para ninguém mesmo, nem na venda nem em casa; já me chamam um pouco de mentiroso, quem ia acreditar que um batráquio pede socorro e não sabe nadar.
Guardei tudo, lavei a tralha e joguei no chão do fusca. Vinha vindo evitando a lama e escutei um -Ô moço tá me doendo os dentes. 

Luiz Villa




CARICATURISTAS

 

A cada três dias o grupo de CARICATURISTAS ( página no Face) propõe num desafio, uma vítima para ser caricaturada por todos. Hoje, 27 de março de 2021 sou eu. Uma grande honra.

27.3.21

Crônica diária

 

O futuro vai cobrar isso

Dois acontecimentos desta semana são marcantes, memoráveis, e quase inacreditáveis, merecendo umas poucas considerações.

O primeiro foi a do ministro do STF Gilmar Mendes, indicado pelo réu, considerar suspeito o juiz Sérgio Moro, concursado, e com todas as sentenças da Lava Jato confirmadas pela segunda instância por maioria absoluta. 

O segundo, mas não menos importante, mas igualmente surpreendente, foi o discurso do presidente Bolsonaro, ao som de um grande panelaço nacional, ler de forma titubeante e insegura, uma declaração de que seu governo sempre foi a favor da vacina. É evidente que essa MENTIRA DESLAVADA foi completamente explorada pela mídia, no dia seguinte, mostrando dezena de vídeos dele reverberando contra vacina, contra compra de vacina, contra o Dória defendendo a vacina, e chamando de "maricas" os que queriam se vacinar, apesar de poderem virar jacarés, com a vacina chinesa, que era exportada com chip para tornar todos brasileiros comunistas. 

Há no segundo caso uma explicação, o Bolsonaro trocou seu encarregado de comunicação, e o militar que assumiu o cargo escreveu o discurso do presidente. Tudo mentira. Ele continua o mesmo negacionista, e injuriado por ter sido chamado de "genocida", adjetivo que virilizou e colou, como colou Lulaladrão. Não se apaga o passado. E o futuro vai cobrar isso. 

Ilustração: Luiz Villa

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