9.3.21
Crônica diária
Pulmão do mundo
Tenho alguns bons amigos nos Estados Unidos e na Europa. Deles recebo
as vezes comentários nitidamente influenciados pela mídia local. Natural
que seja assim. Só podemos tirar nossas conclusões com os dados de que
dispomos. Na Europa, principalmente na França e em Portugal, a imprensa
tem uma visão baseada em interesses ecológicos globais, que
responsabilizam a Amazônia, e recriminam os governos brasileiros na
condução das políticas para a região. Não foi de Portugal nem da França,
mas da Holanda, que meu querido amigo e vizinho de casa de praia, o
alemão Vincent, me escreveu culpando a Amazônia pela Covid. É evidente o
equívoco criado por informações tendenciosas e completamente
desbaratadas. É verdade que os ecologistas franceses, nosso vizinhos nas
Guianas, tem interesses inconfessáveis a respeito da nossa Amazônia.
Por outro lado a postura negacionista do presidente brasileiro não
favorece restabelecer a verdade. O fato é que a pandemia nada tem a ver
com as mutações climáticas. As epidemias sempre existiram, e suas
proporções e virulências crescem em virtude do mundo ter ficado tão
grande quanto uma ervilha. Nos tempos da terra plana, e das caravelas,
ela matava muita gente, mas nada comparado com as da Covid. Os vírus se
modificam com a mesma velocidade que os humanos desenvolvem vacinas e
remédios. Outras epidemias virão, e estaremos muito melhor preparados
para enfrenta-las, com o que aprendemos com esta. Mas não culpem a nossa
Amazônia. Ela não tem nada a ver com isso. Pelo contrário, tem sido uma
das maiores vítimas da Covid, por falta de hospitais, e de atenção dos
governos locais e federal. A falta de oxigênio na capital do "Pulmão do
Mundo", é incompreensível.
8.3.21
Crônica diária
Dilema entre a vida e a morte
Desde sábado passado estamos com o Estado de São Paulo na fase vermelha
novamente. Duas semanas com todos os serviços ditos não essenciais
fechados. Claro que todos os serviços são essenciais para quem dele
tira os proventos para viver. Por outro lado sem essa medida extrema de
isolamento social, o número de casos de pessoas infectadas pelo Covid
aumenta e não há condições hospitalares que de conta. Nem a pública, nem
a privada. A questão que é muito complexa se resume nisso. Ou se fecha
tudo, e salvamos vidas, ou continuamos a propagar o vírus, e aumentam os
casos de morte. Ajuda emergencial cobre uma parcela dos desassistidos
mas os governos não estão preparados para ajudar, nessa emergência quem
paga IPTU, paga salários de funcionários e recolhe tributos, mesmo com
seus negócios fechados e sem faturar. A quebra de pequenas e médias
empresas é enorme. Setores como o aéreo, no primeiro ano da pandemia,
foi atingido em cheio. Mas são grandes companhias e tem como resolver
seus problemas no médio prazo. O pequeno lojista, que paga aluguel e
funcionários não tem condições, e nem a quem apelar. O pequeno comércio e
prestador de serviço ficou completamente desamparado. A prefeitura de
São Paulo num ano de pandemia, e crise sem precedentes, não teve a
sensibilidade de perceber que não era hora de aumentar o IPTU. E para
finalizar, é preciso chamar atenção para o transporte público,
principalmente os trens metrôs onde a contaminação, por falta de
distanciamento, é enorme. É preciso aumentar a oferta de transporte para
evitar a lotação, ao invés de reduzi-lo nas fases vermelhas e amarelas
da pandemia. Só a vacina nos tirará desse dilema, que infelizmente os
governantes e a população esta enfrentando. Cada um de nós é parte da
solução. É preciso não nos expormos, para não contaminarmos, e
contaminar os outros.
7.3.21
Crônica diária
Até quando?
Tempos modernos. O ex-presidente da França condenado por corrupção, o
dos Estados Unidos passando por um processo de impeachment, o governador
de NY sendo acusado de abuso sexual por ter tentado beijar uma mulher, e
ter perguntado, para outra, o que achava de fazer sexo com uma pessoa
mais velha. E segundo eles, ficou só na conversa. Aqui no Brasil, o
deputado preso sem a concordância dos seus pares, continua na cadeia, e
dizem, chora todo dia. Era aquele valentão do tamanho de um armário. Eu
sempre desconfiei desses tipos. Mas, sucesso mesmo, quem esta fazendo é a
cantora Anitta, que cobra um dólar, e diz estar chovendo dólares na sua
conta, para mostrar o vídeo da mandala que fez no ânus. (Meu corretor
te texto é tão puritano que desconhece a palavra ânus. É o vulgarmente
conhecido cu). Outra notícia espantosa, não pelo ângulo corrupto dela,
mas pela desfaçatez, é a do filho mais velho do Presidente (honesto),
Flavio Bolsonaro, o 01, que comprou uma casa de R$ 6 milhões de reais,
depois de fechar a loja de chocolate, e financiar por 360 meses, a
juros de 3,65% ao ano. Até eu que sou mais bobo gostaria de gozar desse
financiamento, nesse prazo e com esse juro. Claro que não compraria
aquela casa em Brasília, que é de um mau gosto absurdo.
6.3.21
Crônica diária
Fui tomar minha vacina
Sem a preocupação de qual das vacinas, e quais os postos de estavam aplicando esta ou aquela, na quarta passada peguei meu carro e fui para o Estádio do Morumbi as 6:30 pensando que o posto abriria as sete. Ao chegar já haviam oitenta carros na minha frente. Helicópteros sobrevoando e o rádio informando que a fila do Memorial da América Latina era quem tinha a menor fila de carros. No Pacaembu eram 700 metros, e a minha, naquele horário 500. O fato é que demorou uma hora do momento que abriram os portões e consegui receber a minha dose. Duas horas e meia de espera no carro. Melhor do que a pé e no sol. Mas no momento em que o atendimento inicia, as meninas com jaleco, branco impecável, do Hospital Einstein, preenchem uma ficha, onde para meu espanto perguntou a minha raça, e entregam um cartão que será assinado pela funcionária que aplica a dose, mostrando o conteúdo da seringa. Tudo muito higienizado, organizado, parecendo coisa de outros mundos. A vacina era do Butantan, e a segunda dose vinte dias depois. Não virei jacaré, e ainda brinquei com o amigo e artista plástico Fabio Pace, que essa era só para cobras.
Crônica do Alvaro Abreu
Canseira e esperança
Ando muito triste com o que tenho visto, lido e ouvido nesses dias de acirramento da pandemia. Não é pra menos. Crescem em ritmo acelerado a contaminação, as mortes e o nível de ocupação dos leitos hospitalares em muitos lugares. Doentes graves começam a circular pelos ares em busca de leitos vagos.
Tenho preferido não acompanhar de perto as notícias trágicas nem conversar muito sobre o assunto. Me restrinjo a tentar saber das curvas de tendências. Os números por si já não me dizem muita coisa, exceto para demonstrar que a vaca está indo, sozinha, para o brejo. Carrego uma grande melancolia em viver um tempo tão ruim, desses que geram sensações de impotência em larga escala.
Não acredito na equipe do Ministério da Saúde faz muito tempo. Não vejo nela alguém em quem possa confiar. Todos, inclusive o ministro fortão, me passam a mensagem de que estão tentando me enganar, que estão mais preocupados em esconder o tamanho da tragédia anunciada e em disfarçar a falta de competência, seriedade e disposição para dar conta do recado. Já não sinto raiva nem tenho pena dessa equipe. Que a História cuide de cada um e que a Justiça faça com que todos se arrependam amargamente dos respectivos desmandos e descasos.
Como não existe vácuo de poder, vejo gente nova assumindo posição de enfrentamento da pandemia em busca de palmas e, sobretudo, de mais peso político. As eleições no Congresso mudaram radicalmente a distribuição de forças entre os Poderes da República. Os governadores e prefeitos ganham aliados importantes nessa peleja para conseguir vacinas.
Mas não há como deixar de ler as manchetes sobre as sandices e bravatas que esse presidente de alguns vai produzindo em escala. Já li, faz tempo, que ele se move de acordo com estratégia muito bem estruturada e objetiva, orientada para desgastar instituições, lideranças e valores. Isso, sem falar nos seus traços psicológicos e de personalidade, próprios dos que não aceitam contraposição, sinais de infidelidade e tudo o mais que possa expressar conspiração de qualquer natureza contra si e seus interesses. Não sei onde isso vai parar.
Sei de gente que acredita piamente nas palavras e investidas presidenciais e que apoia e acha bom que ele continue comprando briga, vendo chifre em cabeça de burro. Respeito o direito de escolha e de opinião, mas as pesquisas mostram que essa turma está encolhendo.
As eleições estão no fim do túnel. Daqui pra frente devem surgir movimentações políticas de toda ordem que vão provocar reações contundentes para tentar anulá-las no nascedouro, em favor de polarizações conhecidas.
Tenho preguiça de ver esse filme novamente. Torço para que o segundo turno das próximas eleições para Presidente ofereça ao menos uma alternativa para que eu possa dar um voto esperançoso.
Vitória, 04 de março de 2021
Alvaro Abreu
5.3.21
Crônica diária
Por que será?
4.3.21
Crônica diária
É minha opinião
3.3.21
Crônica diária
Perdi uma, escrevi outra
Eu havia escrito uma crônica sobre uma postagem do gaúcho Milton Ribeiro, grande conhecedor de música, escreve muito, foi meu parceiro em 2013 num livro de contos policiais, e infelizmente passou a escrever sobre futebol. Um retrocesso visível. Soube que lança seu primeiro livro solo em julho próximo. É casado com uma violinista, e isso lhe dá um álibi eterno. A minha crônica sumiu. E foi bom, porque eu falava do nível do nosso eleitor, e não vale a pena perder tempo malhando em ferro frio, como dizia Shakespeare. Brincadeirinha. Na falta da crônica do Milton escrevi outra sobre um jovem escritor, do mesmo nível, e que entende muito de teatro, cinema, e cuida de cães e gatos. Esta angariando fundos para alimentar e tratar de um pangaré, que chama de cavalo. Pois bem Claudio Chinaski é um cronista maravilhoso. Desses que escreve como quem bate uma gemada. Sem mistérios. Fala sobre tudo do seu dia a dia. Solteiro, as vezes, fala em casar de novo, mas antes de terminar o texto, já desistiu. Tem juízo. Ler o Cláudio é sempre muito divertido. Hoje ele escreveu sobre a falta de vontade de se exercitar. E nos conta que acabou sentado na bola de pilates. Terminou sua crônica dizendo que Shakespeare disse: "a vida é cheia de som e fúrias",que evidentemente é aquele velho e manjado hábito de intelectual, querendo impressionar seus leitores desavisados, ou aqueles que leram Shakespeare, e não lembram de ter visto essa frase, da mesma forma que eu disse no início deste texto.
PS- Este é o PS mais importante que já escrevi. Minutos depois de terminar este texto fui fechar a página do Cláudio no FB e encontrei a resposta dele ao meu comentário:" Claudio Chinaski: "Eduardo , Macbeth, ato 5, cena 5. Primeira fala de Macbeth após a morte da rainha. Dependendo da tradução você vai encontrar "muito barulhenta" em vez de "cheia de som". Também vai acha "cheia de fúria e som". Normalmente "fúria" vem antes, mas já fiz tantas adaptações em Shakespeare que serei julgado por coisas piores que inverter a ordem para ganhar musicalidade."
Num segundo comentário completou:
2.3.21
Mais algumas vítimas
As outras se encontram no blog Vítima da Quinta (https://vtmadaquinta.blogspot.com/)
Miriam Leitão Jorge Rico RodriguesAstor Piazzolla
Sergio Poroger nº 1232Crônica diária
Chegamos a Marte
Estranhamente um feito dessa magnitude e importância foi ofuscado pela
falta de vacina e negacionismo desse nosso presidente. Fosse o antigo
normal, viríamos pela mídia escrita, falada e televisiva uma semana
sobre o assunto. Desta vez, nada. E chegamos a Marte, o mais distante
planeta atingido por nós. A precisão e suavidade do pouso, e a qualidade
das imagens é estarrecedoras. Nunca imaginei pudesse ver Marte tão de
perto. Tão árido. Tão vermelho. Somos uma geração de felizardos. Vimos
nascer o Rock, os Beatles, o homem pisar na lua, o ataque de 11 de
setembro, em tempo real, e agora um pequeno drone sobrevoando as
silenciosas planícies de Marte. Já não espero ver mais nada. Estou feliz
da vida com o que já vi. E ainda tem gente achando que a terra é plana,
e que vacina faz você virar jacaré.
1.3.21
Crônica diária
As crianças antes dos animais
Recebo, constantemente, pedidos de ajuda para cães, gatos e até cavalos
abandonados. Admiro as pessoas que se motivam e fazem esse trabalho por
amor aos animais. Mas não contem comigo. Toda vez que recebo um pedido
desses, lembro das crianças abandonadas. Essas sim, precisam de ajuda,
apoio e nossa atenção. Nosso país é pobre e nossa população carente
aumenta a cada dia, principalmente nestes tempos de pandemia e maus
governos. A essas pessoas que por vocação se dedicam aos animais meu
respeito, mas essa coisa de artista, velha e famosa, fazer campanha a
favor dos gatos na França, não deve servir de exemplo enquanto tivermos
crianças mendigando e passando fome nas esquinas das nossas ruas.
28.2.21
Crônica diária
Imunidade ou impunidade parlamentar
Eu havia escrito na quarta feira para ser postado hoje, domingo, uma crônica onde criticava a forma célere com que os deputados tinham apresentado uma mudança na constituição em benefício próprio. Aumentavam suas imunidades parlamentares. Acontece que na sexta feira, tudo o que eu havia escrito muitos deputados também pensaram, e o projeto teve seu voo rápido abortado, saiu da pauta, por medo de não alcançar o número mínimo para sua aprovação. Prevaleceu o bom senso. Ainda bem. Teria sido um acinte a forma como o Presidente da Câmara queria dar resposta ao STF, ampliando as imunidades, e reforçando a obrigatoriedade do congresso continuar a ser o único poder a mandar prender um de seus membros, seja qual fossem seus crimes, exceto os já previstos em lei. Melhor assim, perdi uma crônica mas o brasileiro ganhou a esperança de que um dia poderá ter um congresso mais preocupado com os problemas da nação do que com os seus próprios.
27.2.21
Crînica diária
O inimigo do presidente
Por que o Bolsonaro teme seu vice? Não é preciso ser um adivinho, muito
menos receber informações do serviço secreto de espionagem e segurança
nacional para intuir que o vice, Mourão, com quem esteve pessoalmente
seis vezes o ano passado, e nenhuma este ano, não é uma pessoa em quem o
presidente confie. Muito pelo contrário. A verdade é que o general
Mourão passou a ser o ouvidor das queixas dos seus colegas de farda, e
empresários críticos ao governo. Outros dirão que mais do que ouvir,
Mourão tem se aconselhado com os generais que de fato lideram as forças
armadas brasileiras. Ser um capitão despreparado, e ter à sua volta
hierárquica tantos generais e militares de todas as patentes, faz dele
um temeroso da própria sombra. Hoje seu maior inimigo não é a esquerda
nem o PT, mas ele mesmo.
26.2.21
Crônica diária
Mercado persa
O nosso presidente trocou o Posto Ipiranga, seu ministro da Economia,
Paulo Guedes, pelo mercado persa, vulgarmente chamado de Centrão. A
desculpa é promover as reformas. O congresso depois de dois anos de
mandato não promoveu quase nada das reformas prometidas por ele em
campanha. Aliás, as promessas liberais e desestatizantes foram
absolutamente esquecidas. Pelo contrário, nunca se ouvia falar em "
Petróleo é nosso", desde os tempos do Jango, para quem ainda lembra.
Todos os equívocos econômicos cometidos recentemente pela Dilma, o
Bolsonaro começa a repetir. Intervenção, não importa as desculpas, na
Petrobras. E arrotos de outras medidas similares em outras áreas.
Resultado, bolsa despenca, dólar dispara, o petróleo fica mais caro, e o
efeito prático é o diametralmente oposto ao pretendido pelo presidente,
com relação às demandas dos caminhoneiros. Estranho o silêncio do Posto
Ipiranga, mas antevejo a festa que será no mercado persa, Centrão.
Muitos cargos novos serão oferecidos aos deputados, no toma lá da cá. O
mesmo de sempre.
25.2.21
Algumas vítimas do VÍTIMA DA QUINTA
Para quem não vai à montanha, o blog Vítima da Quinta vem:
Bill Murrey nº 1222 e General Joaquim Silva e Luna nº 1221
Rodney Pike e Gerard Depardieu
Gad Elmaleh e Al Pacino
Marlon Brando e Robin Williams
Crônica diária
Pauta congestionada
Ando com muita coisa precisando ser comentada, e sem saber por qual das barbaridades começar. Para ser prático e não perder o "time" vou só enumera-los:
1º O STF não pode rasgar a Constituição, e mandar prender um deputado federal (em minúscula propositadamente).
2º Um deputado federal, por ter imunidade parlamentar, pode dirigir-se a um ministro da suprema corte no mais baixo calão, linguajar chulo e típico de miliciano, encarcerado por tráfico de armas, droga e menores, ameaçando o magistrado, e aos seus familiares, de agressões físicas.
3º O Presidente da República, para fazer uma cortina de fumaça, contra o rumoroso caso do deputado, seu apoiador, que xingou com nomes inomináveis ministro do STF, promete aos caminhoneiros do país trocar o Presidente da Petrobras, porque não esta havendo previsibilidade nos preços dos combustíveis. Esta previsto na política, saneadora da companhia, que os preços irão acompanhar os do mercado internacional do petróleo. Promete não interferir na Petrobras. Mas faz suas ações cotadas no mercado internacional despencarem o valor aproximado de R$100 bilhões de reais. Apesar de algum leitor desconfiar da minha fonte, jornalistas idôneos e independentes, a razão desse tresloucado ato ter sido a negação de, por parte do presidente demitido, dar às TVs Record e STB R$100 milhões de reais. A fonte O Antagonista.
A lista de barbaridades vai longe, e não quero ser o carrasco da esperança e humor dos meus leitores. Mas, amanhã tem mais.
Crônica diária
Pauta congestionada
Ando com muita coisa precisando ser comentada, e sem saber por qual das barbaridades começar. Para ser prático e não perder o "time" vou só enumera-los:
1º O STF não pode rasgar a Constituição, e mandar prender um deputado federal (em minúscula propositadamente).
2º Um deputado federal, por ter imunidade parlamentar, pode dirigir-se a um ministro da suprema corte no mais baixo calão, linguajar chulo e típico de miliciano, encarcerado por tráfico de armas, droga e menores, ameaçando o magistrado, e aos seus familiares, de agressões físicas.
3º O Presidente da República, para fazer uma cortina de fumaça, contra o rumoroso caso do deputado, seu apoiador, que xingou com nomes inomináveis ministro do STF, promete aos caminhoneiros do país trocar o Presidente da Petrobras, porque não esta havendo previsibilidade nos preços dos combustíveis. Esta previsto na política, saneadora da companhia, que os preços irão acompanhar os do mercado internacional do petróleo. Promete não interferir na Petrobras. Mas faz suas ações cotadas no mercado internacional despencarem o valor aproximado de R$100 bilhões de reais. Apesar de algum leitor desconfiar da minha fonte, jornalistas idôneos e independentes, a razão desse tresloucado ato ter sido a negação de, por parte do presidente demitido, dar às TVs Record e STB R$100 milhões de reais. A fonte O Antagonista.
A lista de barbaridades vai longe, e não quero ser o carrasco da esperança e humor dos meus leitores. Mas, amanhã tem mais.
24.2.21
Crônica diária
Cinismo ou má fé
Espantoso
foi o termo usado, contra um comentário que fiz, a respeito da ordem de
prisão pelo STF, do deputado (como é o nome dele?). Quem se espanta
sou eu a me defrontar com quem não percebe que há um
espírito de corpo no congresso (inoperante, corrupto, e sempre a reboque
do executivo) que deu espaço ao STF, cuja função é interpretar e
defender a constituição, julgar causas menores, mas nem por isso
desimportantes. Quando alguém (com ou sem imunidade) falta com a
responsabilidade de suas ações, esta sujeito à legítima defesa, também
explicitada na constituição, e foi isso que os ministros (todos os onze)
fizeram (com o óbvio, espírito de corpo) ao mandar prender o deputado.
Esse mimimi de defesa da constituição quando um Ministro, da mais alta
corte do país, é
xingado e tratado da forma torpe, vil, canalha, e criminosa, com ameaça
de
agressões físicas a sí, e aos seus familiares, publicamente, e
de forma continuada, não há outra alternativa, aos agredidos, que não
uma
ação mais rigorosa, prevista na Constituição. Legitima defesa. Não há
na lista das imunidades parlamentares nada que lhes garanta, ou a
ninguém dizer o que disse
esse deputado, impunemente. E quando quem deveria punir esta há onze
meses inoperante, e quando opera, passa a mão na cabeça dos acusados, ao
invés de puni-los exemplarmente, resulta no ocorrido. Um ponto fora da
curva? Nada disso, são dezena de casos de impunidade que se avolumam
nesse conselho de ética, cujos integrantes não poderiam nem ser
candidatos, muito menos eleitos, e em condições de julgar alguém por
falta de ética ou decoro parlamentar. É caso de polícia. E neste
contesto invocar a
constituição é cinismo ou má fé.
23.2.21
Crônica diária
Conceitos alargados
O Jorge Pinheiro é um amigo de longa data e, parceiro lisboeta, em
várias atividades literárias e artísticas. Homem de profundos
conhecimentos históricos, escritor criativo, fotógrafo amador, músico
inveterado, e artista frustrado. Depois de uma longa hibernação voltou
em seu melhor estilo. Agora não mais no Expresso da Linha, blog onde nos
conhecemos, mas no Face Book que teme como o diabo da cruz. Aqui não
faço nenhuma referência à sua banda. Tem postado fotos lindas com o nome
da série: "Tem vida além da Covid". Mas tem também explorado o corpo
feminino, de quem é um velho apaixonado, com ironia e sensualidade que a
língua portuguesa lhe permite. Aqui também sem nenhum trocadilho com a
língua dos portugueses. Diferentemente da que falamos no Brasil, ela
pode parecer grego. Foi o caso do comentário de um seu leitor, que
referiu-se à série de textos, sobre o corpo das mulheres, como um
processo de "PODA". Como não entendi, perguntei o que seria "PODA" em
português. A resposta foi bem ao seu estilo, elaborada e cínica: " Eduardo, podar é tecnicamente cortar os ramos de uma árvore ou de uma videira
preparando-a para a chegada da Primavera. O conceito alargou-se e
metaforicamente quer dizer percebes da coisa, seja coisa o que for.
Neste caso é fácil perceber...". O Jorge confessa em outros
comentários que tem medo do Facebook. Já tratou dos olhos, das narinas,
da boca, das axilas, dos ombros, dos pés, e demora para lá chegar,
deixando seus leitores muito ansiosos e prestes a uma ejaculação
precoce.
Crônica do Alvaro Abreu
Não fomos conhecer Buenos Aires por conta da chuvarada no fim de semana. Eu tinha pedido uma chuva de limpar o céu, mas mandaram chuva pesada, de vento sul, que durou mais do que os 3 dias regulamentares. Fiquei sabendo de muita gente conhecida que já comeu a tal galinha pé duro com polenta e recebi sugestão de subir o morro no meio da semana, quando o lugar fica bem vazio.
O domingo de carnaval foi intenso. Resolvemos aceitar o convite de Thais Hilal para participar do encerramento da segunda edição do programa de residências artísticas Entre Nós, promovido pelo Mosteiro Zen Morro da Vargem, em Ibiraçu. Um lugar meio mágico, idealizado e concretizado pelo monge Daiju, homem inspirado e determinado.
Tinha estado lá umas três vezes, há uns 20 anos, ainda bem no comecinho e quando a enorme ladeira era vencida a pé. No final do ano, fui com Carol, minha filha Bebel e seu Alex conhecer a estátua de Buda, no alto de uma pequena elevação à margem da BR 101, na entrada das terras do mosteiro. De grandes dimensões e muito bem construída, surpreende quem passa de carro e encanta quem chega perto e olha pra cima. Aproveitei a viagem pra comprar um garrafão de cachaça, a oficial da família, num antigo alambique na zona rural de João Neiva.
Neste domingo saímos cedinho, em companhia de nossa amiga Carmen, mas não conseguimos chegar lá. Um caminhão carregado com latas de sardinha tombou na estrada perto de Fundão, nos obrigando a voltar pra trás.
Pra não perder o humor, resolvemos ir comer moqueca em Santa Cruz, na beira do rio Piraquê-Açu, de memórias de vagabundagem. Também não deu certo. Encontramos o trânsito interrompido bem na entrada de Nova Almeida, onde Carol queria rever a igreja de Reis Magos e comprar quindim, pra comer de sobremesa.
Demos outra meia volta e, achando graça, resolvemos curtir a saudade dos sábados de carnaval de Manguinhos e almoçar à sombra das castanheiras do Vagão do casal Suely e Marlou, que não víamos faz tempo. Consegui finalizar duas colheres pequenas e dar pra eles, por merecimento.
Na terça, o passeio carnavalesco foi em casa de amigos no Morro de Setiba. Na estrada, quase chegando, uma moça empurrava um carrinho colorido onde se lia "Acarajé da Cris”. Parei o carro e dei marcha à ré. Surpresa e risonha, disse que me esperaria no campinho onde fazia ponto. Mas as conversas animadas e a fartura do junta-pratos me fizeram esquecer de ir lá.
Voltando pra casa com boca de acarajé, soube da prisão de um deputado fortão, desses bem prepotentes e sem papas na língua. Deu ruim, como se diz na Paraíba. A unanimidade da decisão do STF fez a quarta-feira de cinzas da pandemia virar data determinante na política brasileira, espécie de freio de arrumação, verdadeiro divisor de águas.
Vitória, 18 de fevereiro de 2021
Alvaro Abreu
22.2.21
Crônica diária
É mais um deputado
Uma pseudo crise institucional evitada, e mais uma demonstração do
nível de quem o RJ elege para representa-lo. Ninguém nem sabe o nome
desse deputado preso. Nem o presidente do STF, na tarde de seu
julgamento. E ambos são cariocas. Mais um representante da milícia. Um
ex soldado com 60 sanções disciplinares, incluindo 26 dias de prisão. O
boletim da PM
considera “cristalina sua inadequação ao serviço policial militar” e
ter sido considerado indigno dele pertencer. Mas pode ser candidato a
deputado federal, e se eleger. E tudo tem as aparências de normalidade.
Indigno como reles policial, mas um deputado, com todas as imunidades
que o cargo lhe conferem. Uma péssima amostra do que é nosso
legislativo. Um péssimo representante dos bolsonaristas e difamadores do
STF. Um alerta para quem julga os candidatos a candidatos, no tocante à
"Ficha limpa". A desse indivíduo, não poderia ser mais suja. Ele não
vale o cargo que ocupa, o tempo que o STF gastou com seu julgamento, nem
com esta crônica. Como é mesmo o nome dele?
21.2.21
Crônica diária
O clube dos chatos
Foi o Jorge Amado quem criou no Rio esse clube no Don Casmurro, , e quem nos conta é Rubem Braga, numa longa crônica publicada em 1939, e divulgada pelo Rainer Castello. Na década de 30 as pessoas tinham mais tempo para lerem jornais e revistas. O tamanho do texto dessa e de outras crônicas da época postadas na internet nos dias de hoje são consideradas MUITO longas. Farei portanto o resumo do resumo. Evitarei ser mais um chato da série descrita pelo Braga. Aliás da crônica o que mais me chamou atenção foi a expressão "cara de mamão". Conhecia a similar: "cara de paisagem". E o cronista explica como aprender a se dar à cara um ar de mamão, contra os chatos. Diz ele para o leitor interessado comprar um mamão, conservando-o em sua frente , junto de um espelho, procurar fazer com que sua cara fique parecida com um mamão. "A cara de mamão não comporta nenhuma ferocidade, mas também não é passiva. É fechada sem ser tensa e sombria sem ser triste. Não deve ser excessivamente mole, mas também sem traço de dureza." O Braga informa ainda que: "Outros usam a cara de mormaço. Alguns atingem a perfeição de conseguir compor uma "cara de mamão em dia de mormaço"; mas são raros." De resto a crônica detalha os tipos e formas de chato. Define os pseudo e antichatos. Como veem, não escapa ninguém.
20.2.21
Crônica diária
Olavo Munhaini, mais uma vez
1951, Olavo de pé, eu logo abaixo, na classe da Dna Rosa
19.2.21
Crônica diária
Detefon, neocid, 7Up, e Crush
Para os saudosistas aqui vão dois produtos que eram muito comuns e usados nas casas de nossos pais, e hoje tem outro nome ou marca de fabricante diferente. A tradicional bomba de Detefon, hoje substituída por produtos similares em spray, e as latinhas com o pó do Neocid. Recentemente fiquei sabendo que os filhos da geração hippie são conhecidos como "geração neocid", por conta dos carrapatos, piolhos e percevejos. Mas não são só esse dois ícones daqueles tempos. Tenho saudade da 7Up, que patrocinava campeonatos de futebol nas escolas. Hoje pertence à Pepsi. A Crush antiga ainda existe mas a Coca Cola vende como Fanta. A única vantagem de ser muito mais velho são essas informações e vivências completamente inúteis.
18.2.21
Crônica diária
O Brasil não é um país sério
É uma caricatura de país, parodiando o que o Walter De Queiroz Guerreiro falou do artista plástico Fabiano Carriero, autor da tela acrílica chamada "Caótica brasileira" (2,50m x 1,50m) que ilustra esta crônica. O que estão fazendo com a anulação das condenações da Lava-Jato é uma piada se não fosse de péssimo gosto. Um drama. Uma vergonha. E assistimos a este disparate passivos e imóveis. Quando essa operação, ímpar na história do judiciário nacional, condena, julga, e prende o maior número de corruptos, quadrilheiros e ladrões deste país, com o respaldo da população, que aplaudia aos milhões, em passeatas pelas cidades do Brasil inteiro, hoje vê calada a absolvição de todos os bandidos condenados, e a execração dos jovens e patriotas promotores e juiz Sergio Moro. É indigno, é uma canalhice o que estão fazendo com a Lava-Jato. É uma vergonha nacional. Dar salvo contudo para bandidos, e penalizar patriotas e abnegados.
Falaram do Varal:
"...o Varal de Ideias é uma referência de como um blog deve ser ." Agnnes
(Caminhos e Atalhos, no mundo dos blogs)..."parabéns pelo teu exemplo de como realmente se faz um blog...ou melhor tantos e sempre outstandings...".
(Vi Leardi )



