7.4.17

Crônica diária



Cosmerina, sonhei com você

No interior da Bahia é comum colocarem nomes curiosos, para dizer o mínimo, nas crianças. Uma delas, a Cosmarina, hoje casada, mora em São Paulo, e trabalha em casa. Logo que foi contratada ficou convencionado, a seu pedido, que seria chamada de Có. Essa explicação se faz necessária porque pode parecer que a chamamos de Có por ela trabalhar de cozinheira. É magrinha e sem estudo. Muito tímida e risonha. Temos,  ela e eu mútua dificuldade de nos entender. Eu falo paulistano, e ela baiano do interior do estado. Nossa comunicação parece com aquela do apresentador de TV que chama o repórter, e ele leva um tempo, às vezes enorme, para responder. Esse fenômeno se chama "delay" (atraso, em português). Pois é, minhas conversas com a Có são assim. Eu falo, ela me olha com atenção, fica alguns segundos muda, e parece que minhas palavras se congelaram nesse espaço entre nós. Por fim ela responde, e aí sou eu que não entendo o que ela fala. Tenho que pedir para ela repetir, e depois de algumas tentativas acabo deduzindo o que ela disse. Uma tristeza. Esta noite, imaginem vocês, eu sonhei com a Có. Sonho colorido. E não foi bem com ela, mas com o que tinha feito. Abri meu guarda roupa e a gaveta das meias estava cheia de verduras. Alfaces, rúculas, repolhos enormes, cenouras e tudo que comumente é guardado na gaveta da geladeira. Só não ficou claro se as meias estavam na geladeira. Acordei rindo. Obrigado pelo sonho, Có.

Comentários que valem um post



João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Flores para a Delegada":

Muitos parabéns, Eduardo !
Agora, queremos é vê-los nas mãos dos leitores aqui no VARAL DE IDEIAS !

Postado por João Menéres no blog . em quinta-feira, 6 de abril de 2017 05:17:00 BRT

6.4.17

Flores para a Delegada

Finalmente nas mãos do autor
Antes, só uma imagem enviada pela gráfica
Agora os pedidos já estão no Correio, e que quiser pode solicitar pelo e-mail: epl.escrit@gmail.com 
ou pelo telefone 11 30794433 horário comercial, de segunda a sexta.

Crônica diária



“Ferrugem” de Marcelo Moutinho

Nunca havia ouvido ou lido nada sobre esse escritor carioca. Comprei o livro porque gostei da capa, e das poucas primeiras linhas da orelha assinada por Alberto Mussa. Nela o autor do texto fala sobre a escrita que "remava contra a maré, da onda do novo que tomava conta do país". De fato, os contos do Marcelo são como eram os melhores contos brasileiros. Ele domina a narrativa, constrói personagens com poucas palavras, e prende atenção do leitor com seus contos curtos. Ora o narrador é do gênero feminino, ora é masculino. Cria com muita competência diálogos inteligentes e verossímeis. Só tem um defeito: os contos desapontam nos seus finais. Criam uma expectativa, e frustram o leitor. Dá a impressão, cria a expectativa de que vai  acontecer alguma coisa, e não acontece nada.

5.4.17

A montanha em fase final de acabamento.

Depois vem a queima, pintura e nova queima. Vamos aguardar.

Crônica diária

Esse mundo anda complicado

Mas é o único que temos. Pelo menos conhecido até hoje. Trump assina uma desautorização do tratado que o Obama havia assinado com relação à emissão de gases. Os Estados Unidos são os maiores poluidores do planeta. Leio que estão "queimando" twitter do Trump, literalmente. Mais poluição. No mesmo dia a Premiê Theresa May assina a ativação do Brexit. Não sei exatamente quem perde mais com a saída do Reino Unido da União Europeia. Mas a França, e sua direita radical, gostariam também de sair. Aí ninguém segura a Espanha e Portugal. A Alemanha reinará soberana sobre a UE que sobrar. No Brasil a Polícia comete uma gafe federal, para fazer jus ao seu nome, anunciando ao mundo que a carne brasileira é fraca. O rombo nas contas públicas só fazem aumentar. O ministro da Fazenda, noticia aumento de impostos para ajudar a tapar o rombo. Os donos das fazendas não tem para quem vender seu gado. O BNDS vai ter problemas para receber a dinheirama que despejou nos frigoríficos interditados. A chapa Dilma-Temer começa a ser julgada. Será que a pinguela chega até 2018?

Comentários que valem um post

José Luiz deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Comentários que valem um post":

Tendo a ver textos demasiado curtos como notas ou anotações, não como crônicas. Simpatizo com o alongamento dos textos do Eduardo, próprio de quem tem narrativas, visões e reflexões para transmitir e estimular.

Postado por José Luiz no blog . em terça-feira, 4 de abril de 2017 08:55:00 BRT 

***********************************************************************

4.4.17

Quanto vale um sorriso de uma criança?



Lara fazendo bolhas de sabão. Muitas... (Abril 2017)

Crônica diária

O real perigo de um novo aventureiro

Na situação em que se encontram os políticos e partidos no Brasil, o perigo do surgimento de um aventureiro que se apresente como única solução é enorme. E não se governa um país continente, como o nosso, sem sólidas bases partidárias, políticas e populares. Nem mesmo o exercito com toda a sua força, através das armas, e de sua estrutura nacional, tem condições de governabilidade sem o apoio popular. A volta dos militares é a pior das hipóteses. Esta fora de cogitação. Nossas instituições tem maturidade, e experiência suficientes, para superar o atual impasse. O grande perigo é aparecer um aventureiro e se apresentar como solução mágica. E quando se duvida que isso possa acontecer da noite para o dia, o exemplo do atual prefeito de São Paulo, João Dória, demonstra clara e objetivamente essa possibilidade. Não que ele seja em si um aventureiro. Mas demonstrou que se pode construir uma imagem nacional, ou uma miragem no deserto, que é a política no país neste momento. Em pouco mais de três meses de gestão na Capital paulista, falando e agindo como gestor, e se dizendo não político, já ganhou um lugar de destaque na corrida à presidência em 2018. No caso específico, nada contra a pessoa do Dória, que na melhor das hipóteses será um candidato natural ao governo do estado. Mas demonstra que é possível, em poucos meses, construir uma candidatura à presidência da republica. Outra coisa, e muito diferente, é conseguir governar sem o apoio de uma coligação de partidos, do congresso e do povo. Os três melhores exemplos, e os mais recentes são Jânio Quadros, Fernando Collor, e Michel Temer. Diante desse dilema, além das reformas econômicas em andamento, o que mais importa é uma reforma política, e reforma partidária, que permita uma eleição em novos padrões e moldes em 2018. A manutenção e apoio a operação Lava Jato é fundamental. A punição dos culpados, com cassação de seus mandatos, e inexigibilidade dos envolvidos em crimes de caixa 2, ou corrupção, bem como cassação dos partidos envolvidos, é fundamental. É preciso começar do zero. Ainda que para tanto tenhamos que enterrar uma geração de políticos e de partidos, criados no equivoco de que toda essa bandalheira é normal.  

Comentários que valem um post

Celia Conrado Lembro que no passado éramos em torno de cinco pessoas assíduas contigo, agora a gira de uns 20 ou mais. Muito Bom! mas eu prefiro as crônicas curtinhas.

Eduardo Penteado Lunardelli
Eduardo Penteado Lunardelli Celia Conrado, minha amiga, como pode ver o número de leitores que "curtem" tem passado em muito os vinte e poucos que você citou. Só de comentários são mais do dobro disso. E ninguém mais reclamou do tamanho do texto. Pelo contrário, houve até incentivo nesse sentido. Eu me esforço para fazer textos leves e curtos. Não é sempre que o assunto permite. Prefiro tratar corretamente dos temas, a abrevia-los e deixa-los inconclusos. Eu também prefiro os curtos. Detesto ler no monitor do meu computador. Não tenho tablets, nem iPhone. Meu celular é daqueles de filmes antigos. Pequeno, com uma aba que abre e fecha. Só recebo e faço chamadas, quando funciona. Nada de mensagens pelo whatsapp ou assemelhados. Muito menos acesso à internet. Mas às vezes os temas abordados carecem de mais de dez linhas prometidas. Como é o caso da crônica de hoje 04/04/17. Mas espero continuar com sua especial atenção com a minha página, uma vez que é sempre uma das primeiras e mais fiéis leitoras.

3.4.17

UM VARAL EM BARCELONA



UM VARAL EM BARCELONA, 1964
(foto de Isabel Colita) Enviada por José Luiz Fernandes

Crônica diária



A falta que vocês me fazem

Quem escova os dentes dede a mais tenra idade, quem faz barba todos os dias, quem tem o intestino regular sabe que não se pode deixar de ir ao banheiro, escovar os dentes, duas ou três vezes por dia, e barbear-se toda manhã. Quem publica uma croniquinha, diária tem a mesma necessidade, depois de um tempo. Já são mais de 1580 crônicas, que correspondem a 1580 dias seguidos, ou mais de quatro anos ininterruptos. Vicia. Vicia e cria dependências. Hoje sou completamente dependente de vocês. Vocês leitores são a razão direta deste meu vício. O que começou como uma brincadeira foi se tornando um prazer, depois um desafio, e finalmente uma grande responsabilidade. Acordo antes das sete da manhã, porque sei que tem leitor me esperando. Ando o dia todo atento, com tudo o que  ocorre ao meu redor, para eleger assuntos para as crônicas. É um exercício mental melhor do que palavra cruzada. E por mais que se aprenda no dia a dia, somos sempre surpreendidos com as reações de vocês. Da crônica que não se espera nada, dá um IBOP danado. Outras em que se deposita grande expectativa, a audiência não se confirma. Apesar de não se poder agradar a todos, o número sempre crescente de leitores, e pedidos de "amizade", esta crescendo. Sinal de que estamos no caminho certo. Um pouco de política, um pouco de literatura, de crítica dos costumes, e algumas pitadas de pura bobagem, são os meus ingredientes. Tempera-los, e administrar doses corretas é meu dever. Já nem reclamam mais quando passo das dez linhas. Ou não estão lendo, ou estamos evoluindo.

2.4.17

Comidinhas da Piacaba

Brócolis picados, cozidos com bacon na frigideira e coberto com uma generosa fatia de queijo
Março de 2017

Crônica diária



Por que plátano é banana?
A palavra esta com agrônomos e com os espanhóis. Recebi uma imagem, enviada pelo meu filho em Miami, de um prato com camarões, arroz integral, abacaxi, pimenta, feijão preto e plátanos fritos. Pareciam bolinhos de banana à milanesa que eu adoro. Mas segundo o Guilherme eram plátanos. Publiquei a foto no meu blog, pela excentricidade de comerem camarões com feijão preto. Nem chamei atenção, para não demonstrar ignorância, que não sabia do que se tratavam os plátanos fritos. João Menéres, grande amigo e fotógrafo da cidade do Porto, escreveu me perguntando como chamávamos banana aqui no Brasil. Por que na Espanha chamam de plátanos.  Respondi que plátanos era uma variedade de árvore e nunca soube que dela se comesse alguma coisa. E que banana, aqui era banana. E o João retrucou que em Portugal plátano é plátano. Ficamos, João e eu sem saber por que  banana em Miami é plátano? De qualquer forma camarão com feijão preto não dá.

1.4.17

Myra Landau




Oswaldo Goeldi - grandissimo artista -  famoso grabador brasileiro - 
tive  a sorte e o privilegio de ser aluna e depois grande amiga.

Escreveu:
"Myra Landau fala uma linguagem própria, esta no grupo de artistas
que querem "dizer " algo com suas criações individuais .
Possuidora duma rica fantasia tem como ajuda invulgar sentido de cor
e uma linha que vibra e canta nos seus desenhos e gravuras.
E uma personalidade forte cheia de talento que não se perdera nas encruzilhadas. "

Crônica diária



Baseado, Chopp & Cia

O título do livro não tem nada a ver com o delicado tema tratado. A foto da capa é no mínimo ambígua. Lembrou-me a foto do meu primeiro casamento, feita pelo fotógrafo inglês Roger Bester, no ano de 1969. O álbum do casamento era uma caixa de Ipê, parecida com essas que servem para guardar charutos, presente do José Carlos Ferreira, meu amigo e artista plástico Boi. Mas o Ketubah, xale judaico, em primeiro plano na capa, entre duas mãos dadas, mãos masculinas, sinalizavam para o assunto do livro. O autor, meu querido médico, e diretor do centro de hematologia do Hospital Alberto Einstein, Dr. Nelson Hamerschlak, explica a razão do título. Foi um sonho. Mas o livro trata de um pesadelo da vida real. Através de muita luta, terapia, estudos, e a participação fundamental da esposa, com  muito amor, conseguiu superar o drama e torna-lo um motivo de felicidade e orgulho. As  pessoas que me conhecem, e sabem o que penso a respeito de relações homoafetivas, não vão esperar que tenha modificado meus sentimentos a respeito. Mas sou obrigado a confessar que além da enorme estima e admiração que nutro pelo meu médico, cujos méritos dentro da profissão, em especial, da sua especialidade, onde é sobejamente reconhecido como o melhor, o Dr. Nelson me surpreendeu. Já conhecia suas qualidades como líder de uma equipe de ponta, dentro do hospital onde trabalha. Já sabia do seu lado humano, e sensível no trato com seus pacientes. Tinha notícia do lado boêmio e de músico apaixonado. Sabia do seu amor à família, de quem sempre falou com alegria indisfarçável. O que não supunha é que tivesse superado um pesadelo, que a vida o impôs, com tanta coragem, garra e determinação. O livro é sobre esse terrível processo. 

AS POSTAGENS ANTERIORES ESTÃO NO ARQUIVO AÍ NO LADINHO >>>>>

.

Only select images that you have confirmed that you have the license to use.

Falaram do Varal:

"...o Varal de Ideias é uma referência de como um blog deve ser ." Agnnes

(Caminhos e Atalhos, no mundo dos blogs)

..."parabéns pelo teu exemplo de como realmente se faz um blog...ou melhor tantos e sempre outstandings...".
(Vi Leardi )

Leiam também:

Leiam também:
Click na imagem para conhecer

varal no twitter

Não vá perder sua hora....

Blog não é tudo, tudo é a falta do blog ....
( Peri S.C. adaptando uma frase do Millôr )
" BLOG É A MAIOR DAS VERTIGENS DA SUBJETIVIDADE " - Maria Elisa Guimarães, MEG ( Sub-rosa )