19.3.17
Crônica diária
Pronto, o UBER chegou ao Brasil
Passada a luta campal dos taxistas
tradicionais, atrasados, desinformados, conservadores, contra a entrada do
aplicativo Uber no mercado, eles estão definitivamente instalados. Tanto assim
que já passaram a fazer corridas "por fora". Bem ao estilo brasileiro.
Isso mesmo, combinam com os usuários corridas mais longas, como viagens, com
desconto de 20%. Claro, ao invés de pagarem 25% aos donos do aplicativo, dão
20% de desconto e ganham 5% a mais. Esse é o brasileiro. Mas não é
exclusividade nossa. Motorista de táxi rouba os passageiros há muito tempo, em
muitos lugares. Eu mesmo já fui roubado no valor da corrida em Buenos Aires e
em Lisboa. E não há nada mais desagradável do que chegar num país e ser
roubado.
18.3.17
Almoço na Piacaba
Dia 16 de março de 2017. Oito anos atrás (11/12/ 2009) Nelson de Souza e Sandra estiveram pela primeira vez na Piacaba. Ele se "apaixonou" pela moça reclinada, a que deu o nome de ELA. Virou desde então sua foto do perfil. Ontem voltaram para um almoço.
Almoço dom os casais Sandra e Nelson de Souza, July e Ebehard Land
Oito anos antes.
Crônica diária
Marçal Aquino: "Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios"
O título é enorme. A leitura prende do início ao fim. Eu morei no Pará, talvez por isso tenha me prendido logo no começo. O autor domina a técnica do bom romance. A história de amor entre o narrador Cauby, e Lavínia tem um pouco de tudo. Sedução, crime, suspense, e poeira na cidade próxima ao garimpo. Um bom passa tempo.
O título é enorme. A leitura prende do início ao fim. Eu morei no Pará, talvez por isso tenha me prendido logo no começo. O autor domina a técnica do bom romance. A história de amor entre o narrador Cauby, e Lavínia tem um pouco de tudo. Sedução, crime, suspense, e poeira na cidade próxima ao garimpo. Um bom passa tempo.
17.3.17
Crônica diária
Ode
ao silêncio, barulho venenoso
Tudo começou na quarta ou quinta quando li no
elevador a nota da Eletropaulo, que iria faltar energia no domingo, das 9 às
15,30 para reparos na rede. Já imaginei o domingo que seria o meu no sétimo
andar. Na casa de praia, a trezentos metros da areia, com vista para o mar, o barulho
dele é constante. Ora mais forte, ora menos, dependendo das marés e do vento.
Barulho só de passarinho, e moto de vezenquando. Aqui na cidade o burburinho
diurno pode ser evitado com os vidros das janelas fechados. As noites são mais
silenciosas, salvo ambulâncias e sirenes da polícia. O barulho é interno,
geladeira, freezer, liquidificador, enceradeira, aspirador de pó, porta de
armário ou porta batendo com o vento, cadeiras arrastadas, chuveiro e pia da
cozinha, rádio ou TV ligada na Globo News. Com falta de energia no prédio, o
silêncio interno é total. Absoluto. Mas o barulho dos geradores dos prédios
vizinhos, um inferno. As janelas não podem ser fechadas por falta do ar
condicionado. E pelos dois lados do edifício, onde existem janelas, o barulho é
constante. E pior, o cheiro de óleo queimado. Os geradores a diesel não tem
silencioso, como nos automóveis, nem escapamentos contra gases. Além do barulho
contínuo desses geradores, hoje as motosserras cortando galhos das árvores
sobre os cabos de energia, fazem do esperado calmo domingo, um inferno. O
cheiro é mortal. Seis horas e meia sem internet. E para agravar,
esqueci-me de fazer barba e tomar banho, antes das nove. Vou ter que enfrentar
água fria. Depois, oito andares de escada até a garagem, para ganhar o
“silêncio” de uma cantina italiana no almoço dos domingos. A volta só depois
que a energia retornar. Oito andares de escada, após o almoço, ninguém merece.
16.3.17
Crônica diária
Me engana
que eu gosto
Só no país da mentira, onde a população incrédula
conhece a verdade, mas acredita no mentiroso. Em política todos mentem o tempo
todo, e todos fingem acreditar. Até que um delator resolve abrir o bico. Como a
impunidade sempre grassou no país mentiroso, ninguém acreditava que a verdade
um dia viesse à tona, E não precisou muito, bastou um Lava Jato. Não só, mas um
Juiz de primeira instância, corajoso e fora do esquema. Uns mais, outros menos,
todos estavam envolvidos. Os mais envolvidos seriam os últimos a serem
condenados. Houve momentos de juras de inocência até para os líderes da
quadrilha. Eles, Lula e Dilma sempre negaram tudo. Nunca souberam de nada. E os
otários que executaram suas ordens, presos, continuaram defendendo os
mandantes. Coisa de máfia. Não havia um só Judas no pedaço. Os delatores eram
os do terceiro, quarto, quinto escalão. Homens pequenos no caráter e na
decência. Como conviver com gente dessa laia, dessa estirpe? E como deixar de
conviver, se é a totalidade das autoridades constituídas? O ladrão que sabe
estar sendo preso por um policial corrupto, e julgado por um juiz bandido, não
acredita que será punido. Na falta de punição, há a impunidade generalizada. Na
baderna não há democracia que resista. A não ser que todo mundo continue
acreditando que é tudo mentira.
15.3.17
Crônica diária
O
que gosto e não gosto
Não gosto
de cardápios do tamanho de pranchas de natação.
Gosto de
Grapefruit ou Toranja, em suco, ou fruta in natura.
Não gosto
de quiabo.
Gosto de
todo tipo de saladas, verduras, e legumes crus.
Não gosto
de carne cozida, de panela.
Gosto de
todas as outras, vermelhas, frango, peixe.
Gosto de
massas, pães, e manteiga.
Gosto de
vinho.
Gosto de
sanduíche de mortadela, e não gosto que chamem sanduíche de lanche.
Gosto de
gente que sabe usar os talheres, e se portar bem à mesa.
Quando
morei no Paraguai, ia semanalmente à Assunção, e convidava meu empreiteiro para
almoçar no hotel em que me hospedava. Era semianalfabeto, e não tinha nenhuma
educação formal, mas no bolso da camisa branca de manga curta, e bordado no
peito, (típica camisa paraguaia), levava um grosso talão de cheques do
Bradesco, impresso com seu nome, num tempo que isso só era fornecido para
clientes preferenciais. Os meus não tinham. Os garçons do hotel ficavam
escandalizados com o comportamento do Joaquim à mesa. Comia frango pegando com
a mão e depositando os ossos na toalha branca. Eu me divertia. Ele podia.
Não
gostei de saber, muitos anos depois, que estava envolvido com o tráfico na
fronteira de Ponta-Porã.
14.3.17
Crônica diária
Prova
de vida
Todo
ano sou obrigado a ir pessoalmente a uma agência bancaria fazer a minha
"Prova de vida". Exigência para os beneficiários do INSS. Melhor faze-lo,
do que provar que estamos vivos depois do corte do benefício. Ressuscitar no
Brasil é muito complicado. Estava na fila e o senhor que chegou em seguida,
aparentava mais idade que a minha. Ofereci gentilmente meu lugar, e ele não
aceitou. Mas perguntou se eu havia lido a notícia de que o Marcelo Odebrecht
havia pago cento e cinquenta milhões na campanha da Dilma-Temer. Estava
estarrecido. Desanimado. disse ter 71 anos, portanto dois menos do que eu, e
nunca tinha visto as coisas desse jeito. Concordei, e disse que pensava
exatamente igual, tanto que havia publicado naquele dia um texto sobre o meu
desânimo. Perguntou com curiosidade se eu escrevia num jornal? Disse que não, e
dei as informações sobre minha página no FB. Fui chamado pelo caixa para provar
que estou vivo. Saí da agência com a certeza de que estou em sintonia com a
desesperança popular. Vivo, mas desanimado.
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Falaram do Varal:
"...o Varal de Ideias é uma referência de como um blog deve ser ." Agnnes
(Caminhos e Atalhos, no mundo dos blogs)..."parabéns pelo teu exemplo de como realmente se faz um blog...ou melhor tantos e sempre outstandings...".
(Vi Leardi )





