22.2.17

Alvaro Abreu no VARAL

Alvaro em Corumbau, na foto de Carol Abreu

Crônica diária

Escrever é mais destruir do que criar

O escritor norueguês Karl Ove Knausgard em a "Morte do Pai", seu primeiro livro, dos seis volumes com mais de 3 mil páginas denominados "Minha Luta", definiu literatura de maneira exemplar. Segundo ele o pré-requisito da literatura é que tudo deve se sujeitar à forma. Se o estilo, a trama, o tema, ou qualquer outro elemento literário for mais forte que a forma, o resultado será insatisfatório. Essa é a razão por que autores com estilo forte costumam escrever livros ruins. E também por que autores com temas fortes costumam escrever livros ruins. A força do tema e do estilo deve ser destruída para que possa surgir a literatura. É a essa destruição que chamamos "escrever". "Escrever é mais destruir do que criar"

Comentários que valem um post



Selena Sartorelo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Brincando no VARAL":

Olá meus amigos,

Ontem quando a Li disse que tinha me visto aqui fiquei surpresa e quando vi, muito feliz. Saudades seu João um beijos pro senhor tambéms, Jorge...obrigada Gaspar, triste não sei se era esse o sentimento, mas certamente é essa a aparência..Li e a Fátima nos vemos sempre rsrs Obrigada Eduardo ...a razão e as histórias dessas fotos são ótimas.

Postado por Selena Sartorelo no blog . em segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017 19:21:00 BRT 

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21.2.17

Brincando no VARAL

João Menéres

Crônica diária





A famosa garrafa Contour

O sucesso da Coca-Cola inicialmente comercializada em copos, depois em garrafas com rolha e etiqueta de papel, aguçou a concorrência. Foram obrigados a incentivar os consumidores a não aceitarem imitações. Foi a primeira razáo para criarem uma garrafa própria. Em 1916, a Root Glass Company, uma empresa do estado de Indiana, iniciou a fabricação da famosa garrafa “Contour”. O consumidor poderia identificar mesmo no escuro ou de olhos vendados, devido à sua forma. E devido às suas curvas foi apelidada de “Mae West”, famosa atriz de cinema, conhecida na época por sua sensualidade e curvas insinuantes. A partir de então, a garrafa foi reverenciada por designers em todo mundo. O desenho curvilíneo dessa garrafa foi baseado em um conceito original sugerido por dois sopradores de vidro, o sueco Alexander Samuelson e Earl R. Dean, funcionários da empresa Root Glass Company, inspirado em um desenho de uma semente de cacau, de forma convoluta e marcada por sulcos que correm verticalmente por toda a casca.  Em 1950 a garrafa transformou-se em celebridade sendo o primeiro produto a aparecer na capa da prestigiosa revista TIME. Entre 1951 e 1960, a garrafa passou a ser protegida pela Lei de Direitos Comuns como um símbolo de identificação da Coca-Cola. Ainda em 1960, o U.S. Patent and Trademark Office concedeu à garrafa o status legal de Marca Registrada, uma honra conferida a poucas embalagens na história. A garrafa Contour, reverenciada através da pop arte em obras de Andy Warhol e Keith Haring, ganhou ares de modernidade e apareceu em nova versão, diretamente moldada no alumínio, sem recortes ou remendos, que ficou conhecida como “M5” (Magnificent 5). Como curiosidade você sabia que em  1985 a COCA-COLA se tornou o primeiro refrigerante consumido no espaço, quando os astronautas da estação espacial Challenger beberam o produto? E que em 1998, um estudo realizado no Reino Unido revelou que as pessoas confiavam mais na marca Coca-Cola do que na Família Real? E que eu prefiro o Guaraná da Antártica?  

20.2.17

Brincando no VARAL


Maria Tomaselli

Crônica diária

 História da onda da Coca-Cola

Todo publicitário ou pessoas ligadas aos fabricantes conhecem essa história. Quase todo mundo sabe que foi John S. Pemberton (1886) quem criou o xarope, cujo amigo e contabilista Frank M. Robinson sugeriu que o nome fosse com os dois "C"s em maiúscula para sobressaírem na publicidade. Criada a marca usando tipos Spencerian tornou-se a mais conhecida do mundo. Uma grande modificação a marca sofreu entre 1890 e 1891 quando usaram letras ligeiramente góticas e cheias de arabescos. Mas logo voltaram à antiga. Em 1950 a cor vermelha foi definitivamente incorporada à marca. Mas foi só em 1969 que passaram a usar a "ola", "wave" ou "onda" sob o nome Coca-Cola. A ideia inicial era revolucionária e ambiciosa. Com o passar dos anos eles iriam paulatinamente sendo usadas nos caminhões distribuidores, outdoors, geladeiras, e retiradas as letras da marca, que seria reconhecida no mundo todo, em todas as línguas, pela cor vermelha com a onda branca. Na época, quando eu soube dessa história, me pareceu genial. E fui acompanhando as pequenas mudanças. Em 2003 e 2007 fizeram novas pequenas modificações, voltando tudo ao normal, Coca-Cola com a já tradicional onda, até que em 2017 acabaram com ela, nas latas e garrafas atuais. Agora um disco vermelho unifica os vários produtos da "marca única". Houve uma radical mudança dos planos. Ao invés de acabarem com as letras, acabaram com a onda. O que resiste até hoje é a silhueta da famosa garrafa Contour. Sobre a história dessa garrafa correm várias lendas, e tratarei delas amanhã.

19.2.17

Brincando no VARAL

Selena Sartorelo

Crônica diária

Ciranda familiar

Cesar Maia foi o Prefeito Rio de Janeiro que mais tempo permaneceu no cargo. Tem um filho Rodrigo Maia que é Presidente da Câmara dos Deputados, que por sua vez tem um sogro que é o  ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco.Estes dois últimos citados nas delações premiadas e investigados pela Operação Lava Jato. Mas tem a família Sarney com filha e filho políticos. Os Lobão pai e filho, ambos investigados. Bolsonaro com dois filhos deputados. Jader Barbalho e um filho político. Só para citar uns poucos. Onde esta a renovação na política? Fazer da política negócio de família pode ser desastroso para a Democracia. Política deveria ser ou por vocação ou mérito. Nunca como o negócio familiar. 

18.2.17

Brincando no VARAL

Mariana Vargas

Crônica diária

 Corrupção na Itália

Tenho um amigo alemão que vive em Frankfurt e que já morou na Itália. Hoje só passa férias na península.  Por que? Perguntei. E ele foi bem objetivo como são, em geral, os alemães. "Porque a Itália é um país muito corrupto. Não dá para trabalhar com gente corrupta." Só para lembrar a "Operação Mãos Limpas" na Itália é que inspirou a nossa "Lava Jato". Ela, na Itália, estava focada nos políticos e partidos. A nossa é bem mais ampla. Porém, o que não nos anima é saber que a bonita e jovem, de 37 anos, prefeita de Roma, Virgínia Raggi, recém eleita com um discurso anticorrupção, esta respondendo na justiça exatamente por corrupção praticada por um irmão de um ex assessor. Assim não dá. Corrupção é um problema cultural antes de ser econômico e educacional. Vamos ver se o brasileiro não resolve trilhar pelo mesmo caminho. Ou já é tarde...

17.2.17

Brincadeiras no VARAL

Maria de Fátima Santos no VARAL

Crônica diária

O prazer da nova comida

São Paulo e especialmente o Itaim é pleno de bons restaurantes. Eles não costumam durar muito. Mas abrem novos numa velocidade maior do que os que fecham. Há dois meses na Rua Manuel Guedes, 160 esta funcionando o MOMA, que é a abreviação de Modern Mamma Osteria. Um sucesso. Lotado no almoço e no jantar. Noventa e poucos lugares. Polenta e Nhoque e outras iguarias da cozinha italiana, e mediterrânea, com uma qualidade, serviço e preço perfeitos. Cardápio enxuto, boa carta de vinhos, nada de couvert fazem com que você fique na dúvida no que comer. E depois de uma salada, que se chama Mix de folhas, com queijo de cabra, nacos de laranja e nozes carameladas, e um prato principal, sobremesa e café, fica a certeza de que você terá de voltar umas outras tantas vezes para conferir as  massas, peixes e carnes, de aparência deliciosa, que passaram a caminho de outras mesas.

16.2.17

Lembranças de 5 anos atrás

No FB e aqui no VARAL

Crônica diária


A palavra do ano já esta eleita

EMPODERAMENTO. Como sabem todos os anos surgem palavras que como peste, como um vírus, toma conta dos textos escritos ou falados na mídia. Dela para as redes sociais. E o mundo se contamina. Não há vacina que imunize o leitor, ou o locutor de rádio e TV. Todos são aos poucos vítimas dessa palavra. O ano de 2016 a palavra foi PÓS-VERDADE. No inglês post-truth, foi eleita a palavra do ano pelo Oxford Dictionary. Segundo o próprio dicionário o verbete significa "relativo a, ou que denota circunstâncias nas quais fatos objetivos são menos influenciadores na formação da opinião pública do que apelos à emoção ou à crença pessoal." Em outras palavras: é quando a versão ou boato é mais importante que o fato. É quando a mentira vence a verdade. A campanha e vitória do Trump, e o referendo do Brexit foram determinantes para essa consagração. O ano de 2017 mal começou e a palavra "empoderamento" já sai na frente como franca favorita  aqui no Brasil. Se você procurar no Dicionário Michaelis vai encontrar o seguinte: "empandeiramento, embandeiramento, e empanturramento", mas nada sobre empoderamento. Já no Aurélio trás o seguinte: "Ato ou efeito de empoderar ou empoderar-se." Fica claro que essa palavra veio do ato de dotar "poder" a alguém ou alguma causa. Temos lido e ouvido o termo ligado ao feminismo e racismo. O empoderamento feminino e o ativismo pela igualdade racial. Como esses dois assuntos prometem só aumentar, a eleição de "empoderamento" como palavra de 2017 esta garantida.

15.2.17

Dois aniversários

 A família reunida
 Fernando de olho na Lara, fantasiada de mulher maravilha
 A velinha ficou por conta da alegre Lara
E no "bolo" da vovó Paulinha, quem soprou foi o Luiz. Soprou e comeu tudo...

Paulinha dia 6 e Fernando Almeida dia 11. Comemoramos os dois num único jantar em família. Era para ser o MOMA (Modern Mamma Osteria), mas não havia mais lugar as sete da noite. São Paulo é assim, entrou na moda, esquece. Vai ter fila. Atravessamos a rua e fomos jantar no DUI CUOCHI. Bom também. São Paulo é assim.

Crônica diária

Mais uma piada pronta

 Eu estava postando minha crônica sobre escritores prolixos, livros longos, e minha aversão pela verborragia usada pelos advogados quando leio os comentários que transcrevo abaixo. Minha crônica tinha por título "Curto e bom nº2". Não darei os nomes por razões óbvias. Mas acreditem, é absoluta verdade.
AW- CV, o estribo de sua pena (rectius teclado) não fica longe do talento....
AW - Esse corretor substituiu estro por estribo. Pode isso?
CV - hahaha, aw (no minutivo, demonstrando intimidade e carinho) não fez diferença a troca, pois não sei o que é estribo nem estro. Mas à primeira vista li "o estribo de sua perna"...aí fiquei intrigada.
AW - Desculpe meu "latinório", CV, porque é vezo de advogado velho. Esclareço,
  pois, que rectius significa, mais ou menos:"ou seja" e "quer dizer". No texto, estro (substituiu pena, caneta no sentido poético de estravasar inspiração). Assim estaria no lugar de teclado. Certo?"

14.2.17

Já fui pintor um dia

Agora escrevo. Mas durante 50 anos pintei. Nada mais justo do que devezemquando encontre pela internet fotos de telas minhas. Me dá grande prazer, evidentemente. Essa tela de 1,20 X 1,20 m é do casal Chantal e Marcelo Aranha. É uma cena de Vento na Taboa. Hoje em seu apartamento no Guarujá, SP.

Crônica diária

"A marcha fúnebre pelos campos de alho"

"O Pai Morto" de Donald Barthelme é um verdadeiro carnaval literário em que vale quase tudo. Fábulas de moral duvidosa, diálogos íntimos improváveis, definições enciclopédicas, reflexões metafísicas, aventuras sexuais, detalhes orgânicos (tamanho da língua) das girafas, e por aí a fora. Tudo dito sem nenhuma ordem com o objetivo de divertir o leitor, contrariando todas as normas e conceitos até então estabelecidos (1975) numa liberdade artística completa. O autor, revelado nos anos 1960 nas páginas da revista The New Yorker, escreveu livros de ensaios, contos e romances. A subversão e irreverência de sua narrativa influenciou inúmeros autores e sua obra é considerada um dos grandes momentos de renovação da literatura do século XX. Logo nas primeiras páginas da leitura de "O Pai Morto" lembrei do estilo do Olivier Perroy e lhe escrevi perguntando se conhecia Barthelme. Até agora não obtive resposta, mas aposto que ele o conhece desde 60.

13.2.17

Blog do Chapa

Ando com saudade do meu blog CHAPA

O QUE É CHAPA

Você já deve ter visto nas margens das estradas e rodovias brasileiras, umas pessoas "acampadas" , próximo da entrada das cidades. Geralmente, se identificam, como CHAPA.
São os GUIAS para motoristas, no perímetro urbano, e ajudam nas cargas e descargas do material transportado.

Há muitos anos acalento a idéia de publicar um LIVRO com fotos dos CHAPAS DO BRASIL.
Enquanto esse sonho não se realiza, vou postar, aqui as fotos do futuro LIVRO.

AS POSTAGENS ANTERIORES ESTÃO NO ARQUIVO AÍ NO LADINHO >>>>>

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"...o Varal de Ideias é uma referência de como um blog deve ser ." Agnnes

(Caminhos e Atalhos, no mundo dos blogs)

..."parabéns pelo teu exemplo de como realmente se faz um blog...ou melhor tantos e sempre outstandings...".
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