11.1.17
Não à criação de um novo ministério
Definitivamente não é criando o
Ministério de Segurança Pública, com toda a infraestrutura que requer, que se
vai resolve o problema. Ao contrário, quando não se quer resolver, de vez, uma
questão, cria-se uma comissão. No fim não dá em nada. Novos ministérios sempre
foram assim. Criaram no passado, por exemplo, Ministério da Desburocratização.
A burocracia impediu que desse resultado. Acabaram com o ministério, e a
burocracia continua. Criam ministérios a torto e a direito. Sempre em casos
estremo que não sabem como resolver a questão, ou em início de governo para
alocar os apaziguados. Este governo transitório, que aí está, tinha como meta diminuir
drasticamente o número nefasto de ministérios. Fez corte tímido como é do
estilo do Temer. Ele continua sendo antes de presidente do país, presidente do
PMDB. Esperar o que? Mas aceitar a criação de um ministério para cuidar do
problema da droga, das armas, do contrabando, do narcotráfico, do sistema
carcerários é piada de mau gosto. Troque-se o ministro da Justiça, mas não se
crie novos ministérios. A solução para o problema do narcotráfico e carcerário
esta ligado ao legislativo, com novas leis, transferindo a responsabilidade
para o poder central em colaboração com os Estados. À polícia e exército
colocando em pratica essas leis. É preciso criar um estado de
"guerra" contra as facções criminosas. E à justiça julgando de
forma célere. Metade dos presos já poderia estar fora da cadeia, ou nelas nunca
ter entrado. A outra metade, e não é pequena, perto de 300 mil, são criminosos
irrecuperáveis. Para eles pena mais severa, mais longa, sem retroatividade, sem
indultos, sem visitas intimas, e de preferência em colônias agrícolas autossustentáveis.
Novas penitenciárias, modernas, seguras, e reforma das atuais, se for o caso,
mas nunca a criação de um novo ministério.
Comentários que valem um post
Jorge Pinheiro deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":
Há o tempo e o tempo certo. Se perdemos tempo, passa a oportunidade. E a oportunidade nem sempre é o nosso tempo.
Postado por Jorge Pinheiro no blog . em terça-feira, 10 de janeiro de 2017 16:20:00 BRST
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Há o tempo e o tempo certo. Se perdemos tempo, passa a oportunidade. E a oportunidade nem sempre é o nosso tempo.
Postado por Jorge Pinheiro no blog . em terça-feira, 10 de janeiro de 2017 16:20:00 BRST
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10.1.17
Origem da Cidade Lunardelli, PR
Brasil - cidade lunardelli
Lunardelli é um município do Brasil no estado do Paraná, parte da mesorregião do norte central paranaense e da microrregião de Ivaiporã.
História
A área onde nasce a cidade, que pertenceu ao município de pintanga, começou a popolarsi em 1948. Até lá a cidade comercial mais próxima era guaretá do Sul, fundada em 1941 pelo explorador Antonio Batista cales. Em 1951, a lei estadual n. 613 criou o distrito de guaretá, pertencente a pitanga. As terras do município de lunardelli era dividido em três lotes, denominados Lunardelli, Suíça (Suíça) e Ubá, pertencentes ao colonizador paranense de origem italiana Geremia Lunardelli, nascido em mansuè (Treviso).
Em 1952 foi fundada a fazenda gema nos solos lunardelli e Suíça, e depois a denominar-se fazenda mundo novo. A criação destas empresas atraiu os agricultores de outras partes do Paraná e também de outros estados brasileiros.
Em 1955, com a lei estadual n. 2398, foi criado o município de Manoel Ribas, que também faz parte do distrito de guaretá. Quatro anos mais tarde, um grupo de residentes fundou um movimento para criar a cidade de lunardelli e em 1962, foram realizadas as ruas e avenidas e começou a venda de lotes residenciais urbanos. O ano seguinte, a cidade já tinha lançado alguns estabelecimentos comerciais diferentes e já estava presente um núcleo consolidado de habitações. A primeira missa na cidade, foi realizada em 1 de julho de 1963.
Em 1964, com a lei estadual n. 4859, foi criado o município de são João do Ivaí no interior do distrito de guaretá e em 1967, a lei estadual n. 5535 mudou a classificação de guaretá em Distrito Administrativo e judicial de lunardellisulla base do Núcleo Urbano de formação recente.
No final da década seguinte, Lunardelli só existia como uma cidade em pleno desenvolvimento. Em 1978 você rinnovò o desejo de criar um comum independente e no ano seguinte foi convocado um plebiscito que aprovou para o desmembramento do município de são João do Ivaí. 19 de dezembro de 1979, a lei estadual n. 7267 ganhou a nascimento do município de Lunardelli, com a instalação do município em 1 de fevereiro de 1982, enquanto a primeira eleição municipal aconteceu em 15 de novembro do mesmo ano, com a eleição do prefeito Osorio Ribeiro e o Vice-Presidente da Câmara José Mendes de Rezende.
Lunardelli é um município do Brasil no estado do Paraná, parte da mesorregião do norte central paranaense e da microrregião de Ivaiporã.
História
A área onde nasce a cidade, que pertenceu ao município de pintanga, começou a popolarsi em 1948. Até lá a cidade comercial mais próxima era guaretá do Sul, fundada em 1941 pelo explorador Antonio Batista cales. Em 1951, a lei estadual n. 613 criou o distrito de guaretá, pertencente a pitanga. As terras do município de lunardelli era dividido em três lotes, denominados Lunardelli, Suíça (Suíça) e Ubá, pertencentes ao colonizador paranense de origem italiana Geremia Lunardelli, nascido em mansuè (Treviso).
Em 1952 foi fundada a fazenda gema nos solos lunardelli e Suíça, e depois a denominar-se fazenda mundo novo. A criação destas empresas atraiu os agricultores de outras partes do Paraná e também de outros estados brasileiros.
Em 1955, com a lei estadual n. 2398, foi criado o município de Manoel Ribas, que também faz parte do distrito de guaretá. Quatro anos mais tarde, um grupo de residentes fundou um movimento para criar a cidade de lunardelli e em 1962, foram realizadas as ruas e avenidas e começou a venda de lotes residenciais urbanos. O ano seguinte, a cidade já tinha lançado alguns estabelecimentos comerciais diferentes e já estava presente um núcleo consolidado de habitações. A primeira missa na cidade, foi realizada em 1 de julho de 1963.
Em 1964, com a lei estadual n. 4859, foi criado o município de são João do Ivaí no interior do distrito de guaretá e em 1967, a lei estadual n. 5535 mudou a classificação de guaretá em Distrito Administrativo e judicial de lunardellisulla base do Núcleo Urbano de formação recente.
No final da década seguinte, Lunardelli só existia como uma cidade em pleno desenvolvimento. Em 1978 você rinnovò o desejo de criar um comum independente e no ano seguinte foi convocado um plebiscito que aprovou para o desmembramento do município de são João do Ivaí. 19 de dezembro de 1979, a lei estadual n. 7267 ganhou a nascimento do município de Lunardelli, com a instalação do município em 1 de fevereiro de 1982, enquanto a primeira eleição municipal aconteceu em 15 de novembro do mesmo ano, com a eleição do prefeito Osorio Ribeiro e o Vice-Presidente da Câmara José Mendes de Rezende.
Crônica diária
O tempo de cada um
Segundo Antônio Prata o tempo é a coisa mais importante para o autor de crônicas. Diz ele que é preciso tempo para observar um detalhe, pensar em como aborda-lo, e desenvolve-lo no texto. Da minha parte os melhores temas nascem nas madrugadas insones. Como deito e durmo cedo, acordo de madrugada com ideias prontas. Outro lugar de inspiração é caminhando na praia, beira mar. O Antônio tem razão. Em ambos os lugares tenho o tempo em aberto. Mas não é regra. As redações dos jornais foram testemunha da pressa com que foram escritas muitas das melhores páginas do melhor da história. Não posso esquecer a figura do jovem jornalista Waldo Domingos Claro que sentava em frente a uma Remington, cigarro no canto da boca, óculos de aros transparentes e metralhava um texto, que saia da máquina direto para a redação da Gazeta Mercantil sem necessidade de revisão. Datilografava na mesma velocidade com que brotavam as ideias.
Segundo Antônio Prata o tempo é a coisa mais importante para o autor de crônicas. Diz ele que é preciso tempo para observar um detalhe, pensar em como aborda-lo, e desenvolve-lo no texto. Da minha parte os melhores temas nascem nas madrugadas insones. Como deito e durmo cedo, acordo de madrugada com ideias prontas. Outro lugar de inspiração é caminhando na praia, beira mar. O Antônio tem razão. Em ambos os lugares tenho o tempo em aberto. Mas não é regra. As redações dos jornais foram testemunha da pressa com que foram escritas muitas das melhores páginas do melhor da história. Não posso esquecer a figura do jovem jornalista Waldo Domingos Claro que sentava em frente a uma Remington, cigarro no canto da boca, óculos de aros transparentes e metralhava um texto, que saia da máquina direto para a redação da Gazeta Mercantil sem necessidade de revisão. Datilografava na mesma velocidade com que brotavam as ideias.
9.1.17
GEREMIA LUNARDELLI - Um pouco de história
Geremia Lunardelli
1886: começa a epopeia dos lunardelli
Jeremias, ou rei dou cafe
Vamos lá
De Ginaldo Bernardi
No quarto de século que corre entre 1876 e 1900, quase um milhão de vénetos (para ser exato foram 949.711) escolheram o caminho da saída, bem intencionados, redimir-se de uma condição social humilhante. Eram, em grande parte, camponeses, que os mestres de cidade realizavam na conta de nada. A Classe Rural era considerada culpada da sua miséria, por causa da irracionalidade em que vivia: no jargão positivista dos senhores queria dizer que a culpa desses habitantes das campanhas foi a de ser dedicados aos seus párocos, fiéis à religião, e, portanto, segundo Eles, grosseiros, atrasados, alheios à modernidade. Por conseguinte eram tratados como bestas, cobertos de insultos e explorados para além de qualquer limite. Uma situação insuportável para muitos, principalmente os mais ousados e voluntariosos. Decididos a demonstrar o seu valor em famílias e por vezes a aldeias inteiras, deixaram a região para procurar novos céus e novas terras onde recomeçar a vida com dignidade e justiça. Eram os antepassados os agricultores que, em um bem diferente do contexto histórico, teriam realizado a mais extraordinária e pacífica revolução veneta: a industrialização difusa, que em torno de 1970 partiu numa base familiar, transformando nos vinte anos seguintes esta região numa Das Mais ATIVAS e prósperas da Europa.
Brasil, a terra prometida
Aqui está um caso veneta que começa certo 111 anos atrás: a história de uma criança e de sua família, emigrantes como tantos, que de todas as partes da Itália, disputavam os vapores para as Américas no final do século passado. Entre eles, em 1886, também nicolò e Vitor Lunardelli, jovens esposos camponeses, 25 anos, ele 22 ela. No colo deles, Jeremias, de um ano apenas. Tinham deixado a casa e os parentes em fossabiùba de mansuè, na trevigiana, onde a planície opitergina encontra a livenza, o rio que marca a fronteira entre as terras veneto e a antiga pátria do friuli. Na mente dos meninos indo para a imensidão do Brasil havia a paisagem exuberante dos Jai, os prados que servem de desabafo para as cheias da Guararapes. Uma bela deitada de ervas que tem o nome de um termo em latim para o mato, arrancada em séculos de esforço. A forragem que você recebe por esses relvados ainda hoje é perfumado e precioso. Como o leite que oferece o gado, excelente para os saborosos queijos locais. Os Lunardelli são conhecidos pelos conterrâneos com o apelido de cimitàn, segundo o antigo costume de indicar a proveniência da estirpe original, neste caso, a aldeia de cimetta (siméta), não muito longe de fossabiùba. Trabalham a terra há gerações, amam os campos, sabem governar o estábulo. Por isso os recém-casados e o recém-nascido atravessam o grande mar. Têm uma esperança forte como a fé em Deus. Em volta para os mercados e as tascas diz-se que ali no Brasil não é difícil começar uma campanha em propriedades, onde testar a inteligência e o trabalho, em benefício próprio: finalmente ir pra star no seu! Sem mestres. O sonho de todos. Também o pequeno Jeremias tem no sangue esse apego à terra, como um valor que não decepciona. A história dela é quase inacreditável, mas o que tem em comum a tantos outros italianos que foram feitos honra no estrangeiro por protagonistas, no conduzir ao progresso as nações que os acolheram.
L Imperador do café
Para a jovem família lunardelli as coisas não vão tão bem, no início. O Pai morre depois de alguns anos. A jovem mãe casam-se. Ainda bebê, Jeremias trabalha sob mestre nas fazendas. Mas a sua vontade d empresa ocorre quando ela só tem dezesseis anos. Nos recortes do trabalho cansativo cria para si uma vaccherella, algum porquinho; assim que estiverem prontos para o mercado trata sozinho a venda. A terra tudo à volta de São Paulo verdeggia de plantas de café. Uma cultura linda, de plantas altas, soberbas, delicadas mas generosas. Para o menino italiano, o café é um amor à primeira vista. Na memória tem talvez os contos de casa, quando a genuína bebida que Veneza, com os seus comércios do oriente, difundiu entre os nobilòmini, vinha, entre os pobres camponeses obrigados a aturar cevada ou chicória queimados dentro da bola de ferro virado no borralho , um líquido apenas embelezados pela aguardente de Frodo. O café pois não era outra coisa, a infusão que tem a virtude de fazer sofrer o homem acordou, aliviava as dores da fome, corroborava o estômago. Para Geremia Lunardelli terra nova e café se tornarão um só. Começará com um sitio, uma pequena propriedade com alguns milhares de plantas, comprada ao preço de duros sacrifícios e de todas as economias de casa. Fazendeiro, comerciante, casamenteira de terrenos, transformador de cana de açúcar com um aparelho rudimentar, Jeremias fará cento ofícios, mas os seus olhos e seu coração será sempre e apenas voltados para o café. No tempo de expandir a área caffeifera muito para além das fronteiras do estado de São Paulo, em procurar outros boas terras de cultura no Paraná, para criar plantações cada vez mais amplas.
Este homem sabia reconhecer a terra fértil de alguns sinais, e também pelo cheiro. Em resumo, a 30 anos, esse filho de camponeses que aprendeu a ler e a escrever sozinho, e começou a trabalhar assim que soube se levantar, já se tornou ou rei dou cafe, o maior produtor E comerciante de café do mundo! Chegará a possuir, nos anos cinquenta, 14 milhões de plantas de café, 11.500 hectares de terra boa e cultivados em algodão, outros 25.375 hectares a forragem, e ainda 5 mil hectares plantados com cana de açúcar, mais Uma fábrica capaz de 30 dólares por ano, e 30 mil cabeças de gado.
Orgulho de ser brasileiro de origem italiana, será pródigo de salvamento e de presentes. Ele sempre olhou com admiração à arte e à cultura. É um homem que gosta de o fazer, mais que os sequestros artísticos e contemplação. Mas ele sabe que o homem não pode viver só de pão. Quer que seu país não seja avaliado no mundo exclusivamente para a fecundidade da terra, mas também para as coleções de tesouros nascidos da criatividade e da sensibilidade humana. Apoiará o nascimento do museu de belas artes de São Paulo, com contribuições monetários significativos. No Museu fará presente de obras maravilhosas: Escultura de rodin, pinturas de goya, velasquez, renoir, rembrandt. Apesar da sua enorme riqueza não mostrará orgulho. Continuará a entreter-se com todos, falar com os produtores, a trabalhar sem cansaço nem abandone. O pequeno agricultor de fossabiùba, um magnata, recusará por duas vezes a atribuição de um título. Em 1928, o rei d ' Italia quis compra-lhe o título de Conde, por seus méritos de trabalhador e defensor da cultura italiana no Brasil. Em 1946, foi a vez da Santa Sé, que pretendia lhe conferir o título de Marquês para o espírito de caridade que sempre tinha demonstrado para com os necessitados. Mas em ambos os casos Geremia Lunardelli oporá uma recusa, chamando a sua origem humilde e fé nos ideais de democracia.
O Brasil tinha abolido os títulos de nobreza, e Jeremias queria respeitar o espírito de igualdade que animava a sua pátria. Morre em 9 de maio de 1962, transmitindo aos nove filhos e às dezenas de netos este património de valores, antes mesmo que uma herança milionária. A dor de toda a sua vida foi a incapacidade dos políticos a compreender o valor da Agricultura. Ele dizia que as capitais dos Estados, os ministérios, os parlamentos, são afastados das campanhas, para que homens do governo, funcionários, profissionais, industriais não compreendem a terra e a quem trabalha com amor. ' o amor para a terra deve ser posto à prova do trabalho sobre a terra - dizia -. É assim que nascem os Rei '. Um título que Geremia Lunardelli conquistou sobre os campos.
1886: começa a epopeia dos lunardelli
Jeremias, ou rei dou cafe
Vamos lá
De Ginaldo Bernardi
No quarto de século que corre entre 1876 e 1900, quase um milhão de vénetos (para ser exato foram 949.711) escolheram o caminho da saída, bem intencionados, redimir-se de uma condição social humilhante. Eram, em grande parte, camponeses, que os mestres de cidade realizavam na conta de nada. A Classe Rural era considerada culpada da sua miséria, por causa da irracionalidade em que vivia: no jargão positivista dos senhores queria dizer que a culpa desses habitantes das campanhas foi a de ser dedicados aos seus párocos, fiéis à religião, e, portanto, segundo Eles, grosseiros, atrasados, alheios à modernidade. Por conseguinte eram tratados como bestas, cobertos de insultos e explorados para além de qualquer limite. Uma situação insuportável para muitos, principalmente os mais ousados e voluntariosos. Decididos a demonstrar o seu valor em famílias e por vezes a aldeias inteiras, deixaram a região para procurar novos céus e novas terras onde recomeçar a vida com dignidade e justiça. Eram os antepassados os agricultores que, em um bem diferente do contexto histórico, teriam realizado a mais extraordinária e pacífica revolução veneta: a industrialização difusa, que em torno de 1970 partiu numa base familiar, transformando nos vinte anos seguintes esta região numa Das Mais ATIVAS e prósperas da Europa.
Brasil, a terra prometida
Aqui está um caso veneta que começa certo 111 anos atrás: a história de uma criança e de sua família, emigrantes como tantos, que de todas as partes da Itália, disputavam os vapores para as Américas no final do século passado. Entre eles, em 1886, também nicolò e Vitor Lunardelli, jovens esposos camponeses, 25 anos, ele 22 ela. No colo deles, Jeremias, de um ano apenas. Tinham deixado a casa e os parentes em fossabiùba de mansuè, na trevigiana, onde a planície opitergina encontra a livenza, o rio que marca a fronteira entre as terras veneto e a antiga pátria do friuli. Na mente dos meninos indo para a imensidão do Brasil havia a paisagem exuberante dos Jai, os prados que servem de desabafo para as cheias da Guararapes. Uma bela deitada de ervas que tem o nome de um termo em latim para o mato, arrancada em séculos de esforço. A forragem que você recebe por esses relvados ainda hoje é perfumado e precioso. Como o leite que oferece o gado, excelente para os saborosos queijos locais. Os Lunardelli são conhecidos pelos conterrâneos com o apelido de cimitàn, segundo o antigo costume de indicar a proveniência da estirpe original, neste caso, a aldeia de cimetta (siméta), não muito longe de fossabiùba. Trabalham a terra há gerações, amam os campos, sabem governar o estábulo. Por isso os recém-casados e o recém-nascido atravessam o grande mar. Têm uma esperança forte como a fé em Deus. Em volta para os mercados e as tascas diz-se que ali no Brasil não é difícil começar uma campanha em propriedades, onde testar a inteligência e o trabalho, em benefício próprio: finalmente ir pra star no seu! Sem mestres. O sonho de todos. Também o pequeno Jeremias tem no sangue esse apego à terra, como um valor que não decepciona. A história dela é quase inacreditável, mas o que tem em comum a tantos outros italianos que foram feitos honra no estrangeiro por protagonistas, no conduzir ao progresso as nações que os acolheram.
L Imperador do café
Para a jovem família lunardelli as coisas não vão tão bem, no início. O Pai morre depois de alguns anos. A jovem mãe casam-se. Ainda bebê, Jeremias trabalha sob mestre nas fazendas. Mas a sua vontade d empresa ocorre quando ela só tem dezesseis anos. Nos recortes do trabalho cansativo cria para si uma vaccherella, algum porquinho; assim que estiverem prontos para o mercado trata sozinho a venda. A terra tudo à volta de São Paulo verdeggia de plantas de café. Uma cultura linda, de plantas altas, soberbas, delicadas mas generosas. Para o menino italiano, o café é um amor à primeira vista. Na memória tem talvez os contos de casa, quando a genuína bebida que Veneza, com os seus comércios do oriente, difundiu entre os nobilòmini, vinha, entre os pobres camponeses obrigados a aturar cevada ou chicória queimados dentro da bola de ferro virado no borralho , um líquido apenas embelezados pela aguardente de Frodo. O café pois não era outra coisa, a infusão que tem a virtude de fazer sofrer o homem acordou, aliviava as dores da fome, corroborava o estômago. Para Geremia Lunardelli terra nova e café se tornarão um só. Começará com um sitio, uma pequena propriedade com alguns milhares de plantas, comprada ao preço de duros sacrifícios e de todas as economias de casa. Fazendeiro, comerciante, casamenteira de terrenos, transformador de cana de açúcar com um aparelho rudimentar, Jeremias fará cento ofícios, mas os seus olhos e seu coração será sempre e apenas voltados para o café. No tempo de expandir a área caffeifera muito para além das fronteiras do estado de São Paulo, em procurar outros boas terras de cultura no Paraná, para criar plantações cada vez mais amplas.
Este homem sabia reconhecer a terra fértil de alguns sinais, e também pelo cheiro. Em resumo, a 30 anos, esse filho de camponeses que aprendeu a ler e a escrever sozinho, e começou a trabalhar assim que soube se levantar, já se tornou ou rei dou cafe, o maior produtor E comerciante de café do mundo! Chegará a possuir, nos anos cinquenta, 14 milhões de plantas de café, 11.500 hectares de terra boa e cultivados em algodão, outros 25.375 hectares a forragem, e ainda 5 mil hectares plantados com cana de açúcar, mais Uma fábrica capaz de 30 dólares por ano, e 30 mil cabeças de gado.
Orgulho de ser brasileiro de origem italiana, será pródigo de salvamento e de presentes. Ele sempre olhou com admiração à arte e à cultura. É um homem que gosta de o fazer, mais que os sequestros artísticos e contemplação. Mas ele sabe que o homem não pode viver só de pão. Quer que seu país não seja avaliado no mundo exclusivamente para a fecundidade da terra, mas também para as coleções de tesouros nascidos da criatividade e da sensibilidade humana. Apoiará o nascimento do museu de belas artes de São Paulo, com contribuições monetários significativos. No Museu fará presente de obras maravilhosas: Escultura de rodin, pinturas de goya, velasquez, renoir, rembrandt. Apesar da sua enorme riqueza não mostrará orgulho. Continuará a entreter-se com todos, falar com os produtores, a trabalhar sem cansaço nem abandone. O pequeno agricultor de fossabiùba, um magnata, recusará por duas vezes a atribuição de um título. Em 1928, o rei d ' Italia quis compra-lhe o título de Conde, por seus méritos de trabalhador e defensor da cultura italiana no Brasil. Em 1946, foi a vez da Santa Sé, que pretendia lhe conferir o título de Marquês para o espírito de caridade que sempre tinha demonstrado para com os necessitados. Mas em ambos os casos Geremia Lunardelli oporá uma recusa, chamando a sua origem humilde e fé nos ideais de democracia.
O Brasil tinha abolido os títulos de nobreza, e Jeremias queria respeitar o espírito de igualdade que animava a sua pátria. Morre em 9 de maio de 1962, transmitindo aos nove filhos e às dezenas de netos este património de valores, antes mesmo que uma herança milionária. A dor de toda a sua vida foi a incapacidade dos políticos a compreender o valor da Agricultura. Ele dizia que as capitais dos Estados, os ministérios, os parlamentos, são afastados das campanhas, para que homens do governo, funcionários, profissionais, industriais não compreendem a terra e a quem trabalha com amor. ' o amor para a terra deve ser posto à prova do trabalho sobre a terra - dizia -. É assim que nascem os Rei '. Um título que Geremia Lunardelli conquistou sobre os campos.
· Ver original ·
Corrado Lunardelli
Traduzido de Italiano
Me
lembro deste grande lunardelli por um episódio narrado por meu pai.
Ele, nos anos 50, foi presidente da Câmara de savona e enviou uma carta
no Brasil a Jeremias, para que doassem um monte de café aos órfãos de
savona. A carta continha o remetente, a cidade e o lugar de meu pai, mas
jeremias a rejeitou sem sequer tê-la aberta. Olá a todos os lunardelli.Ver original
Crônica diária
Topônimos
Foi o João Menéres, grande fotógrafo da cidade do
Porto, quem usou a palavra "potónimo" (em português de Portugal) numa
resposta a um comentário meu. O Castelo chamado Lindoso do século XIII surge
muito depois do nome do lugar que data do século IX. Daí o topônimo ser muito
anterior. Fui procurar saber exatamente o significado de topônimo. Transcrevo o
que descobri: " Os topônimos estão relacionados à filologia, à história e
à geografia. Investigar suas origens é um trabalho complexo e minucioso.
Toponímia trata da divisão da onomástica que estuda os topônimos, isto é,
os nomes próprios de lugares, bem como sua origem e evolução.
A onomástica é uma ciência da linguagem que possui
fortes ligações com a história e a geografia, apresentando duas áreas de
estudo: a Antroponímia e a Toponímia, essa última assunto desta crônica.
Os lugares têm nomes que não foram escolhidos ao acaso: podem fazer referência
às questões físicas, descrevendo particularidades de seu relevo, clima e outras
características geográficas, e podem fazer referência a um conjunto de propriedades
que só diz respeito àquele lugar, ou seja, às suas singularidades.
Descobrir a origem dos nomes dos lugares é tarefa
para a toponímia, ciência que é considerada muito difícil, pois precisa
apoiar-se não apenas na Filologia (estudo de uma língua em todos os seus
aspectos, inclusive históricos), mas também na História, na Geografia e na
Arqueologia. Portanto, podemos dizer que essas ciências estão interligadas,
proporcionando uma interessante relação dialógica que pode dar respostas para
os mais curiosos, afinal de contas, as coisas têm nomes, e investigar o porquê
dos nomes pode ser uma tarefa desafiadora e intrigante!"
Dentro da minha abissal ignorância não sabia que
existia uma ciência para descobrir esses fatos. E me faz lembrar, já escrevi
uma crônica sobre isso, minhas viagens de automóvel com meus dois filhos
pequenos. Ao passarmos pelas placas indicativas das cidades, íamos
inventado uma história para justificar os nomes. Sem desconfiarmos que existia
a toponímia. Assim Pongaí, no interior do estado de São Paulo nasceu da
determinação de um bandeirante espanhol. Ao ser perguntado pelo seu auxiliar
direto onde deveriam fundar a nova vila, respondeu: "Ponga aí". E com
isso a viagem ficava mais curta para as crianças.
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Christina Lunardelli Uau
8.1.17
Crônica diária
"Coincidência significativa"
Alguns dias atrás escrevi sobre
uma significativa coincidência de estar lendo a várias semanas um livro
de quase 600 páginas e lá pelas tantas, lia uma carta de Rubem Braga
para o Vinícius de Moraes falando do Ferreira Gullar, no exato momento
que a TV noticiava a morte e velório do próprio. Minha querida amiga
Leila Ferraz comentou meu texto: "Sincronicidade, já dizia Jung. Você
está em sintonia." Resolvi saber mais sobre essa "coisa" de que fui
"acusado". Sincronicidade é um conceito desenvolvido por Carl Gustav
Jung para definir acontecimentos que se relacionam não por relação
causal e sim por relação de significado. Desta forma, é necessário que
consideremos os eventos sincronísticos não relacionados com o princípio
da causalidade, mas por terem um significado igual ou semelhante. A
sincronicidade é também referida por Jung de "coincidência
significativa". Que é exatamente o que me aconteceu. O termo foi
utilizado pela primeira vez em publicações científicas em 1929, porém
Jung demorou ainda mais 21 anos para concluir a obra "Sincronicidade: um
princípio de conexões acausais", onde o expõe e propõe o início da
discussão sobre o assunto. Uma de suas últimas obras foi, segundo o
próprio, a de elaboração mais demorada devido à complexidade do tema e
da impossibilidade de reprodução dos eventos em ambiente controlado. Em
termos simples, sincronicidade é a experiência de ocorrerem dois (ou
mais) eventos que coincidem de uma maneira que seja significativa para a
pessoa (ou pessoas) que vivenciaram essa "coincidência significativa",
onde esse significado sugere um padrão subjacente, uma sincronia.
Realmente foi um caso de sincronia, não de coincidência simples, mas
significativa.
Comentários que valem um post
Ery Roberto Corrêa
Eduardo, que surpresa boa! Recebi seu livro e agradeço por tão valioso presente. Fiquei emocionado com a dedicatória, meu amigo! E quando pensava que ela encerrava a emoção antes de ler suas crônicas, eis que me deparo com uma frase minha, lá na orelha do livro. Que delícia! Ganhei não só o dia, mas também uma alegria estravasadora. Muito obrigado, Eduardo. E conte sempre com um amigo por aqui.
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7.1.17
Crônica diária
Escrivão de caligrafia desatenta e ortografia capenga
Esta crônica imaginei-a sob as águas de um chuveiro. Costumo dizer que as ideias me surgem na cama e em madrugadas insones. Esta veio-me durante o banho. O nome do Vão Gogo, Millôr Fernandes, é um erro de grafia. O tabelião ao anotar na certidão de nascimento o nome que o pai lhe dera: Milton acabou escrevendo o T largo como havia grafado o L, e ao cortar o T acabou fazendo um traço sobre o O. Para completar o que seria lido, equivocadamente como Millôr, o N final do Milton ficou meio desleixado. Humildes e sem recursos para promover a retificação, o menino acabou ficando Millôr mesmo. O pseudônimo Vão Gogo foi por ele criado às pressas, para fechar uma edição da revista A Cigarra, da qual era diretor, e dele o Millôr dizia não gostar. Mas ficou também. O mesmo aconteceu com o cineasta paulista Osualdo Candeias. Filho de pais simples encontrou pela frente um escrivão que trocou o W por U. Ou teria sido um V com cara de U. E ficou o único Osualdo que conheci. Fui seu assistente de direção nas filmagens do episódio de uma trilogia. Person e Zé do Caixão eram os outros dois diretores do longa.
Esta crônica imaginei-a sob as águas de um chuveiro. Costumo dizer que as ideias me surgem na cama e em madrugadas insones. Esta veio-me durante o banho. O nome do Vão Gogo, Millôr Fernandes, é um erro de grafia. O tabelião ao anotar na certidão de nascimento o nome que o pai lhe dera: Milton acabou escrevendo o T largo como havia grafado o L, e ao cortar o T acabou fazendo um traço sobre o O. Para completar o que seria lido, equivocadamente como Millôr, o N final do Milton ficou meio desleixado. Humildes e sem recursos para promover a retificação, o menino acabou ficando Millôr mesmo. O pseudônimo Vão Gogo foi por ele criado às pressas, para fechar uma edição da revista A Cigarra, da qual era diretor, e dele o Millôr dizia não gostar. Mas ficou também. O mesmo aconteceu com o cineasta paulista Osualdo Candeias. Filho de pais simples encontrou pela frente um escrivão que trocou o W por U. Ou teria sido um V com cara de U. E ficou o único Osualdo que conheci. Fui seu assistente de direção nas filmagens do episódio de uma trilogia. Person e Zé do Caixão eram os outros dois diretores do longa.
Comentários que valem um post
João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":
Estou em absoluto de acordo com a sua opinião !
Também aqui assim se deveria fazer, digo eu...
Postado por João Menéres no blog . em sexta-feira, 6 de janeiro de 2017 05:39:00 BRST
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Estou em absoluto de acordo com a sua opinião !
Também aqui assim se deveria fazer, digo eu...
Postado por João Menéres no blog . em sexta-feira, 6 de janeiro de 2017 05:39:00 BRST
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6.1.17
Crônica diária
Massacre de Manaus
Conheci o Frei Beto como assistente de direção do Zé Celso, no Teatro
Oficina, durante ensaios e apresentação da peça O Rei da Vela. Faz muito
tempo. Dia desses viajamos para Florianópolis no mesmo voo e não me
reconheceu. Ontem escreveu uma carta ao Ministro da Justiça, tratando
do massacre de Manaus, no Amazonas. Falou com a autoridade de quem foi
encarcerado durante dois anos nos presídios paulistas, como preso comum,
apesar de ter sido preso político.. Sessenta mortos, a maioria
decapitados e destroçados por bandidos rivais. No citado artigo critica a
construção de novas penitenciárias como parte da solução do problema.
Critica o modelo público-privado, que segundo ele foi importado dos
Estados Unidos, e lá esta sendo revisto. A esquerda não perde o hábito,
de podendo criticar os norte americanos, o fazem por dever de ofício..
Não conheço detalhes do sistema prisional Americano. Sei que a justiça é
célere, e os condenados são tratados com humanidade. Também não conheço
as prisões russas, mas nunca ouvi falar bem delas. Voltando ao
missivista, propõe um sistema prisional para os 660 mil encarcerados no
país, onde seriam submetidos ao regime de redução de penas, de acordo
com a frequência em aulas de ensinos fundamental e médio, idiomas,
culinária, teatro, dança etc. Além de oficinas para, trabalho manuais, e
produção de brinquedos e etc. Tudo isso em parceria com empresas
privadas. E pergunta se é uma utopia. Ele mesmo responde que não. Vejo a
coisa por outro ângulo. Talvez mais da metade dessa população não
devesse estar encarcerada. Atrás de grades. Mofando. Adoecendo. Custando
ao estado R$ 4 100,00 por mês, no caso do Amazonas. Aprendendo a matar,
e se especializando no crime. Na situação atual, são completamente
irrecuperáveis. O problema não é só de polícia, mas de justiça. A
justiça morosa e em muitos casos omissa é tremendamente injusta. Há
nesse universo de 660 mil presos uma grande parcela de condenados que já
cumpriram suas penas, mas a justiça ainda não os soltou. Outra grande
parte de presidiários são usuários de droga, e ladrões de galinha.
Cadeia não é o melhor lugar para recuperar ninguém. Colônias agrícolas, a
céu aberto, com custo muito menor do que as proposições do Frei Beto,
seriam uma boa alternativa. Produziriam para comer. O excedente seria
vendido e a renda reverteria para a própria colônia, em forma de insumos
e equipamentos agrícolas. E para os presos restantes, em número
significativamente menor, penas mais duras. São irrecuperáveis. São
assassinos, traficantes, de altíssima periculosidade, onde pensar em
ressocializa-los é ilusão. A esses sim, tarefas manuais, em ambiente
fechado, e sem redução de pena. Ao contrário, a cada mau comportamento
ou infração, aumento severo da pena. Fico por aqui, embora o tema seja
muito complexo e dele não tenha a experiência do Frei Beto. Lamento não
tenha ele dado sua colaboração, nesse sentido, quando era conselheiro do
Lula. Eles, sim, tiveram treze anos para implantar um sistema
penitenciário mais justo, humano e eficiente.
5.1.17
Crônica diária
“A(s) mulher(es) que eu amo” de Eros Grau
Nove contos em 122
páginas. Tudo muito rápido. Uma escrita poética/telegráfica. Uma coletânea de
amores, paixões, confissões, e mulheres.
A foto da capa é do autor. O texto das orelhas do Inácio de Loyola
Brandão. Nas referências ao escritor apenas isso: Eros Roberto Grau é membro da
Academia Paulista de Letras, autor dos livros “Paris quartier
Saint-Germain-des-Prés” e “Teu nome será sempre Alica”. Ambos já resenhados por
mim. Nenhuma pista do ex-Ministro do Supremo
Tribunal Federal. O texto soa natural, e acontece pelas ruas e cidades
do mundo, mas cada palavra, cada frase, é fruto de trabalho de ourives. O livro
é uma pequena joia.
4.1.17
Crônica diária
Machado de Assis: "Está morto: podemos elogiá-lo à vontade".
Defendo que deve-se falar bem ou mal (quando merecem) das pessoas em
vida. Tanto é verdade que tenho um blog desde 21 de Agosto de 2011
chamado 1blog. a+
(http://1bloga.blogspot.com.br) onde rendo minhas homenagens aos vivos.
Esta crônica veio à propósito das famílias dos falecidos não
desativarem suas páginas no Facebook. Daí, todos os anos dezena de
pessoas cumprimentam o morto pelo novo aniversário de nascimento. A mim
causa tristeza. São tão amigos que não sabem que o aniversariante já
esta fazendo aniversário de morte, em alguns casos há muitos ano. E
desejam saúde, dinheiro e sorte no amor. Um vexame. Já dei instruções
para que desativem minha página. Por essa razão, tudo que posto aqui é
também publicado em dois outros blogs, e de 300 em 300 crônicas em livro
de papel. Mas receber cumprimentos e desejo de vida longa depois de
morto, estou fora. Machado de Assis já escrevia: Esta morto, podemos
elogiá-lo à vontade. Pura hipocrisia.
3.1.17
Crônica diária
Dória, Prefeito
Para não criar polêmicas desnecessárias vou logo avisando: não votei no
Collor, e não votei no Dória. Eles não me representam. Fui Janista roxo.
Cheguei a usar slack , que para quem não
sabe, era um tipo de roupa que o Jânio usou. Dito isso vou contestar o
Enio Mainardi que ontem criticou o novo prefeito de São Paulo por ter
iniciado sua gestão vestindo-se de gari, e iniciando a limpeza da
cidade, junto de um mutirão, às seis horas da manhã. Foi, evidentemente,
um ato simbólico. Tal como vestir-se de petroleiro e sujar a mão com
óleo. Ou vestir-se de mineiro como já fizeram dezena de políticos ao
redor do mundo. E não vai nisso nenhum populismo. É marketing puro. E
Dória é bom nisso. Collor também era. Jânio, com muito mais carisma, foi
um mestre. A Prefeitura não tem recursos. Basta deixar de usar as
polpudas verbas de comunicação e publicidade, e direcioná-las para a
saúde, educação e segurança, que estará muito melhor empregada. E a
comunicação? Essa o Dória fará pessoalmente criando fatos que a imprensa
fará a divulgação gratuitamente. É marketing, e não populismo, meu caro
Enio. Aplaudo o primeiro dia do prefeito. Estive ao longo da Avenida
Nove de Julho e fiquei impressionado com a quantidade de garis, vestidos
de laranja, outros de verde amarelo, em quantidade expressiva, junto
com forte contingente de equipamentos de limpeza. Começou bem, nosso
prefeito. Tomara continue nesse mesmo ritmo e coragem limpando todas as
áreas da Prefeitura. Demitindo quem tiver que ser demitido. E há com
certeza milhares de desocupados ocupando salário de quem precisa.
Contratando por concurso gente preparada. Fazendo ver aos funcionários
públicos que somos nós, usuários, que pagamos seus salários. Já estive
em vários órgãos da Prefeitura e constatei o desprezo com que muitos
deles nos tratam. O Dória esta no caminho correto. É preciso ganhar as
camadas mais pobres do eleitorado para poder almejar voos mais
ambiciosos. E ele esta demonstrando que tem estofo para isso. Apesar de
não ter votado nele, serei seu defensor nessa empreitada. Tomara faça
uma gestão voltada para os mais pobres. A cidade ficará linda.
Comentários que valem um post
Comentário que fiz na postagem do Enio Mainardi, em sua página do FB
Parabéns Bia Venturini. Estou completamente de acordo com seu pensamento. O Enio Mainardi esta equivocado. O novo prefeito esta certíssimo em gerir a cidade de forma nova e competente. Ao invés de gastar milhões em comunicação e publicidade (que a prefeitura pode economizar), atitudes simples como essa de fantasiar-se de gari e dar exemplo às seis da manhã, farão dele um prefeito exemplar, carismático, e com presença nas camadas mais baixas, onde não teve votos, e seus eleitores sempre foram cativos do PT. Esta correto o Dória. É preciso fazer uma política voltada para o povo pobre (e isso não é populismo, é marketing), durante os quatro anos de mandato para alçar novos voos políticos. Eu não votei no Dória porque ele realmente não me representa, mas defendo suas primeiras medidas e torço para que saia da prefeitura consagrado como bom gestor e exemplo de comportamento para os políticos do Brasil.
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2.1.17
Crônica diária
Volta ao passado
Fiquei uns cinquenta anos sem voltar a entrar no colégio Dante Alighieri onde estudei no primário e dois anos de ginásio, feitos em três, por ter repetido. Pelo quadrilátero onde esta instalado o colégio sempre circulei. Mas entrar foi uma única vez, depois de meio século, numa festa de ex alunos. A impressão que tive é que tudo havia encolhido. O hall de entrada, onde o Marino carimbava as cadernetas, os corredores, as salas de aula, a varanda onde o mesmo Marino tocava o sino, tudo me pareceu muito menor, mais baixo e estreito. O pátio do recreio calçado com pedra portuguesa preto e branca continua o mesmo, parecendo menor. O campo de futebol não existe mais. Do Dante me lembro do cheiro da poeira do giz. O odor alcoólico dos estêncies do mimeógrafo no porão do palco, são do Colégio de Cataguases, um ou dois anos depois do Dante. Lá imprimíamos o jornal O Pirilampo. Quem tocava o sino era o Joãozinho, e seu inseparável cachimbo que fazia lembrar o Saci Pererê.
Fiquei uns cinquenta anos sem voltar a entrar no colégio Dante Alighieri onde estudei no primário e dois anos de ginásio, feitos em três, por ter repetido. Pelo quadrilátero onde esta instalado o colégio sempre circulei. Mas entrar foi uma única vez, depois de meio século, numa festa de ex alunos. A impressão que tive é que tudo havia encolhido. O hall de entrada, onde o Marino carimbava as cadernetas, os corredores, as salas de aula, a varanda onde o mesmo Marino tocava o sino, tudo me pareceu muito menor, mais baixo e estreito. O pátio do recreio calçado com pedra portuguesa preto e branca continua o mesmo, parecendo menor. O campo de futebol não existe mais. Do Dante me lembro do cheiro da poeira do giz. O odor alcoólico dos estêncies do mimeógrafo no porão do palco, são do Colégio de Cataguases, um ou dois anos depois do Dante. Lá imprimíamos o jornal O Pirilampo. Quem tocava o sino era o Joãozinho, e seu inseparável cachimbo que fazia lembrar o Saci Pererê.
1.1.17
Crônica diária
Leonardo Padura
Acabo de ler o quarteto Estação Havana com as primeiras aventuras do tenente Mario Conde, personagem do cubano Leonardo Padura. Dele li tudo, ou quase tudo. Quase porque o Herege não consegui passar da metade. Sobre os anteriores só posso fazer grandes elogios ao "O Homem que amava os cachorros". De resto o autor usa e abusa da mesma fórmula. Um caso amoroso que anima a vida fosca do tenente, e um crime a ser desvendado. Tudo isso poderia ser descrito em não mais de que vinte páginas. Padura, sem pressa, e repetidas vezes, com habilidade, estende-se sobre a vida pregressa do Conde, e de seus amigos de infância, que conservou pra sempre. Lembra e relembra suas músicas prediletas, receitas de seus pratos favoritos, marca de charutos largamente consumidos pelos personagens, e fala das doses cavalares de rum que todos bebem diariamente. Mas não é só o rum e as comidas engorduradas que comem sob uma temperatura acima de trinta graus os assuntos que emolduram suas descrições. As ruas, arquitetura, sujeira, decadência, pobreza, miséria, desgraça e frustração que o regime socialista cubano impôs ao seus habitantes. Cadernetas de racionamento, fila nos postos de combustível, automóveis russos, e falta de dinheiro nos bolsos. Nessas longas dissertações enxerta suas vinte páginas de amores loucos e assassinatos para produzir um novo livro. Assim é o caso do quarteto "Passado Perfeito", "Ventos de Quaresma", "Mascaras", e "Paisagem de Outono" que compõe a Estação Havana.
1 de Janeiro de 2017
PS- Esta crônica inaugura um novo livro de crônicas que se chamará PRÉ-TEXTOS
Acabo de ler o quarteto Estação Havana com as primeiras aventuras do tenente Mario Conde, personagem do cubano Leonardo Padura. Dele li tudo, ou quase tudo. Quase porque o Herege não consegui passar da metade. Sobre os anteriores só posso fazer grandes elogios ao "O Homem que amava os cachorros". De resto o autor usa e abusa da mesma fórmula. Um caso amoroso que anima a vida fosca do tenente, e um crime a ser desvendado. Tudo isso poderia ser descrito em não mais de que vinte páginas. Padura, sem pressa, e repetidas vezes, com habilidade, estende-se sobre a vida pregressa do Conde, e de seus amigos de infância, que conservou pra sempre. Lembra e relembra suas músicas prediletas, receitas de seus pratos favoritos, marca de charutos largamente consumidos pelos personagens, e fala das doses cavalares de rum que todos bebem diariamente. Mas não é só o rum e as comidas engorduradas que comem sob uma temperatura acima de trinta graus os assuntos que emolduram suas descrições. As ruas, arquitetura, sujeira, decadência, pobreza, miséria, desgraça e frustração que o regime socialista cubano impôs ao seus habitantes. Cadernetas de racionamento, fila nos postos de combustível, automóveis russos, e falta de dinheiro nos bolsos. Nessas longas dissertações enxerta suas vinte páginas de amores loucos e assassinatos para produzir um novo livro. Assim é o caso do quarteto "Passado Perfeito", "Ventos de Quaresma", "Mascaras", e "Paisagem de Outono" que compõe a Estação Havana.
1 de Janeiro de 2017
PS- Esta crônica inaugura um novo livro de crônicas que se chamará PRÉ-TEXTOS
Comentários que valem um post
João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "VARAL E EXERCíCIO CONTRA JOANETES":
Suportes à medida de imensas situações !
Postado por João Menéres no blog . em sábado, 31 de dezembro de 2016 07:33:00 BRST
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Falaram do Varal:
"...o Varal de Ideias é uma referência de como um blog deve ser ." Agnnes
(Caminhos e Atalhos, no mundo dos blogs)..."parabéns pelo teu exemplo de como realmente se faz um blog...ou melhor tantos e sempre outstandings...".
(Vi Leardi )





















*Fernando Zanforlin Esse sujeito é um boçal sem canivete, ficou preso, foi solto e continua sendo um irrecuperável.
* O Fernando comentou no FB sobre minha crônica "Massacre de Manaus" e se referiu ao Frei Beto.
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