15.12.16
Michel Laub e seu novo livro "O
Tribunal da Quinta-feira"
Tudo que
havia lido do Laub eu gostei. Com a maior curiosidade li seu ultimo romance. O
assunto AIDs e a promiscuidade com que vivem os jovens nos dias de hoje me fez
da leitura um ato de esforço. Ele continua escrevendo muito bem. A trama é bem
urdida. Os personagens bem desenhados. O assunto é que não me interessou. A
culpa é minha, e não do jovem escritor. Espero o próximo.
PS- Havia
recomendado-o (o escritor, não o livro) para minha querida amiga Myra Landau,
na Holanda. A filha comprou alguns livros do Laub e inclusive "O Tribunal
de Quinta-Feira". Não conseguiu acabar de ler e disse que iria joga-lo no
lixo. Desculpe Myra.
14.12.16
Crônica diária
Finalmente Fidel
Eu precisava completar a quinta citação ao Fidel Castro em toda minha vida. Morreu no sábado 26/11/2016 e só hoje vou ter tempo para tratar desse personagem por quem nunca tive nenhuma estima. Nem nos meus verdes anos, quando um dos meus heróis era o Che (1964). O Fidel foi citado por mim, procurei saber nos arquivos dos blogs quatro vezes. Esta será a quinta, e muito provavelmente a ultima, a não ser que o Lula morra um dia desses e eu tenha que me referir ao encontro que terão no inferno. As quatro citações são curiosas. A primeira em 6/12/2006 falo sobre uma nova série de esculturas que estava iniciando e o título era: "ORGANO HUMANOS ou ORGÃOS HUMANOS ou HUMANOS ENGANOS Sob esse titulo, que mais parece discurso do Fidel Castro (repetitivo e longo), em 2000 iniciei uma série de ESCULTURAS..." A segunda em 30/05/2007 Fidel é citado por mim, por ter sido retratado por Bernard Safran, pintor de gente, capas da revista TIME, de cenas urbanas de NYC, e rurais do interior da AMÉRICA. Retratista e fotógrafo.
Eu precisava completar a quinta citação ao Fidel Castro em toda minha vida. Morreu no sábado 26/11/2016 e só hoje vou ter tempo para tratar desse personagem por quem nunca tive nenhuma estima. Nem nos meus verdes anos, quando um dos meus heróis era o Che (1964). O Fidel foi citado por mim, procurei saber nos arquivos dos blogs quatro vezes. Esta será a quinta, e muito provavelmente a ultima, a não ser que o Lula morra um dia desses e eu tenha que me referir ao encontro que terão no inferno. As quatro citações são curiosas. A primeira em 6/12/2006 falo sobre uma nova série de esculturas que estava iniciando e o título era: "ORGANO HUMANOS ou ORGÃOS HUMANOS ou HUMANOS ENGANOS Sob esse titulo, que mais parece discurso do Fidel Castro (repetitivo e longo), em 2000 iniciei uma série de ESCULTURAS..." A segunda em 30/05/2007 Fidel é citado por mim, por ter sido retratado por Bernard Safran, pintor de gente, capas da revista TIME, de cenas urbanas de NYC, e rurais do interior da AMÉRICA. Retratista e fotógrafo.
A terceira em 29/04/2014 numa das minhas crônicas "Paquetá já não é mais Cuba"
onde digo que o Humberto Werneck escreveu que o Nelson Rodrigues quando
queria reduzir a nada o regime do Fidel Castro, fulminava: "Cuba é uma
Paquetá". Passados mais de cinquenta anos Paquetá já não é mais Cuba.
Compara-la, hoje a Cuba, seria um escárnio."
A
quarta e ultima vez, agora em 28/04/, quando citei a amizade do Lula e
Fernando de Morais com Fidel, a propósito de uma viagem de Navio onde eu
teria, e por grande sorte, não tive, o desprazer de ter o Fernando à
bordo. Ele na ultima hora apresentou um atestado médico e não participou
do Navegar é Preciso na sua 6º edição. Dilma acabava de ser impinchada.
A esquerda estava arrasada.Como podem depreender desse breve histórico
dos meus escritos sobre o falastrão ditador, ele para mim não teve
nenhuma importância, a não ser meus sentimentos de profunda pena do povo
cubano e de seus admiradores. Lamento por exemplo que minha querida
amiga Ítala Nandi tivesse estado em Cuba, e elogiasse Castro. Mas isso é
coisa do passado. Finalmente Fidel morreu, depois de mais de 500
tentativas frustradas, sabe-se lá do que. Dele o Mundo esta livre. Falta
agora livrar seu povo da miséria que os 45 anos de poder não os livrou.
13.12.16
Crônica diária
Rio 1940, um bando do barulho
Trechos transcritos literalmente do livro de Joaquim Ferreira Dos Santos
É
inevitável que eu divida essa história hilária com vocês, apesar de
alguns leitores estarem reclamando que ando falando muito do Antônio
Maria, Rubem Braga, e outros cronistas. Esta que conto hoje li no
"Antônio Maria" por Joaquim Ferreira Dos Santos publicado em 1996.
Maria morreu em 1964, com 43 anos. Chegou ao Rio, vindo de Pernambuco e
foi ser locutor de futebol na rádio Ipanema, em 1940, com dezenove anos
de idade. Foi o criador de expressões que se eternizaram no vocabulário
dos locutores. "O atacante chuta e a bola no fotógrafo", (fora do gol,
claro). Mas o grupo nessa época era composto de Jayme Ovalle, Di
Cavalcante, Stefan Zweig, Rubem Braga e Rosário Fusco, todos disputando
as mulatas com os malandros numa democracia literótica-racial atrás dos
Arcos da Lapa. Foi no meio desse caldeirão num apartamento na Cinelândia
que Maria jogou suas malas logo depois de descer a bordo do Ita
Almirante Jaceguai. No Cassino da Urca, Carmem Miranda fazia seus dois
últimos shows antes de embarcar definitivamente para os States. Eram
companheiros de quarto do Maria, Fernando Lobo, que chegou ao Rio a
bordo de uma banda de Jazz. Em outra cama Abelardo Barbosa o futuro rei
dos auditórios Chacrinha. Dorival Caymmi também vivia por lá e segundo
contou o Chacrinha, em suas memórias, vendia uísque falso para
equilibrar o orçamento. No apartamento ao lado ficava o pintor Augusto
Rodrigues. Um determinado dia o locutor que na época se chamava speaker
quase matou o Chacrinha bêbado e afogado. Acreditem se quiserem, mas a
cena é de chanchada dos filme dos anos seguintes. Chacrinha
semi-submerso, bêbado, Maria, na privada, lia uma revista com os pés em
cima da barriga do amigo. Maria tinha 1,80m. Pesava 120 quilos. Também
bêbado. Sem querer seu peso foi acabando de submergir Chacrinha. Se não
fosse Fernando Lobo abrir a porta repentinamente, e ver a cena:
"Chacrinha já roxo, tentando botar a cabeça para fora da água.
Decadência lamentável. Um pernambucano fugido da seca ia morrer afogado
no Rio vitimado por outro retirante". Por outro lado o autor de "Chuvas
de Verão", Fernando Lobo, quando flagrado roubando um prosaico litro de
leite da porta de um vizinho, respondeu à pergunta: "Qual é seu nome?",
e Lobo disse: "Antônio Maria, senhor." "Miséria absoluta."
Trechos transcritos literalmente do livro de Joaquim Ferreira Dos Santos
12.12.16
Crônica diária
Nós, os corneteiros da atualidade
Tive essa sensação outro dia. Tudo aconteceu em poucas horas. Fui fazer uns exames de sangue no Fleury da Av, Brasil, às 6:30h e encontro o Kabeça, com trajes esportivos aguardando a chamada. Ao cumprimenta-lo me veio à cabeça dizer que o encontro era oportuno porque estamos no mês azul. A cara, que era de largo e bem humorado sorriso, ficou meio congelada e percebi que ele nunca ouvira falar no assunto. Então expliquei, outubro rosa, câncer de mama, novembro azul, câncer de próstata. Haaa.. bom! Eu tiro de letra todo ano. Dando entender que o motivo do exame atual não eram o do PSA. Pouco tempo depois, saio da.minha coleta e encontro o Cesário cuja filha é casada com o Paulo Levy, escritor policial, que me cumprimenta com bom dia, Como vão os livros? E como estava com "O Diário do Antonio Maria" na mão ele pegou para olhar. Eu repeti a minha brincadeirinha do mês azul. Novamente cara de quem não estava sabendo de nada. Olhei para a atendente, uma linda matinal menina, que sorria com o diálogo. Expliquei ao Cesário, que se fez de desentendido. Nem confirmou nem negou. Recomendei que lesse Antonio Maria. Mas ele não vai. Passadas umas horas vou almoçar e encontro o Dadiche pai do Paulo Levy, e a Madu, amiga de velhos tempos, que me cumprimenta como "Meu querido escritor", nos beijamos e ela completou:"Estou lendo o Ian McEwan que você recomendou". Em poucas horas tive a certeza de que nós cronistas podemos não fazer literatura mas corneteamos prá valer. Para escrever diariamente é preciso estar informado. Minimamente. E adoramos quando alguém nos recomenda fortemente um bom livro. Tenho feito isso, insistentemente, com o Mortais de Atul Gawande. Só naquele dia recomendei para dois médicos do Einstein, e para minha prima Stela, viúva do Roberto Godoy Moreira médico ortopedista, que fraturo o fêmur. Queda. Essa é a razão, segundo o Atul Gawande, de maior taxa de mortalidade nos Estados Unidos. Por que? Porque somos mortais.
Tive essa sensação outro dia. Tudo aconteceu em poucas horas. Fui fazer uns exames de sangue no Fleury da Av, Brasil, às 6:30h e encontro o Kabeça, com trajes esportivos aguardando a chamada. Ao cumprimenta-lo me veio à cabeça dizer que o encontro era oportuno porque estamos no mês azul. A cara, que era de largo e bem humorado sorriso, ficou meio congelada e percebi que ele nunca ouvira falar no assunto. Então expliquei, outubro rosa, câncer de mama, novembro azul, câncer de próstata. Haaa.. bom! Eu tiro de letra todo ano. Dando entender que o motivo do exame atual não eram o do PSA. Pouco tempo depois, saio da.minha coleta e encontro o Cesário cuja filha é casada com o Paulo Levy, escritor policial, que me cumprimenta com bom dia, Como vão os livros? E como estava com "O Diário do Antonio Maria" na mão ele pegou para olhar. Eu repeti a minha brincadeirinha do mês azul. Novamente cara de quem não estava sabendo de nada. Olhei para a atendente, uma linda matinal menina, que sorria com o diálogo. Expliquei ao Cesário, que se fez de desentendido. Nem confirmou nem negou. Recomendei que lesse Antonio Maria. Mas ele não vai. Passadas umas horas vou almoçar e encontro o Dadiche pai do Paulo Levy, e a Madu, amiga de velhos tempos, que me cumprimenta como "Meu querido escritor", nos beijamos e ela completou:"Estou lendo o Ian McEwan que você recomendou". Em poucas horas tive a certeza de que nós cronistas podemos não fazer literatura mas corneteamos prá valer. Para escrever diariamente é preciso estar informado. Minimamente. E adoramos quando alguém nos recomenda fortemente um bom livro. Tenho feito isso, insistentemente, com o Mortais de Atul Gawande. Só naquele dia recomendei para dois médicos do Einstein, e para minha prima Stela, viúva do Roberto Godoy Moreira médico ortopedista, que fraturo o fêmur. Queda. Essa é a razão, segundo o Atul Gawande, de maior taxa de mortalidade nos Estados Unidos. Por que? Porque somos mortais.
Comentários que valem um post
João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":
Insuportável a cada dia que passa !
Sempre fui alérgico a feministas e a tudo que cheire a fundamentalismo.
E aprecio uns olhos femininos que brilhem e sejam expressivos.
Postado por João Menéres no blog . em domingo, 11 de dezembro de 2016 07:11:00 BRST
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Insuportável a cada dia que passa !
Sempre fui alérgico a feministas e a tudo que cheire a fundamentalismo.
E aprecio uns olhos femininos que brilhem e sejam expressivos.
Postado por João Menéres no blog . em domingo, 11 de dezembro de 2016 07:11:00 BRST
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11.12.16
Crônica diária
A mulher perfeita
Vou aqui só repetir, de memória, tudo que já ouvi e li sobre o assunto.
Nada do que segue é originalmente meu. Aviso para evitar problemas
domésticos. Já não estamos mais nas décadas douradas de 50 e 60 quando
Antonio Maria vivia e escrevia, abertamente, confessadamente, sobre
aquilo que gostava. O mundo era muito mais livre (e as mulheres não
sabiam). Por exemplo dizia que as coisas que mais amava era "mulher,
bebida, comida, e o cigarro". Hoje seria execrado pelas feministas, que
o taxariam de machista, pelos AA (Alcoólicos Anônimos) de incitação à
bebida, e pelos não fumantes de estar poluindo o ambiente. O mundo ficou
cínico, preconceituoso e muito chato. O cigarro é proibido em toda
parte. Onde esta o direito humano? Todo mundo sabe que a mulher ideal é a
santa no altar, a executiva eficiente no lar, a profissional competente
que prioriza a família, intelectual só o suficiente para manter uma boa
conversa com o marido, atleta nas viagens, companheira nos esportes
passeios e férias, educada ao vestir-se, falar e comer, quieta nos
silêncios do marido, e puta na cama. Bom humor permanente, nem é preciso
lembrar. Antonio Maria não gostava de determinadas vozes
femininas.Agudas estridentes. Eu priorizo os pés femininos. Mas vai de
gosto. Ele morreu aos 43 anos. Casado namorava menininhas de 20. Não
suportaria estar vivo hoje com esse politicamente correto nos atazanando
a vida.
PS- Na Argentina acossar, perseguir ou declamar cantadas com teor sexual em Buenos Aires poderá terminar em multa de até R$ 200,00 reais (equivalentes) ou serviço comunitário de até dez dias
PS- Na Argentina acossar, perseguir ou declamar cantadas com teor sexual em Buenos Aires poderá terminar em multa de até R$ 200,00 reais (equivalentes) ou serviço comunitário de até dez dias
10.12.16
Crônica diária
No melhor estilo "comunista"
Outro dia falei do "O Diário de Antonio Maria" que me impressionou
muito. Depois li dois livros "magrinhos" de crônicas. Todos póstumos e
sem nenhuma repercussão comercial. Além de muito feio, muito gordo e
suarento, era um sedutor. Vivia na década 50 e 60 (morreu aos 43 anos,
em 1964), no que convencionou-se chamar época dourada do Rio de Janeiro.
Escrevia para sobreviver, de maneira sempre muito precária, no Globo, e
para a Rádio Mayrink Veiga. Escreveu também na Veja. Gastava com a
noite e com bebidas muito mais que suas rendas. Trocava cheques para
postergar suas dívidas com agiotas. Quando se viu sem nenhuma outra
saída financeira resolveu procurar o José Olímpia e pedir 30 mil
cruzeiros adiantados pelos direitos de um livro de crônicas. Olímpio
ofereceu a metade, pois 30 mil seria seu lucro quando a edição fosse
toda vendida. Disse em seu diário que não sabia se a oferta tinha lhe
revoltado ou humilhado, o certo é que resolveu continuar trocando
cheques com dois agiotas, um pagando a dívida do outro, e editar por
conta própria seus livros. Coisa que nunca fez em vida. Para os padrões
dos anos 50 e 60 suas ideias, atitudes, comportamento eram do boêmio com
muito espírito. Tinha na vida, apesar de casado, e criando dois filhos,
sua primeira paixão: mulheres. Muito depois vinha bebida, cigarro,
etc.Disse mais: " A mulher é meu espetáculo predileto". Hoje seria
considerado um machista insuportável, um cronista execrável, um
jornalista desprezível. No entanto seus textos são comparáveis aos dos melhores
escritores de sua época. Voltarei a contar o que li no seu diário. Vocês
não vão acreditar. Oscar Niemeyer recepcionando amigos, arquitetos
estrangeiros, em festinhas com mais de dez mulheres nuas. No melhor
estilo "comunista".
Comentários que valem um post
João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Um testamento":
O Eduardo é uma pessoa perfeitamente realizada.
Não o seria se fosse ignorado.
Pessoalmente fico ainda espantado com a sua permanente labuta.
E, apesar das contrariedades que as tintas acabaram por lhe provocar, não se sentiu PERDIDO NA VIDA !
Eu admiro muitas das suas pinturas, esculturas e a imensa escrita !
Postado por João Menéres no blog O ÚLTIMO BLOG em 8 de dezembro de 2016 21:30
*********************************************************
Elio Teixeira Junior E. P. L. para mim você sempre foi meu ídolo, ao ler esse comentário talvez esteja até surpreso, mas é assim mesmo, de onde menos se espera surgem “as coisas”.
Não preciso conhecer todas as suas obras, mas te conheço, na minha adolescência trabalhamos juntos por um pequeno espaço de tempo, e nesse pouco espaço de tempo, foi possível adquirir conhecimento que contribuíram para minha formação, “tipo um professor”, erramos sim, nós todos estamos evoluindo, então errar, é o esperado, nos fazendo pensar que poderia ser diferente...
Atualmente sou funcionário público, casado, pai de 4 filhos, bacharelando em direito, mas infelizmente isso me faz ausentar das pessoas mais importante do meu circulo, e isso realmente é chato, mas necessário, e se de alguma maneira somos importante pra alguém, independente das condições decorrida na vida passada ou atual, serás sempre reconhecido/importante e nunca esquecido.
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O Eduardo é uma pessoa perfeitamente realizada.
Não o seria se fosse ignorado.
Pessoalmente fico ainda espantado com a sua permanente labuta.
E, apesar das contrariedades que as tintas acabaram por lhe provocar, não se sentiu PERDIDO NA VIDA !
Eu admiro muitas das suas pinturas, esculturas e a imensa escrita !
Postado por João Menéres no blog O ÚLTIMO BLOG em 8 de dezembro de 2016 21:30
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Elio Teixeira Junior E. P. L. para mim você sempre foi meu ídolo, ao ler esse comentário talvez esteja até surpreso, mas é assim mesmo, de onde menos se espera surgem “as coisas”.
Não preciso conhecer todas as suas obras, mas te conheço, na minha adolescência trabalhamos juntos por um pequeno espaço de tempo, e nesse pouco espaço de tempo, foi possível adquirir conhecimento que contribuíram para minha formação, “tipo um professor”, erramos sim, nós todos estamos evoluindo, então errar, é o esperado, nos fazendo pensar que poderia ser diferente...
Atualmente sou funcionário público, casado, pai de 4 filhos, bacharelando em direito, mas infelizmente isso me faz ausentar das pessoas mais importante do meu circulo, e isso realmente é chato, mas necessário, e se de alguma maneira somos importante pra alguém, independente das condições decorrida na vida passada ou atual, serás sempre reconhecido/importante e nunca esquecido.
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Alvaro Abreu |
Meu prezado Eduardo,
Como
havia dito, lá fui eu ler o que você escreveu e dei de cara com uma
espécie de testamento muito do mal feito e impreciso. Injusto, seria
melhor.
Digo isso fundamentado nas minhas próprias razões e emoções:
1. você me foi apresentado por uma grande amiga sua, que lhe tem como espécie de trunfo;
2.
você é generoso, a ponto de dizer o que pensa e sente e, como isso não
bastasse, publica, corajosamente, o que outros escrevem;
3. pinta uma mulher de azul que convida para dançar, que me seduz desda primeira espiada em imagem pequena;
4. gosta de pedras;
5.
consegue ficar sozinho, por muitos dias, em casa de praia, mas
demonstra interesse em receber amigos para conversar com calma;
6.
nada vi do que tenha esculpido, mas só de ver imagens que você pendurou
- hidrantes coloridos (desconfio de um deles), pé de moça (bonita?) em
sapato de arame, Clarisse peituda e mão de madeira segurando lâmpada
(apagada), posso imaginar o que de muito criativo, simpático, instigante
e bonito você já conseguiu fazer com as mãos;
7. eu, cá com minhas colheres, fico pensando que você é um homem bom e muito produtivo, desses que poucos conheço.
Grande abraço.
**********************************************
| Jacinto Gomes O meu obrigado encabeçado **********************************************************
| |||
| |||
9.12.16
Jacinto Gomes, uma referência na blogosfera
Para quem não sabe ( será que existe ainda quem não saiba?? ) Jacinto Gomes ou simplismente JG foi autor de alguns dos melhores blogs da internet! ZOO BIZARRO, BLOG DA SABEDORIA e o seu famoso O SÉCULO PRODIGIOSO
( Arte do século XX ), entre outros que eu lia diariamente,
copiava-os, decorava-os! Aprendi tudo que acredito saber de bom, na arte de
fazer um blog, com as postagens, ideias, conceitos, imaginação desse
homem que modesta e timidamente se escondia atrás de duas letrinhas: JG.
Eram tantas e de tão boa qualidade suas postagens, em mais de um blog
ao mesmo tempo, que cheguei a pensar tratar-se de uma dupla de autores: o J e o G....
Mas o destino nos levou, um dia, a encontra-lo em Lisboa, onde
mora, e nos tornarmos amigos, como se já fôssemos íntimos, há muitos
anos! Uma figura ímpar, uma personalidade e cultura admirável. Um dia,
sem mais nem menos, encerrava seu blog, eu ficava órfão, no outro, sem
maior alarde abria novas páginas na internet. Sempre uma superando as
anteriores. Já faz um tempo esta afastado dos blogs. Participa, sempre
discretamente, das páginas do Facebook, o que considero um desperdício e
perda de tanto talento e sabedoria. Mas todos seus fãs tem razões e
esperanças em acreditar que um dia volte, com tudo que sabe e conhece,
a nos ensinar na blogosfera! Um forte abraço, caro JG.
Em 09/08/2011 no blog 1 blog a + (1bloga.blogspot.com)
8.12.16
Às visitas e QUERIDOS (as) amigos (as).
Pela primeira vez, como salientou a querida Li, o Varal em 10 anos deixou de postar nos dias 7 e 8 de Dezembro. Estou na Piacaba, muito bem de saúde, mas completamente ilhado. As chuvas e ventos da semana passada causaram graves danos ao meu jardim, e às linhas de transmissão de energia elétrica, telefone, e portanto Internet. No FB consegui via Paulinha, em São Paulo, fazer as publicações normalmente. Seria exigir muito que ela também fizesse as postagens aqui no VARAL. Agradeço aos amigos que se preocuparam com minha ausência, e peço desculpas pelo atraso, completamente alheio à minha vontade.
Crônica diária
Um testamento
Depois de 23 dias com 73 anos completos é chegado o momento de fazer um
testamento. Quando jovem fiz cinema como diretor. Depois pintei
cinquenta anos. Esculturas durante dez. E de seis anos para cá escrevo.
Sou portador de mielodisplasia que matou Portinari. O chumbo das tintas,
e os solventes, também quase me mataram. Nem por isso sou reconhecido
pelo que fiz, muito pelo contrário, dias atrás minha querida amiga e
artista plástica Myra Landau escreveu não me reconhecer como pintor, mas
que adora o que escrevo. Ouvi, não há muito tempo, de um jornalista e
escritor, que eu era um retratista de talento. Só esta faltando dizerem
agora que a única coisa prestável feita por mim, foram os meus filminhos
dezesseis milímetros, que nem existem mais. Uma vida completamente
inútil, vista pelo lado cultural e intelectual. Do outro lado cometi
pecados, cortei árvores, porque o tempo era de cortar. Depois plantei
muitas. Tive filhos, e netos. E até cometi alguns livrinhos. Fiz tudo
com muita determinação. Em todas as fazes da vida acreditava serem as
coisas mais importantes do mundo, aquilo que me ocupava. Hoje percebo
que deveria ter me dedicado mais aos outros, do que às minhas coisas.
Elas não são nada, afinal, e as pessoas com quem convivi, em todos os
níveis, é que importam.
7.12.16
Crônica diária
Rubem Braga já reclamava
Tenho reclamado que muita gente CURTE no Facebook sem ler o texto. E
pior, tem gente, por sorte não são muitos, que sem ler o texto,
comenta-o. Fico sabendo que não é novidade, e muito menos um efeito da
internet. No final de 1930 e início de 1940, Rubem Braga já afirmava que
seu conto "Eu e Bebu na hora neutra da madrugada", relacionado entre os
grandes contos da literatura brasileira, nem o ilustrador, Santa Rosa,
houvesse lido. Prova disso, argumentava, é que o desenho não trazia
qualquer relação com o assim chamado conto, onde o Diabo, entre bêbado e
tristonho, conversa com o cronista. Outra polêmica criada pelo criador
de caso, como era conhecido, foi sua peremptória afirmativa de que nunca
fez ficção, assim era possível concluir que ele esteve mesmo com o
Diabo.
6.12.16
Crônica diária
"Me engana que eu gosto"
Com as palavras do título acima encerrei a crônica de 18 de Novembro
passado. Não se tratava de gostar de ser traído, corneado. Nada disso.
Mas no dia anterior havia postado "A camisinha e eu" e meus leitores
parecem ter gostado. O número de curtições foi muito além da média
diária. E um dos leitores deixou este comentário: "Luis Alberto Barbosa Essa crônica me fez saudoso, lembrou a casa de minha infância e relembra também os escritos do Rubem Braga...". Claro que não acreditei. Mas como havia dito dia 18, "Me engana que eu gosto".
5.12.16
Crônica diária
Antonio Maria
"Um craque na sombra" é o título da crônica de outro craque que é
Humberto Werneck, no Estadão. Por mero acaso ontem falei sobre os
intelectuais que em sua maioria tem seu "visual quase inóspito". Foi com
esse adjetivo que o Humberto descreve o Maria (como o chamava seu amigo
Vinícius de Moraes, ou "Marieta", como era chamado por Rubem Braga).
Quem primeiro falou do Antônio Maria, que anda muito esquecido, foi o
Luis Fernando Veríssimo. O assunto era crônica, e ele o pôs nas alturas.
"Um dos maiores, se não o maior, disse esse homem de poucas e exatas
palavras." Ser o maior entre Rubem Braga, Paulo Mendes Campos, Fernando
Sabino, Luiz Martins, Nelson Rodrigues, Veríssimo, e do próprio Humberto
não é pouca coisa. Antonio Maria morreu de infarto aos 43 anos, numa
madrugada na porta da boate da moda em Copacabana. Não teve tempo de
ver seus textos diários, publicados na imprensa, impressos em livros.
Eles foram póstumos e não passaram das primeiras edições. Apesar do
baita cronista, não foi reconhecido como escritor. É lembrado como
compositor de "Ninguém me ama", Manhã de Carnaval" e outras
preciosidades. Ivan Lessa em 1968 reuniu pela primeira vez em livro "O
jornal de Antonio Maria", com apresentação de Vinícius e prefácio de
Paulo Francis. Mesmo assim levou 12 anos para ser reeditado pela ultima
vez. Humberto informa que os sebos tem suas obras, incluindo "uma seleta
magrinha (77 páginas) denominado "Crônicas". Humor e amor, não
necessariamente nessa ordem, foram seus temas prediletos. "Homem feio,
gordo, suarento, e descuidado no vestir-se" limitava a pedir à moça, que
desejava conquistar, 15 minutos de conversa. Elas se rendiam às belezas
do seu espírito. Uma delas, efêmera, foi Danusa Leão no auge da sua
beleza.
4.12.16
Crônica diária
A elegância do escritor
Dia desses o Ricardo Ramos Filho escreveu que por ser escritor, (e no
caso dele, neto e filho de escritores), obviamente presta atenção nas
palavras. E é verdade. Geralmente quando se vê fotografia de jornalistas
e escritores percebe-se que nunca ligaram muito para as aparências.
Suas roupas são modestas, e descuidadas. Dirão que a vida dessa gente
das letras é muito mal paga. É verdade, também. Estou lendo a biografia
do Rubem Braga, que não foge à regra da desatenção com o vestuário,
reclamava o tempo todo dos baixos salários dos jornalistas e a renda do
escritor. Mas há profissões em que o salário é tão baixo quanto ao de um
intelectual e a preocupação com a aparência é constante. E para
completar a regra, essas pessoas são geralmente descuidadas com a
língua, e com as palavras. Cada macaco no seu galho. Desconfie de
escritor muito elegante.
Comentários que valem um post
João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":
Agora percebo porque o Eduardo consegue sobreviver como editor....
Por ser um mãos largas, a ideia devia ser do seu neto João !
Postado por João Menéres no blog . em sábado, 3 de dezembro de 2016 07:01:00 BRST
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Agora percebo porque o Eduardo consegue sobreviver como editor....
Por ser um mãos largas, a ideia devia ser do seu neto João !
Postado por João Menéres no blog . em sábado, 3 de dezembro de 2016 07:01:00 BRST
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Crônica do Alvaro Abreu
Mais camas no PDU?
Vitória está finalizando mais uma edição do PDU - Plano Diretor Urbano, que regulará a ocupação do seu território e as atividades que poderão ser realizadas em cada um de seus bairros e terrenos, de suas ruas e avenidas. Elaborar um PDU é tarefa que exige esforço e contribuição de muita gente e que deve ser presidida, obrigatoriamente, pelo compromisso de tentar equacionar demandas em favor do bem comum. Atuais e, sobretudo, futuras. Todas as cidades devem ser pensadas como lugar bom para os seus habitantes e para quem as frequente para trabalhar, estudar e se divertir e, de quebra, para os que passem por ela.
Aqui em Vitória, praticamente tudo o que é consumido e utilizado vem de fora: combustíveis, alimentos, pregos, energia elétrica, móveis, água potável, lâmpadas, automóveis, internet, barbante e tudo o mais. E como nada vem pra cá de graça, isso consome reservas e reduz a capacidade de investir. O que é mais grave ainda: o município não tem sido capaz de gerar produtos e serviços que possam ser “exportados”, para o resto do país e para o exterior. Isso impede a vinda de dinheiros novos que ajudem a movimentar sua economia e a equilibrar o balanço de pagamento com o mundo.
Essas questões ganham relevância porque restam pouquíssimas áreas livres de boas dimensões, passíveis de serem ocupadas de forma estratégica para o desenvolvimento município. Tenho um xodó especial por duas delas: a que está destinada ao Parque Tecnológico, em Goiabeiras, e aquela situada entre o Shopping Vitória e o mar. Consta que conseguiram introduzir na minuta do novo PDU autorização expressa para que se possa construir, nas duas áreas, milhares de quartos e suítes. Aí, fico me perguntando se não seria mais inteligente se a cidade continuasse reservando a primeira área para sediar empresas inovadoras, que geram emprego, renda e impostos e, a outra, para abrigar novas instalações de uso coletivo e ambientes próprios ao lazer, ao ócio e à contemplação, tornando a cidade ainda mais agradável aos seus habitantes e mais atraente aos turistas.
Vitória, 30 de novembro de 2016
Alvaro Abreu
Escrita para A GAZETA
3.12.16
Crônica diária
Coisa de neto
Como não consigo evitar, todo ano faço aniversário. Este não foi diferente. Setenta e três é um número onde nunca esperei chegar. E chego em razoável forma. Recebi um telefonema de Ribeirão Preto, onde moram minha filha, marido e três netos. Ligaram para me cumprimentar. O Pedro com seis anos sugeriu à mãe que dessem um presente ao avô: "Que tal dar um dinheirinho?" Cinco moedas para o meu cofrinho.
Como não consigo evitar, todo ano faço aniversário. Este não foi diferente. Setenta e três é um número onde nunca esperei chegar. E chego em razoável forma. Recebi um telefonema de Ribeirão Preto, onde moram minha filha, marido e três netos. Ligaram para me cumprimentar. O Pedro com seis anos sugeriu à mãe que dessem um presente ao avô: "Que tal dar um dinheirinho?" Cinco moedas para o meu cofrinho.
Comentários que valem um post
João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":
Não se preocupe, Eduardo, pois o seu estilo de crónica é único !
Eu que o diga pelos excelentes momentos que me está a proporcionar com o DANCE COMIGO !
Postado por João Menéres no blog . em sexta-feira, 2 de dezembro de 2016 08:51:00 BRST
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José Luiz Fernandes deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":
O Eduardo Almeida Reis é um admirável escritor. Cultura enciclopédica, profundamente conhecedor dos meios rurais, cronista, historiador... e que humor agradável de ler! Merece, e não é de hoje, muito maior divulgação.
Postado por José Luiz Fernandes no blog . em sexta-feira, 2 de dezembro de 2016 04:49:00 BRST
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José Luiz Fernandes deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Paulinha em NY":
A foto lembra a imortal canção do Orestes Barbosa: Chão de Estrelas
"pisavas nos astros distraída..."
Postado por José Luiz Fernandes no blog . em sexta-feira, 2 de dezembro de 2016 08:16:00 BRST
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2.12.16
Crônica diária
Ana Cristina Reis
Até pouco tempo eu era o único cronista da família. E quando só se tem
um, não havendo com quem comparar, estava absolutamente soberano. Agora
tenho a filha da Cristina minha prima. Mas era de se esperar. Filha do
Eduardo Almeida Reis, tem por quem puxar, como diria minha mãe. O
Eduardo além de ter sido casado com minha prima era muito amigo do meu
pai. Visitava-o com frequência. Usou-o como personagem de um de seus
livros, pelo menos. Com seu charuto, numa família que só nosso avô
fumava, e seu bom humor contagiante, onde não primávamos por ele, pelo
humor, o casamento durou pouco. Mas deixou uma cronista de mão cheia. E
Global, para completar. Não é preciso dizer mais nada. Fui absolutamente
aniquilado. A cronista da família é a Cristina Reis. Nós os Lunardelli
continuamos seus súditos.
1.12.16
No estilo Macgaiver
O cronista e colhereiro Alvaro Abreu, que meus leitores do Varal já estão conhecendo, pois me honrou com uma coluna de suas crônicas, fez dias atrás, um comentário curioso. Ao ver uma foto do novo deck da Piacaba, disse, entre outras observações, que o chuveiro que aparece na imagem era no estilo Macgaiver. Não vou mentir que esse nome não me era familiar, mas realmente nunca assisti nenhum capitulo do seriado. Fiquei sem entender direito a piada. Mas aproveitei para contar para o Alvaro que sobre a mesa, da foto, haviam pedras roladas que é outra das minhas manias. Tenho aos montes. Trago de toda parte por onde passo. Viagens nacionais ou internacionais guardo como souvenir um pedregulho. Tive inúmeros casos em alfândegas, e problemas com as balanças dos aeroportos. Minto que são para um aquário. É o mais crível possível para uma pessoa normal poder admitir. Já tive pedrinhas confiscadas em praias da Bahia. Tenho inúmeras histórias com elas. O curioso é que o Alvaro me responde juntando quatro imagens das sua vasta coleção. Ele também é catador de pedras. E aproveitou para me explicar qual é o estilo Macgaiver a que se referiu sobre meu chuveiro. Transcrevo para que percebam a graça: "Saiba que Macgaiver é o rei da gambiarra. Ele consegue fazer um avião
com barbante, cuspe e pedaços de bambu, que me diz chuveiro de praia..."
Crônica diária
Coisas da idade
Encontrei por acaso na farmácia do nosso
bairro uma amiga de infância de minha irmã mais velha. Mais velha porque tive
três. A Helena morreu aos oito anos. E a Estela é nossa caçula. Quando ela
nasceu eu já podia ser pai. Mas a Cecilia Carmen era amiga da Elisa. E ela
estava aguardando o farmacêutico para tratar de uma bolha no pé. Havia comprado
um tênis folgado, e o resultado foi uma bolha. Eu estava a procura do mesmo
farmacêutico por conta de um dedo do pé inflamado. Na minha idade (73) entre a
necessidade e vontade de cortar a unha do pé, sobrepõe-se ama barreira, ou
barriga, que me impede de chegar, e enxergar a unha com facilidade. Muito pelo
contrário. Mal a mão alcança o dedo, a vista não contribui para a estafante
tarefa. O meu "trim" (cortador de unha) velho e com muito uso, estava
negando corte. Comprei um novo e poderoso. Não sou de trocar de carro todo ano,
achei que merecia um "trim" novo em folha. Pois foi ele o
responsável. Cortou além da unha o que não devia. O dedo inchou numa coceira
louca. Inflamou. Paula minha mulher achou que o sangue coagulado fosse bicho de
pé. Aqui no caso de dedo. O farmacêutico confirmou o meu diagnóstico. A unha
encravou. Recomendou um chinelo para arejar, e quatro vezes ao dia pinceladas
de tintura de iodo. Très dias de anti-inflamatório, e o problema estaria
resolvido. Não tive mais notícias da bolha do pé da Cecilia Carmen, mas eu com
um pé calçado, outro na havaiana, estou um próprio aposentado em praça de
cidade do interior.
Comentários que valem um post
João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":
Pena que, por causa da sagrada saúde, tenha sido obrigado a deixar a pintura, Eduardo.
Quanta saudade tenho da sua obra pictórica !...
Postado por João Menéres no blog . em quarta-feira, 30 de novembro de 2016 07:45:00 BRST
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Falaram do Varal:
"...o Varal de Ideias é uma referência de como um blog deve ser ." Agnnes
(Caminhos e Atalhos, no mundo dos blogs)..."parabéns pelo teu exemplo de como realmente se faz um blog...ou melhor tantos e sempre outstandings...".
(Vi Leardi )



JG disse...













