31.7.19

Churrasco na Piacaba

Foto Guilherme Lunardelli

Crônica diária

José Luiz Fernandez e a "Clarice Lispector" fake

Não há porque se orgulhar de determinadas atitudes, até certo ponto recrimináveis, mas que me chamavam atenção, e não vou negar, admiração, quando lia declarações de escritores ou diretores de cinema dizendo que nunca mais abriram seus livros, ou viram seus filmes, depois de lançados. Achava isso no mínimo soberba e superioridade intelectual. Não é nada disso. Tem acontecido comigo. Nunca tinha aberto meus livros publicados. Fui, por curiosidade, foliar o "Intimidades crônicas" publicado em 2018, e na página 209 encontrei uma das poucas ilustrações. Uma foto que o ex colega de Cataguases, José Luiz Fernandez, mineiro e morador em Niterói me enviou. Durante alguns anos era meu leitor diário, e fazia as correções que meu corretor de texto deixava passar. Certo dia discordou de uma frase que postei * e nunca mais falou comigo. Acontece que a foto que me enviou é fake. Trata-se de uma atriz chamada Alice Denham, publicada na Playboy Playmate de julho de 1956. Vinda do José Luiz, postei com grandes elogios, coisa que não fazia com a escritora Clarice. O texto e foto acabaram publicados como crônica 293 do livro. O mal esta feito. Por essas, e certamente muitas outras, é que não gosto de reler meus livros. Arnaldo Jabor e a Clarice são certamente as maiores vítimas de textos  fake. Agora convenhamos, José Luiz, foto é demais. 

*"São Paulo é uma ilha cercada de Brasil por todos os lados".

30.7.19

Baleia na PIACABA

Paulinha, seu filho Fernando, dois amigos dele, e o autor do blog.

Crônica diária

Três pautas

Sobre a mesa tenho três pautas para serem abordadas.
50 anos do primeiro passo do homem na lua.
Ancine, filtro ou extinção.
Ossadas e tumbas vazias no Vaticano.
A primeira delas pode-se resumir que a desenfreada "corrida espacial" como era tratada na década de 60 deixou de ser uma "corrida", para ser apenas uma "caminhada" colaborativa da Rússia, China e USA. Mas nada de novo na face da terra e da lua. Os grandes feitos da história são sucedidos de longos períodos de digestão. São saltos quelevam muito tempo para que sejam absorvidos e assimilados convenientemente.
A segunda pauta, uma promessa de campanha do Presidente Bolsonaro sobre o uso de dinheiro publico na produção de filmes como Bruna surfistinha. Nestes dias determinou a redução dos conselheiros da Ancine, que representavam a sociedade civil, e sua imediata transferência para Brasília, mais especificamente para a Casa Civil do governo, dentro do Palácio da Alvorada. "Ou se cria filtros ou vamos extingui-la." O argumento é que dinheiro público não pode fazer proselitismo político ideológico, muito menos sexual. As igrejas evangélicas aplaudem, os representantes da cultura criticam a medida. Quanto ao combate à pornografia, no mesmo dia leio a notícia de que na Holanda que tem forte fonte de receita proveniente do turismo sexual, acaba de proibir mulheres nas vitrines dos prostíbulos. Sinal dos tempos.
E por derradeiro as ossadas encontradas no Vaticano que depois do exame de DNA poderão confirmar tratar-se da jovem desaparecida há muitos anos, e que denúncias recentes indicaram o local de seu sepultamento. Outros dois mistérios apareceram, durante essas buscas, com jazigos abertos e seus respectivos ocupantes desapareceram. Seriam duas princesas. O Estado do Vaticano, como quase todos os outros não prima pela transparência. Muito pelo contrário. Afinal é governado por homens, e sobre eles, Deus nos acuda.

29.7.19

Duas imagens para relembrar

 Autor desconhecido
Autor desconhecido, mas vale mais do que 1000 palavras. Ambas postadas em algum dos meus 60 blogs, algum dia. Fonte: meu arquivo.

Crônica diária

"O livro das evidências" - John Banville

O  autor é Irlandes e nasceu em 1945. Dele já li e resenhei "O Mar" que é considerado um dos melhores romances do século XXI. Não foi o que eu achei, confira aqui: 
https://elunardelli.blogspot.com/2019/05/o-mar-de-john-banville.html 
Este novo romance policial não tem grandes momentos. Ao contrário é de uma linearidade perfeita. Muito bem escrito. Banville consegue com sua boa literatura prender o leitor sem nenhuma promessa. Sem nenhum truque. Sem enganar ninguém. Além disso a história é fraca. O assassino é confesso desde o início. Não há mistério nem surpresas, muito menos expectativas. Assim mesmo é um bom livro. Um passa tempo. Aula de como bem escrever.

28.7.19

Saudade da Myra Landau

Com foto de Paula Canto, obra de MYRA LANDAU, no Sesc Pinheiros, SP

Crônica diária

Sete meses de governo

Um dos mais evidentes sintomas de que o pais não vai bem, é o constante e permanente mantra de que fulano ou sicrano é candidato a reeleição, ou não, antes mesmo de tomar posse para o primeiro mandato. Bolsonaro em campanha entre muitas promessas (pouco crédulas) dizia não ser candidato a reeleição caso fosse eleito. Mudou de conversa antes mesmo de tomar posse. As outras promessas ainda que foram tentadas. Inúmeras o congresso abortou, ou minimizou seus efeitos nefastos. Velocidade nas estradas, radares, pontos na carteira, cadeirinha, porte de armas e outras besteiras ocuparam a agenda do presidente e do congresso. Briguinhas entre os três poderes provocaram cenas dignas de filme sobre índios. Os chefes das três tribos sentam para fumar o cachimbo da paz. Mal a fumaça se esvai do recinto, estavam novamente às turras. A nova política propalada pelo Presidente durou só o suficiente para terem certeza de que não alcançariam os 308 votos para a Reforma da Previdência. A volta do toma lá (sua verba), da cá (seu voto) retornou com os mesmos cheques sem fundo. As mesmas cobranças dos mesmos canalhas. Demonstrada à exaustão a absoluta necessidade, antes negada, por grande parte dos políticos, a Reforma, passou a ser aceita desde que a reforma não fosse a do Paulo Guedes, vale dizer: do governo. "Somos a favor da reforma, mas não essa". E todos tinham uma outra a propor. Os canalhas de sempre. E no meio de tão graves problemas, toda semana aparece um futuro candidato a eleição de 2022. Agora é Rodrigo Maia, porque conseguiu aprovar em primeiro turno a reforma da previdência. É o novo salvador da pátria. Num país onde se apresenta o filhote do Presidente da República, recém completos seus 35 anos, e tendo como mérito em seu currículo ter fritado hambúrguer no Maine, para ser embaixador nos Estados Unidos, tudo é possível. Nunca fomos tão desacreditados no mundo como somos hoje. Mas não faltam candidatos à Presidente para nos salvar em 2022. Até o Tiririca anda pensando no assunto.
 

27.7.19

Salvador Dalli

Salvador Dalli 2018 _ Do blog Vítima da Quinta

Crônica diária

"A literatura nazista na América" - Roberto Bolaño
Roberto Bolaño                     Olavo de Carvalho                                                                                                                            
Poucos livros me surpreenderam ou impressionaram tanto quanto este de que vou lhes falar. Publicado pela primeira vez em 1996 só foi editado no Brasil em 2019 pela Companhia das Letras. Isso apesar de ter sido o terceiro livro de Bolaño, e que o colocou no lugar que merecidamente ocupa na literatura mundial. Morreu em 2003, e nestas 237 páginas que gostaria que fossem lidas como um romance, mais parece uma enciclopédia de escritores fictícios inventados pelo autor, e muitos deles com biografias concluídas nos anos de suas mortes: 2010, 2014, 2016, 2029. Trinta e um escritores biografados à perfeição. Sessenta e does personagens listados num "Epigrafo para monstros". Duzentos e sete livros citados com a respectivas datas de suas publicações. Ninguém duvida da erudição do autor, mas o que o meio literário e a  crítica especializada exaltaram foi a criatividade na construção das biografias dos escritores fictícios. Como curiosidade só há um autor brasileiro entre os trinta e um. Amado Couto, nascido em Juiz de Fora em 1948, morreu em Paris em 1989. Por ser um admirador  do Rubem Fonseca, e fazer severas restrições a Osman Lins ("que considera ilegível") dizia ser "necessário vanguarda, letras experimentais, dinamite, mas não como os irmãos Campos, uma dupla de professoraços desnatados", tenham concorrido para a tardia edição brasileira. Mas pode ser mais uma lenda dentro da ficção. O livro é imperdível. O número de escritores de esquerda e comunistas, na América, existentes no período tratado pela obra (1930 a 2010) era certamente  muito maior do que os trinta e um citados, como de direita e nazistas, embora nos últimos tempos a direita tenha crescido no mundo todo. No Brasil Olavo de Carvalho é uma referência inimaginável por Bolaño. 

26.7.19

Rosa Moreira, e Pretextos

Com foto do neto Pedro, Rosa Moreira, em Ribeirão Preto, lendo Pretextos.

Crônica diária


Para imitar o Millôr, faltou humor

Ontem falei do traço do Millôr, hoje comento meu fracasso em copiar seu humor. Lá de Cataguases meu querido amigo escritor e poeta Ronaldo Werneck enviou um e-mail comentado uma foto antiga onde apareciam entre outros escritores e intelectuais da cidade Joaquim Branco ao lado do nosso querido professor Gradim. Respondi comentando que o Gradim foi meu melhor professor de português. Seus ensinamentos valem-me até hoje. A foto é curiosa porque de 1968, e portanto, dez anos depois que vi o Gradim pela ultima vez. E nunca imaginei ele de cabelos brancos. Lembro dele de cabelo tinto de preto, cajú, mas nunca BRANCO. E me desculpei pelo pleonasmo. O Ronaldo não entendeu, e voltou a perguntar: "Não entendi o pleonasmo." Expliquei, frustrado, que era por estar ao lado do Joaquim Branco".  Ele não gostou, e fez a tréplica, de poeta que é: 

"JoaQUIM, GraDIM, agora SIM: entendi tuDIM." Meu humor não funcionou. Vou me vingar com a caricatura do Ronaldo.

25.7.19

Varal do Aloisio de Almeida Prado

Recém chegado 2019

Crônica diária

Honras ao mestre Millôr



Há coisas que não devo confessar em público, porque podem ser mal interpretadas. Num círculo pequeno, entre amigos ainda vai, mas em público é perigoso. Mas confesso a vocês que sempre admirei o humor, e o traço do Millôr. Sempre o considerei o melhor "pensador" brasileiro. Pensava, escrevia e ilustrava como ninguém.  E seu traço influenciou fortemente o meu, ou pelo menos sempre tentei imita-lo. Dia desses tive uma caricatura do John Lennon ilustrando um conto do Roberto Klotz. Que honra vê-la em sua página do Facebook. E lembrei do velho Millôr com quem devo dividir o crédito. Em baixo os três: John, Roberto e Millôr.

24.7.19

Sauna

Autor desconhecido. Postada anos atrás

Crônica diária

 Bolsonaro, o extraordinário, em capítulos:

I - Nunca acreditei que o deputado do baixo clero durante tantos anos no parlamento sem aprovar nenhum projeto importante, e em muitas votações tenha votado contra matérias de grande relevância como a Reforma Previdenciária, pudesse ser um candidato com mínimas chances de se eleger Presidente do Brasil.

II - Votei no Capitão contra o perigo real de se eleger o Ciro Gomes ou o Haddad.

III - Defendi  com certa vergonha, é verdade,  e sorriso no canto da boca, as bobagens ditas e feitas nos primeiros 100 dias de governo.

IV - Tenho absoluta convicção que foi o atentado o fator decisivo de sua vitória. Não fosse o período em que esteve hospitalizado, e que não participou dos debates, não teria sido eleito.

V - Posto isso, podem perceber que tenho pelo Capitão sérias reservas.

VI - Como escrevi há dias, sobre a inacreditável indicação do seu filho Eduardo para embaixador nos Estados Unidos, não duvido de mais nada que parta do Capitão.

VII - Observando sua maneira de falar e agir fui constatando que apesar de não ser um bom orador, tem seu jeito característico de se expressar. Direto, curto e bem humorado. Risonho e brincalhão quebra todos os protocolos possíveis. E parece se divertir com isso.

VIII - Em quase todas as fotos, em quase todos os eventos, nacionais e internacionais, há um enorme e sério  negro às suas costas. Trata-se do deputado federal pelo Rio de Janeiro Helio Lopes (Negão), amigo que já aparecia nas imagens feitas da casa do candidato, na campanha a  presidência. Lembra-me muito a triste figura do guarda-costas do Getúlio Vargas, Gregório Fortunato.

IX - O jeito informal do Bolsonaro contrasta com a dos seus pares em cerimônias internacionais. E aqui outra comparação que não posso deixar de fazer, as avessas. Depois de um formalíssimo Presidente Temer, deparam com o descontraído e brincalhão Jair.

X - Basta observar seu comportamento na recente posse como Presidente do MERCOASUL, por seis meses. Durante a cerimônia era evidente a postura protocolar de seus pares da Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, Perú, e outros presentes, e como ouviam a fala do Presidente do Brasil, com certa displicência.  Ao mesmo tempo que Bolsonaro atacava o populismo, a ditadura da Venezuela, pregando absoluto respeito às liberdade, democracia, e temor a Deus, parecia não ser levado a sério.

XI - Já o comparei, nos primeiros trinta dias, o seu jeito de governar com o do Jânio Quadros. Hoje lembro o Getúlio Vargas, por conta do Helio Negão. Bolsonaro ataca o populismo mas fala e age como um deles. Essa sua ambivalência me preocupa. Espero estar mais uma vez enganado em relação ao surpreendente Capitão.  

23.7.19

Fotos extraordinárias

Autor desconhecido. Postada por mim anos atrás

Crônica diária

Fim de mais um livro, "Oitavo livro de crônicas"


A cada 300 crônicas que correspondem a 300 dias, sucessivos, encerro, com esta, meu "Oitavo livro de crônicas". São, portanto, 2400 textos postado aqui no Facebook, e em dois outros blogs, simultaneamente, todos os dias. Faça sol, ou chuva, frio ou calor nas primeiras horas da manhã, meus leitores, tem uma crônica para ler, discordar, comentar, ou simplesmente curtir, sem ler nem comentar. Passado um ano e meio, em média, as 300 crônicas sem nenhuma censura, apenas revisadas,  são impressas em livro  e colocadas, novamente, ao crivo dos amigos. Esse distanciamento de 18 meses dá a elas uma releitura onde as opiniões sobre os assuntos tratados se confirmam, ou demonstraram-se equivocados. Quando o "Oitavo livro de crônicas" for editado, e eu continuar vivo e escrevendo, teremos o Nono com outras 300 crônicas. Outra coisa que me diverte muito além de escrever, é criar capas para meus livros. Este ano de 2019 devo ainda publicar "Cronicante", em 2020 este "Oitavo", no primeiro semestre, e no fim do ano o "Nono". Todos com capas já previstas.

23 de julho de 2019

22.7.19

Meu filho e minha neta

Gloria sempre foi uma menina séria...O pai risonho. E tinha um avô com bigode. O avô continua vivo, mas sem bigode...

Crônica diária

Diário de Notícia em Portugal


Com este título o jornal português abre a matéria: "Epidemia" de eucaliptos tem de ser controlada para se evitar incêndios como os de 2017
Como subtítulo informa: "Portugal é o recordista mundial na plantação deste tipo de árvores, que ocupa já 9 por cento do território"
E na matéria culpa explicitamente o Eucalipto pelas grandes queimadas. Ora pois, a mim parece que a árvore é a vítima do fogo e não a culpada. A culpa das grandes queimadas são das descargas elétricas, altas temperaturas, descuido com cigarros, falta de brigadas contra incêndios,  ou falta de prevenção, sem considerar os criminosos. Alegam os portugueses opositores ao plantio dessa espécie que nenhum outro país da Europa faz reflorestamento com Eucalipto. Relegam a Portugal essa prática, segundo eles, predatória. O que não percebem esses portugueses é que o Eucalipto é das variedades próprias para celulose a mais precoce e economicamente rentável. E mais do que isso, a menos inflamável por não conter resinas altamente combustíveis. E me parece que o jornal que publicou esse texto não perceba que sem papel para impressão do seu jornal, o valor dele talvez inviabilize sua existência. É o caso dos plantadores de Eucalipto acusarem a imprensa de difundir "epidemias"  de má informação.  Quanto Portugal ser o maior plantador dessa espécie no mundo, também não é verdadeira. Em números absolutos a China tem 104 vezes mais área plantada de Eucalipto. O Brasil 92 vezes, a Austrália 83 vezes, e a Índia 36 vezes, com dados de 2018. 
 Essa matéria foi publicada há mais de 20 dias
Sábado, dois dias atrás, um grande incêndio, há 30 quilômetros de Lisboa, devorava uma área de reflorestamento com "Pinus".  A polícia investiga as causas, mas estranha que mais de seis focos, em lugares distintos, tenham surgido ao mesmo tempo.

21.7.19

Saudade do velho VARAL

Imagem postada no Varal há muito tempo ...

Crônica diária

Ao pé da letra

As histórias vão sendo contadas e cada um conta à sua maneira. Esta eu conhecia, mas dela nem lembrava, e foi no livro "Sessenta e seis elos" do Luiz Eduardo de Carvalho que a reli. A história da negrinha Maria que recebeu ordem da patroa para colocar a mesa do jantar na copa. O doutor e marido dela, iria chegar tarde da noite, e talvez quisesse fazer um lanche. A Maria pegou ao pé da letra. Apesar de franzina na aparência carregou a mesa da sala de jantar para a copa.

20.7.19

Minha turma no Colégio Dante Alighieri, SP



Crônica diária

Essa você perdeu, playboy !

Faz mais de três anos, tantos que já perdi a conta. Recebo ligações e mensagens, duas, às vezes mais por dia, durante semanas, e quando param, voltam semanas depois. Já tentei de todas as formas e maneiras informar que a pessoa que buscam não tem nada a ver com esse número de telefone. Nem as reclamações que fiz à Anatel resolveram. Ameacei processa-los. Agora as ligações não são mais feitas por humanos. Atendo e é um computador quem liga. Só faz perguntas. Não responde às minhas. Algum tempo atrás, quando ainda eram humanos que ligavam, prometeram nunca mais me incomodar. Em vão. Mudam os departamentos, mudam as empresas de cobrança, mudam os escritórios de advocacia, mas o incomodo continua. As ligações vem de variados números e de nada adianta bloqueá-los. As ligações são feitas em horários absolutamente inconvenientes. As onze da noite, às treze do dia em que estou num almoço, sábados e domingos, não respeitam nada. Insuportável. As ligações e mensagens são para a Elaine. Ela, segundo o Itaucard, deve a valores de hoje R$ 81 673,57. A dívida mais do que triplicou, desde que é cobrada através do meu telefone. Esta semana recebi mais uma vez uma mensagem; "Eliane, há uma notificação extra-judicial do seu Itaucard Itau. Última oportunidade para quitar seu saldo de R$ 81 673,57 por R$ 3 115,18 Ligue para 0800 880 18 23". O tom continua sendo de ameaça, mas pela redução da dívida mostra claramente que a Elaine não tem com que se preocupar. Dessa ela ficou livre. Eu é que não sei por mais quanto tempo vou ser acordado a noite, ou interrompido durante as refeições, por conta da dívida da Elaine. No início tinha raiva da caloteira. Com o passar do tempo passei a ter ódio do credor. Hoje sou abertamente solidário à competência da inadimplente, e feliz que o Banco não consiga seus R$ 3 115,18 de volta, depois de tentar recuperar R$ 81 673,57. Essa você perdeu, playboy.

19.7.19

Mãe da Celia Conrado e o PRETEXTOS

Obrigado Celia, agradeça sua mãe.

Crônica diária


"Movimento acredito", e seu primeiro grande fruto

O que se pode comemorar como uma das primeiras e importantes vitórias no cenário putrefato dos partidos políticos brasileiros é o processo do PDT, e a grita do cacique e cangaceiro Ciro Gomes, contra os deputados que desobedeceram a orientação partidária e votaram a favor da Reforma da Previdência. Aqui não se trata de festejar a desobediência, mas as razões cívicas e morais que estão embutidas no fato. Para facilitar o entendimento vamos nos focar só no caso exemplar da deputada Tábata Amaral (São Paulo, 14 de novembro de 1993), em sua primeira eleição, ficando em sexto lugar entre os deputados mais votados no estado de São Paulo. Ela que é cofundadora do Movimento Mapa Educação, e do Movimento Acredito, criado para preparar novos e jovens políticos é certamente uma estrela em ascensão no parlamento. Sua independência em relação as orientações partidárias estão levando o Ciro a loucura. Ele com sua linguagem habitual, clama contra o que chama de "partidos clandestinos". Esses movimentos a que se refere não são partidos, e muito menos clandestinos. São escolas e cursos para ensinar os candidatos a renovarem a maneira de fazer política neste país. São movimentos nascidos nas ruas, interpretando o desejo popular expresso nas passeatas de 2013. O Ciro e seu partido, como todos os outros existentes à época, não perceberam o recado do eleitor. Hoje colhem os primeiros dissabores dessa nova era. Tábata e os outros seis deputados não tem nada a temer com o processo interno do PDT. Todos os outros partidos estarão de portas abertas para recebe-los. O exemplo  que a Tábata e seus colegas deram, reafirma a necessidade de centena de novos militantes oriundos desses providenciais movimentos, participem da política, e contestem suas velhas e nocivas práticas.  É a reforma partidária sendo feita de fora para dentro, depois de dezena de anos esperando que os velhos políticos legislassem contra si.

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"...o Varal de Ideias é uma referência de como um blog deve ser ." Agnnes

(Caminhos e Atalhos, no mundo dos blogs)

..."parabéns pelo teu exemplo de como realmente se faz um blog...ou melhor tantos e sempre outstandings...".
(Vi Leardi )

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