31.5.19

Gandi


Crônica diária

Facilitando para o biógrafo

Foi com essa frase que o Leonardo, meu velho amigo, comentou a crônica "Puxando pela memória", onde narrei fatos de minha infância e juventude. Não tenho nenhuma pretensão de que um dia alguém se interesse por minha biografia. Nada disso. Como já disseram, o escritor escreve em primeiro lugar para si mesmo. E relendo a tal crônica depois de publicada, notei uma importante lacuna. Meu primeiro "romance  policial". Deveria ter uns dez ou doze anos. O caderno era pautado, grampeado e deveria ter umas cinquenta folhas. Escrevi com caneta à tinta, provavelmente uma das minhas Park 51. Tive duas ou três. Foi a melhor e mais bonita caneta tinteiro que fabricaram. Lembro bem de uma azul e de outra cor de vinho. E do tal "romance" lembro do título: " Um passo segue o meu", sob grande influência dos romances do Conan Doyle, que lia desesperadamente. Sherlock era meu ídolo na época. Da trama lembro quase nada. Só, e que achava importantíssimo, o fato de um dos meus personagens ter inventado a primeira falsificação de digital que a história, de ficção, tem notícia. Ele usou uma luva de borracha com o polegar riscado em forma de uma digital. Lamento ter rasgado e jogado fora esse caderno e um monte de poesias que escrevia naquela idade. Achei que por serem tão ridículas iriam macular minha biografia. Essa sim foi uma preocupação pretensiosa, ridícula e precoce.

30.5.19

Aninha Pontes e Henry, seu neto

Valter Ferraz Henry hoje reclama que a caicatua que o Eduardo Penteado Lunardelli fez da vovó ficou estanha!
Valter, diga ao Henry que em 2008 a sua avó era "estranha"...srsrsr

Crônica diária

Histórias verídicas, inacreditáveis

Minha amiga Deda Mercadante ficou um ano e meio tentando provar a um órgão do governo que estava viva. Cancelaram sua aposentadoria. Ela foi saber o por que, e como resposta lhe informaram  que "havia falecido". Sua presença física, munida de documentos com foto, não foram suficientes, durante um ano e meio, para reverter o engano. Finalmente depois de todo esse tempo tentando provar que estava viva ouviu do funcionário que a atendia a seguinte frase: "A senhora precisa nos apresentar o atestado de óbito". Isso me foi contado pela própria Deda. Não é uma piada. Tão indignado eu fiquei, que contei a história para o casal Carol e Alvaro Abreu que nos visitaram. Três dias depois o Alvaro, que mora em Vitória, ES, enviou um recorte do jornal local: "Um conhecido capixaba de 67 anos, acompanhado da esposa, foi a um cartório, no centro da cidade, requerer uma segunda via da Certidão de nascimento. O atendente alegou que não havia o sexo no documento. Exigiu que fossem à Santa Casa e trouxessem um atestado de que ele era homem. Diante da indignação da mulher, o funcionário acabou cedendo sem o tal exame." Histórias como essas, verídicas de  pai e mãe, são inacreditáveis.

29.5.19

Casa própria

Sonho de todo brasileiro. Foto: Cristiano Moreira

Crônica diária

 O rei da Tailândia

O novo rei da Tailândia foi coroado. Fiquei abismado com uma foto da cerimônia. Sua esposa, rainha, ex guarda costa, e quarto casamento, rastejando-se junto com outros oficiais, na frente do trono real. Por mais que as tradições sejam preservadas não acredito que cultivar algumas, humilhantes como essa, ainda possam existir, e serem mostradas ao mundo como dignificantes. E olhem que não sou "feminista", mas a mulher, como os outros militares, se rastejarem na frente do rei é simplesmente inadmissível.  

28.5.19

Louis Amistrong


Crônica diária


A Galinha, Acrílica sobre tela, circa 2002, assinado Cimitan

A galinha e o livro

Dia 16 passado postei aqui uma crônica lamentando o mau hábito das pessoas acreditarem que livro foi feito para ser dado e não vendido. Na madrugada desse mesmo dia o escritor e meu amigo Valter Ferraz foi roubado em 29 galinhas, entre elas 4 de angola. Mora numa chácara e cria para consumo. Na tarde desse dia se desculpou por não ter comentado meu texto, por conta do roubo, e das providências posteriores. Em geral, como providência nesses casos, só resta lamentar. Mas trocamos algumas palavras. Com escritor é assim. Nada passa em branco. Ele, sobre a venda de livros me escreveu que no Brasil ninguém lê, e portanto, eu que fosse me acostumando com os encalhes. Respondi que de encalhes eu entendo, e passamos a comparar o valor e importância de uma galinha e de um livro. O livro é infinitamente mais importante do que uma galinha para quem tem o que comer, e fome de informações, disposição e tempo para o lazer, e gosta de alimentar a alma e o espírito. Ao contrário, não serve quase nada para quem tem fome. Ladrão de galinha é a coisa mais prosaica que existe. Ladrão de livro não existe porque seu valor nos sebos, que compram pelo peso do papel, praticamente, é inferior ao das penas do galináceo.

27.5.19

Bob Dylan


Crônica diária

Minha vida  ligada ao teatro

 Nessa onda de rememorar fatos do século passado, escavando e garimpando na memória, segundo o Leonardo, para facilitar o trabalho eventual de um biografo, citei dias atrás que trabalhei numa peça de teatro no colégio de Cataguases, nos anos 60. Mas para não me alongar omiti o nome da peça e do diretor. Uma leitora mais curiosa escreveu pedindo detalhes. O nome da peça, e do que se tratava, não consigo lembrar. Mas nunca esqueci a frase do diretor nos testes para escolha do elenco. Muito mais fácil de ser escalado por falta de demanda, do que os pretendentes a titular do time de futebol do colégio. Alí quem escolhia era o nosso professor de matemática. Teatro não era para muitos. O diretor era nada mais, nada menos, do que o veterano do teatro, mestre da Escola de Arte Dramática, Luis de Lima.  Pai do músico Luís Felipe de Lima, o ator português começou a brilhar em um clássico do cinema francês, 'O Salário do Medo', dirigido por Henri-Georges Clouzot e com Yves Montand no papel principal. No Brasil, atuou em muitas novelas e peças. A última foi 'A resistível ascensão de Arturo Ui', com Luiz Fernando Guimarães. Morreu durante a interpretação do senhor Antonio, pai do personagem José Manoel, da novela "Esperança" (2002 a 2003). Mas como eu dizia, nos testes para escolha dos atores para interpretar os personagens, lá em Cataguases, o Luis me mandou falar umas frases de um velho de 80 anos que eu teria que interpretar. Peguei o texto. Sentei na plateia do teatro do colégio. E decorei. Quando chegou minha vez, mandou subisse ao palco e interpretasse um velho. Com meus 17 anos, magro e com cabelo e topete preto, não tive dúvidas. Não cheguei a acabar de recitar a minha fala. Aos berros o Luis saltou da cadeira e com os braços abertos berrou: " Eu disse um velho de 80 anos, e não James Dean." Foi minha única incursão em teatro sério. Depois disso tive uma participação como figurante gondoleiro no Teatro Municipal de São Paulo, onde Joshey Leão, primeiro bailarino do teatro, se apresentava numa festa beneficente da colônia italiana da cidade. Muitos anos depois fui namorado de duas atrizes do teatro brasileiro. Uma de cada vez, claro. E sobre elas não adianta me perguntarem nada. Minha memória sexual apagou. Até agora só a memória.
 

26.5.19

As luas do Luis e da Lara


O Luis (3anos) e a Lara (5 anos) são fanáticos pela lua. A internet e os chineses infestaram meu  monitor com propaganda da Luminária Decorativa da Lua. Não resisti. Comprei a primeira com as parcas e confusas (propositalmente) informações. Chegou depois de 35 dias, 10 antes do previsto (veio da China) uma com 10 cm de diâmetro, e duas cores, com bateria para 6 horas (recarrega em 2 horas). A segunda com as mesmas confusas informações, saiu pela metade do preço, entregue em cinco dias, despachada do Rio de Janeiro, por outro importador, com 15cm de diâmetro, sem bateria, com 6 cores, mas só funciona ligada a um cabo USB. Lindas, e de um realismo impressionante. As crianças, e eu adoramos.

Crônica diária

 " Tripa mole", ou "Cotidiano delirante".


 Rui Silvares junto a "Le Philosophe" desenho com canetas de gel sobre papel Fabriano, 210X150cm. 
Ao lado esquerdo caricatura do Rui pelo autor deste blog.

Não canso de repetir que o autor de um dos melhores textos em Lisboa é o artista plástico e professor de arte Rui Silvares. Quantos talentos. E quanto humor, em tudo que faz. Posta no seu blog "100 cabeças" com certa, mas imprecisa, regularidade. E como não leva seus textos a sério, pois antes de tudo é um artista plástico, suas crônicas são hilárias. A partir de títulos maravilhosos, como "Tripa mole" para descrever a disenteria ou "tripa avariada" de um pequeno cachorrinho."Cotidiano delirante" outro que por si é título e conteúdo, de um eventual livro de sucesso garantido. Apesar de tudo isso seu blog vive às moscas. 99% das postagens estão "Sem comentários". No restante, tem um "Anónimo", que assina com "R", e portanto, só pode ser português, e eu que comento, mais por indignação, do que para contestar ou elogiar seus maravilhosos textos. Uma seleção, difícil de ser feita, daria um livro de crônicas magnífico. Confiram lá editores:  http://www100cabecas.blogspot.com/

25.5.19

Paulo Levy ( Escritor )


Crônica diária

O perigo da convocação de amanhã

Há quinze dias o Presidente, e seus mais fiéis seguidores, estão convocando uma nova manifestação nacional a favor da reforma da Previdência. A favor do governo, numa clara resposta às manifestações de semanas atrás, contra as medidas de contingenciamento na Educação. Vamos aos fatos: a manifestação dita de estudantes tinha um pouco de tudo, mas, em número muito menor, de estudantes e professores, propriamente, ditos. Lá estava a oposição de sempre. Com a bandeira vermelha, e uma pauta que nada tinha com Educação. "Lula livre" por exemplo. A reação do nosso Capitão, em Dallas, foi como de hábito desastrosa. Estava absolutamente correto quanto ao mérito, e errado na forma. Eram de fato "imbecis úteis", mas um presidente não pode se expressar dessa maneira. Deveria ter simplesmente ignorado. Da mesma maneira os bolsonaristas erram em convocar nova manifestação, agora a favor do presidente. Lobão, a deputada estadual Janaina Paschoal, e muitos articulistas e editoriais se posicionaram contra. E foram duramente criticados. Entre os argumentos um deles é de que um Presidente não deve ficar convocando passeatas em causa própria. Essa recomendação chegou a tempo dele se afastar do movimento, pelo menos publicamente, e recomendar que seus ministros e auxiliares não participem. Fez bem. O Collor, só para lembrar, na véspera do fim, também conclamou os cara-pintadas. Ao invés de verde e amarelo compareceram de preto, e ele caiu. Maduro não faz outra coisa na Venezuela. E de lá vem o melhor exemplo de que muitas convocatórias podem enfraquecer as manifestações,  e com isso dar munição aos seus algozes. O maior opositor ao governo do Maduro, Guaidó,  com tantos, e seguidos apelos, à população, tem cada dia levado menos gente às ruas. O povo cansa de ser massa de manobra. No caso da Venezuela há uma agravante que é o temor de represálias dos milicianos e militares pró Maduro. Mas de qualquer forma, todo movimento de massa, acaba sofrendo fadiga. Mormente quando a pauta é difusa e confusa. Defender a reforma da Previdência nas ruas é um tiro no pé, neste momento. Não há um só brasileiro de boa fé que já não saiba que se ela não for feita, a partir de 2022, suas aposentadorias já estarão correndo risco de não serem honradas. E quem se diz contra, não irá mudar de opinião por conta de manifestações de rua. São os canalhas de sempre. Incorrigíveis. Mesmo sabendo que não se elegerão nas próximas eleições. Para eles, quanto pior, melhor. E essa convocação do dia 26 de maio, amanhã, tem esse perigo. Sendo pífia, fortalece os canalhas. Sendo gigantesca, fortalece a direita mais radical, e respalda o nosso Capitão, a tomar atitudes indesejáveis e inoportunas. Não confundam o direito de livre manifestação democrática, com movimento de turbas, emparedando instituições, a que se dá o nome de ocloscracia. Por essas razões sou contra a manifestação de amanhã. 

24.5.19

Jean-Paul Sartre


Crônica diária

 Mulheres fatais

Volto  a falar do agora "imortal" Inácio de Loyola Brandão que se gaba "pioneiro da crítica de cinema de Araraquara", interior de São Paulo. Recentemente, escreveu em sua coluna, que esteve na Bahia, e na estrada entre placas Lamarão, Biritinga, Serrinha, Nova Soure, Paulo Afonso, atravessava paisagens de filmes de Glauber Rocha, vegetação de caatinga, e em sua memória, ter estado em Paulo Afonso em 1961, onde Aurélio Teixeira filmava "Três cabras de Lampião". O roteiro era de Miguel Torres, revelação do Cinema Novo. E o Loyola confessa que estava lá por causa de uma atriz baiana chamada Marlene França, pela qual também estava apaixonado o fotógrafo do filme, Hélio Silva, um dos maiores do cinema da época. Aqui começa minha crônica. É fantástico como certas mulheres tem o poder de encantar os homens. Marlene França era uma dessas.  
Descoberta enquanto vendia frutas e doces em Feira de Santana (BA). Sua beleza impressionou o cineasta Alex Viany, que  procurava figurantes para a produção internacional de Jori Ivens, Rosa dos Ventos, cujo episódio dirigia. Salvador década de 50. A jovem com 12 ou 13 anos foi chamada para as filmagens. A iniciativa mudou  a vida da baianinha nascida em Uauá. De uma família retirante, de dez irmãos, era filha de uma doméstica e de um lavrador. Com os pais e os irmãos, rodou por várias cidades de São Paulo e da Bahia, trabalhando para ajudar em casa.
Após a primeira experiência com o cinema, mudou-se para São Paulo, onde correu atrás do sonho de ser atriz. Dos anos 50 aos 80, acabaria atuando em mais de 40 filmes, como "Janaína, a Virgem Proibida", do meu amigo Olivier Perroy, "Caçada Sangrenta", de Ozualdo Candeias de quem fui assistente de direção em outro filme, e "Bem-Dotado – O Homem de Itu", de José Miziara, "A Noite do Desejo","Sinal Vermelho-Fêmeas",de Fauzi Mansur, além de Roberto Santos em "Nasce Uma Mulher" e a parceria com Luiz Paulino dos Santos em "Crueldade Mortal", Luis Sérgio Person em "Panca de Valente","Jeca Tatu", ao lado de Mazzaropi, com Walter Hugo Khouri "Fronteiras do Inferno", Carlos Coimbra "A Morte Comanda o Cangaço"e "Lampião, o rei do Cangaço",  Rubem Biáfora "A Casa das Tentações" entre outros filmes e diretores. Era considerada a Lollobrigida brasileira.   Fez teatro, TV (passou pela Excelsior e Tupi) e chegou a cantar em boate. Por suas atuações, ganhou prêmios (Governador do Estado e no Festival de Gramado). A partir dos anos 80, começou a dirigir documentários, como "Frei Tito".
Foi casada com o cineasta Milton Amaral e, desde a década de 60, com meu amigo de juventude, Angelo Andrea Ippolito, membro da família Matarazzo, (que segundo ela, em entrevista, disse textualmente: "faliu").  Teve três filhos e viveu até o fim da vida com o Andrea, que era loucamente apaixonado por ela. Sua própria trajetória ela contou no livro "Marlene França: do Sertão da Bahia ao Clã Matarazzo", de Maria do Rosário Caetano, parte da coleção Aplauso da Imprensa Oficial de SP. Morreu aos 68, após sofrer uma parada cardíaca em Itatiba, SP onde morava. 
                                 Ozualdo Candeias                         Inácio de Loyola

23.5.19

Janaina Paschoal


Crônica diária

O risco da oclocracia
"A oclocracia é a versão patológica do poder popular, em contraste com a democracia."

Esse é o título e subtítulo do artigo do engenheiro e filho do ex- ministro Helio Beltrão. Diz ele com muita propriedade que  "O principal risco político no Brasil atual não é o despotismo; é a oclocracia, o regime da turba. Segundo Políbio, que escreveu no século 2 a,C., a  oclocracia é a versão patológica do poder popular, em contraste com a versão positiva, a democracia. A degradação da democracia para a oclocracia ocorrem quando um agente ou poder político empareda demais poderes políticos com apoio da multidão impulsiva, mobilizada por um discurso simplista." Entenderam porque não apoio as manifestações do dia 26/5? Ou é preciso dizer mais?

22.5.19

Paul MacCartney


Crônica diária

O amor esta no ar

Josimar Melo, jornalista, escreve sobre gastronomia, restaurantes e serviços às quinta feira na Folha de São Paulo. Eu o conheci quando lancei, com o cirurgião plástico Luiz Paulo Barbosa, o processo de cozimento a vapor denominado Suvide, no Brasil. Isso foi no século passado e nunca mais os vi. Dia 9 de maio em sua coluna Josimar não tratou de gastronomia, nem de restaurante e sim de seu comportamento em viagens de avião. Ele, como eu nos isolamos. Eu por timidez, e ele por conveniência. O fato relevante é que deve estar faltando assunto na sua área. Fazer sua coluna com o comportamento dos passageiros a bordo e sem nem ao menos falar da pobre alimentação a bordo me surpreendeu. Valeu-se de dois outros escritores, Paulo Francis que escreveu longa crônica sobre uma viagem com o Mick Jagger sentado na mesma fila e que não lhe deu bola. Outro foi Gabriel Garcia-Marques  sobre uma linda mulher que observou durante a longa espera na sala de embarque, e que acabou sentando ao seu lado no avião. Fechou-se em copas e no final do voo foi-se na velocidade de um Concorde. Contrariando esses dois exemplos, 47% dos passageiros dizem conversar com as pessoas ao lado. Foi uma pesquisa do banco HSBC, com passageiros americanos, em voos internacionais, que 4% declararam, ter encontrado o amor de suas vidas a bordo. O amor esta no ar.  

21.5.19

Mick Jagger


Crônica diária

Milicianos digitais

Se as ruas estão inseguras, e se cada dia ficamos mais reclusos em casa, na internet, por conta do medo de ser assaltado, sequestrado, ou sofrer qualquer tipo de ameaça nas ruas das cidades, grandes ou pequenas, agora precisamos nos cuidar dos milicianos digitais. Seus ataques são virulentos, ofensivos, desrespeitosos, e na maioria dos casos "atiram" sem saber se há razão, ou motivo real para tanto. Refiro-me aos milicianos bolsonaristas que passaram a patrulhar todos os comentários, análises e críticas que se faça ao governo a que pretendem estar servindo. Já fui vítima desses ataques. E tenho assistido agressões injustas, mal criadas, a amigos meus, pelo simples fato de criticarem comportamentos ou declarações do nosso capitão. Fico indignado com o que leio de seus opositores ideológicos. Dos intelectuais de esquerda, lulapatas e esquerdistas. Mas esses são opositores ideológicos assumidos. Tudo bem. Milicianos digitais, não são de esquerda. São despreparados, truculentos, tosco culturalmente, mal informados e nutridos de uma fidelidade patológica ao presidente, que os impede de perceber a diferença entre apoiadores críticos, e opositores ideológicos.

20.5.19

Lobão


Crônica diária

Inácio de Loyola

Conheci o Loyola há praticamente meio século. Na casa da Guaracy Mirgalowska,  casada à época, com o Thomaz Souto Correa, diretor das revistas em que o Loyola trabalhava na Editora Abril. "Bebel que a cidade comeu" era um romance que ele portava datilografado em baixo do braço. Não sei que ano conseguiu publicar. Li para opinar com meus sócios da Nova Filmes, que pretendiam fazer do romance um roteiro de filme. Nunca mais nos vimos, e há uns três ou quatro anos nos cruzamos no aeroporto de Congonhas e ele não me reconheceu. Para não constrange-lo, e por que sou tímido, não me identifiquei. Agora o caipira de Araraquara é um imortal da Academia Brasileira de Letras, e portanto, jamais irei me identificar para não parecer que só faço porque virou imortal. Imortal e conhecido. A menos de um mês, na missa de sétimo dia de um primo, meu irmão Paulo disse que o Loyola estava lá e que várias vezes o encarou. Querendo cumprimenta-lo certamente. Como o Paulo não o conhece, desviava o olhar. Terminada a missa é que caiu a ficha do Paulo. Nunca o Inácio iria na missa do nosso primo. Não havia nenhum motivo. Quem estava lá, e tentou várias vezes cumprimentar o Paulo foi o Roberto Suplicy, velho amigo nosso, e de uma das filhas do falecido.
                                  Inácio 2019                                          Roberto 2011                           Paulo 2011

19.5.19

Nuno Ramos


Crônica diária

Seria bom que o Bolsonsaro lesse um pouco da história

Fui talvez uns dos primeiros a escrever sobre semelhanças entre o atual presidente e Jânio. Era sua primeira ou segunda semana de governo. Agora com cinco meses no poder, as semelhanças só fizeram aumentar. Resumidamente para quem não viveu aqueles dias, o Jânio, eleito por larga maioria, com discurso moralizador e populista, começou a enfrentar forte oposição no congresso. Qualquer semelhança com os dias atuais não é mera coincidência. Naquele tempo a corrupção entre os deputados e senadores era igual às dos dias presentes, o que agrava hoje é o componente ideológico. Um presidente eleito pela maioria, e nele depositando muitas expectativas e esperanças, não garante um apoio irrestrito dos congressistas. Pelo contrário, cria inveja e ciúme. Vira alvo de todas as forças opostas. No caso do Jânio, chamou-as de "ocultas". No desespero da imobilidade, e certo de que o povo o reconduziria ao poder, renunciou. As ruas, pegas de surpresa, silenciaram. Ele continuou bebendo e lamentando o erro de calculo. Ao Bolsonaro não me espantaria atos semelhantes, sóbrio, e certo de que sua atitude seria para o bem do Brasil, e cumprindo uma missão divina. No caso do Jânio o exército estava longe dos holofotes. E longe, na China, estava seu vice João Goulart. Mais uma vez as semelhanças se cruzam. O vice do Bolsonaro esta na China. A diferença é que os militares desta vez estão em grande, e seletivo grupo, dentro do palácio. Quem viver verá.

18.5.19

Caetano Veloso


Crônica diária

Simploriedade e despreparo

Foi um leitor quem definiu com esses dois adjetivos o governo do Presidente Bolsonaro. Não o cito para evitar retaliações. Qualquer crítica, análise, considerações que se faça ao Capitão é acompanhada de severas recriminações de uma larga parcela de seus seguidores apaixonados. Todos cegos pela paixão, obviamente bem intencionados. Não perceberam que agindo dessa forma se igualam em gênero, número e grau aos cegos seguidores dos líderes de esquerda, como Lula, Maduro, Christina, na Argentina. Corruptos, canalhas, e tem seguidores e voto. A nós que criticamos responsavelmente não nos venham dizer que somos opositores disfarçados, como já me acusaram. O que não somos é ovelhas apaixonadas. Dito isso é preciso reconhecer o despreparo e simploriedade da família Bolsonaro. A tarefa a que se propôs o nosso capitão é hercula.  Despetizar o país corrompido pela ideologia socialista durante 14 anos não é tarefa para um fraco ou covarde. E nem pode ou deva ser feita da noite para o dia. O que foi construido lenta mas persistentemente durante vários mandatos, levará outros tantos para ser desmontado. Precipitações podem gerar resistências indesejáveis. É preciso mais sabedoria, mais paciência, como a dos lutadores de box que durante vários e seguidos assaltos vão minando o adversário com estocadas no baço, no fígado, aparentemente inócuas, que ao fim e ao cabo levam o opositor a nocaute. Sem o espetacular soco no queixo que derruba o adversário no primeiro segundo do primeiro assalto. Mas é preciso preparo e estratégia para isso. Eu, nessa luta, não sou um juiz isento. Torço pelo Capitão, mas reconheço seus pontos fracos.

Crônica do Alvaro Abreu

 
Desapegando

Depois de conviver com obras dentro de casa, transferir o escritório para outro cômodo tem me exigido decisões e providências. É serviço que gosto de fazer e que começa com a definição da disposição dos móveis, com destaque para o lugar da mesa de trabalho. Aprendi que a luz natural deve chegar, preferencialmente, pelo lado esquerdo, para garantir conforto visual ao trabalhador. Um novo ponto de internet, sem o que não se vive hoje em dia, deverá ser providenciado.

Como certamente acontece com muita gente madura, difícil mesmo tem sido resolver o que fazer com tudo aquilo que ocupava as paredes do antigo escritório. Aos poucos, durante muitos anos e sob boas emoções, fomos trazendo pra casa livros, fotografias, quadros, objetos curiosos e simpáticos que fomos coletando nas andanças mundo afora, nos convívios e nas realizações. Assim, o cômodo foi se transformando em lugar das coisas do passado, das boas lembranças e das referências pessoais. Eram muitos ítens. Basta dizer que ocupavam uns 10 metros de prateleiras largas, 6 nichos grandes e preenchiam completamente uma das paredes.

Depois de descartar muita coisa, foi preciso resolver o que fazer com os livros. Tinha de tudo um pouco e muitos sobre alguns assuntos. Numa primeira triagem, separamos e demos boa destinação para uma grande quantidade deles sobre patrimônio histórico, antropologia, sociologia e assuntos afins. Algumas caixas com romances, livros de contos, poesias, história, biografias estão prontas para serem levadas para a biblioteca municipal de Anchieta, mas ainda resta inventar para onde levar as dezenas de bons livros técnicos, já sem qualquer serventia para os moradores. Falta também resolver o destino dos livros de história, de capa dura e letras grandes, espécie de tesouro da infância de Carol. Decidimos manter e deixar acessível tudo aquilo que foi produzido e publicado pelo pessoal da casa, por nossos parentes e amigos, por gente com quem convivemos e por autores que tomamos como referência. Posso garantir que já ando me sentindo bem mais leve.

Vitória, 15 de maio de 2019
Alvaro Abreu
Escrita para A GAZETA

17.5.19

Inácio de Loyola Brandão


Crônica diária

O riso do afogado

Foi lendo Vanessa Barbara na antologia Granta, em seu conto "Noites de alface" onde ela descreve um modesto ajudante de farmácia que queria ser nadador profissional. Morava com a mãe e passava o tempo livre na academia. Ele ria como um macaco, com a boca aberta ao máximo, sem fazer barulho. Um dia ele mergulhou e quando subiu, estava rindo desse jeito. Todo mundo riu. Ele afundou de novo, subiu e riu, Todo mundo riu. Aí ele afundou e não voltou mais. Ele não estava rindo, ele estava se afogando. Moral da história, diz a Barbara: Se você ri da mesma forma que se afoga, mude seus hábitos. 

16.5.19

Um gato em Marrocos

Foto de uma das viagem ao Marrocos

Crônica diária

 Livro é um produto como outro qualquer

Já contei aqui neste espaço, e faço essa referência para que não pensem que estou repetitivo, por conta da idade, ou do alemão (Alzheimer). É preciso repetir mil vezes. O então governador da Guanabara, Carlos Lacerda, grande tribuno, escritor, dono de editora, pintava. Na época o Jânio, governador de São Paulo, também pintava. Eram outros tempos. Os políticos tinham outro estofo cultural. Mas o Carlos deixou de pintar porque todo mundo achava que ele deveria dar de presente suas telas. E esse desabafo ouvi do próprio, e pessoalmente. Pois bem, com livros, hoje em dia, acontece exatamente a mesma coisa. As pessoas que os desejam acham que o autor deve dá-los graciosamente. E não se trata de uma pintura, de uma obra de arte original. De uma tela que  no mercado pode custar milhares de reais. Trata-se de um livro que custa R$ 35,00 com frete incluso. Quando se anuncia pela internet um shampoo, ou um relógio, ninguém pensa, ou acredita, que é de graça. Por que no caso de livro é diferente? E estamos falando de livros brochura normal. Nada de luxo. A semana passada fui a um espetáculo de circo no Ibirapuera. O ingresso custou R$ 500,00 e era o mais barato. O lugar correspondia às gerais num estádio de futebol. O estacionamento com preço único R$ 70,00. O meu carro ocupou a ultima vaga. Quem vai ao circo leva criança, mesmo sendo o Cirque du Soleil. O balde de pipoca menor R$ 40,00, o algodão doce R$15,00 e a garrafinha de água R$ 8,00. Livro é barato ou não é? E os autores não são instituições como o Bradesco que pode dar um desconto de 20% nos ingressos para quem tem cartão com sua bandeira. O escritor quando anuncia seu novo livro por R$ 35,00 ainda paga o correio. E tem gente que acha que deve ser dado de presente. Por que será?

15.5.19

Marc Chagall


Crônica diária

Há esperança 

Cinema é literatura visual.
Depois da escrita veio a representação teatral e depois o cinema. 
Hoje existem os livros sonoros. Uma leitura, quase como a representação das novelas radiofônicas de décadas passadas. Mas não é sobre isso que vou falar. Acabo de ler 20 melhores e jovens escritores brasileiros segundo a revista Granta. Todos muito premiados e em franca produção. E ao lê-los tive a nítida impressão de estar vendo filmes contemporâneos. Atuais. Em seguida tomei a leitura do John Banville, irlandês, nascido em 1945 e com muito livros e prêmios literários, numa carreira consagrada mundialmente. O romance "O Mar" me deu a impressão de estar vendo um velho filme em preto e branco. Não por acaso o romance também foi levado para o cinema com roteiro do próprio autor em 2013. 
Cinema e literatura andam de mãos dadas. Também, não é por acaso que grande número de escritores são roteiristas e fazem adaptações para a indústria cinematográfica. O melhor do cinema atual são as séries policiais da TV fechada. A maioria nórdicos, dinamarqueses, noruegueses, de onde vem a melhor literatura do gênero. Outro exemplo que me ocorre são os ótimos filmes argentinos baseados em sua também ótima literatura. 
No Brasil, apesar de uma safra de formidáveis escritores, o cinema não tem correspondido. Depois de Glauber Rocha e sua turma do cinema novo, o cinema ficou a desejar. Foi assim também com a música. Depois da bossa nova e tropicália nada de bom se produziu. 
A literatura continua viva e surpreendente. Há, portanto, esperança. 

14.5.19

Lembram da árvore de eucalipto?




Virou dois bancos




 Club Harmonia de Tenis, SP

Crônica diária

 Puxando pela memória

Conversando com o meu amigo Leonardo, que jogou na Mega Sena e não ganhou, ele perguntou o que eu teria sido na vida, se não fosse o que sou. Parece papo de "analista", mas era só conversa entre amigos. Eu disse que seria alguma coisa nas áreas de comunicação. Certa vez, eu tinha uns dezoito anos, e estava num bar em frente ao prédio da Rádio e TV Tupi, no Sumaré, e alguém se aproximou e me perguntou se gostaria de fazer um teste para locutor. Aquele convite pegou-me de surpresa, fiquei sem saber se era uma pegadinha, ou verdade, agradeci e acho que peguei um cartão e disse que iria pensar. Nessa mesma época fiz cinema amador 16 milímetros e sonoro. Trabalhei como assistente de direção do Ozualdo Candeias, em cinema de verdade. Antes disso desenhei histórias em quadrinhos para um ou dois leitores. Eram meus vizinhos de muro na rua Honduras, em São Paulo. Eram cinco ou seis irmãos e um deles também desenhava, e trocávamos figurinha. Outra brincadeira um pouco anterior foi fazer programa de TV, uma novidade dos anos 50 que impactou minha geração. A câmera era uma caixa de sapato, a lente o cilindro de papelão do rolo de papel higiênico, uma manivela feita de arame grosso, e um tripé com três cabos de vassoura. O estúdio uma sala sobre a garagem da casa dos meus pais. Depois fui interno (1960) e em Cataguases, MG, fiz um pouco de tudo, menos estudar. Participei da criação de um jornalzinho mimeografado chamado "Pirilampo". Fiz política estudantil. Fui eleito Presidente do Grêmio Literário Machado de Assis. Publiquei o Jornal do Grêmio, impresso e chamado "O Estudante". Participei como ator numa peça de teatro, no colégio. Ganhei um concurso de fotografia promovido pelo meu próprio Grêmio. Pintei minha primeira tela a óleo. Dei de presente para o Joãozinho, porteiro do colégio. Fiz com meu colega José Roberto Noronha programas de rádio no colégio, e na rádio da cidade. Depois de volta a São Paulo fui eleito vice presidente da União Paulista dos Estudantes Secundários UPES. O Presidente era o José Alvaro Moisés, hoje professor da USP.  Participei ativamente da fundação do jornal "Notícias Populares", criado pelo grupo dono da Gazeta Mercantil, liderado pelo Deputado Federal Herbert Levy, de quem era secretário particular da área política. Ele era então presidente da UDN nacional. Hoje 12 de maio de 2019 faleceu seu filho Luiz Carlos Levy, meu querido amigo Lisca. Puxar pela memória dá nisso: acabamos matamos muita gente.

13.5.19

Gilberto Gil


Crônica diária

13 de maio

13 de maio é o 133.º dia do ano no calendário gregoriano. Faltam 232 para acabar o ano. O 13 de maio, por tratar-se do 133º dia do ano é considerado pelas ordens secretas, esotéricas, filosóficas e místicas como sendo uma proporção áurea do ano.
13 de maio é a data da comemoração da abolição da escravatura. Foi em 1888. Mas até hoje os negros não a comemoram.
13 de maio é o nome de uma rua em São Paulo onde moravam meus avós maternos. No lugar da casa hoje tem um prédio.
O hábito de compra por impulso nada tem a ver com o 13 de maio.
Pessoas mais velhas, e que ficavam horas na frente da TV, por falta do que fazer, eram tentadas a comprar tudo que anunciavam. De meias elásticas a desentupidores de pia. Mas a compra demandava iniciativas que nem sempre o idoso estava disposto. Hoje pela internet tudo é ainda mais fácil. E portanto, mais perigoso. Compra-se de tudo e mais um pouco com apenas três dígitos. Em segundos. E o apelo para que se compre é ainda muito maior do que o da TV. Aqui no computador, notebook, ou iPhone, as imagens permanecem fixas desafiando os olhos e desejos para o supérfluo. Os preços são sempre promocionais e o produto o ultimo do estoque. É agora, ou nunca mais, por esse valor. E a pessoa recebe em casa uma semana depois, e nem lembra o que comprou.

12.5.19

Pé de moça

Esta foto foi gentilmente enviada por Maria de Fátima Santos diretamente de Portugal. É verdade que tem um pouco de areia, mas mesmo assim um lindo pé.

Crônica diária

 Não existe uma "Estante Virtual" em Portugal

Quando recomendei o site da "Estante Virtual" que congrega dezena de sebos em todo o Brasil, meu amigo e leitor diário João Menéres, escreveu lamentando não haver um site semelhante em Portugal. Realmente, apesar de serem livros editados no Brasil e em Português, o frete para a Europa inviabiliza qualquer compra. Digo isso porque o frete cobrado internamente é muitas vezes o dobro do valor pago pelo livro. Isso mesmo. Canso de comprar livros por 4, 5, 9 reais e pagar mais de 10 de correio. Isso de sebos na mesma cidade. Imaginem o frete para Portugal! Mesmo levando-se em consideração que nossos patrícios vão pagar com Euros, que valem mais do que 4 vezes um real, a compra é complicada. Já tentei vender meus livros na Europa. "Impossível" receber via transação bancária, por conta da burocracia. O próprio João Menéres lembra disso.

11.5.19

Amanhecer

A cada 24 horas, um novo dia. Piacaba

Crônica diária

A Montanha do anel

Até parece título de história infantil. Mas não é minha praia. Pelo menos ainda. Em outubro de 2017, portanto há 19 meses quando fundi uma Montanha em bronze, na Fundição do Israel Kislansky, em São Paulo, de brincadeira perguntei ao artista plástico e joalheiro Heráclio, que também estava fundindo obras suas, se seria possível fazer um anel com as minhas montanhas. E ele disse que sim. Modelei uma pequena montanha e coloquei num aro de argila. Foi feito o molde em gesso e cera, e colocada para fundir junto com as peças do Heráclio. Posteriormente perguntei pelo resultado da fundição e me foi dito que ninguém tinha notícia da pequena peça. Perdeu-se, provavelmente no processo. Nunca mais ninguém falou do anel. Agora, nos últimos dias de abril de 2019 liga o Israel para falar que a minha montanha anel, estava pronta. Que grata surpresa. 
Foto de Israel Kinslansky - Anel de cobre (90% cobre e 10% estanho)

10.5.19

Para recordar uma foto do Péparazzi

                                                             Postado em agosto de 2016

Crônica diária

Esse Google é incrível

Há dois anos criei um nome e capa para um novo livro de crônicas previsto para sair no segundo semestre deste ano. Cronicante. A palavra evidentemente não existe. Tanto é que o Google ao ser consultado informa algumas que talvez estejam a ela relacionadas:
criticante
cronicamente
crocitante
cobiçante
cruciante
começante
confiante
coriscante
comunicante (norma brasileira, na grafia pré-Acordo Ortográfico)
conivente (norma europeia, na grafia pré-Acordo Ortográfico)
convidante (norma europeia)
criticaste (norma europeia, na grafia pós-Acordo Ortográfico)
crónicas (norma europeia, na grafia pré-Acordo Ortográfico)
Mas o que mais me impressionou é que nas imagens relacionadas à Cronicante já tem uma foto da  minha capa. Como são ligeiros e competentes.

9.5.19

Eliane Pantoja Vaidya e o Dia das Mães

A minha amiga e leitora Eliane Pantojas Vaidya postou em sua página do FB a publicidade acima. Muito obrigado Eliane.

Crônica diária


Senti falta, fui procurar, morreu

Imaginem que depois de três meses comecei a achar estranho a ausência de uma amiga e leitora desta página na internet. Era assídua, e participante comentarista. Muito alegre, e interativa recentemente comunicou seus seguidores que estava feliz com namorado novo. Eu não a conheci pessoalmente, mas o Paulo, meu irmão, a conheceu, e ela sempre pedia ou mandava notícias pra ele. Regina Collor ex-mulher do Leopoldo Collor, com quem estive em jantares na casa de uma amiga comum, Maria Cecília M. Machado, carioca e na época morando e trabalhando em São Paulo. Maria Cecilia nos deixou o ano passado.
Fui procurar notícias da Regina em sua página do Facebook e estarrecido fico sabendo que morreu. A nota que encontrei, mais de três meses depois, foi esta:
"Morre Regina Collor de Mello" "Publicado por: Luiz Claudio Data: 31 janeiro 2019 13:00 Em Notícias, Variedades
Morreu ontem, em São Paulo, a carioca Regina Cozzo Collor de Mello, viúva de Leopoldo, que, nos breves anos de Fernando Collor no poder, foi o primeiro irmão de fato e de direito. Ele faleceu de câncer em março de 2013, sem poder e sem dinheiro num hospital do SUS. Regina foi-se ontem: morreu dormindo, em casa, aos 69 anos."
Nunca mais façam isso comigo, meus prezados leitores e leitoras. Nunca partam sem me avisar.

    8.5.19

    As três graças

                                    " A quarta graça " de Luiz Baravelli - Coleção do autor do blog
                                      Outras três graças ao redor do mundo, dos museus e do tempo














                                                 Hand made collage - Les trois Graces, Regnaut -Fitacola

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    (Vi Leardi )

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