30.4.19

Bruno Covas

Prefeito de São Paulo

Crônica diária

Granta -Revista literária - "Os melhores jovens escritores brasileiros" 2ª Parte

"Antes da queda" - JPCuenca (1978) . Carioca escreve um conto sobre o fim do Rio de Janeiro.
Daniel Galera (1979) é meu velho conhecido. Já li e resenhei vários livros dele. Em muitos cita Imbituba e Garopaba, região onde tenho casa de praia. Neste conto "Apneia" não foi diferente. Vive às voltas com seu velho pai, e relações familiares.
Antônio Prata (1977) é um jovem veterano e bastante conhecido por conta da sua coluna semanal na Folha de São Paulo. Trata neste conto de lembranças de infância, mesmo assim sempre ressaltando seu complexo de classe média. Em toda sua obra a luta de classe é uma constante. O conto leva o nome de três jogadores da sua época Valdir Peres, Juanito e Poloskei.
Julián Fuks (1981) que com sua barba longa e preta mais parece um escritor russo dos séculos passados. Escreve com a mesma seriedade e acidez dos seus antepassados de aparência. Ele não é russo, mas argentino, e escreve e mora em São Paulo. "O jantar" tem todo o peso do regime militar argentino.
"Fragmentos de romance" - Carola Saavedra (1973) Chilena vem para o Brasil com 3 anos de idade, depois mora na Espanha, França, e Alemanha. Vive hoje no Rio. Eu que sempre tive muito preconceito com escritoras mulheres, sou obrigado a me penitenciar com a literatura esperta da Carola. Impossível ler e não elogiar essa moça. Vou procurar conhecer mais dela. Coleciona vários prêmios literários.

Continua amanhã

29.4.19

Jantar em família

Meus três irmão, minha cunhada Rosa e meu cunhado Cadu Novaes. 
Muita gente para uma única foto.

Crônica diária

 Granta, Revista Literária - Antologia " Os melhores jovens escritores brasileiros" 1º Parte

Ler uma antologia, qualquer que seja, de crônicas, contos, novelas ou poesias da sempre a impressão de que o leitor é um jurado e a ele cabe classificar os melhores. É evidente que o gosto pessoal de cada leitor pesa de forma definitiva. Essa seleção dos vinte melhores jovens escritores brasileiros editada em 2012, exige muito cuidado em se eleger os melhores. São todos feras. Jovens, mas sabem exatamente o que fazem, e o fazem bem. Granta, revista inglesa, publica em vários idiomas, e tem mais de oitenta mil leitores espalhados pelo mundo. Ser publicado por ela já é um atestado de qualidade. Escolher os melhores entre eles uma questão puramente de gosto pessoal. Dito isso passarei a comentar ao longo dos próximos dias, os que mais me impressionaram. 
"Animais" de Michel Laub (1973) - Como já disse em resenhas anteriores gosto muito dos seus livros. Neste conto, com parágrafos curtos e numerados constrói um texto muito interessante.
"Aquele vento na praça" da jovem Laura Erber (1979) com um estilo seguro e maduro narra uma viagem a Bucareste que prima pela originalidades da linguagem e forma literária. Em dez páginas cita duas dezena de personalidades que eu nunca ouvi falar. Ou ela é boa ficcionista, ou sou eu muito inculto. 

Continua amanhã.

28.4.19

Lara, a mini fotógrafa

 Lara (5anos) minha fotógrafa preferida, e uma das suas imagens: Encosto de cadeira.

Crônica diária

Revista Granta

Uma das funções destas minhas crônicas é falar de livros, de autores, e de literatura. Tenho um especial interesse em jovens escritores. Eu e a Revista inglesa Granta. Ela publicou em Português uma coletânea do que chama "Os melhores jovens escritores brasileiros" (2012). Lá estão vinte jovens que escrevem em jornal, roteiros para cinema, revistas, TV e publicam livros. Alguns meus velhos conhecidos como Michel Laub de quem já li e resenhei alguns livros.Daniel Galera também velho conhecido e resenhado. Antonio Prata de quem falo constantemente. Filho do Mário que todos conhecem.Julian Fuks que resenhei recentemente. Chico Mattoso  e Antônio Xerxenesky de quem lhes falei há dias.  Faltam, portanto, 14 escritores que nunca havia lido nada, e voltarei para falar sobre eles.
O livro da Granta - "Os melhores jovens escritores brasileiros" pode ser encontrado nos sebos a preço muito conveniente. Para quem não sabe existe um site na internet chamado "Estante virtual" com os melhores sebos do Brasil. Sou cliente deles há muitos anos e nunca tive nenhum problema. Recomendo.

27.4.19

Sérgio Buarque de Holanda


Crônica diária

Nó cego da Lei Rouanet

Esta aberto o debate após o governo Bolsonaro ter editado as novas normas para aplicação da lei Rouanet.  Promessa de campanha. O Prefeito de São Paulo, Bruno Covas foi um dos primeiros a reagir. Por razões econômicas, mais do que artísticas ou ideológicas. Aí é que se encontra o nó da questão. São Paulo é a cidade que mais se beneficia dos vultuosos incentivos da lei Rouanet. Com a limitação de hum milhão de reais como teto para cada projeto, os grandes eventos culturais nacionais ou estrangeiros não serão mais possíveis. A cidade e a cultura serão prejudicados. Menos empregos, menos consumo, menos impostos, menos cultura. Onde entra a ideologia nisso tudo? A classe artística, como regra geral, é socialista e de esquerda, aqui, e no mundo todo. São anti-bolsonaristas por princípio. Não votaram no Capitão. Fazem oposição agressiva e cerrada ao novo governo. O novo governo chegou a pensar em acabar com o Ministério da Cultura. Limitar os valores de patrocínio da lei Rouanet de sessenta milhões para hum milhão, por evento, ou espetáculo, foi a forma que encontrou de pulverizar os recursos antes concentrados nos grandes eventos e artistas famosos do eixo Rio São Paulo. Democratizar a verba. Apesar de socialistas e de esquerda a classe artística não acha importante democratizar e socializar a verba. E acredito que também não foi intenção do governo atingir especificamente a cidade de São Paulo. Foi uma infeliz coincidência. Esta posto o nó da lei Rouanet.

26.4.19

Mark Twain


Crônica diária

"Longe de Ramiro" - Chico Mattoso

Chico Mattoso é outro dos "Melhores jovens escritores brasileiros" segundo a Revista Granta, em seu Granta 9 - Inverno 2012. Hoje o Chico tem 41 anos, e quando publicou seu primeiro romance solo, em 2007, tinha só 29 anos. É dono de uma escrita cativante, inteligente, intrigante e divertida. Grande capacidade descritiva numa linguagem enxuta e bem humorada. Um escritor que já prometia grandes voos. É preciso continuar conhecendo sua obra. 

25.4.19

Frank Sinatra


Crônica diária


 "Areia nos dentes" - Antonio Xerxenesky


Antônio nasceu em 1984 e com 24 anos publicou este seu primeiro romance. Convidado pela revista Granta, faz parte da antologia "Os melhores jovens escritores brasileiros"(Granta 9 Iverno 2012). Com o livro "Areia nos dentes", a promessa vem se concretizando. Uma história juvenil, passada no México, num cenário de filme farwest, no seu melhor estilo, com cenas de terror. Com muito humor e criatividade faz o leitor sorver as 131 páginas num só golpe.

                                      Antonio Xerxenesky

24.4.19

Organos humanos ou humanos enganos

                                                       2007 e 2019 (sem a quarta figura)

Crônica diária

29 Horas

Ontem falei dos aeroportos de São Paulo e do Rio onde circula graciosamente uma resista cujo título é 29 Horas. Por que 29 Horas, sempre me intrigou. Bem impressa em papel de qualidade, com diagramação inteligente, fartamente ilustrada e com pequenos textos objetivos. Tem tudo que um turista possa se interessar no aeroporto ou cidade de São Paulo ou Rio. Gastronomia, moda, arte e atualidades são seus focos. Lazer, fantasia, e aventura é o que atrai o turista. No item "compras" tem muitas opções, como por exemplo um lançamento da nova linha Kaiak Ultra, da Natura. Ao lado da foto vejam como a revista descreve o produto: "Fragrância combinado com anis, o estoraque, ingredientes da biodiversidade brasileira, proporciona uma sensação de refrescância máxima. Na versão masculina a mistura é potencializada pela intensidade das madeiras cedro e patchouli." Patchouli, que palavra linda. É uma erva da família da hortelã.   

PS- Antes que me perguntem o que é estoraque: "é o famoso e valioso bálsamo aromático da Ásia Menor."

23.4.19

Stivie Wonder


Crônica diária

Ponte aérea

São Paulo e Rio são cidades grandes e cada uma tem sua alma e características completamente particulares. Ambas tem mais de um aeroporto, mas dois deles, Congonhas em São Paulo e Santos Dumont no Rio são menores e centrais. E é por eles que a Ponte aérea transporta milhares de passageiros por dia. Muito já se falou em desativa-los. Exatamente por serem centrais. Isso acabou nunca acontecendo como o trem bala que ligaria as duas cidades, praticamente no mesmo tempo, numa ponte férrea, que nunca saiu do papel.

22.4.19

Al Hirschfeld



 Minha homenagem ao grande ilustrador
Albert Hirschfeld, mais conhecido como Al Hirschfeld foi um famoso ilustrador do jornal The New York Times, cujos desenhos inspiraram a animação do segmento ao som de Rhapsody in Blue, de George Gershwin, no filme de animação Fantasia 2000.

Crônica diária

A morte do bicheiro

Era madrugada e eu estava a caminho do aeroporto conversando com o Silvano, taxista cujo ponto fica na esquina de casa em São Paulo. Nesse horário a cidade totalmente vazia exigia o dobro do cuidado ao cruzar ruas e avenidas, mesmo com o sinal verde. Em determinado ponto do trajeto uma rua secundária estava tomada de veículos estacionados ou manobrando. Comentei o inusitado com o Silvano. Como velho conhecedor dos hábitos noturnos da cidade respondeu: "Deve ser casa de bingo ou velório". Foi aí que perguntei pelo bicheiro que tem mesa e cadeira cativa no bar da esquina onde moro. Faz dias que não o vejo. "Morreu". Não acredito. "No banheiro da casa dele." Quando? "Segunda passada". Não me diga. "Infarto fulminante. Também fumava como louco." Tinha até maquininha para passar cartão. Fumava e fazia palavra cruzada. Cabelo branco sempre penteado, sandália franciscana. Era uma figura que fazia parte na calçada e porta do bar. Vamos sentir saudade do bicheiro. Apesar de nunca ter trocado uma palavra, vou sentir sua falta. Quem será que assumirá o ponto?

21.4.19

Desenho da Glória

Terceiro colocado no concurso. Minha neta leva jeito.

Crônica diária

Ler é uma paixão

Que delícia poder ler sem quota pré determinada. Desta vez trouxe seis livros para ler em dez dias. Só um deles tem mais de quatrocentas páginas. Vai sobrar livro para outros dias, de outras  estadas, na casa da praia.

20.4.19

Gabriel Garcia Marques


Crônica diária

A vocação do Olavo de Carvalho

Meus leitores habituais sabem o que penso do guru do núcleo duro do governo Bolsonaro. Tenho sérias reservas para com o filosofo Olavo de Carvalho. A título de curiosidade, muito antes de saber de quem se tratava fui chamado de Olavo de Carvalho por um petista. Então fui procurar saber quem era. E como não temos absolutamente nada em comum, a não ser aversão por comunista, ficamos por aí. Recentemente ouvi uma entrevista dele para O Antagonista. Além de um cigarro atrás do outro, e alguns goles de coca-cola na garrafa de plástico, além de centena de citações demonstrou ser um professor muito preparado. Porém muito a direita da minha direita. A única coisa engraçada que disse é que tem uma tolerância enorme à burrice. Outra coisa que nos diferencia. Sou absolutamente suscetível à burrice. Ele como vocacionado à arte de ensinar, acredita que faz parte da profissão tentar fazer o burro entender as coisas. Eu não tenho vocação nem saco para aguentar burrice.
 Olavo de Carvalho

Crônica do Alvaro Abreu

Gripe danada
 

Acabo de sair de uma experiência relatável, mas não transmissível via jornal: uma gripe fortíssima que durou cinco dias completos. O que começou com um pequeno ardido na garganta, evoluiu para uma coriza progressiva e renitente, seguida de sessões de tosse seca. A certeza da doença, se é que gripe é doença, se instalou de vez quando percebi uma redução acentuada da capacidade auditiva e uma rara perda de apetite. Daí em diante, a coisa tomou rumo previsível e em ritmo crescente até me jogar na cama por dois dias completos. Percebi que, aos poucos, o mundo foi perdendo o interesse e a graça. O estado gripal faz aumentar a irritabilidade do acometido e tem o poder de provocar letargia e alienação. No auge do processo, o umbigo assume o controle geral da situação e faz valer o seu poder.  

Desta vez, a tal gripe reduziu a quase zero minha sensibilidade aos noticiários sobre a vertente imobiliária do poder das milícias, as malandragens da concessionária que cobra pedágio e não duplica, a gulodice de ICMS, praticada por anos seguidos pela siderúrgica, as operações da Federal nas casas e escritórios de gente esperta e poderosa, a soltura instantânea de mais um preso precioso, sem falar na tentativa descarada, conduzida por dois indignos ministros do Supremo, de instalar a censura à imprensa no país.

Por mais relevantes, as notícias do mundo não comovem nem geram indignação em quem for apanhado por uma simples gripe viral, dessas que ficam à espreita de gente que sofre um choque de temperatura ao sair do carro ou ao entrar em lugar com ar condicionado no máximo. Por essas e outras, tomo a liberdade de sugerir um gripezinha maneira, com direito a dias de cama, chá de limão, alho gengibre, mel e uma pitada de cachaça, aos meus amigos do peito e a quantos também estejam indignados e se sentindo impotentes e desanimados com a escalada das barbáries nacionais. O corpo ficará doído de tanto ficar deitado porém, passados os dias de sofrências, a alma estará bem mais leve e descansada, prontinha pra aguentar o tranco e dar o troco.


Vitória, 17 de abril de 2019
Alvaro Abreu
Escrita para A GAZETA

19.4.19

Fidel Castro


Crônica diária

Esterco europeu

Foi visitando o blog do fotógrafo João Menéres, que mora e o publica na cidade do Porto, que li seu  comentário sobre uma lata de lixo transbordando e sujando a calça de Berlim. O João um homem de oitenta anos, muito culto e viajado, ter energia e atividade de um jovem curioso. Publica livros com fotografias, e participa de exposições, torneios, e desafios relacionados. Essa foto do lixo de Berlim, segundo ele, era uma participação num desses certames. As fotos que posta provocam, invariavelmente, comentários de outros profissionais da área, e de muitos e muitas admiradoras. A todos agradece individualmente, numa tarefa estafante e diária. Na troca de comentários alguém sugeriu que aquilo (uma lata de lixo transbordando na calçada) acontecia em toda parte do mundo, mas tinha dificuldade de pensar tratar-se da Suíça. O João retrucou, quase ofendido: "na Suíça não". E completou dando informações das razões que o levaram a registrar aquele " esterco" (esse é termo) disse ele. Viver na Europa unida ou já em fase de desunião (Brexit) é outra coisa. O nível de interesses e de indignação são muito diversos dos nossos subdesenvolvidos. E pelo andar da carruagem nunca chegaremos lá. 
 JoãoMenéres

18.4.19

General Carlos Alberto dos Santos Cruz


Crônica diária

A fala dos presidentes

Deus nos livre de um presidente que fale duas três horas como fazia o ditador Fidel Castro.
Os nossos falam menos mas também não dizem muito.
O Lula era analfabeto funcional. Se comunicava como podia. Longe de falar português.
Dilma não entendia o que falava.
Temer falava um português que o povo não entendia.
Bolsonaro fala pouco, mas gasta muito tempo corrigindo o pouco que falou. 

17.4.19

General Augusto Heleno


Crônica diária

Tem muita gente boa

Para surpresa minha um dos grandes méritos do governo Bolsonaro foi iniciar a renovação das "figuras" importantes em Brasília. Não se ouve mais falar das velhas raposas. Cadê Renan? Cadê Sarney? Cadê Aécio? Só para citar três, dos que ainda não estão presos. Maluf, Cabral, Eduardo Cunha, e a maioria do PT na cadeia. Irão dizer que é mérito do Moro e da Lava Jato. É verdade, mas sem a vitória do Capitão tudo teria retrocedido, como aconteceu na Itália, depois das "Mãos limpas". Bolsonaro deu voz e poder a caras novas. Gente preparada e competente. Claro que sempre há exceções. Mas já dizia o Nelson Rodrigues: "toda unanimidade é burra". O ex ministro da educação   Ricardo Vélez Rodriguez foi uma delas. Em compensação o Paulo Guedes dá um show de competência. E os militares que apareceram? Tirando o preconceito que se tem com farda (herdado dos anos de chumbo) aparecem homens como o vice Mourão, que para mim foi uma grata revelação. Mas há outros, como o general Augusto Heleno, e o porta voz da presidência general Otávio do Regô Barros de quem já falei dias atrás. Precisamos nos livrar do preconceito e enxergar o que há de bom atrás das fardas, e dos microfones. Há de haver gente boa também entre os jornalistas. Não é possível que estejam todos contaminados. 

16.4.19

Onyx Lorenzoni


Crônica diária

Amora

Tenho um amigo que tem uma arara chamada Amora. Arara azul, criada desde nova, toda certificada e legalizada. Hoje em dia com essa mania do politicamente correto, tudo tem que ser detalhadamente explicitado. Toda vez que troco correspondência com meu amigo, mando lembranças para a Amora. Ela, a arara, me remete à infância, quando tínhamos em casa, na fazenda, uma arara azul. Não lembro se tinha nome, pois o que ela falava era "arara" e "Paulo", nome do meu irmão. Eram os nomes que mais ouvia, e aprendeu repetir. Mas a arara do meu amigo tem nome, e eu adoro Amora. Na minha infância comíamos amoras catadas nos pés. Meu pai tinha uma criação de bichos da seda que se alimentavam das folhas das amoreiras. Os frutos ficavam para a garotada e passarinhos. Acho que minha paixão pelo nome da Amora vem daí.

15.4.19

Marcelo Crivella


Crônica diária

Espaço vital

Já tratei desse tema há muito tempo atrás. Ele é um velho conhecido dos estudiosos do comportamento humano e social. Mas voltou às páginas dos jornais por conta dos atuais movimentos do politicamente correto, do assédio sexual, e do empoderamento feminino. Tudo que esses movimentos pregam eu pratiquei a vida toda, porque fui educado para isso. Portanto não precisam de movimentos, mas só e tão somente: educação. Mas vamos aos fatos: o vice presidente norte americano Joe Biden tem sido criticado por invadir constantemente o espaço vital das pessoas. Aí vem a matéria que explica o que é espaço vital, e como funciona. Ele sempre existiu, e é diferente de pessoa para pessoa, de região e religião mundo a fora. Há tabelas e gráficos estabelecendo as médias desses espaços vitais entre as populações de cada continente, levando em conta hábitos, costumes, religião e etc. E variam muito ente eles. O que alegam os críticos do vice presidente do Obama é que chega muito perto das pessoas, invadindo seus espaços vitais. Isso sempre foi considerado uma característica pessoal, carinhosa, amistosa, e elogiável da personalidade do indivíduo. Aí vem as "absurdas" interpretações de assédio etc. 
Para quem nunca leu sobre o assunto: cada indivíduo tem um espaço ao seu redor que pode variar de 30 a 45 cm considerado vital. As pessoas se incomodam quando esse limite de espaço é invadido. Depois há um circulo maior que varia de 60 a 120 cm que é o espaço social, e essa variação também depende do indivíduo, religião e costumes de cada região ou país. No Japão, por exemplo, o espaço social é muito maior do que na Grécia ou no mundo árabe.

14.4.19

Crônica diária

As batalhas da vida

A frase foi dita, escrita, e decantada bilhões de vezes em todos os idiomas através dos tempos, mas escrevo-a como se fosse minha: (portanto sem aspas) A vida é uma batalha diária onde a guerra já tem um vencedor desde o início.  Ou em outras palavras, na vida se pode até ganhar algumas batalhas, mas ao final a morte prevalece.

13.4.19

Antonio Xerxenesky


Crônica diária

Levei uma surra ontem

Não lembro de ter apanhado tanto quanto me bateram ontem por conta da crônica "100 dias". 
E o curioso é que apanhei só de gente que votou no Capitão. Claro que daqueles mais extremados, menos preparados intelectualmente, e mais truculentos, de ambos os gêneros. Depois de mais de seis anos escrevendo diariamente, deveria estar com o couro mais grosso, e a carcaça mais forte, para apanhar calado. Mas ontem foi forte demais. Acredito por ser pancadas pelas costas, de gente do mesmo lado, de partidários do Capitão que defendi nas ruas, e aqui nas crônicas. Votei e ajudei a eleger. Ofensas vindas da esquerda, nem ligo. Mas recebe-las da direita foi triste. A bem da verdade devo dizer que teve gente leal e que me defendeu. Mas não foi a maioria, mesmo porque o nível de agressão era tão baixo, que meus leitores mais educados, e intelectualmente mais preparados, não iriam medir força com os irracionais. Meu consolo foi ter lido no "O Antagonista", que se auto define como "uma ilha no jornalismo brasileiro", que o jornalista José Nêumanne (por quem nutro grande admiração) é considerado "uma ilha no colunismo". Eu faço parte de "uma ilha na crônica". Não me pauto pela grande imprensa, como me acusaram. Critico-a. Não pertenço a nenhuma tribo específica. E isso desde menino. Sou tido pela esquerda como um fascista, e acusado de comunista pela direita truculenta e radical, idêntica aos piores radicais Petistas. Sinto-me absolutamente a vontade para fazer comentários sobre quem quer que seja. Todas as minhas críticas são construtivas, e ninguém nesta república, esta livre de recebe-las. Sempre, educadamente, como é do meu hábito. Sem grosserias e ofensas pessoais. No mesmo dia de ontem, enquanto apanhava, o Bolsonaro desautorizou o aumento do diesel anunciado pela Petrobras. Medida populista. Igual a de não corrigir o bolsa família e de dar o 13º este ano. Outra medida populista. Isso não é bom. Interferir no preço dos combustíveis levou o governo Dilma a quebrar a empresa. O ex-presidente Pedro Parente recolocou-a nos trilhos, mas poderá descarrilar novamente. Quanto à bolsa família melhor seria corrigi-la pela inflação do que aumentar uma despesa a mais, para os anos futuros. Tudo que se dá, depois não se pode tirar. E o ideal é não dar o peixe, mas ensinar a pescar. Por hoje chega. Vou lamber minhas feridas.

12.4.19

General Antonio Hamilton Mourão


Crônica diária

100 dias

Esta difícil de carregar o Capitão. Fala ou faz uma bobagem por dia. Às vezes, não contente, mais de uma no mesmo dia. Hoje não tenho a menor dúvida de que foi a facada quem nos salvou do Haddad ou do Ciro. Se ele não tivesse levado o candidato para a incomunicabilidade hospitalar, sua campanha derreteria. Hoje temos um presidente que se declara não ter vocação para o cargo. Isso é coisa que se diga?  Mesmo não tendo, e nós, seus eleitores, já percebemos, não pode sair confessando. Mas também não pode ficar torpedeando o projeto fundamental de seu governo. Contra o esforço hérculo do seu "posto Ipiranga", hoje ministro Paulo Guedes, palpita sempre e desfavoravelmente sobre a Reforma da Previdência. Com todos os ministros civis e militares  à sua volta, não consegue observar os conselhos mais óbvios e sensatos. Como Capitão deveria ouvir mais os generais e menos o Olavo de Carvalho. Em 100 dias de governo vem perdendo apoio e popularidade que serão importantíssimos para a aprovação desta, e de tantas outras reformas. É hora de falar menos com seus eleitores, e conversar, a sério, mais com os políticos do Congresso, de quem dependem as reformas.

11.4.19

James Cain


Crônica diária

Xadrez de Luiz Eduardo de Carvalho

Leida Reis do juri do Prêmio Cidade de Belo Horizonte 2016 vencido por Xadrez escreveu na contra capa que enxergava cinema no romance. Mas é muito mais do que isso. O autor um exímio jogador de xadrez, certamente, constrói uma trama perfeitamente articulada, e durante uma longa troca epistolar que durou seis anos, com jogadas mensais de uma partida de xadrez, entre um velho e doente milionário português, morando em São Paulo e um carioca encarcerado em Fortaleza por crime passional. O romance fala de livros e literatura. Sementes de Jacarandá crescem simultaneamente na cela do condenado e do velho acamado, tentando um cultivo de bonsai, e solidificando uma amizade cheia de demonstrações de amor e afeto. O sexo esta sempre presente sobre óticas diferentes. E diferenças ideológicas são sublinhadas ao longo da história.  Ao leitor fica reservada uma surpresa no final. O Luiz Eduardo de Carvalho nos dá um xeque mate. 

10.4.19

Abraham Weintraub

Novo Ministro da Educação do governo Bolsonaro

Crônica diária

Vice falante

O papel do vice presidente da República em geral é discreto. É péssimo sinal quando o vice começa a despontar na mídia e aparecer (positivamente) mais do que o presidente. O General Mourão é um desses. Tem um séquito de jornalistas ao seu redor, e seu maior trabalho é corrigir falhas de entendimento de declarações verbais e escritas (o que é pior) do Bolsonaro. Uma total inversão de patentes. O General é vice e o Presidente Capitão. Mas como todos estão na reserva a hierarquia é apenas formal. Mas a desenvoltura com que tem transitado dentro e fora do país, entre políticos e empresários, e sempre com avaliação positiva, e em ascensão, deve preocupar seu chefe. Embora tenha dito, recentemente, que diferente dos generais do passado ele tem a legitimidade das urnas. É verdade, porém ninguém votou nele. No Brasil ninguém elege mais o vice. Ele vem embutido na chapa do candidato a presidente. Como foi o Temer. O que prejudicou-o muito no exercício da presidência por ter sido eleito pelo PT, apesar de líder do PMDB. Ninguém votou nele. Mas a história recente mostra outros vices, como Itamar Franco, que se deram bem. De qualquer forma o Aureliano Chaves e Marcos Maciel sempre foram vices discretos, como gostam seus chefes. A conferir o futuro do Mourão, que no fim refletirá o do país.

9.4.19

Moça no novo pedestal pronto


Crônica diária

Junior e Alex

A notícia veio de Goiânia. Dois gêmeos univitelinos engravidaram uma mulher que teve uma filha há cinco anos. Nenhum dos dois assumiu a paternidade. A mãe entrou na justiça cobrando pensão alimentícia. O juiz mandou fazer exame de DNA, o que no caso de gêmeos idênticos não há como provar de qual dos dois a menina de cinco anos é filha. Para resolver o impasse o juiz determinou que o Junior e o Alex assumam a pensão pagando cada um terço do salário mínimo cada um. Na certidão de nascimento e identidade da garotinha vai constar a paternidade dividida, o que levará a menina ser filha de uma puta por consequência. Nem posso dizer que "só no Brasil", porque há casos semelhantes no mundo. Que mundo é esse?

8.4.19

Crônica diária

Minha "Olympia"

Chegou a hora de fazer publicidade da minha pintura. Desde que passei a escrever no lugar de pintar e trabalhar com esculturas não falei mais dessa arte. Ambas tem um tempo de maturação. De envelhecimento, como os bons vinhos. Passados dez anos, podemos olhar para nosso trabalho com algum distanciamento crítico e emocional. Uma das minhas telas reúne dois ícones e "clássicos" da pintura: "Olympia e Le Déjuner sur l´herbe. "Olympia" (1863), do francês Édouard Manet,  (1832-1883) foi "reinterpretada" por centena de artista desde então. O mesmo ocorreu com sua obra
"Le Déjuner sur l´herbe" que escandalizou a sociedade de seu tempo. Todo artista ao reinterpretar uma obra coloca sua digital modificando-a a seu critério. Foi o que fiz com a minha Olympia. Ambientei-a numa sala contemporânea, com objetos idem, e no lugar da negra com maço de flores coloquei uma janela com persianas, onde se pode observar, no jardim, parte da cena retratada no "Le Déjuner sur l´herbe". Não pude deixar de colocar discretamente o gato preto, e apareço num auto retrato pendurado na parede. O detalhe da mão esquerda da minha Olympia é ainda mais ousado do que a do meu xará Manet. Para quem tiver curiosidade de ver o original e umas 36 outras versões: AQUI
Eduardo P. Lunardelli Cimitan, "Olympia e Le Déjuner sur l´herbe", 
acrílica sobre tela 80cm x 120 cm, 2010 ( postado aqui em 31/05/2010 )

 Comentário no Varal de Ideias :

 João Menéres disse...

Que série pedagógica !!!
Depois da de Manet, Eduardo, a minha favorita é a sua e SEM FAVOR ALGUM !
Muitos parabéns !
Maldita alergia que o obrigou a deixar de pintar !

7.4.19

Crônica diária

 Garimpagem literária

O termo garimpar não pode ser mais apropriado ao ato de pesquisar, procurar, fuçar uma livraria, um sebo, ou um site de literatura. Muita informação é boca a boca, e são as mais confiáveis, dependendo de quem as divulga. Mas nenhuma descoberta dá tanto prazer quanto aquelas em que o garimpeiro descobre um livro sem nenhuma informação sobre o autor ou o tema. Como uma pepita de ouro, ou pequeno diamante, é encontrado no meio de uma peneira e bateia. A capa ajuda muito. O título sempre é um convite ou sinal repulsivo determinante. As poucas linhas da orelha do achado determinarão o interesse do garimpeiro. A contra capa pode dar pistas sobre o conteúdo e autor. Daí resta um pouco de sorte. Recentemente em minhas garimpagens tive duas lindas surpresas. Uma foi a descoberta do Eduardo Krause de Porto Alegre, com seus romances "Brava Serena" e "Pasta senza vino", e outra, Luiz Eduardo de Carvalho, escritor paulistano, com seu já festejado romance "Xadrez", recém publicado.

Crônica do Alvaro

É de chorar


Segunda feira assisti a entrevista do professor Mozart Ramos, no programa Roda Viva da TV Cultura. Ele é um dos dirigentes da Fundação Ayrton Senna, criada para atuar de forma inovadora em favor da educação plena e integral de crianças e adolescentes pelo país a fora. Mozart foi Secretário de Educação de Pernambuco e Reitor da UFPe. Eu o conheço de vista e acompanho sua atuação pela imprensa. Fiquei animado com a sua possível nomeação para dirigir o Ministério da Educação, onde trabalhei por três anos, no início dos anos de 1970, ao lado de professores das universidades federais de Minas, Paraná, Paraíba, Santa Catarina e Bahia. O corpo técnico do antigo Departamento de Assuntos Universitários era bem precário, mas seu diretor era um engenheiro paraibano arretado. Lynaldo Cavalcanti era conhecido por sua capacidade de trabalho, sua visão de futuro e seu compromisso permanente com a geração de resultados expressivos. Para ele, estar à frente de um órgão público era uma oportunidade para produzir fatos relevantes e transformadores.

Arrojado e intuitivo, ele se valia de três poderes mágicos: o de pautar questões estratégicas e bem delimitadas; o de convocar pessoas físicas e jurídicas capazes de contribuir para o equacionamento de tópicos específicos, delegando-lhes atribuições e correspondente autoridade; e o de conectar expectativas e interesses aderentes ao que precisasse ser feito. Dava gosto de ver o pessoal trabalhando com afinco e determinação, fazendo as coisas acontecerem praticamente do nada. A mim, ainda um mestrando em engenharia de produção, me coube criar uma metodologia para distribuir recursos entre as universidades federais e coordenar a elaboração do primeiro Plano Nacional de Pós-graduação.

Hoje, em vez de um gestor competente e comprometido com a causa da educação à frente do ministério, foi nomeado um professor visivelmente despreparado para o exercício do cargo. O MEC virou um campo de batalha, onde grupos ideológicos, religiosos e até militares se digladiam feito loucos, diante de todos nós.

Vitória, 03 de abril de 2019
Alvaro Abreu
Escrita para A GAZETA

6.4.19

Minha troca de correspondência não autorizada

Alvaro Abreu

07:05 horas  de 02 de Abril de 2019


para Eduardo
Bom dia, Eduardo,

Acabo de ler a crônica de hoje.
Para seu conhecimento, entre risos e constrangimentos cabíveis, já determinei aos parentes diretos que levassem colheres para serem distribuídas logo na entrada da missa de sétimo dia. 
Mais do que isso, pedi que tal providência conste no convite para a tal missa, a ser publicado nos jornais e enviado pela internet. 
Além de diminuir o estoque de colheres, poderia funcionar como atrativo de público.
O que acha? 

Um abraço.

Eduardo

07:27


para Alvaro
Meu querido amigo Alvaro,

Acho que morro antes desse seu espetacular evento. E se vivo estivesse, e se a missa fosse em São Paulo não perderia essa colher por nada. E desde já aconselho: vá fazendo colheres com mais afinco e rapidez. Não que sua morte esteja próxima, mas pelo grande afluxo de parentes, amigos, conhecidos e interessados numa das suas colheres. E ninguém poderá dizer, um dia, que o velho Alvaro "não deu colher de chá para ninguém."
Agora falando sério, suas colheres merecem, e certamente terão, um melhor destino: Museu das colheres Alvaro Abreu. E não se preocupe, querido como é, não haverá lugar na Igreja com ou sem colheres. Da minha parte, e no meu caso, gostaria que não houvesse missa, mas como isso não vai depender de mim, nada posso fazer. A propósito ontem a Paulinha me mandou um e-mail com um link curioso: empresas que produzem DIAMANTES artificiais com as cinzas (ou cabelo) de pessoas ou animais. Uma conhecida encomendou um Diamante das cinzas do seu cachorrinho que foi cremado. Se fazem do carbono dos restos mortais um Diamante, haverá quem possa fazer das cinzas uma colher. Que tal?

Forte abraço e lembranças para a Amora. (Adoro esse nome)

Alvaro Abreu

16:05


para Eduardo
Meu prezado Eduardo,

Pensando bem, o enterro também pode ser uma ótima ocasião para distribuir produtos feitos pelos falecidos, a título de lembrancinhas.. 
Imagino que você teria muito sucesso se informasse, no comunicado, a generosa distribuição de livros de crônicas e de contos aos que fossem se despedir. No mínimo, voltariam pra casa com algo pra ler e achar que valeu a pena ir ao cemitério.
Não deixa de ser um atrativo, um diferencial, como os cretinos do marketing barato gostam de falar.
Gostei dessa ideia de me transformarem em um diamante, por menor que seja. 
E vamos rindo da vida e da morte, que é uma das melhores coisas que se tem pra fazer, além de comer bem, escrever crônicas e fazer colher de pau.

Grande abraço.
A troca dos e-mails acima não foi autorizada pelo Alvaro. Mas pela qualidade dos textos e humor do remetente, resolvi publica-las, a título da minha crônica diária. 

Nelson Rodrigues


5.4.19

Minha praia

                                                                             E.P.L. 2017

Crônica diária

 Com o ego inflado

A vida do cronista diário não é mole. Estar exposto às críticas, humor, e ideologias diversas não é fácil. Por outro lado, o prazer e alegria que encontramos com determinados comentários, não há dinheiro que pague. Saber que temos leitores cativos, que as sete da manhã esperam pela crônica, como esperavam o pão do padeiro, ou o leite, quando era entregue, de casa em casa, em vasilhame de vidro, e carroça puxada a cavalo, não tem preço. Ser mal interpretado de quando em quando, faz parte do pacote. Perder amigos por incompreensões pontuais também esta no contexto. Mas tudo isso é incomparável com o prazer e alegria de ser comparado com Nelson Rodrigues. E notem, esse elogio espontâneo foi feito por um leitor, um dias antes de uma crônica em que usei o termo "canalhas" no título, e no fim da crônica. Que bom que gostam do que escrevo. Que bom que os que não gostam são minoria. Mesmo porque ele, Nelson Rodrigues já dizia: "Toda unanimidade é burra".

4.4.19

"OLYMPIA", as minhas, a de Èdouard Manet, e dos outros!!!!

Dada a relevância dessa postagem de 19.09.2011 voltamos a reposta-la.

"OLYMPIA", as minhas, a de Èdouard Manet, e dos outros!!!!

Pintura: Olympia (1863)
Édouard Manet, França, 1832-1883
 “Olympia”, óleo sobre tela 130,5 x 191 cm
Musée d’Orsay, Paris, França
Édouard Manet, Paris, 1832 - Paris, 1883
Eduardo P. Lunardelli Cimitan, "Olympia e Le Déjuner sur l´herbe", 
acrílica sobre tela 80cm x 120 cm, 2010 ( postado aqui em 31/05/2010 )
 Escultura Eduardo P. Lunardelli Cimitan, cimento, argila e vermiculita, 2005
veja mais aqui
 Escultura, estudo, Eduardo P. Lunardelli Cimitan, argila, 2005
Escultura, Eduardo P. Lunardelli Cimitan, cimento, argila e vermiculita, circa 2005

Moça reclinada, na posição da OLYMPIA, Escultura em argila, 2008, Eduardo P. Lunardelli Cimitan. Postado aqui
Olympia com LARRY RIVERS, de DIOGO MUNOZ ( postado aqui em 31/05/2010 )
Édouard Manet, estudo para “Olympia”, aguarela, 1863
Édouard Manet, “Olympia”, gravura, 8,8 x 17,8 cm, c.1865/67

Édouard Manet, “Olympia”, gravura, 16,2 x 24 cm, 1867
Bertall, “Olympia”, caricatura, Le Journal Amusant, 1863
Paul Cézanne, “Une Moderne Olympia (Le Pacha)”, c.1870
óleo sobre tela, 57 x 55 cm, colecção particular
Paul Cézanne, “Une moderne Olympia”, 1873/74
óleo sobre tela, 46 x 55 cm, Musée d’Orsay, Paris
Pablo Picasso, “Parodie de l'Olympia de Manet
représentant Junyer et Picasso”, c.1901/03
caneta, tinta e lápis de cor sobre papel, 15,3 x 22,4 cm
René Magritte, “Olympia”, óleo s/ tela, 80 x 60 cm, 1946
roubada em 24.09.2009, Musée Magritte Museum, Bruxelas
(a obra continua desaparecida)
Robert Morris e Carolee Schneemann (EUA), “Site”, 1964
Robert Morris, “Site, Re-Enactemente”, performance, 1993
interpretação de Andrew Ludke e Sarah Tomlinson
Martin J. Nielsen (EUA), “After Robert Morris”, performance
Vera Mantero (Portugal), “Solo 'Olympia'”, 1993
Vera Mantero, “Solo 'Olympia'”, performance, 1993
Katarzyna Kozyra (Polónia), “Olympia”, 1996
Katarzyna Kozyra, “Olympia”, instalação, 1996
Catarzyna Kozyra, “Olympia”, 1996
Renée Cox (EUA), “Olympia's Boyz”, autorretrato, 2001
Skip Rohde (EUA), “Olympia”, pintura, 2002
Norman Engel (EUA), “Thinking of you”, pintura, 2003
Dalija Acin (Sérvia), “Ultimate Illusion”, performance, 2004

 Kayti Didriksen (EUA), “Man of Leisure, King George”, 2004
(George W Bush e Dick Cheney) retirado do City Museum of Washington

 Joel-Peter Witkin (EUA), “Mother of the Future”, 2004

 Joel-Peter Witkin, “Alexander McQueen feather hat”, 2006
 Wafaa Bilal (Iraque/EUA), “Midwest Olympia”, video, 2006

 GrumpyOTJ, “Manet's Olympia”, FreakingNews.com, 2011

 Natalie Portman e Jake Gyllenhaal, photoshop, 2006

 Eva Bonn, “Martine chez Freud”, pintura, 2009

 Richard Bolai (Trinidad e Tobago), “After Olympia”, 2010

Diego Dayer, postado aqui em 09/04/2010

AS POSTAGENS ANTERIORES ESTÃO NO ARQUIVO AÍ NO LADINHO >>>>>

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