28.2.19

Marina de Godoy Moreira


Crônica diária

Sobre gatos

Nunca li nada melhor sobre gatos do que em "Pensamentos profundos nº2" do livro "A elegância do ouriço" da escritora e professora de filosofia Muriel Barbery. Diz ela, através de um personagem, que na casa de sua mãe haviam duas gatas. Uma chamada Constituição, outra Parlamento. Ambas com a barriga arrastando pelo chão. Considerava como único interesse dos gatos é que são objetos decorativos móveis. Conceito intelectualmente interessante mas que não se aplicavam aos dela por terem a barriga grande demais. Sua mãe, que era culta tinha vaga consciência do potencial decorativo, mas se obstinava a falar com eles como se fossem pessoas, o que não fazia com um abajur ou estatueta etrusca. A mãe não conseguia entender que as gatas tinham tão pouco entendimento quanto um aspirador. A única diferença é que elas podem sentir prazer e dor. Mas isso não as habilita a se comunicar com os humanos.
                                                                       Muriel Barbery

27.2.19

Rod Stewart


Crônica diária


O fim próximo, desfecho incerto

Uma equipe de seis profissionais liderada pelo jornalista Jorge Ramos, conhecido e veterano âncora da Univision Noticias, ficaram retidos por cerca de duas horas no Palácio Miraflores, sede da presidência da Venezuela, na tarde de segunda-feira, 25 de fevereiro. Segundo a emissora, a maior rede de televisão hispânica dos Estados Unidos, a ordem partiu de Nicolás Maduro. A equipe foi deportada no dia seguinte. O mesmo ancora fora expulso de uma coletiva do presidente Trump. No caso presente, o jornalista perguntou a Maduro sobre a falta de democracia na Venezuela, a tortura de presos políticos e a crise humanitária do país. Depois de ver um vídeo de jovens venezuelanos comendo restos de alimentos retirados de um caminhão de lixo, o presidente venezuelano interrompeu a gravação, mandou confiscar o equipamento e ordenou a detenção dos profissionais. Esse é o fato. Eu assisti essas imagens pela TV. Imediatamente veio-me à memória uma das ultimas entrevistas do Muammar al-Gaddafi a um jornalista brasileiro. Seus olhos giravam a ponto de parecerem querer saltar das órbitas. Dias depois foi preso dentro de um poço imundo, como um animal, e morto em seguida. Ambos tinham como inimigos os Estados Unidos. O fim de Maduro esta próximo, só não sabemos o desfecho. O mais provável é que fuja para Cuba ou para a Rússia. Difícil vai ser, depois, usufruir das toneladas de ouro e dólares que juntou no exterior. Os Estado Unidos e o Grupo de Lima farão de tudo para repatriar esse tesouro.

26.2.19

Luiz Antonio Barroso de Barros (Dina)


Crônica diária

Bala de goma


Certamente a leitura não estava muito interessante. Não fazia nem meia hora que estava lendo minha cota diária, depois do contingenciamento, quando minhas pálpebras pesaram e comecei a bater o queixo, como chamo esse estado de semi-dormência, Tive vontade de romper uma rotina. Nunca como nada entre o farto café da manhã e o almoço. Ao contrário do lanche no meio da tarde, e antes do eventual jantar. Eventual porque há anos não janto mais. Como uma fruta ou pedaço de bolo antes de dormir. Mas durante a tarde, e principalmente se estiver lendo, como umas balinhas de goma. Resolvi quebrar essa rotina e apesar de ser, só, dez e meia da manhã, comi umas seis balinhas. Foi o suficiente para despertar e me chamou atenção a quantidade de texto que havia na embalagem. No saquinho plástico de quinze por vinte centímetros, tinha na frente a logomarca do fabricante, e o nome fantasia “Docigoma frutas”. Em quatro idiomas informava o peso líquido 240 gramas de balas de gelatina sabor frutas, No verso da embalagem, com tipos muito pequenos, também em quatro idiomas, uma quantidade absurda de texto e gráficos. Informações nutricionais em negrito. Calorias. Gorduras. Colesterol. Sódio. Carboidratos. Proteínas. Vitaminas. Cálcio. Ferro e Potássio. Na maioria desses itens com zero por cento. Algumas informações e endereços do fabricante e distribuidora. Claro que ninguém lê nada disso. São simples e tão somente balas de goma coloridas. Depois de meia dúzia, escrevi esta crônica e voltei à minha leitura.
 

25.2.19

Olavo Moraes Barros Neto


Crônica diária

 Dois graves erros

Errei nas duas doses. Mas como fui cometer um erro desses? Explico-me: quando vou da cidade para a casa de praia faço as contas de quantos dias vou ficar lá, e levo livros e remédios na medida certa. Lá não há livraria e as farmácias não tem nada além de Band-Aid, fraldas, Modess, placebos variados contra dores, febres, protetores solar e alguns antibióticos básicos. Os meus medicamentos nunca fizeram parte de seus estoques, nem estiveram na lista de seus fornecedores. Desta vez errei na conta de dois dos quatro comprimidos que uso diariamente. Fui obrigado a fazer um contingenciamento. Ao invés de um de 100mg pela manhã, e outro de 50mg a noite, durante os últimos 10 dias, tomei um de 50mg pela manhã, e outro de 100mg no dia seguinte. Assim com as doses reduzidas não fiquei cinco dias sem nenhum comprimido desse medicamento. Espero que a medula não tenha percebido. Não foi o único erro dessa viagem. Calculei mal o número de livros que deveria levar. Ou subestimei o prazer que o "Desaparecidas" com 400 páginas me fariam devora-lo em poucas sentadas, Geralmente leio duas horas por dia. As outras procuro me dedicar a escrever, andar na praia (por determinação médica), e brincar no meu estúdio de esculturas. Mas o romance policial da Kristina Ohlsson acabou muito antes do previsto e ainda faltavam dez dias para a volta à cidade. Tinha "A elegância do ouriço" da Muriel Barbery, muito bem recomendado  pelo Walter De Queiroz Guerreiro. Mas notei que suas 350 páginas com tipos grandes e espaços entre linhas generosos terminaria antes da partida. Odeio não ter um livro novo para ler. Restou-me contingenciar minhas leituras. Coloquei um separador de páginas a cada 35 páginas. Reduzi para menos de uma hora meu prazer diário de leitura. Compensei esse tempo ganho dando os ultimos retoques em meu próximo livro de crônicas:"Pretextos".

24.2.19

Miguel Reali Júnior


Crônica diária

Algumas manias

Como algumas coisas na vida a gente vai aprimorando. Quem gosta de cozinhar e comer, a vida longa reserva tempo para um aprendizado e aperfeiçoamento enorme. Chamam de hobby. Não importa o nome. Os amantes de vinhos e charutos é a mesma coisa. Vão evoluindo. Chegam a ponto de virarem chatos. Do charuto me livrei há dezena de anos. Do vinho nunca fui competente o suficiente por deficiência orgânica. Meu fígado sempre foi ruim, e piorou muito depois de várias malárias das duas espécies. Quanto à cozinha não sei fritar um ovo, e a única coisa que faço com eles é um mexido que aprendi com o Atílio Basquera, na casa da Guaracy Mirgalowska. Isso foi há mais de 50 anos e continua fazendo sucesso. É no banho-maria. Mas tenho, ultimamente, desenvolvido um outro prazer. Conhecer melhor as biografias dos autores dos livros que leio. E para me familiarizar com eles, faço suas caricaturas. Daí para frente ficamos íntimos e a leitura tem muito mais sabor. 

23.2.19

Luciano Hulk


Crônica diária

 Kristina Ohlsson - "Desaparecidas"

Estou muito feliz de ter encontrado outra autora policial que me prende da primeira à última página com grande interesse. A sueca Kistina é considerada leitura obrigatória, ao lado do Jo Nesbo, na literatura policial escandinava. Conduz sua história numa linha de permanente tensão, entremeando considerações psicológicas, sentimentais e amorosas dos seus personagens, todos solidamente construídos. Num estilo em que antecipa fatos aos leitores, que os próprios personagens desconhecem. Faz isso sem deixar de confundir e enganar tanto os que estão lendo, como seus personagens. Esse descompasso gera evidente suspense. Bem ao modo como lidam os novos romances e seriados policiais escandinavos. "Desaparecidas" que acabo de ler é um sério convite para dois outros anteriores "Indesejadas" e "Silenciadas", todos com a analista criminal Fredrika Bergman e dezena de figurantes palpáveis.  
                                                     Kristina Ohlsson

22.2.19

Betty Vidigal


Crônica diária

Um indivíduo cancheiro

Um senhor de setenta anos, barba branca, olhos azuis, foi chamado de "cancheiro" por uma senhora na internet. A palavra me chamou atenção. Ela revelava carinho, admiração, ao mesmo tempo que me remetia a uma expressão usada pelos jovens, em São Paulo, na década de 60. Fulano tem cancha. E queria dizer "leva jeito", "tem habilidade", com relação a um esporte ou numa pista de dança. Ou ainda "tem charme". Mas cancheiro nunca tinha ouvido ou lido até hoje. Fui buscar no Google e lá estava: "O dialeto gaúcho (também conhecido como "dialeto guasca") é um dialeto do português falado no Rio Grande do Sul, e em parte do Paraná e de Santa Catarina. Fortemente influenciado pelo espanhol, por força da colonização espanhola, e com influência mais reservada do guarani e de outras línguas indígenas, possui diferenças léxicas e semânticas muito numerosas em relação ao português padrão - o que causa, às vezes, dificuldade de compreensão do diálogo informal entre dois gaúchos por parte de pessoas de outras regiões brasileiras, muito embora eles se façam entender perfeitamente quando falam com brasileiros de outras regiões. Na fronteira com o Uruguai e Argentina a influência castelhana se acentua, enquanto que regiões colonizadas por alemães e italianos mantém as respectivas influências. Algumas palavras de origem africana e até mesmo da língua inca também podem ser encontradas. Foi publicado um dicionário "gaúcho-brasileiro" pelo filólogo Batista Bossle, listando as expressões regionais e seus equivalentes na norma culta". 
E como definição de cancheiro:
"adjetivo Acostumado a canchas: Cavalo cancheiro. 
Hábil em canchas.

21.2.19

Picasso


Crônica diária

 "A transparência do tempo" - Leonardo Padura

Li três ou quatro romances desse autor cubano que faz muito sucesso no mundo todo.  "O homem que amava cachorros" é sem nenhuma sombra de dúvida seu melhor livro. O ex-policial Conde é um personagem fascinante. Mas a leitura deste ultimo livro, impresso dia 15 de novembro de 2018, dia do meu aniversário, e dia nacional da umbanda, foi menos difícil que do "Hereges", que não gostei. Mas este ultimo li por puro capricho. Padura poderia ter contado a mesma história num terço das páginas. Dois terços se referem a outras histórias fictícias, desnecessárias e enfadonhas. Em muitos momentos me perguntei: por que estou perdendo tempo com esta leitura? A resposta do Padura, certamente, seria: "escrevo para quem quer passar o tempo". Talvez daí o título óbvio: "A transparência do tempo".
                                                                       Leonardo Padura

20.2.19

Lira Neto


Crônica diária

Cuidado ao ligar para as pessoas

Algumas poucas pessoas, ao ligarem para alguém, não deixam de perguntar: "você pode falar?" Mas não é o que acontece em geral. As pessoas ligam e disparam uma conversa enorme sem saber se do outro lado (antigamente da linha) do sinal de satélite, a pessoa esta em condições de atender e responder à ligação. Não existem mais telefone fixo, praticamente. E quase todo mundo, no planeta, tem um celular. Em Portugal um telemóvel. E se pode ligar o tempo todo, para todo mundo. Algumas poucas personalidades como o Papa, o Presidente, a Rainha da Inglaterra, ou seu médico tem uma telefonista que checa o número, um assistente que completa a ligação, confere se é a pessoa certa que esta falando, e quando transfere a ligação, o interlocutor entra direto no assunto, e muitas vezes com interprete. Fora desses casos é preciso perguntar se a pessoa que atendeu pode falar. Com o advento do celular é fundamental. Respeitar os fusos horários, e não ligar em horas impróprias. Mesmo em horário apropriado é preciso cuidado. A pessoa pode estar sem condições de falar, apesar de atender. Por isso é importante perguntar :"você pode falar?" Independente da amizade,  parentesco, ou hierarquia. A pessoa chamada pode estar num viva voz do seu carro. Podem estar ouvindo a chamada três ou mais pessoas. Pode estar na catraca do metrô. Na cadeira do dentista. Na cama com a amante, ou na mesa do ginecologista.  

19.2.19

Domenico Sartoni


Crônica diária

A queda do Gustavo Bebianno

A vitória do nosso capitão se deu por mérito pessoal do deputado, que percebeu os rumores das ruas, e se pôs em campanha dois anos antes das eleições de outubro passado. A batalha para um deputado inexpressivo vencer uma eleição presidencial não é pequena. Durante uma campanha toda ajuda e colaboração é sempre bem vinda. Houve uma disputa entre partidos nanicos pelo nome do capitão quando sua vitória já era uma possibilidade real. O PSL ganhou e o articulador do partido virou seu presidente e Bebianno fez de tudo para se aproximar do candidato. Fez parte do núcleo central da campanha. Uma coisa é campanha eleitoral, onde até um senador como o do Espírito Santo,  Magno Malta, derrotado nas eleições,  tem seu lugar e papel. Outra é ministro ou executivo de um governo. Bebianno teve mais sorte e conseguiu ser nomeado Ministro da Secretaria-Geral da Presidência,     pasta previamente esvaziada. Quando ficou claro que ele era um espião do PT dentro do Governo, quando foi desmascarado fazendo gestões para a Rede Globo de televisão, considerada inimiga do capitão, agora Presidente, não havia outra alternativa se não exonera-lo. Esses são os fatos. A gota d´agua foi o "caso" do PSL sob sua presidência ter usado candidatas "laranja" para se beneficiar de R$400 000,00 do fundo partidário, isto é, dinheiro público. Trocas de farpas entre o Bebianno e o Carlos Bolsonaro são ruídos da mesma crise, não o âmago da questão. Ainda bem que o nosso Presidente (capitão) tem três filhos políticos e absolutamente alinhados. Um vereador, um deputado e um senador. Esta permanentemente bem informado de tudo que rola no mundo real. Sete ministros militares bem informados e afinados entre si. E só assim o nosso capitão poderá levar avante a guerra de extirpar o país do aparelhamento petista. Despetizar e desratizar nosso Brasil. Não mintam para os três filhos, não brinquem com sete generais.

18.2.19

Uma Glória

Foto GUILHERME LUNARDELLI, Miami 2019

Doris Lessing


Crônica diária

O poder judiciário

Já dizia, ou atribuem ao Rui Barbosa, a seguinte frase:"A pior ditadura é a ditadura do Poder Judiciário. Contra ela não há a quem recorrer". E se disserem que a frase não é dele, que é fake, eu a assumo. Recentemente o Presidente do STF, Ministro Toffoli, reuniu-se com o Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e saiu-se com essa: "O Judiciário poderá ser o poder moderador." Quanta besteira! Ao Toffoli falta leitura. Os três poderes da república, numa democracia, são independentes. Os reis, nas monarquias, é que tinham o Poder Moderador. O nosso STF, como reflexo de uma maioria de membros indicados pelos governos de esquerda, esta completamente na contra mão dos desejos da maioria do povo brasileiro. Quem governa o Brasil por quatro anos é o Presidente Bolsonaro. Representa o eleitor deste país as duas casas legislativas: Câmara dos Deputados e Senado. Ao Judiciário só cabe interpretar a Constituição. E só. #foratoffoli

17.2.19

Minha neta Gloria e INTIMIDADES CRÔNICAS

Que orgulho viver para ver minha neta de 10 anos lendo meu ultimo livro. Só isso valeu ter publicado.

João Ubaldo Ribeiro


Crônica diária

A vizinha da tia do amigo do Leonardo

 Já escrevi sobre um jardim que tem um labirinto para as pessoas se encontrarem, ao contrário dos tradicionais, que levavam elas a se perderem. Gostaria de recomendar para um punhado de gente que anda precisando pensar na vida, e injuriar menos o atual governo que mal se iniciou. E quando não quero tratar de um determinado assunto na primeira pessoa, jogo no lombo de um personagem fictício. Digo que o meu amigo Leonardo tem um amigo que lhe contou que a vizinha da sua tia chama o nosso presidente de "o coiso". E alega que os "filhotes" do presidente são mimados, e atrapalham a governabilidade. Nunca se refere ao Presidente como tal. Usa sempre essas "palavras" "coiso" ou "boso", ou no máximo, Bolsonaro. Uma falta de respeito e ironia descabida. A exemplo do que uma parte da imprensa vem fazendo. O presidente merece respeito pelo cargo que ocupa. Seus familiares respeito como todos familiares de autoridade, sem levar em conta que não são quaisquer desocupados. São vereadores, deputados e senadores da república. E a vizinha da tia do amigo do Leonardo ainda diz mais: "que o governo é fofoqueiro". Durma-se com um barulho desses.

16.2.19

Jim Thompson


Crônica diária


Os robôs e as galinhas

Dois filósofos portugueses trataram por acaso (ou isso não seria acaso), no mesmo dia, de um assunto que certamente aflige a Europa, mas não é prioritário aqui, onde os robôs ainda não são o maior problema. Aqui é o roubo. Palavras de sonoridade semelhantes, e talvez, consequências idem. Na Europa os robôs subtraem emprego. Geram uma triste expectativa de vida para os jovens. No dizer do Rui Silvares os ricos vivem dos ovos de ouro das pobres galinhas. Continua sem saber qual dos dois nasceu primeiro. Mas teme pela vida das "galinhas". Já o Jorge Pinheiro é mais pragmático e prevê que num futuro não distante, os governos taxarão fortemente as empresas, para com a receita distribuírem uma "renda mínima", para o povo poder gastar, e manter a roda girando. Aqui não foram os robôs que criaram 14 milhões de desempregados mas 14 anos de desgovernos de esquerda, corruptos e incompetentes. Foi o roubo, o assalto aos cofres públicos que criaram a atual situação. Quanto taxar as empresas e dar bolsas isso já vem ocorrendo em larga escala, sem sucesso. Temos uma das maiores cargas tributária do planeta, e  bolsas de todo tipo. Até bolsas para ex-terroristas. Bolsas na forma de subsidio para setores da economia. Três meses de salário para quem é despedido, ajudando a mante-los desempregados, ou trabalhando na informalidade. Economia estagnada, a previdência quebrada,  e a roda patinando.
                                      A Galinha                                                                            A Galinha dos ovos
                                                 Jorge Pinheiro (2010)                 e                      Rui Silvares (2008)

15.2.19

Vinícius de Moraes


Crônica diária


Alguns comentários sobre algumas caricaturas 

Depois de tanta desgraça num mês só, ainda não esta dando para fazer humor, mas vou falar das ultimas quatro caricaturas que fiz ultimamente e de uma antiga. Faço como terapia. Me dá muito prazer, e em alguns casos me desopila o fígado. As ultimas quatro (publicadas no blog Vítima da Quinta, www.vtmadaquinta.blogspot.com.br , com mais de 875 caricaturas), Ozualdo Candeias, Marcel Dupchant, Arthur Virgílio Neto e Kristina Ohlsson, e uma antiga do Jo Nesbo. Nenhuma por acaso. Como nenhuma das 875 foram por acaso. Ozualdo Candeias foi um diretor de cinema importante no Brasil. Fui seu assistente de direção num episódio do filme "Trilogia do Terror"( 1966). Marcel Dupchant dispensa apresentação. Pintor, escultor e poeta francês, cidadão dos Estados Unidos a partir de 1955, e inventor dos ready made. Arthur Virgílio Neto (Manaus, 15 de novembro de 1945) é um político e diplomata brasileiro, ex-deputado, ex-senador, e reeleito prefeito de Manaus. Nascemos no mesmo dia, ele dois anos depois. E por fim Kristina Ohlsson ainda não conheço sua literatura mas foi muito bem recomendada e lerei dela "Desaparecidas", porque não encontrei seu best-seller "Silenciadas". É considerada uma das melhores escritoras suecas, rivalizando com Jo Nesbo, de quem gosto muito, e já foi minha vítima. 





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