30.11.18

Gertrudes Stein

Musa do Picasso. 2018
( Em resposta à pergunta do escritor Alvaro Abreu, se eu tinha medo de caricaturar mulheres. É bem verdade que essa não era bem "uma mulher". As feministas me odeiam).
 Picasso 2010 e 2018

Crônica diária

As frases do momento

Meus leitores já perceberam como gosto das palavras, que são as principais ferramentas do escritor,  e presto especial atenção às frases do momento. A todo instante mudam. Em outubro passado, mês das ultimas eleições, e do final do campeonato brasileiro de futebol duas expressões dominaram os noticiários no rádio, na TV e mídia impressa. "Dois ou três pontos percentuais para mais ou para menos" nas pesquisas eleitorais. Não aguentava mais ouvir isso. E "lutando contra o rebaixamento", no caso do futebol. Outra frase que infestou as noticias esportivas. Passada essa fase eleitoral e do campeonato de futebol, as expressões também mudam. E serão repetidas à exaustão. E como disse o Luis Fernando Veríssimo: "O mundo da muitas voltas. Pode me citar" eu vou parodia-lo escrevendo a minha frase: "Assim caminha a humanidade. Pode me citar". Essa frase era o título de um dos melhor filme que assisti  na vida. Um rancheiro milionário do Texas, Bick Benedict (Rock Hudson)),volta para casa de uma viagem com sua nova namorada, a refinada Leslie Lynnton (Elizabeth Taylor). Bick e Leslie se casam, mas ela não se entende muito bem com a irmã de seu novo marido e ao mesmo tempo, ganha a admiração do jovem ambicioso Jett Rink (James Dean). Ao longo dos anos, cresce a rivalidade entre Bick e Jett e a sorte de todos está prestes a mudar. Lançado em 1956 com direção de George Stevens.

29.11.18

Os quatro mosqueteiros da crônica brasileira

 Rubem Braga, Paulo Mendes da Costa, Fernando Sabino, Antonio Maria (Caricaturas de 2018)

Crônica diária

Cuidado com os exageros


Esta crônica foi escrita em 18 de Outubro, dez dias antes do pleito que elegeu o Bolsonaro Presidente do Brasil. Resolvi só publica-la hoje, passados trinta dias da eleição, para que não tivesse conotação eleitoral. Como eleitor do candidato vitorioso, tenho tranquilidade para fazer os comentários que se seguem. É bem verdade que só aderi à campanha para derrotar o PT. Mas vamos ao que interessa. No dia 17 de Outubro lancei um novo livro intitulado "Intimidades crônicas", em cuja capa aparece um desenho do artista plástico americano  Ryan Michael, que usei pela primeira vez no meu blog Varal de Ideias em 2012. No desenho aparece u´a moça segurando a saia acima da cabeça. Um desenho plasticamente bonito, ingênuo e puro. Muito menos sensual do que a famosa cena da Marilyn Monroe no filme "O pecado mora ao lado" (1955), quando um vento dos exaustores do metrô levanta sua saia. Mas enfim, o desenho nada tem de pornográfico ou coisa parecida. Uma eleitora do Bolsonaro faz o seguinte  comentário sobre a capa: "AM ´Faz parte do futuro Kit Gay ?" Referia-se aos livros que o PT pretendia distribuir nas escolas infantis. Motivo de grande polêmica na campanha, e alvo de críticas do Bolsonaro. É por essa razão que a esquerda chama a direita de conservadora, retrógrada, e se auto denomina progressista. É por visões absurdas como as da minha leitora, que os intelectuais e artistas, em sua maioria, apoiam os socialistas. É preciso não exagerar no reacionarismo caipira e atrasado, para não contaminar um projeto de governo democrático e liberal. Espero que agora, depois de eleito, o Presidente Bolsonaro modere seu discurso, que daqui para frente, vencidas as eleições, só servirá para inflamar os radicais de direita. Eles confundem arte com libertinagem. E a esquerda, na oposição, deve por cautela, não provocar os conservadores e adeptos dessas seitas e religiões que apoiam o presidente eleito. A esquerda através  dos governos do PT esticou a corda muito para a estrema. É saudável que se reverta essa posição para o centro, de onde nunca deveria ter saído. Mas é importante não descambar para uma direita radical, tão inconveniente quanto a estrema esquerda. É preciso ter cuidado com os exageros. 

PS- Esta semana outro leitor chamou meu livro, sem ter lido, só pela foto da capa, de "lixo".

Aspidistras


Um ano depois meu vaso com Aspidistra pintadinha mais do que triplicou de tamanho e quantidade.

 16/08/2017 minhas primeiras mudas de Aspidistras em SP

28.11.18

Rua Geremia Lunardelli

Na vila Sonia, na cidade de São Paulo.

Samuel Beckett, duas versões

Samuel Beckett
Em 2010 postei aqui no Varal matéria ilustrada com fotos e caricaturas do Beckett inclusive uma de minha autoria (reproduzo abaixo) Não lembrava absolutamente dela, e fiquei espantado como as duas se parecem, pelo menos na forma abordada. Vejam o post aqui: https://cimitan.blogspot.com/search?q=Samuel+Beckett
2010

Crônica diária

Esta dando certo 

Quando eu comecei a escrever aqui as 2130 crônicas, que correspondem a 2130 dias, ou sete anos, um mês e alguns dias, as pessoas teimavam em chama-las de coluna, artigo, ou coisa assemelhada. Concordo que também não sejam crônicas no formato clássico, tradicional. São muita vezes mini ou micro crônicas. Não importa, as pessoas já as chamam de crônicas. Vezemquando escrevo tudo junto e tinha que explicar que era uma "brincadeira" com o Caio F. Hoje o Ricardo Blauth e Fernando Cals usam vezemquando para brincar comigo. Essas pequenas particularidades e jogos entre quem escreve e quem lê é muito divertido. Estabelece-se uma cumplicidade entre as duas pontas. E para completar, o testemunho de leitores que confessam viciados na leitura matinal me dá grande alegria. Há ainda os que fingem que não me leem e eu finjo que não sei.

27.11.18

Cassio Loredano


2018

Crônica diária

Figos cristalizados

Tenho um amigo dos velhos tempos de internato no Colégio de Cataguases, MG que me escreveu dia desses. Lembrou uma passagem de nossa estada no colégio que eu nem lembrava mais. Dormíamos num apartamento que era exclusivo para os internos que cursavam o Científico ou  Clássico. Ele e eu ainda estávamos no ginásio mas usufruímos, por um tempo, dessa regalia, por bom desempenho escolar. O quarto tinha três camas, três armários e uma grande escrivaninha sob a janela, além de um banheiro privativo dos três ocupantes. Era o máximo poder estar num desses poucos apartamentos. Todos os outros internos se dividiam em dois amplos ambientes com camas, armários e banheiros coletivos. Nosso companheiro de quarto era o Chico Buarque. Como estudar interno sempre era uma experiência traumática para a maioria dos alunos de outros estados, minha mãe sempre enviava pelo correio umas latas de doce e quitais. Eram muito bem vindas. A ração do colégio não era ruim, mas nada parecida com a comida a que estávamos acostumados em casa. E conta o Geraldo Briglia que o Chico comia meus figos cristalizados. Sinceramente não lembro desses assaltos ao meu tesouro, mas em se tratando de quem é, é bem possível. 

26.11.18

Caio Fernando Abreu

Um grande escritor

Crônica diária

Uma demonstração perigosa

Foi há mais de vinte anos que eu comprei um aspirador de pó com filtro de água. Era novidade no mercado. Caríssimo, custava o preço de um carro. Importado. Só era vendido sob encomenda e o demonstrador, de terno e gravata preta, ia à sua casa e fazia a demonstração. Você não deixava de comprar, apesar da fortuna que custava. A demonstração final e definitiva era a da aspiração do colchão da sua cama. Ninguém imagina a sujeira que sai dele. Escrevi e falei muito do meu aspirador naquela ocasião. Tenho ele até hoje funcionando em sistema de rodízio entre meus filhos, escritório, e eventuais amigos.  A semana passada meu irmão liga de Araçatuba onde mora. Queria saber detalhes do meu aspirador. Ele estava com um grave problema de pia da cozinha entupida. Eu não entendi a relação entre o meu aspirador de pó e a pia entupida. Ele continuou a explicar: tem uma vizinha de apartamento, que possui um desses aspiradores e se dispôs  a resolver o problema do entupimento. O Paulo, meu irmão que já havia recorrido a vários encanadores e desentupidores sem sucesso, ficou maravilhado com o resultado do aspirador. Essa vizinha tinha um sem uso e se dispôs a vender por um preço menor. Fabricado no México por um  ex-sócio do Raimbow, o Robot é exatamente igual, mas mais barato. O Paulo meu irmão comprou. Ao abrir a caixa que aparentava ter dois anos de muitas mudanças, o aparelho parecia sem uso. A primeira coisa que fez foi ler o manual. E lá havia uma observação importante: "Não usar para limpar esgoto, porque há perigo de explosão por conta do gás metano, e os resíduos sólidos podem danificar o aparelho". Foi o suficiente para ele devolver o aspirador, e sustar o pagamento. Sentiu-se enganado pela vizinha. Coitada, ela nunca tinha lido o manual. O Paulo resolveu alugar os serviços de empresas que já fazem esse serviço com esses aspiradores.  Hoje existe uma dezena de similares. Alemães, mexicanos, e o velho e pioneiro Rainbow, que é americano, além do coirmão Robot. O preço é quase a metade do que era quando comprei, assim mesmo é caros. Mas não deixem um vendedor entrar em suas casas. Você vai cometer uma imprudência financeira, ou nunca mais deitar em seu coxão. Só não pensem em desentupir pias. 

João Menéres também lendo o INTIMIDADES CRÔNICAS

Com foto da neta, João e o meu livro.

25.11.18

Joarês Costa

Meu querido Prof. Dr. Joarês costa

Crônica diária

"3,4 Graus Na Escala Richter" de Éder Rodrigues

Uma resenha deliciosamente escrita pelo Roberto Klotz levou-me a comprar o livro do Éder Rodrigues. É sobre ele que falarei logo em seguida, antes porém preciso registrar que as relações comerciais honestas, sinceras e francas ainda existem. Comprei pela internet, como faço habitualmente, direto da Telucazu editora. Sabia também, pelo texto do Klotz que o André Kondo, seu amigo e escritor era o editor do livro do Éder. Dois dias depois da compra recebo uma ligação do André se desculpando por não ter retirado do site o livro "Três Vírgula Quatro Na Escala Richter" cuja edição estava esgotada. O único exemplar restante tinha algum problema na capa e ele me oferecia além das desculpas três opções: devolução do pagamento, ou esperar trinta dias pela nova edição, ou receber o livro com a capa danificada, e um outro do catálogo da editora, à minha escolha, como brinde. Fiquei emocionado com a gentileza e forma como o André se colocou. Como já havia visto a lista de livros do catálogo, não tive dúvida, optei por receber o livro comprado, mesmo com alguma avaria na capa, e o de "Contos do Sol Renascente" do próprio André Kondo. Quatro dias depois estava com os dois, sendo que não consegui ver nenhum problema na capa. Que bom lidar com gente dessa qualidade moral e profissional. Dito isso vou lhes falar que todas as maravilhas que o Roberto Klotz escreveu sobre a literatura do Éder Rodrigues, e em especial dessa peça teatral, ficou ainda a dever. O texto é simplesmente maravilhoso. Emocionante. Inesperado. Surpreendente, embora comum a todos nós. A mãe de uma família de três filhos que resolve, um belo dia, contratar uma "especialista em despedida", e sair de casa. Não deixem de ler, se emocionem e façam o livro circular. A peça esta em cartaz desde 2016, atualmente em sua quarta temporada. Imperdível. 

24.11.18

Luiz Fernando Veríssimo, duas versões

Escritor, músico, desenhista Luiz Fernando Veríssimo

Crônica diária

CQD

"Chover no molhado" significa que a chuva voltou a molhar onde já havia chovido. Mais complicado é "Tirar o cavalo da chuva". Aqui há necessidade de se ter um cavalo e de estar chovendo. Há ainda que se ter um lugar coberto onde se possa colocar o cavalo molhado. Isso significa que é muito pouco provável que tudo isso possa acontecer, isto é, estar chovendo, você ter um cavalo e um lugar para abriga-lo. Enquanto que "chover no molhado" só depende da chuva, como queríamos demonstrar. 
 

Alguns leitores do Intimidades crônicas



De cima para baixo, da esquerda para a direita: Li Ferreira Nhan, Elisa Novaes, Regina Rocha, Marcelo Rocca, e Rubens Lessa Vergueiro Filho que enviou a foto ao lado e o texto:


Rubens Lessa Vergueiro Filho
Eduardo Penteado Lunardelli desnudou-se em seu livro, possibilitando a seus leitores ter intimidades com suas últimas crônicas, já li 1/3. (13-11-2018)), estão lendo e recomendando o INTIMIDADES CRÔNICAS.

23.11.18

Casa dos Braga

 Tela pintada por Anna Braga mãe do nosso cronista Alvaro Abreu, doada para o museu Casa dos Braga, em Cachoeiro do Itapemirim, no Espírito Santo.
 Alvaro, Beatriz, sua irmã, e a Secretaria da Cultura de Cachoeiro, em foto de Carol Abreu.

Paul Auster

Escritor Paul Auster

Crônica diária

Nomes longos


É a primeira vez que escrevo sobre esse assunto, embora tenha sido recorrente ao longo dos meus 75 anos. Sempre impliquei com nomes longos. Nomes duplos, mais os sobrenomes da mãe e para finalizar os do pai. Nada parecido com o exagero do nome do Picasso que publiquei dia desses. Basta um único nome duplo, como gostam os cariocas, o sobrenome da mãe e do pai para que eu considere muito longo. Como é o meu, não por acaso. Invejo nomes minimalistas como da minha leitora assídua Ira Foz. Que delícia de nome. Sob todos os aspectos. Foi com esse sentimento que registrei meus dois filhos só com o meu sobrenome. E tive a sorte deles serem filhos de mãe inteligente e compreensiva, apesar de ter nome duplo, Ana Elisa. Mas como não se escolhe para casar as pessoas pelo tamanho ou número de nomes, os filhos arcam com o peso que as famílias lhes impõe. Felizes os Ruy Sá, Lia Huy, Kay Lam, Eme Rei, Mac Noe, Ney Paes, Kon Fé. Infelizes os filhos de pais brincalhões, gozadores, que lhes criaram problema para o resto da vida, como foi o caso do Rudá Poronominare Galvão de Andrade, cujos pais Oswald de Andrade e Patrícia Galvão (mais conhecida como Pagu) batizaram-no com o nome do deus do amor Rudá, e Poronominare que é o nome indígena para um ser malicioso, humorístico, tirados da mitologia Tupiniquim. Dois outros filhos do Oswald tiveram ainda menos sorte: Lançaperfume Rodometálico de Andrade e Rolando Pela Escada Abaixo de Andrade. Ninguém merece.

22.11.18

Philip Roth

Escritor Philip Roth

Crônica diária

Banksy voltou atacar

Banksy, pseudônimo do artista e grafiteiro de Bristol, no sudoeste da Inglaterra, continua escandalizando o mundo das artes.  Foram inúmeras as suas intervenções, sempre com o intuito de questionar o valor das artes, e desmoralizar os valores que o mercado atribui a elas. Mesmo depois de passar a ter suas obras supervalorizadas, pelo mesmo mercado que ele combate, sua atuação em desafiar a ordem imposta continua. E nessa linha, numa ação inédita e ousada, como são de seu feitio, logo após uma tela por ele assinada ter sido leiloada na Sotheby´s House, em Londres por  cerca de R$ 5 milhões, a obra se autodestruiu. Um mecanismo picotador embutido na moldura, fez com que a tela fosse destruída, para espanto e admiração de todos.  A reprodução de uma das imagens mais conhecidas do artista, “Balloon Girl”, logo que o martelo do leiloeiro bateu, a tela começou a deslizar e o triturador de papel  destruiu parte da obra.  O gerente da casa de leilões exclamou: “ ...acabam de nos “banksear”.  O jornal britânico The Gardian comentou que pode ter sido a maior pegadinha já feita pelo artista.  

21.11.18

Ery Roberto Corrêa em duas versões

 2018
Dez anos antes - 2008 -

Crônica diária

 Ninguém mais assobia

Na crônica "O som carinhoso", Carlos Heitor Cony, em 2005, nos conta que contratou o Adhemar, um envernizador confiável, para dar um trato numa porta de seu apartamento. Lá pelas tantas e pensando estar sozinho na casa o Adhemar começou a assobiar "Carinhoso" à perfeição. Nem alto, nem baixo, no tom melodioso que sentia falta o Nelson Rodriguês, lamentando que ninguém mais assobiava. O finado Sergio Porto, continua Cony, contava que morou ao lado de um prédio em construção e durante doze meses centena de operários, em diferentes turnos, assobiavam "Carinhoso". E ele sentia o mesmo encantamento que o Nelson e o Cony. Eu nunca consegui tirar do sopro, língua e dentes um som que prestasse, mas lembro do, hoje nome de rua, William Furneau, que se apresentava assobiando nos programas musicais da TV Tupi, quando ainda era em preto e branco. Inimaginável nos dias de hoje.

20.11.18

Crônica diária



Receita de calcinha

Como as coisas mudaram. E não faz muito tempo. Isto é, dependendo do se entende por muito tempo. Minha avó, mãe da minha mãe escreveu com caneta tinteiro, com a caligrafia da sua geração uma receita de tricô para fazer calcinha. Isso mesmo. E esta é uma daquelas histórias que só pode ser contar com imagens para provar. Sem a ilustração, o texto fica inverossímil. E como seria essa calcinha? Confortável? E se era de tricô deveria ser de lã. Impensável nos dias atuais. E deveria ir até o meio da coxa. Nada parecido com as calcinhas de hoje em dia. Só de curiosidade pretendo um dia mostrar essa receita para alguém que saiba tricotar (será que ainda existe) e pedir para fazer uma. Já imaginaram a peça de museu? Ou para decoração de vitrine de loja de langerie?

Presente de aniversário do Gaspar de Jesus

Gaspar de Jesus

Millôr Fernandes em duas versões

Millôr 2014, caneta bic

Crônica diária

Mais um goleiro

E esse vem lá de Vitória do Espírito Santo, é escritor e cronista, dos bons, e foi goleiro. Alvaro Abreu me escreve, ao ler minha crônica "Goleiros vocacionais", que também tem o dedo médio da mão esquerda com a junta fraturada. Troféu dos tempos que jogava futebol de salão, e no gol. A posição desse jogador, único que tem o privilégio de tocar a bola com os pés e as mãos, vai além das habilidades dos outros dez companheiros de time. Corre muito menos, no entanto é exigido desproporcionalmente quando atacado pelo time adversário. É um observador privilegiado da partida. Participa dela em momentos decisivos para o adversário. Muitas vezes é vítima de fogo amigo. Quem primeiro escreveu sobre os goleiros que fizeram cinema foi o poeta Ronaldo Werneck, escritor mineiro de Cataguases. Depois Ruy Castro publicou uma crônica sobre os altos salários pagos hoje em dia para esses atletas, no futebol europeu. Em seguida fui eu quem escrevi dizendo que fiz cinema, fui goleiro e abri o pulso direito nessa atividade. Hoje somos só escritores que aproveitamos as memórias, e fraturas do passado, como tema da crônica diária.

Valter Ferraz e INTIMIDADES CRÔNICAS

Meu velho amigo blogueiro (hoje aposentado) Valter Ferraz esta lendo INTIMIDADES CRÔNICAS. Para os nossos amigos comuns, ele enviou fotos, para matarem a saudade que sentimos com sua ausência e auto-exílio. #voltavalter

19.11.18

ANIVERSÁRIO DO VARAL

 O Facebook postou hoje (19 de novembro) essa imagem como a mais comentada em 2016 para comemorar os 12 anos do VARAL DE IDEIAS.
Celia Conrado enviou esta foto em homenagem ao aniversariante VARAL DE IDEIAS
                                               12 anos de postagens diárias - 2006 * 2018

LOREDANO Cássio

LOREDANO caricaturista 2018
Há sete anos atrás

Linda Misasi Micales e INTIMIDADES CRÔNICAS

2018
 Minha querida amiga em 2011 sendo
  minha Vítima da Quinta

AS POSTAGENS ANTERIORES ESTÃO NO ARQUIVO AÍ NO LADINHO >>>>>

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Falaram do Varal:

"...o Varal de Ideias é uma referência de como um blog deve ser ." Agnnes

(Caminhos e Atalhos, no mundo dos blogs)

..."parabéns pelo teu exemplo de como realmente se faz um blog...ou melhor tantos e sempre outstandings...".
(Vi Leardi )

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( Peri S.C. adaptando uma frase do Millôr )
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