30.4.18

Myra Landau e os Contos urbanos



Myra Landau





Meu  senhor “Don da Palavra”!!!!  Eduardo  mais que amei teus Contos Urbanos! Você tem um talento inventivo  fabuloso, e sabe, este seu ultimo livro mostra-me que  pode seguir um caminho MAIOR e não somente crônicas. Espero que não se ofenda, mas para mim, deixe um pouco de lado as crônicas..... ( eu que estou longe, a politica de todos os países  onde não estou... of course, me da fúria e nojo...).  Quem sabe se escrevesse thriller INTELIGENTES como este conto “Amigos para sempre” ( com frases curtas e afiadas como facas,) e um final inesperado, e que gostei muito.

Quanto à “Vida no Palco”, Eduardo, em verdade você supera  qualquer expectativa. Tudo certo, Tudo real.... Desculpe, meu português que deve estar muito ruim, e se disse algo que não gostou...também, me perdoe, MAS VOCÊ ME ENTUSIASMOU!!!!!!  e se você pintava assim como escreve, PENA que teve que deixar de pintar!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 
Quero mais livros, contos, diálogos, novelas, romances , tudo que for PALAVRAS!!!!!!!!!

toneladas de beijos :):):):

Crônica diária

"Dezembro fatal" de Saul Bellow

Cheguei a pensar em não fazer a resenha desse livro. A leitura foi arrastada, desinteressante e acabou sendo incompleta. Raramente deixo pela metade um livro ou saio do cinema antes da ultima cena. Desta vez, Saul Bellow que me desculpe, mas as 332 páginas de letras miúdas e poucos espaços entre capítulos me fizeram desistir. É notável, porém, a capacidade do autor se estender tanto com tão pouco assunto. Meia dúzia de personagens e a sogra de um deles internada em fase terminal e seu enterro. Isso é tudo. Da mesma forma que a história é prenunciada, ela acaba. Foi um Dezembro fatal.

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Alvaro Abreu





Bom dia, Eduardo,

Li ontem, antes de dormir, o segundo conto.
Fiquei tentando imaginar a reação dos que fazem teatro.
Ardiloso na concepção, engenhoso na redação.
Muito bom.

Grande abraço.
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29.4.18

João Menéres e os CONTOS URBANOS

 

segunda-feira, 23 de abril de 2018

DIA MUNDIAL DO LIVRO E DOS DIREITOS DE AUTOR

O CARTEIRO  TROUXE-ME NA 6ª FEIRA,
UM PRESENTE  ORIGINÁRIO
DE SÃO PAULO, EXPEDIDO NO DIA 5 DESTE MÊS !

COMO JÁ VIRAM, TRATA- SE DO RECENTE ÚLTIMO
LIVRO DO EDUARDO P. LUNARDELLI.
ALÉM DE UMA PROTECÇÃO EXTERIOR,
VEIO COM UM MARCADOR EXCLUSIVO
DESTA OBRA QUE REÚNE DOIS CONTOS :

Amigos para sempre
e
A vida no palco.

COMO SOMOS UM SEU FIEL LEITOR,
ESPERO INICIAR A LEITURA
MUITO EM BREVE.

DESDE JÁ OS MEUS AGRADECIMENTOS
À GENTILEZA DO AMIGO EDUARDO !

Crônica diária

Sobre advogados

Ontem falei da justiça hoje falo dos advogados. Claro que não estou me referindo aos meus, que são amigos e meus leitores. Feita essa ressalva, transcrevo o que Sau Bellow escreveu, em seu livro "Dezembro fatal", a respeito dessa profissão. Lembrou-me os que defendem os condenados da Lava Jato.

“Um famoso advogado do Texas costumava dizer: “Me interesso tanto pelos pobres e oprimidos quanto Clarence Darrow se interessava. Se não forem pobres quando me conhecerem, ficam pobres quando acabo de lidar com eles.”


PS- Procurem saber quem foi Clarence Darrow https://pt.wikipedia.org/wiki/Clarence_Darrow

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João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

E cá, as leis são aprovadas pela Assembleia da República mas elaboradas na sua maioria por ilustres advogados que, como bem sabemos, são hábeis em deixar nelas postigos por onde, em vez de entrar a
luz clara, passa a luz da dúvida o que permite o nascimento da DÚVIDA que posteriormente outros ilustres advogados se encarregarão de, cada um à sua maneira, explorarem consoante o interesse dos seus clientes e assim levar para as calendas a decisão final.


Postado por João Menéres no blog . em sábado, 28 de abril de 2018 02:03:00 BRT 

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28.4.18

JORGE PINHEIRO e o meu Contos urbanos

Jorge Pinheiro em sua biblioteca em Lisboa, onde posso identificar, pelas lombadas,  uma série de livros meus. 2018

Crônica diária

E a lei? Ora, a lei!

Não sou advogado e, portanto, não estou habilitado a falar sobre a justiça brasileira com alguma autoridade. Faço como cidadão e vítima dessa justiça, sujeito a comentários dos que pensam o contrário (para usar um jargão muito usado pelos magistrados). 
Curitiba era a cidade brasileira onde diziam que os juízes eram os mais corruptos do país. Isso há vinte anos. Hoje a "República de Curitiba" é tida como a mais severa das justiças. E viva Moro e os jovens promotores públicos. 
Por outro lado o STF sempre gozou de uma imagem de impoluto. Hoje o seu conceito não é mais o mesmo. Duas turmas, e duas sentenças. Uma turma conhecida como "câmara de gás" e outra "paraíso do éden". Como podem haver interpretações tão díspares da mesma lei? A Constituição e todas as outras leis dela emanadas  deveriam ser claras e objetivas para que não houvesse controvérsia. Os juízes, e de todas as instâncias, passaram a julgar segundo critérios pessoais, políticos e ideológicos. E a lei? Ora, a lei.

27.4.18

Maria de Fátima Santos

chegou hoje (terá chegado antes, mas eu tenho deixado esquecida a caixa do correio ,,,)
olhe Eduardo os livros que ficaram na foto
por acaso, apenas por calhar tê-lo colocado naquela prateleira e não em outra para fotografá-lo
obrigada por mais este tesouro

Crônica diária

Triste juventude ignorante

O que esperar desse eleitor?
Entrei num supermercado perto de casa e fui às compras. Lá pelas tantas lembrei que precisava trocar um não tão velho capacho, mas num estado lastimável. Fui para a gôndola de utilidades domésticas onde estão expostos vassouras, rodos, pás de plástico, saco de lixo, baldes e etc. Não vi capacho. Um funcionário com aproximadamente vinte anos, com buço sob o nariz, mais parecendo bigode feito com carvão, como as mães fazem nas crianças fantasiadas de caipira nas festas juninas, e perguntei:
--- Você sabe onde ficam os capachos?
A reação do rapaz foi de espanto. Me olhou atônito e com um gesto de queixo me fez repetir a pergunta.
---Vocês tem capacho?
Mais uma vez sem nenhuma reação ou resposta comecei a achar que o funcionário fazia parte da quota de deficientes físicos que as empresas contratam. Finalmente me perguntou:
---O que é isso?
Respondi já sem nenhuma esperança de obter uma resposta positiva. 
---Aquilo que se coloca no piso das portas para limpar os pés. 
E como previsto ele continuou sem saber informar.
Uma juventude que nunca ouviu a palavra capacho certamente não tem a menor condição de votar. Nunca leram um livro, nunca escreveram uma carta. 
Nunca limparam os pés num capacho.

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Gaspar de Jesus deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Gaspar de Jesus":

Este gesto teve a ver com a satisfação da chegada a este lado do mundo do seu simpático livro. Mas, que a leitura está a ser (mais uma vez) prazerosa, desde já lhe digo que sim.
Bom dia Eduardo.


Postado por Gaspar de Jesus no blog . em quinta-feira, 26 de abril de 2018 07:31:00 BRT

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26.4.18

Gaspar de Jesus

Pelo gesto o meu amigo e fotógrafo Gaspar de Jesus gostou dos Contos Urbanos.

Crônica diária

Alvaro Abreu, "sempre alerta"

Vou lhes falar de um escritor e cronista de largo "pedigree". Tenho injustiçado meu novo amigo Alvaro falando só de suas colheres de bambu. Esta certo que elas já lhe deram mais fama e notoriedade do que suas crônicas. Mas ao lado do habilidoso coelheiro, reconhecido e festejado internacionalmente,  convive um cronista de textos maravilhosos. Como não os publica no O Globo ou na Folha de São Paulo tem menos visibilidade. São textos publicados no jornal  A Tribuna de Vitória, Espírito Santo e no meu blog Varal de Ideias, para minha honra. Em Cachoeira do Itapemirim ele reina. Não só pela qualidade dos textos quinzenais como porque faz parte (discretamente) da família Braga. E não confundam com a do Roberto Carlos. Ele é um Braga do ramo das letras. E não de música, mas das melhores crônicas da literatura brasileira. Newton e Rubem Braga são seus tios. Isso lhe confere um "pedigree" e tanto. Mas não é fácil ser herdeiro de tamanha herança. Alvaro se saiu muito bem. Com a mesma modéstia e discrição que é marca da família, da continuidade a uma obra literária ainda a merecer atenção. Ele esta "sempre alerta", título de uma de suas recentes crônicas, quando aborda o esoterismo numa praça de São Paulo. Quem não esta "alerta" são os órgãos de imprensa que não o publicam. 

25.4.18

Resenha do Roberto Klotz sobre o livro CONTOS URBANOS

Contos urbanos
Eduardo Penteado Lunardelli
Editora Piacaba
94 páginas
R$ 25 (direto com o autor por Facebook)

O autor é homem dos sete instrumentos.
Escreve crônicas, poemas, minicontos, contos, faz caricaturas geniais, esculpe e pinta. Com todas estas qualidades imagino que também toque piano, violino e seja cantor para fazer dupla com Pavarotti.
Acabo de ler o livro com dois contos.
“Amigos para sempre”, conforme sugere o título, trata de um grupo de amigos que é vítima de um sequestro durante um churrasco de fim de semana. Os sequestradores, em vez de pedirem dinheiro, fazem um pedido surpreendente.
No fechamento do conto o autor insere mais uma possibilidade e deixa questões em aberto para o leitor refletir.
No segundo conto, “A vida no palco”, o autor compara o envolvimento na atuação dos personagens em uma peça teatral com o envolvimento dos atores na sua vida longe do palco. Os pares são desfeitos e refeitos em outras configurações.
O autor é visual. A sua descrição das imagens, personagens e cenários é deliciosa.
A leitura é rápida. Recomendo.
A imagem pode conter: texto

Crônica diária

Diário de uma ilusão

Esse livro de Philip Hoth é de 1979, portanto escrito a trinta e nove anos, quando eu tinha meus trinta e cinco. O livro é dedicado ao Milan Kundera que li naquele tempo. Mas não havia lido, naquela época, nada do Philip. Hoje um dos meus escritores favoritos. Ainda que não tenha nenhuma atração pelo tema recorrente em sua obra: o ambiente judaico na América. Adoro a forma como ele escreve. E nesta ficção onde um jovem visita um famoso escritor e encontra em sua assistente, uma Anne Frank, a imaginação e a fantasia fizeram uma festa. Vale a pena como leitura descompromissada. O próximo livro dele, que causou escândalos na época, e que vou ler em seguida é "O complexo de Portnoy" e que foi publicado em 1970.

24.4.18

Comidinhas da PIACABA

 Salada de alface, beterraba e cebola
Frango, molho de tomate e polenta com queijo derretido

Crônica diária


 Brasil país da piada pronta

Deputado preso deixará comissão do Código de Processo Penal

O PSD decidiu retirar o deputado João Rodrigues, preso desde fevereiro, da comissão especial criada para analisar o texto do novo Código de Processo Penal na Câmara, informa o Correio Braziliense. Em nota, o partido informou que a decisão de retirar o parlamentar da comissão ocorreu após determinação da Justiça. Ele será substituído por Fábio Trad.

23.4.18

Alvaro Abreu e suas colheres de bambu

O maior acontecimento do mês de Abril, depois da prisão do Lula, foi mais uma colher para minha coleção (de três). Presente do cronista Alvaro Abreu, conhecido internacionalmente pelas suas colheres de bambu. Além de algumas exposições no Brasil e fora dele, algumas pouquíssimas pessoas tem colheres feitas pelo Alvaro. Essa da foto é a minha terceira. Sou definitivamente um felizardo.

Crônica diária

Janela e bastidor

De quando em quando entram na moda umas palavrinhas, ou expressões, que pegam como peste. E são usadas à exaustão. Uma delas, e relativamente recente foi "um ponto fora da curva" usada pelo Ministro Roberto Barroso, por ocasião do "Mensalão". Não era nova, mas foi por ele ressuscitada e pegou como fogo morro acima. Agora "janela de oportunidade, ou abriu-se uma janela" esta sendo usada e abusada. Outra que os jornalistas estão abusando é "bastidores". Todo locutor tem uma informação de "bastidor", ou pergunta para o repórter qual o "bastidor" que tem para contar. Qual será a próxima expressão ou palavra da moda? 

Crônica do Alvaro Abreu


Sempre alerta

Desta vez, a programação familiar em São Paulo incluiu um animado piquenique em pleno sábado de sol, num agradável parque municipal meio vazio e como bem manda o figurino: panos estendidos no gramado, muita fruta, comida leve, bebida farta, menino fazendo manha, garoto chutando bola, conversas frouxas de montão. Logo ao chegar acompanhei, surpreso e com algum saudosismo, o comecinho de uma espécie de conclave de escoteiros. Eram uns 60 adolescentes vestidos a caráter: bermuda longa, cinto com fivela, camisa com emblemas e broches. Todos de lenço no pescoço, com duas pontas enfiadas num anel abaixo do gogó. Os bonés e os quepes coloridos serviam para identificar a origem e o status do usuário. O terreno em declive valorizava a importância dos chefes e seus imediatos.
Apresentações formais de participantes, gritos de saudação, muitos apitos, palavras de ordem, instruções e distribuições de tarefas foram a tônica enquanto fiquei por ali. Assisti, com a mesma aflição de todos, a agoniante preparação do hasteamento solene da bandeira nacional, amarrada numa cordinha comprida e passada por cima de um galho bem alto duma mangueira frondosa. Constatei que ainda vigora o brado de Sempre Alerta, conjugado ao tradicional gesto firme da mão direita: os três dedos centrais colados e estendidos para cima e o polegar pressionando o mindinho contra a palma. A flor de liz continua presente.
Fui escoteiro junto com praticamente todos os moleques da Rua Madeira de Freitas e arredores. Descobriu-se que quem fosse escoteiro do mar por mais de 3 anos, recebia o certificado de reservista de terceira categoria da Marinha, dando por prestado o serviço militar obrigatório. As reuniões do nosso grupo eram esparsas e apenas uns poucos levavam as atividades e obrigações a sério, como o saudoso Chefe Xisto tanto gostaria. Da minha parte, aprendi muita coisa de boa utilidade, incluindo os segredos de acender fogueira, montar e desmontar barraca, fazer cama suspensa, cozinhar macarrão, remar em sincronismo e fazer os nós que tanto uso durante a vida inteira.

Vitória, 18 de abril de 2018
Alvaro Abreu
Escrita para A GAZETA

22.4.18

A nova estante já em uso


Agora temos lugar para novos livros por seis meses. Sala de pintura da PIACABA.

Crônica diária

Acontece
  
Tudo depende do ângulo em que se vê a coisa. Terá sido um azar, ou sorte? Coincidência? Nunca masco chiclete. Esse dia me ofereceram e não sei bem porque aceitei. Passamos no prédio de um casal de novos amigos e fomos para um restaurante. Só quando estava a caminho da mesa do bar, para aguardar a mesa para o almoço, me dei conta de que precisava descartar a borracha da boca. Rapidamente, sem que ninguém percebesse, coloquei-a entre os dedos, fiz uma esfera e procurei onde deposita-la. Hoje os bares e restaurantes não tem mais cinzeiros. Dei uma olhada ao meu redor. Nem guardanapo, nem um vasinho com flores, nada que pudesse receber minha bolinha incômoda de chiclete mascado. Lembrei-me dos tempos de cinema em Cataguases. Tínhamos dezoito anos e quase tudo era permitido. Ou achávamos que era. Os sofás e pufes onde estávamos sentado, ao redor da mesinha de centro, eram forrados com veludo até o chão. A única saída foi num movimento rápido, e que passou desapercebido pelo casal e pela minha mulher, onde fiz menção de apoiar-me na mesinha, e levei a mão, com a esfera, para a parte de baixo do tampo da mesa. Subitamente a surpresa. Entre dezena de tampos de mesas no bar e no restaurante, minha bolinha foi encontrar outra, exatamente nessa. Isso é ganhar no milhar. Terá sido um azar enorme, ou sinal de sorte absoluta. Como não tínhamos muita intimidade com o casal amigo, não demonstrei o meu espanto e susto. Dei um sorriso que ninguém deve ter entendido. Guardei para mim essa coincidência. Veio a garçonete e fizemos os pedidos das bebidas normalmente. Eu tomei um Campari tônica, com gelo e limão.

Comentários que valem um post


Renata Almeida
Renata Almeida Amei o livro Dudu!!! Delicia de ler
Parabéns!!!
Joares Costa
Joares Costa Estão com razão, caro Eduardo. Seu livro é tudo isso e muito mais. Vou degustando-o e me encantando. Boa noite, caro Eduardo.
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21.4.18

MONTANHA nº 42

A mais nova MONTANHA da série ( nº 42 ) com um fragmento de madeira.

Crônica diária

A única saída

Se não fosse uma miragem, uma utopia, a única saída para o impasse eleitoral brasileiro seria os grandes partidos em suas convenções, e os nanicos através de seus donos, reunirem-se para escolherem um único candidato muito popular, com ficha limpa e reputação absolutamente ilibada, e em torno dele fecharem questão em prol do Brasil. Deixarem por um segundo de pensar em seus próprios interesses e promover a salvação da nação. De nada adianta uma corrida suicida. Sem um único candidato capaz de levar no primeiro turno, com larga e folgada margem de votos, o eleito não terá condições de governabilidade, como não teve o Temer, recentemente. Uma sólida base de apoio partidário é fundamental para que o Congresso promova as reformas urgentes. Uma premissas se impõe ao país, e aos eleitores lúcidos: ou se elege um presidente com largo consenso popular e eleitoral, no primeiro turno, para evitar maior divisão na sociedade, ou não se promoverá reforma alguma. E o passado nos ensina que não adianta um presidente muito prestigiado sem larga e sólida base parlamentar. Vide governo Collor. Por essa razão é urgente que os grandes partidos abram mão de seus candidatos, inviáveis eleitoralmente, e se unam numa só e imbatível candidatura. Um sonho, uma miragem, uma utopia, mas a única saída. 

20.4.18

Montanha nº41 em seu novo lugar

Na sala da PIACABA

Crônica diária

 Novos 0%
"Em vez de escolher um candidato com apelo popular, o Novo preferiu apostar no dono do partido.

O resultado não poderia ser pior.

João Amoêdo tem 0% no Datafolha." O Antagonista
Concordo plenamente com O Antagonista.
Não é possível que não exista um único brasileiro ilibado, com grande apelo popular,  para concorrer nas próximas eleições por um partido que se propõe Novo. A fragmentação eleitoral com partidos nanicos, e outros nem tanto, mas todos com candidatos próprios, vai levar ao segundo turno duas expressões antagônicas, igualmente inconvenientes para o exercício do cargo na presente situação. O futuro presidente precisaria de um cacife eleitoral capaz de se eleger no primeiro turno com larga margem de votos. Unir o país profundamente dividido. Só esse prestígio popular lhe habilita promover todas as reformas que o país reclama. E logo no primeiro ano de mandato. Com o clamor e calor das urnas ainda frescos. Só esse candidato terá condições de fazer com que o Congresso engula goela abaixo reformas impopulares, e que contrariam os interesses corporativistas. Sem essas reformas o Brasil vai continuar patinando, e liderando, no sentido negativo, as nações mais atrasadas do planeta.

19.4.18

Almoço entre amigos

Carol e Alvaro Abreu, cronista deste blog, no almoço em São Paulo. Na foto o autor do blog e sua mulher Paula. Abril 2018

Crônica diária

 Onde o assédio é parte do trabalho

Em interessante matéria publicada no The New York Time, assinada por Juliet Macur e John Branch, e transcrita na Folha de São Paulo, sob o título:"Nos EUA, cheerleaders dizem que assédio sexual é parte do trabalho, trata do relato de funcionárias das equipes das ligas americanas que são obrigadas a assinar contratos de sigilo. Por medo de represália raramente decidem denunciar as agressões que sofrem de alguns torcedores. É evidente que essa profissão exercida por bailarinas embute o assédio como parte do trabalho. "se você esta usando um sutiã push-up e uma saia curta e pregueada, esse tipo de coisa (ser assediada ou bolinada) infelizmente parece ser visto como parte do trabalho." Frases como: " Espero que você seja estuprada", é comum por parte dos torcedores do time rival. E ouvir isso faz parte do trabalho.

18.4.18

MONTANHA nº 41

Montanha com árvore e cristal
Frente e verso da MONTANHA nº 41, com cristal e uma árvore

Crônica diária

A sexta galeria

Duas curiosidades ditas pelo Diretor do Departamento Penitenciário do Paraná, Luiz Alberto Cartaxo Moura::
1ª Todos os presos (inclusive os da Lava Jato) tem a mesma alimentação. O que difere é a qualidade do que as famílias levam. Bolacha, por exemplo, é permitida a entrada de seis pacotes de até 200 gramas por semana. O preso pobre é bolacha Maria. O rico é Bon Gouter. Essa é a diferença. O pobre leva amendoim e o rico leva pistache.
2ª O cheiro de mofo, de bolor que as cadeias tem, vem das roupas lavadas pelos presos e que não   secam, permanecendo úmidas, e responsáveis por esse odor. A sexta galeria, onde estão os presos da Lava-Jato, é limpa, arrumada, e tudo em ordem, tudo cheiroso. Não tem cheiro de cadeia, de bolor. Eles mandam lavar fora. A família leva e traz de volta. O sujeito usa durante a semana quatro camisas, três calças e está resolvido. A roupa íntima meias e cuecas, eles ainda lavam. Lavam e já secam. O líder no momento é o Eduardo Cunha e o André Vargas (15 de abril de 2018) que dão as cartas e todo mundo obedece, cumprindo suas tarefas. Muito provavelmente lá será o destino do Lula. A sexta galeria fica no Complexo Penal de Pinhais, em Curitiba.

17.4.18

Água no verão

 Água nos gramados
Jardim do Clube Harmonia. Notem a grossura do Eucalipto.

Crônica diária

Aeroportos e as obras de arte

A ultima novidade no mundo das artes é a nova taxação de suas obras. Em todo o mundo toda mercadoria despachada via aérea é cobrada por peso ou volume. Guarulhos e Congonhas acabam de inventar mais uma jabuticaba. Passaram a cobrar uma taxa sobre o valor de mercado das obras. Pasmem vocês. O transporte de obras de galerias e museus só viajam cobertas por caros seguros. Os aeroportos são meros pontos de partida e chegada de tais mercadorias. As companhias aéreas suas operadoras. O que pode levar a essa operação ser taxada sobre o preço de mercado de uma obra de arte? Só a insanidade desses concessionários públicos. E a conivência dos órgãos que os controlam. A arte no mundo todo é subsidiada, apoiada pelos governos, incentivada pelas instituições culturais. Aqui, nos aeroportos, resolveu-se taxa-la pelo valor de mercado. Um valor aleatório e de difícil aferição. Mas o certo é que Pablo Picasso, C.M. Coolidge, Auguste Renoir, Jackson Pollock, René Magritte,Vincent van Gogh, Grant Wood, Diego Rivera, Claude Monet, Gustav Klimt, Rembrandt van Rijn, James McNeill Whistler, Johannes Vermeer, Georges-Pierre Seurat, Salvador Dali, Edvard Munch, Leonardo da Vinci, jamais nos visitarão.

16.4.18

Aniversário da minha neta Glória

 Glória de braços abertos ao completar 9 (nove) anos, em companhia dos pais e de três amigas de classe.
 Painel no colégio
 Auto retratos da classe
Este do centro é o da Glória

Crônica diária

Ainda sobre a guerra aos canudos

Alguns dias atrás falei da guerra que precisamos declarar aos canudos. Consegui sensibilizar alguns leitores. Volto ao assunto pela importância ecológica que tem. E lembro que muitas coisas aparentemente insubstituíveis não existem mais. Nem fazem a menor falta. As novas gerações nem sabem do que se trata. Por exemplo, devem lembrar-se das chavinhas que vinham coladas nos fundos das latas de Toddy. Elas serviam para abrir as tampas. As embalagens mudaram completamente e as tais chavinhas ficaram na memória da minha geração. Espero que com relação aos canudos seja rápida a mudança. Os fabricantes de sucos que comercializam seus produtos em caixinhas com um canudo colado, e sem ele é impossível consumir o líquido, precisam rapidamente providenciar a mudança de embalagem sob pena de falência. E chamo atenção dos hospitais, escolas e companhias aéreas que servem, em larga escala, esses sucos, que forcem a indústria a promover as mudanças. Os golfinhos e tartarugas agradecem.

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