7.3.18

Crônica diária

Meu comportamento em restaurantes

Sei que este assunto vai levantar críticas e censuras ao meu comportamento. Mas não consigo ser hipócrita, cínico, ou desleal aos meus princípios. Trato muitíssimo bem todas as pessoas. Costumo ser ainda mais gentil, cortes, e educado, com os mais simples e necessitados. Mas quando sento à mesa de um restaurante, principalmente caro e cheio de pompas, exijo reciprocidade, ao menos pelo valor que cobram. E gosto de ser tratado como um cliente de um restaurante caro. O que significa isso? Significa que o maître deve ser mais simpático e atencioso do que o fregueses. Nem sempre o são. Alguns, até, muito antipáticos, parecendo serem os Reis da Pérsia, e você um tolo comensal.  Aí começa minha irritação. A título de informação, os clientes desses restaurantes são medidos desde que chegam ao estabelecimento. O manobrista os classifica desde a chegada pela marca e modelo do carro. Depois pela forma como estão trajados. Roupas da moda e cheias de etiquetas contam muito na avaliação (cretina) dos manobristas. Essa informação é passada para a recepcionista que vai fazer a pergunta padrão: O senhor tem reserva? Nunca tenho. A sua mesa será a pior do salão, em termos de ruído, comodidade, iluminação, ar condicionado e serviço. Logo a atenção do maître é secundária. Depois segue-se o atendimento por cumim (auxiliar de garçom), e pelos garçons. Em geral são mais amáveis e simpáticos do que o maître, porém o drama mal começou. Interrompem a conversa dos comensais a todo instante, partindo do princípio de que tem muita coisa a fazer e não pode esperar uma frase ser concluída para perguntar se a água é com ou sem gás. Depois oferecem o couvert. Se você não aceita, esta confirmada a classificação que o manobrista havia feito logo na entrada. O saleiro não funciona. Peço outro e o garçom duvida da minha palavra, e testa ostensivamente na minha frente. Constata que apesar de fortes sacudidelas não sai sal pelos orifícios. Com má vontade vai apanhar outro. Esse também não funciona, mas desisto de reclamar. Abro a rosca, cai sal pela mesa, sirvo-me, e volto a rosquear a tampa. Feito os pedidos ao maître, ou garçons, que os anotaram não identificam os comensais no pedido. Quando os mesmos, ou outros garçons, vem com o prato, interrompem mais uma vez a conversa para perguntar de quem é cada prato. Esse é o detalhe mortal para mim. Restaurantes que cobram o que cobram não podem servir mal. A taxa de serviço é proporcional ao valor do consumo. Portanto alta. E não há reciprocidade entre esse valor e os serviços prestados, independente da qualidade da comida. Os coitados dos cumins e garçons não são os culpados, mas levam a culpa. São pessoas simples e pessimamente treinadas. Não pagar pelo mau serviço seria penaliza-los. Nunca faço, mas demonstro minha irritação durante toda a refeição. E ao sair ainda pago uma fortuna para o manobrista que só trata bem gente "cafona" com carro de luxo. 

Um comentário:

João Menéres disse...

Direi que no Porto os restaurantes são mais civilizados.
Um aqui mesmo em frente, não anota nada do pedido e tudo bem certinho e para o cliente devido !
El Dorado, passe a publicidade.

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