4.2.18

Crônica diária

O táxi que Alice e a filha tomaram na rodoviária a poucos metros da casa parou na porta do bar. Alice desceu visivelmente preocupada. Ouviu novamente o relato, agradeceu o dono e seguiram para casa. A viatura da polícia estava estacionada em frente ao portão com tela. Os policiais pareciam dormir, e ao serem abordados foram ríspidos e mal educados com Alice. “A polícia não pode fazer a guarda de casa particular. Da próxima vez contrata uma pessoa para a segurança”. Alice muito abalada não respondeu. Pagou o táxi, pegou as malas e a filha e entraram. Antes de partirem os policiais fizeram ela assinar um BO onde narravam os fatos e o desaparecimento do marido. Alice agradeceu, deu água e ração para os cães, e foi preparar o jantar dela e da filha. O marido nunca mais apareceu, e dele ninguém nunca mais teve notícias. Alice colocou a venda a casa e o galpão, e alugou um apartamento para ela e filha em São Paulo. Antes da mudança separou umas roupas do marido, três macacões desses de peito e suspensório, com que trabalhava, dois pares de sapato, um de havaianas, meias, camisas e cuecas, um par de luvas, gorro, capa de chuva pretos, colocando-os na churrasqueira  e incinerando tudo. Alice tinha um lindo pé e usava esmalte vermelho.

CONVITE AOS LEITORES - Os três capítulos, cuja publicação terminou hoje, propiciam uma brincadeira onde proponho, a quem dela queira participar, que escreva uma história preenchendo os vazios ou lacunas da crônica. Dependendo da aceitação e da qualidade dos textos participantes poderemos publica-los, todos juntos, num futuro próximo. Esses textos devem ser postados aqui nos comentários, durante os próximos dois dias.

Um comentário:

João Menéres disse...

a) Não é referida a hora a que Alice e a filha chegaram ( o que seria fundamental ).
b) Quem amarrou os cães não os receava.
c) Passaram horas suficientes entre a 1ª tentativa de contacto do dono da loja e a hora a que conseguiu
finalmente o contacto com Alice.
d) Esse espaço de tempo era mais que suficiente para Alice tornar ao local onde passava férias.

A 1ª suspeita ( e única ) que o texto nos permite concluir é a Alice.
O artista ouviu o galo cantar mas o dono da loja não ouviu três cães ladrar, sinal que conheciam a mulher com máscara, capuz, capa e luvas.
Tudo me conduz à conclusão que a Alice matou o marido.
Razão : Vingança de abuso sexual dos tempos em que foi modelo dele ou farta de viver em tão isolado lugar.

E pronto, Eduardo, está concluída a minha dedução.
Espero não o ter desiludido...

AS POSTAGENS ANTERIORES ESTÃO NO ARQUIVO AÍ NO LADINHO >>>>>

.

Only select images that you have confirmed that you have the license to use.

Falaram do Varal:

"...o Varal de Ideias é uma referência de como um blog deve ser ." Agnnes

(Caminhos e Atalhos, no mundo dos blogs)

..."parabéns pelo teu exemplo de como realmente se faz um blog...ou melhor tantos e sempre outstandings...".
(Vi Leardi )

Leiam também:

Leiam também:
Click na imagem para conhecer

varal no twitter

Não vá perder sua hora....

Blog não é tudo, tudo é a falta do blog ....
( Peri S.C. adaptando uma frase do Millôr )
" BLOG É A MAIOR DAS VERTIGENS DA SUBJETIVIDADE " - Maria Elisa Guimarães, MEG ( Sub-rosa )