28.2.18

MONTANHA nº 41


Montanha com cristal, frente e verso

Crônica diária

O problema brasileiro

O que foi um dia esperança e promessa de solução tornou-se o maior problema brasileiro. E não se trata da saúva, que sempre foi um problema e nunca uma esperança, muito menos solução. O operário e torneiro mecânico incompetente que se acidentou logo nos primeiros anos de profissão, como líder sindical e fundador de um partido político tornou-se uma esperança para muitos brasileiros. Ignaro, mas muito esperto chegou a conquistar admiração e apoio de intelectuais e alguma parte da classe média. Soube agradar os banqueiros, e com grande capacidade verbal e muita sorte elegei-se presidente e fez um primeiro governo colhendo os bons frutos plantados na gestão anterior, e gozou dos bons ventos internacionais. Já no segundo mandato foi medíocre, mas assim mesmo elegeu sua sucessora, a incompetente e desastrada Dilma. A quadrilha por ele chefiada sacaram os cofres públicos e aparelharam o estado em todos os seus níveis. Assassinaram prefeitos, produziram escândalos bilionários chamados mensalão, petrolão, e corromperam e foram corrompidos em todas as instâncias do país. O incompetente torneiro mecânico, chefe da quadrilha ficou bilionário. Roubou e deixou roubarem. Hoje os presídios estão lotados de gente da quadrilha, e de outras que se formaram com o exemplo dado por ele. A mais evidente delas, a do Cabral. Mas já faz um mês que o torneiro foi condenado em segunda instância e não esta preso. Ele é hoje o maior problema brasileiro. Gastou, segundo a imprensa informa, trinta e cinco milhões de reais com advogados, e estes conseguiram livra-lo das grades até o momento. Em caravana pelo país o torneiro ameaça criar o caos se chegarem a prende-lo. E há quem acredite. Muito especialmente no judiciário, onde nos seus oito anos de poder, mais cinco ou seis do governo Dilma, apadrinharam muitos magistrados. Esse homem por todo mal que causou e continua causando ao país deveria estar preso há muito tempo. Talvez nem venha a ficar muitos anos em cadeia comum. No máximo andará com uma tornozeleira eletrônica, de pouca utilidade. A outra alternativa para livra-lo da prisão, onde nos tempos de líder sindical já passou várias vezes, seria deixa-lo se exilar na Argélia. Mas seria sempre um problema pendente. Como no caso da saúva, só o extermínio, através da morte, salva o Brasil.

27.2.18

José Jaime, e uma de suas criações

Vale a pena repetir esta interessante postagem do amigo José Jaime.

Crônica diária

Na feira de frutas

Passando pela feira de frutas várias barracas com diversas espécies. Os donos das barracas para passarem o tempo, e divertirem os compradores, fazem suas piadas.
--Palmas para o morango. E os os outros vendedores e alguns fregueses batem palma.
--Palmas para a uva. E novos aplausos.
--E para a uvaia? huuuuuuuuu!

PS- Para quem não sabe uvaia é uma fruta Típica da Mata Atlântica, e  conhecida como uma fruta do mato. O sabor, apesar de intenso, pode não agradar a todos por ser azedo. A fruta é amarela, arredondada e possui duas sementes.

Comentários que valem um post


Gaspar de Jesus deixou um novo coBateu saudade":

Pelas botas de cano alto percebemos que, era Oficial.

Postado por Gaspar de Jesus no blog . em domingo, 25 de fevereiro de 2018 12:28:00 BRT 

mentário sobre a sua postagem "

Não era não, Gaspar, só tinha 17 anos e foi como voluntário. 


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João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Bateu saudade":

Determinação não lhe faltava !

Postado por João Menéres no blog . em domingo, 25 de fevereiro de 2018 09:17:00 BRT 

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26.2.18

Duas grandes figuras

João Menéres e Jorge Pinheiro dois velhos amigos do VARAL

Crônica diária

 Lucy in the sky with diamonds

O divertido livro de José Neumanne, O silêncio do delator nada tem a ver com os atuais delatores da Lava Jato. Foi publicado em abril de 2005. Lá pelas tantas o personagem narrador, que é a "voz do morto", num velório, não acredita que John Lennon tenha se inspirado numa história infantil, em quadrinhos, que seu filho lia, quando escreveu a frase: " Pé de tangerina e céus de marmelada". Não mesmo. E prossegue "a voz do morto": " Aliás é interessante perceber o parentesco próximo entre as imagens produzidas pelas alucinações provocadas pelas drogas e o fluxo de consciência da literatura surrealista, que pretende reproduzir de forma realista o irrealismo dos sonhos. E também as imagens e metáforas usadas nas narrativas produzidas especialmente para crianças. John Lennon estava falando do ácido lisérgico. Houve na ocasião grande celeuma e o beatle desmentiu e inventou a desculpa da historia infantil. Se todo mundo entendeu por que haveria ele de confessar?" Pergunta "a voz do morto". No mesmo dia que li essa parte do livro do Nêumanne havia ido ao supermercado em Imbituba e procurado uma goiabada cascão para comer com um queijo de minas tipo frescal. Incrível, não havia nenhuma goiabada. Nem a cascão, nem as comuns, que segundo dizem, tem mais tomate do que goiaba. Na falta de opções levei uma das quatro latas de marmelada. Fazia mais de sessenta anos que não comia marmelada. Por outro lado tangerina como, e sempre bebo seu suco. Considero o melhor suco das frutas tropicais.

Comentários que valem um post



Gaspar de Jesus deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Lagoa de Ibiraquera":

Excelente fotografia das aves na lagoa. Parabéns

Postado por Gaspar de Jesus no blog . em sábado, 24 de fevereiro de 2018 19:16:00 BRT

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Crônoica do Álvaro Abreu



Dr. Bolivar


50 anos é muita coisa, mas parece que foi ontem. Eu voltava da pescaria
caminhando pelas ruas da Praia do Canto. Muitas pessoas olhavam para mim.
Achei que era por conta do material de mergulho e das lagostas que carregava.
Ninguém teve coragem de me dizer que um homem importante acabara de morrer
na Santa Casa. A notícia, anunciada pelas rádios da capital, se espalhara
rapidamente. Foi um choque.

Dia desses, Beatriz, minha irmã postou na rede uma fotografia de papai sorridente
ao lado de Chico, o maratimba quem sempre pescava, ao lado do pequeno barco
de motor de popa. Dependuradas em um remo nos ombros dos dois, doze
pescadas graúdas, mostradas como troféu, testemunham de que havia muito
peixe em Marataízes naquela época. Tenho lembrança da última pescaria de
fundo que fizemos juntos, durante a Semana Santa de 1962. Lembro-me que
levantamos com dia ainda escuro e dele trocando de roupa na minha frente,
falando que eu já tinha virado um homem nos meus 14 anos. Pegamos uns
quatro ou cinco badejos enormes.

Quem o conheceu, diz que papai era uma pessoa entusiasmada com o que fazia,
um administrador público de mão cheia, empreendedor e determinado. Formou-se
em medicina no Rio de Janeiro e optou pela carreira de sanitarista depois de
perder um irmão querido para a tuberculose. Dirigiu por muitos anos o Centro de Saúde de Cachoeiro, que ele construiu quando trabalhava no governo do Estado. Deve existir quem se lembre com saudade do serviço de fornecimento de
mamadeiras para recém-nascidos que funcionava como um relógio suíço, sob sua
batuta. Eu mesmo presenciei papai passando descompostura em dono de bar de beira de estrada, pela sujeira dos banheiros, avisando que volta da viagem pararia ali para conferir a limpeza.

Ao ser destituído do cargo de direção em Cachoeiro, por razões da política
partidária menor, papai aceitou convite para passar dois anos trabalhando para a
Organização Mundial da Saúde no exterior. Deve ter sido uma experiência
profissional muito difícil, essa de assessorar ministros de países distantes. Ao
voltar para o Brasil, ele veio trabalhar na Secretaria de Saúde, aqui em Vitória.
Acho que fomos dos primeiros cachoeirenses a vir morar na capital. Papai
conhecia a cidade do tempo em que trabalhou como inspetor federal de ensino,
um fiscal exigente e temido, segundo relato de quem dele se recorda entrando
nas salas de aula durante as provas.

Papai era filho de uma italiana genuína e risonha e de um farmacêutico nascido
em terras mineiras, homem de temperamento forte que foi diretor do Liceu Muniz
Feire, Secretário de Educação, deputado combativo e prefeito de Cachoeiro, de
muitas realizações. É bem provável que tenham vindo de vovô Fernando as
atitudes que fizeram de papai um servidor público na mais exata expressão do
termo e que acabaram por servir de referência para os seus filhos.

Sanitarista convicto, Dr. Bolivar foi um Secretário de Educação revolucionário, que
criou um programa de construção de escolinhas rurais altamente inovador. Pelo
que sei, em menos de dois anos foram erguidas mais de 260 delas, espalhadas
pelo interior do Estado. Ainda hoje é possível encontrar na beira das estradas
escolinhas em bom estado e funcionado. O segredo do sucesso do programa foi a
participação dos interessados diretos na sua existência, fossem eles fazendeiros,
prefeitos, padres, vereadores ou pais de meninos sem escola. O terreno, boa

parte do material de construção e a mão de obra ficavam por conta da
comunidade interessada em contar com um lugar decente onde as suas crianças
pudessem estudar. O governo entrava apenas com algum dinheiro em espécie,
mobiliário, instalações e a professora, naturalmente. Dessa forma, o minguado
dinheiro público não era desperdiçado com licitações, transportes de materiais,
viagens para fiscalização e tudo o mais que encarece desnecessariamente. A
escolinha pronta e enfeitada era a melhor prestação de contas, cabal e definitiva,
de que o dinheiro fora muito bem gasto.

Acompanhei papai na inauguração de algumas dessas escolas. Afonso, meu
irmão mais velho, é quem ia mais com ele nos finais de semana. Era sempre uma
festa animada e concorrida. Acho que a emoção coletiva era parecida com a que
acontecia na abertura das primeiras feiras de mármore de Cachoeiro. Muita gente
se sentindo satisfeita por ter colaborado, muita gente feliz em poder estar ali,
diante do futuro.

Serginho Tovar, um amigo de juventude, armou, na maior surdina, uma
homenagem para papai lá na escolinha que havia sido construída na fazenda da
família, no interior de Colatina. A professora, uma senhora já bem idosa, reuniu os
alunos para declarar ao filho de Dr. Bolivar todo o seu agradecimento em poder
dar suas aulas em um lugar decente, como ela sempre sonhara. No quadro
negro, palavras generosas me fizeram chorar feito menino naquela manhã de
sábado, uns três anos depois de sua morte.

Os recortes de jornais, guardados até hoje, registram a trabalheira que ele teve
para conseguir a federalização da então Universidade do Espírito Santo e a
nomeação dos seus primeiros professores, bem como o intenso contato que ele
mantinha com o professor Anísio Teixeira, que aprovava as verbas federais para
reforçar o orçamento da Secretaria.

Tenho guardada na lembrança a imagem de papai tomando whisky na varanda lá
de casa. Dizia que era para relaxar das pressões que sofria de políticos querendo
transferir professoras para um lugar mais perto. Acho que ele morreria de
desgosto em ver a coisa pública se deteriorar nas mão de homens gulosos,
desavergonhados e subalternos, de um bando de salafrários, como ele bem
gostava de dizer.

Afonso fala que papai adorava música e que tão logo entrava em casa ele ligava
a eletrola Telefunken para ouvir a orquestra de Glenn Miller, Nat King Cole e Noel
Rosa. Beatriz, por sua vez, gosta de contar que ganhou discos de Elvis Presley
para que pudesse dançar rock and roll com as amigas da vizinhança. Eu mesmo
não cheguei a ver, mas sei que o tal do Dr. Bolivar adorava de se enfiar no meio
da orquestra e ficar imitando o trompetista para animar os bailes em Cachoeiro.

Posso afirmar que ele foi um marido apaixonado e um pai orgulhoso da sua prole
de cinco. Era carinhoso e brincalhão, mas não deixava de dar umas boas
palmadas para apartar uma briga ou corrigir atitude imprópria dos seus queridos
moleques. As meninas da casa recebiam atenções especificas: ele controlava os
passos de Beatriz já adolescente e dava todo o dengo do mundo para Ana Maria,
a caçula que nasceu em La Paz. O amor por sua querida Graça, como ele tratava
mamãe, está registrado em centenas de cartas que ela guarda até hoje, muito
bem encadernadas. Por certo, ele se encantou com a sua presença de espírito
refinada, a sua atitude firme e serena diante da vida. Formaram um belo casal por
vinte e poucos anos.

Na nossa casa nunca existiu baralho, nem daqueles mais baratos. Ele detestava
jogos de azar. Em compensação, sempre ouvimos conversas acaloradas sobre
futebol. É que papai foi diretor do Cachoeiro Futebol Clube, rival inveterado do
Estrela do Norte, onde Newton Braga, seu cunhado, atuava com um valente e
destemido beque central. Em uma fotografia, papai está com o microfone na mão
falando para um grupo de jogadores, dirigentes e homens da imprensa. O curioso
é que os olhares estão dirigidos para um menino de calças curtas que está ao seu
lado, com um dedo enfiado no nariz. Era Cláudio, o então caçula da família.

As fotografias atestam também que papai era um homem muito elegante, que
gostava de usar terno, summer e paletó esporte. Mamãe ri ao contar que ele
voltou de uma longa viagens de estudos aos Estados Unidos em 1953 trazendo
na bagagem um paletó aberto atrás, meias coloridas, bermudas e camisas
espalhafatosas. Dizem que aquela extravagância produziu um verdadeiro reboliço
na capital secreta e que ele achava muita graça na reação de espanto das
pessoas. Por muitos e muitos anos usei uma camisa de madras, vermelha e de
bolsos grandes na parte de baixo, que ele pouco usara. Acho que foi uma
maneira de mantê-lo perto de mim enquanto acabava de crescer.

Mais tarde, aprendi a fotografar com a Rolleyflex que ele trouxera do exterior,
sempre me lembrando dele debruçado sobre o visor, tentando ajustar o foco. O
seu relógio Rolex de ouro, novinho, ainda hoje está guardado na casa de mamãe,
sem que nenhum de nós se disponha a usá-lo.

Gosto de dizer, com a maior convicção, que tive muita sorte em ter o pai que tive.
Digo isso pelo conforto que sinto em saber que o meu era um homem alegre,
íntegro e realizador, exatamente como deveriam ser todos os pais deste mundo.

Alvaro Abreu
Vitória, maio de 2012.

_________________________________________
Quem foi Bolivar de Abreu
Nasceu em Cachoeiro de Itapemirim em 04 de novembro de 1916, filho de
Cezarina Moioli e Fernando de Abreu. Formou-se em medicina na antiga
Universidade do Brasil no Rio de Janeiro em 1939 e especializou-se em Saúde
Pública na Escola Paulista de Medicina, em São Paulo, em 1946. Seu primeiro
emprego foi de Inspetor Federal de Ensino. Depois disso, fez parte da primeira
turma de médicos sanitaristas do Espírito Santo, tendo criado e dirigido O Centro
de Saúde de Cachoeiro, uma unidade reconhecida nacionalmente pelo elevado
padrão de seus serviços de controle sanitário e de atendimento à população mais
carente. Atuou como consultor da Organização Mundial da Saúde na Bolívia e na
Colômbia por dois anos. Foi Secretário da Educação no governo Carlos
Lindemberg de janeiro de 1959 até 05 de maio de 1962, quando faleceu, aos 45
de idade, em função de uma cirurgia de apendicite.

25.2.18

Bateu saudade

Meu pai na revolução de 1932

Crônica diária

 Hoje é sobre tomates

Dia desses escrevi sobre bengalas e algumas leitoras chamaram o assunto :"coisa de velho". Hoje escrevo sobre uma salada que eu adoro, e espero agradar as jovens senhoras com a receita. É considerada o melhor acompanhamento para carnes vermelhas. Simplérrima, mas deliciosa, salada de tomate. Eles devem ser maduros e cortados em pedaços sem semente. Dependendo do tamanho, dois por pessoa. Coloque-os numa tigela com muita cebola fatiada. Alho em pedaços, azeite, vinagre, sal, pimenta do reino, orégano, e um pouco de água. Mexer bem e deixar de molho na geladeira para ser consumida no dia seguinte. Depois me contem se não é uma delícia. Hoje eu dei uma de Palmirinha.

24.2.18

Montanha 41 - Frente e verso


Com um cristal de rocha encravado

Crônica diária

Galhofa

Galhofa como todo mundo sabe significava, pelo menos para mim: manifestação alegre e ruidosa; gracejo, risinhos, brincadeira, zombaria, deboche e até escárnio.
Mas descobri que em Portugal galhofa é um estilo de luta tradicional da região de Trás-os-Montes, que se define como um desporto de combate. É tida como a única luta corpo a corpo com origens portuguesas. O objetivo deste jogo é imobilizar o adversário, mantendo-lhe as costas e os ombros assentados no chão. Quaisquer movimentos mais violentos, como puxões, murros ou pontapés, não são permitidos. A luta começa e termina com um abraço cordial. É quase, como direi, um deboche essa galhofa. Mas hoje li em algum lugar que galhofa também pode ser galinha com farofa.

Crônica do Álvaro Abreu



Bem vinda, Amora

Aurora vivia solta, andando no quintal e sobretudo nos muros. Foi uma bela amizade, que durou oito anos. Ela chegou bem feinha, ainda sem penas e com um bico enorme. Por um bom tempo tive que dar comida na boca, com colherinha de café. Cresceu muito rápido. Como toda arara, possuía grande habilidade para descascar sementes. Usava a língua, dura e seca, para posicioná-las de forma que pudesse apertá-las pelas bordas com o bico, separando as duas bandas da casca para liberar a amêndoa, que recolhia com a língua, deixando cair o que não servisse para comer.

Amora era esperada para antes do natal, mas só agora, já passado o carnaval, é que ela vai chegar. Depois de tanta demora, esta semana comecei a pensar se deveria criá-la presa por uma corrente a um poleiro ou inteiramente solta. Melhor que ela prefira viver perto da gente, sem ficar querendo voar pra longe, como fazia sua antecessora. Bicho sossegado e interativo, ela vai poder se divertir bastante com a rotina doméstica, vendo gente cozinhando, passando roupa, varrendo a varanda. Espero que ela goste de ficar ao meu lado, atenta e solidária, enquanto faço colheres, tomo café, leio jornal, escrevo alguma coisa, conserto o que estiver quebrado.

Por tudo isso é que achei por bem providenciar um poleiro deslizante, de forma que ela possa ser levada facilmente de um lado pro outro. Tratei de comprar um pé de cadeira de cinco rodinhas lá na Ilha de Santa Maria e um poleiro reforçado em Vila Velha. Lançando mão do que restou da minha antiga vara de bambu e algum arame, montei um robusto protótipo da moradia suspensa de Amora. Por prudência, encomendei uma correntinha para prender no pé dela enquanto ela for se acostumando e tomando afeição por nós, inclusive pelos três basset da casa. Quando acossados, cachorros rosnam e gatos se arrepiam. Com Aurora aprendi que, sob ameaça, as araras comprimem o preto dos olhos, um precioso indicativo para evitar bicadas dolorosas. Quando tranquilas, com as pupilas dilatadas, elas adoram ficar bicando bem de levinho os dedos da gente.

Vitória, 21 de fevereiro de 2018
Alvaro Abreu
Escrita para A GAZETA

23.2.18

Lagoa de Ibiraquera

 Muitas aves
 Com a Barra aberta, pouca água na lagoa

Só um canal à direita no alto da foto ligando a lagoa ao mar. Fev 2018

Crônica diária

Briga de cachorro grande

Ler jornais já foi um hábito diário que perdi depois de ter mudado para a Piacaba, em Santa Catarina, há dezoito anos. Nem por isso eu morri. Mas costumo estar ligado nos jornais da TV doze horas por dia. Não é exatamente a mesma coisa. Você é obrigado a ouvir a mesma notícia dezena de vezes. E nem sempre ouve as que interessam. Nos jornais impressos você escolhe o que quer saber. Aprofunda nas informações. E ainda tem as crônicas, que na verdade foram as que mais fizeram falta. Dias atrás me inteire do "affair" Folha de São Paulo com o Facebook. Este último gigante com faturamento de dez bilhões de dólares por ano, no mundo todo. A Folha em reação ao FB, que alterou seu algoritmo   privilegiando as informações de cunho pessoal, manterá sua página na rede, sem, no entanto, atualiza-la. O FB quer fortalecer os laços entre as pessoas, em detrimento dos veículos profissionais de notícias. Criando, segundo a Folha, um paraíso para as  informações falsas. Fake News. Em ano eleitoral isso é muito perigoso. Dias depois li o desdobramento dessa informação onde a diretora do FB responde à Folha: "é pegar ou largar", desdenhando a atitude do jornal. Por outro lado há informações de que o FB vem perdendo seguidores no ultimo ano. É briga de cachorro grande.

22.2.18

Comidinhas da Piacaba

A receita é do MOMA-Modern Mamma Osteria. Polenta, linguiça e rúcula

Crônica diária

Minha neta, meu orgulho

Tenho uma neta Glória. Ela esta com oito anos e fala inglês e português corretamente. Convidei-a para tomarmos um sorvete, e foi ela quem sugeriu o local. Davvero no Shopping Iguatemi. É ao lado da sua casa. O sorvete, que eu não conhecia, é ótimo. Depois do sorvete me perguntou se poderíamos ir na livraria Cultura. De mãos dadas fomos até lá. É uma enorme livraria com três pisos. Ela conhecia um por um, e foi me informando. Quando chegamos no andar exclusivamente de livros nos apartamos. Ela sumiu entre as gôndolas. Eu fui atrás dos meus, e ela escolheu três. Todos muito apropriados. Um em inglês. Incrível que uma criança de oito anos, entre todas as lojas de um shopping escolha exatamente uma livraria para visitar. Mas não é por acaso, quando cheguei em sua casa para apanha-la, deu-me um beijo e um presente. Adivinhem o que? Um livro que ela escreveu para mim. Isso mesmo. Quatro folhas de papel A4 dobradas ao meio, grampeadas na lombada Na capa o título:"Glória e seu pinsel perdido", e um desenho ilustrativo à caneta bic. Não importa que o pincel dela seja com S. No miolo, à lápis, o texto sem nenhum outro erro. Uma história com começo, meio e fim. Incrível. Essa é a minha Glória.

21.2.18

MONTANHAS Laranja nº 30 e Amarela nº 40

Montanha nº 30 e Amarela nº40
Amarela nº 40, e Laranja nº30

Crônica diária

“Não rela nela”

Poderia ser uma frase de namorado ou marido ciumento, e zeloso da sua condição de protetor do sexo frágil. Ledo engano. Estamos em 2018, e no carnaval. A palavra de ordem vem das feministas. "Não, e basta", "Mexeu com ela, mexeu com todas", "Não rela nela", e outras bobagens. As mulheres adoram ser paqueradas, e até pouco tempo pelos homens. Mas as coisas estão muito mudadas. E não estou defendendo estupradores, mas os galanteadores. Educados. Civilizados. Aqueles que respondem normalmente os apelos da natureza. Fazem o cortejo como todos os seres deste planeta. Como os pavões, os pombos, e os homens, até pouco tempo.

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(Vi Leardi )

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