31.12.18

Jan Saudek

Lydia Davis


Crônica diária

Adeus ano velho

Hoje finda um ano que ficará para história como o ano da "mudança". O que será do nosso país nos próximos só Deus sabe. Mas respira-se um ar de esperança pelo simples fato de ter mudado. Repetir fórmulas que não funcionaram é que não podíamos. Se vai dar certo é outra história. Mas tínhamos que nos livrar do atraso, da velha política, dos maus hábitos legislativos e corruptos. Bolsonaro assume amanhã um país com uma imprensa livre, porém intoxicada de esquerdistas e comunistas raivosos. Para eles quem não reza em suas retrógradas cartilhas é fascista. Bolsonaro assume respaldado por um grande contingente de ministros militares aposentados, e da reserva. Homens preparados intelectualmente e que por serem honestos nunca se aventuraram na política ou administração publica. Há grande chance de darem uma importante contribuição para o país. Esse é nosso desejo e esperança.
 Jair Messias Bolsonaro

Brincando com a Intimidade

Foi no almoço de Natal que algumas pessoas da família me cobraram, escandalizados, a foto da minha leitora nua com o INTIMIDADES CRÔNICAS entre as pernas. Não acreditavam tratar-se de montagem, e um lindo e divertido presente da amiga Célia Conrado, de Brasília. Para provar eu mesmo fiz outra montagem com foto do celebre fotografo Jan Saudek.
CQD

30.12.18

Amoz Oz

Com esta caricatura faço minha homenagem ao grande escritor Amoz Oz há dois dias atrás.

Crônica diária

Dona Rosa morreu

Ao receber um e-mail de uma leitora, logo de início gelei. Começava com o título: "Informação sobre postagem". Logo pensei tratar-se de alguma reclamação. A pessoa se identifica com nome e sobrenome, além de e-mail para resposta. Dizia ter visitado meu blog e lido "matéria" datada de 09/06/17, intitulada "Cartomante em Brasília". A "matéria" era um conto. Fui excluído de um concurso literário, mas como desafio, escrevi um conto a cada etapa, sem concorrer, evidentemente. Aí ela escreve textualmente:
"No texto você cita a Dona Rosa, vidente que atende em Brasília.
Tomei a liberdade de escrever pra pedir o contato da cartomante. Vc faria esta gentileza?
Desde já muito obrigada!!
E parabéns pelas matérias. Continue a nos informar com seus textos leves e interessantes." JS
Ufa! Que alívio!
Acontece, porém, que todos os contos, e muitas das minhas crônicas, são absoluta ficção. Como dizer isso para minha cara JS? Resolvi responder agradecendo as generosas palavras, e comunicar que infelizmente a Dona Rosa morreu.

Olavo Moraes Barros Neto e INTIMIDADES CRÔNICAS

Segundo ELE foi presente do Papai Noel...

29.12.18

Intimidades crônicas na Itália


Antonio Lunardelli lendo na Itália (Veneza) o Intimidades crônicas

Haruki Murakami


Crônica do Alvaro Abreu

Wei Wei na Oca



A ceia de Natal deste ano foi em São Paulo, onde moram três dos nossos filhos e cinco netos, formando uma expressiva maioria. O pedido dengoso da filha para ajudar na arrumação da casa nova engrossou as motivações para mudar o lugar da festa. Viajamos com expressa recomendação de ver a exposição de Ai Wei Wei, que ocupa os quatro andares da Oca, no Ibirapuera. Trata-se de artista chinês de alta potência, ativista convicto e corajoso, que enfrenta as forças que governam seu país com mãos de ferro. Faz tempo que ouvi falar dele pela primeira vez, mas só mesmo vendo de perto para perceber a contundência do seu trabalho, fruto de vivência intensa de cada questão e fundamentado num conceito direto: “saber e não esquecer”. Tudo é muito bem registrado para ampla difusão.

Para denunciar a morte de mais de cinco mil alunos, provocada pela má qualidade das construções de mais de 700 escolas públicas que não resistiram à força de um terremoto, Wei Wei ocupou 60 metros corridos do subsolo, com centenas de toneladas de vergalhões de aço que recolheu nos escombros, para representar trincas e descontinuidades nos terrenos afetados pelo fenômeno. Todos eles foram retificados manualmente, com marretas, por muitos colaboradores, durante vários meses de trabalho. Em paralelo, mobilizou moradores de todos os lugares atingidos para conseguir informações sobre cada criança que morreu.

Para expressar sua solidariedade com as populações de refugiados, lá está um um enorme barco inflável repleto de crianças e adultos, todos iguais, usando coletes salva-vidas. Tudo em plástico preto.

Para criticar aqueles que ficam acompanhando a movimentação dos poderosos da vez, como fazem os girassóis com a luz do sol, ele mobilizou trabalhadores e artesãos de uma pequena cidade do interior da China, durante mais de um ano, para produzir mais de cem milhões de sementes de girassol, em porcelana pintada à mão. Um terço delas compõe o desconcertante tapete de sementes, de uns 400 metros quadrados e um palmo de espessura, que impacta e faz pensar quem vai ao andar de cima da Oca.

Vitória, 26 de dezembro de 2018.
Alvaro Abreu
Escrita para A GAZETA

28.12.18

Crônica diária

O fim do rádio AM

A velocidade espantosa com que as coisas hoje em dia caminham não é de se espantar que o fim da frequência AM dos rádios esteja sendo anunciada. Não será o fim completo, mas o fim para os carros elétricos. Nos próximos anos serão eles que dominarão o mercado automobilístico e são incompatíveis com essa frequência radiofônica. Os carros, ao longo da história, já experimentaram toca disco, toca fita, CD, rádio AM e FM, TV e GPS. Muito provavelmente os futuros carros elétricos que já tem autonomia para 380 Km, à uma velocidade superior a 200 Km virão com inovações nessa área também, além da não necessidade de motorista, em alguns casos. O futuro chegou.

Orhan Pamuk


Crônica diária

"A Uruguaia" de Pedro Mairal

O argentino mais festejado da literatura sul americana não decepciona neste seu livro "A Uruguaia". Dono de um estilo ágil, descrições econômicas, porém, completa, prende o leitor do inicio ao fim do romance. "Um hino à liberdade" escreveu Le Monde. "Uma obra literária perfeita" El País. Só posso concordar com esses dois jornais. A Uruguaia" vale a pena ser lido e o nome desse jovem (1970) escritor anotado como um dos melhores de sua geração.
 Pedro Mairal by E.P.L.

27.12.18

Foto do almoço de Natal

Natal 2018

Érico Verissimo


Crônica diária

 Tito Martino e sua "Jazz band"

Gostaria de saber escrever sobre música como sabem meus ídolos nessa área, Ruy Castro, Nelson Motta, e meu grande e velho amigo Zuza Homem de Mello, o maior especialista no gênero, conhecido como o "O homem que tem música nas veias". Dito isso vou lhes contar que assisti, a seu convite, que muito me honrou, o ultimo concerto do Tito Martino Jazz Band e convidados, em 2018. Não foi no Municipal nem nos outros grandes teatros brasileiros como nos onze anos anteriores. Foi no "Tupi or not tupi", em São Paulo. Muito mais intimista, como deve ser uma noite de jazz. Música que adoro. Mais do que samba e mais do que rock. Sou fã de jazz. E quando monstros desse gênero musical se unem o resultado é maravilhoso. Convidados do Tito no clarinete e saxofone soprano, Djane Borba jazz singer, e única cantora de jazz de raiz atuando no Brasil, Bina Coquet um monstro jazz-guitar, Billy Magno uma imensa "figura", saxofone baritono, Billy Ponzio dominando como poucos a bateria, Ari Giorgi no piano, e Ricardo Ramos no contrabaixo  (único instrumento à altura do homem, segundo o Zuza), compunham a banda. Durante o concerto Tito nos conta algumas curiosidades como datas em que foram compostas as músicas, por quem, e quem as interpretou, como o caso da "Si Tu Vois Ma Mère" do Sidney Bechet, que segundo o ele é um dos três "inventores" do verdadeiro jazz. Outra curiosidade sobre esse tema, e para alegria da plateia, é reconhece-la como fundo musical do filme "Meia noite em Paris" de Wood Allen, outro fã do Bechet. Nossa mesa, onde jantamos, era no "gargarejo". A primeira junto à banda. Quase entre os músicos e instrumentos. Uma noite memorável.
 Ilustrações: Zuza, Nelson Motta, Rui Castro, e Wood Allen
PS- Por falar em "Meia Noite Paris" dois personagens do filme:
Gertrudes Stein e Picasso

26.12.18

Michel Laub


Crônica diária

Tricotando na internet

Dia vinte do Novembro passado postei uma receita de calcinha escrita pela minha avó Nina (Sebastiana Camargo Penteado). Essa relíquia, em papel todo amarelado pelo tempo, causou espécie entre minhas leitoras. E não imaginava que haviam tantas que ainda cultivam esse salutar hábito do tricô. E algumas se dispuseram a tentar fazer a calcinha da receita. Tão logo saiba do resultado compartilharei com vocês. Mas falando em tricô, além da minha avó, minha mãe fez muito. Fazia suéter de lã para nós filhos. E tínhamos o direito de escolher modelo e cor. E eram lindos. Acho que foi por essa influência que no Dante Alighieri, na classe de trabalhos manuais eu fiz com madeira e preguinhos uma "coisa" que fazia tricô. Não posso chama-la de máquina, por modéstia, mas fazia tricô de verdade.
Menos de um mês depois o velho amigo José Jaime solicitou à esposa dona Nilda que aceitasse o desafio e fizesse a receita. O resultado esta aqui:
 Calcinha da Dna Nina, minha avó, por Dna Nilda em foto do José Jaime

25.12.18

Natal de 2018

 Meus quatro netos, Eduarda, Glória, Pedro e João comendo bomba de chocolate
Gloria, João e Pedro no almoço comemorativo de Natal 2018. Foto do Guilherme Lunardelli

Heitor Cony


Crônica diária

Crônica de Natal

Não estava previsto um texto natalino, como de resto nunca escrevo sobre as datas festivas e comemorativas durante o ano. Isso todos fazem, e fazem melhor do que eu. Este ano me rendi por conta da Lara, netinha de quatro anos, que me ensinou que era preciso, além das nozes para o Papai Noel, deixar no pé da árvore umas cenouras para as renas. Nunca tinha pensado nisso. Nunca teve cenouras nas casas dos meus avós e pais. Tão pouco nas minhas, quando fizemos árvores para os nossos filhos. Sempre um pratinho com nozes, quebrador e os respectivos sapatos para que o velhinho deixasse os presentes. Os sapatos também foram, com o passar do tempo, sendo substituídos por cartõezinhos com os nomes. Mas ninguém lembrou das renas. Este ano a Lara cobrou, ecologicamente, umas cenourinhas para elas. Terá sido na escola? Ou nos livrinhos que adora folhear? Nos desenhos da TV? Ou onde teria ela ouvido que era preciso alimentar as renas? O fato é que o natal é uma festa para criança, e cada dia essa fantasia do Papai Noel, anda menos crível. Quanto mais tempo existir, essa santa ingenuidade  melhor. A Lara com sua pouca idade já anda questionando como as renas, o trenó e o seu passageiro podem voar. Elas andam cada dia mais sabidas, menos ingênuas, infelizmente. Para viverem a realidade desse mundo terão o resto da vida. O natal, e fim de ano, sempre foram os dias mais tristes do ano para mim. Só salvos pelas crianças que nos rodeiam. 

24.12.18

Mia Couto


Crônica diária

Verissimo contra Bolsonaro

Dia 17 de novembro ultimo postei um texto sobre as falsas crônicas do Luis Verissimo, escrito vinte dias antes. Coincidentemente no mesmo dia Bruno Molinero publica na Ilustrada, da Folha,  matéria exatamente sobre o mesmo assunto, com interessantes declarações do escritor. " As crônicas da era clássica, de Rubem Braga, Paulo Mendes Campos, Antônio Maria e Fernando Sabino, eram mais literárias e mais bem escritas, acho eu. E podiam ser líricas ou impressionistas sem destoarem demais do resto do jornal. Hoje, a realidade estampada na imprensa não permitiria isso." Verissimo tem toda razão. E acrescenta: "A crônica esta a caminho de se tornar obsoleta. Como dizem que ela é tudo o que é chamado de crônica, então pode ter uma sobrevida, mesmo camuflada de outra coisa". Mais uma vez concordo inteiramente com ele. Estas dez linhas que escrevo diariamente, e que "chamo de crônica", é a prova disso. Só discordamos num ponto da matéria. Ele afirma há uma maneira de detectar se o texto é falso ou não: se o Luiz da assinatura for com Z, o texto não é meu. Se for contra o Bolsonaro, é". Aí discordo inteiramente dele. Não se pode ser contra o que ainda nem tomou posse.  

                                    Verissimo e todos os cronistas citados, e Bolsonaro

23.12.18

Arthur Conan Doyle


Crônica diária

Tim

Encontrei sentados num banco de jardim uma babá, de branco com um garotinho no colo. Esperava a mãe virem apanha-los. Nisso chega outra mãe com uma garotinha que logo senta ao lado da babá e pergunta a idade do menino.
-Tem um ano e meio, falou a babá com forte sotaque nordestino.
-E você quantos anos tem?
-Quatro.
-Qual é seu nome?
-Valentina. E o dele?
- Tim.
-Tim? Perguntou intrigada a garotinha.
-Sim, Valentim, Tim.
-Ué, ele não é menino?
-É, por que?
-Então é Valentino.
Risos.
-Não, é Valentim. Mas nós chamamos de Tim.
O Tim dessa conversa toda não participou. Loiro rechonchudo só acompanhou os diálogos.
A mãe e a Valentina pegaram o carro e foram embora.
Comentei com a babá: o nome esta na moda.

22.12.18

Agatha Cristie


Crônica diária

Um amigo 100 cabeça


Tenho um velho amigo artista plástico, professor de arte e bom escritor. Seu blog, pouco visitado, pela qualidade do que expõe, trás textos maravilhosos. Redigido em Lisboa com temas universais. Sou seu fã e adoro a forma como se expressa, tanto nas artes como na literatura. Nem sempre concordamos, ou para dizer a verdade, discordamos na maioria delas.  Mas continuamos amigos. Recentemente num texto mais abrangente declarou: “Para mim uma sociedade melhor implica uma maior distribuição dos bens e da riqueza, implica uma maior liberdade individual e de expressão. Implica que um indivíduo possa ser quem quiser, e optar pelo estilo de vida que lhe pareça mais cómodo. Uma sociedade melhor implica que os direitos das minorias sejam reconhecidos e respeitados, que os fortes sejam solidários com os fracos”. Fiz um comentário que transcrevo a seguir: O que você preconiza é um outro mundo. Neste habitado por homens e animais menos civilizados é impossível desejar maior distribuição da riqueza, maior liberdade, que as maiorias alcancem seus desejos, e que os fortes sejam solidários com os fracos. Utopia. O mundo não é redondo como tentam nos convencer. Ele é uma pirâmide como já sabiam os faraós. Há uma base muito ampla para sustentar o bico da pirâmide. A maioria esta na base. Os do bico nunca vão ceder seus lugares. E já esta provado que a pirâmide de ponta cabeça, não se sustenta. Essa é a realidade.
PS- http://www100cabecas.blogspot.com/


                                      Auto retrato no meio de um desenho
                                           Outro detalhe do mesmo desenho

Imagem recebida do autor, em agradecimento do livro Intimidades crônicas"

21.12.18

Jo Nesbo

2018

Crônica diária

Cássio Loredano

Dia treze de novembro passado fui à livraria Blooks da Frei Caneca, em São Paulo, para comprar o livro "Gente de Letras" do Loredano, e dele receber um autógrafo: "Para o colega Eduardo um forte abraço". Loredano tem 46 anos de imprensa e seu traço, sem assinatura, é imediatamente reconhecido. Sou fã de suas caricaturas há muito tempo. É certamente um dos muitos que tentei imitar, sem sucesso, evidentemente. Ele é único. Dois dias antes da noite de autógrafos o Estadão publicou matéria sobre o evento, mas com endereço na Bela Cintra. Como não conheço nenhuma Blooks na rua onde moro, tentei insistentemente falar no telefone que consta do site da livraria. Dois dias de telefone sem serviço. Passei um e-mail perguntando sobre essa informação do jornal. Não obtive resposta, nem antes nem depois do evento. Como o número da rua e o andar coincidiam com o da Frei Caneca 569, 3ºandar, não foi difícil imaginar tratar-se de um equivoco. As 19:30 eu estava lá. No caixa perguntei sobre o telefone, que confirmaram estar com defeito há dias. E comentei o engano da informação da matéria do Estadão. Endereço fake... Eles estavam cientes. Eles atrás do balcão e o próprio Loredano. Enfrentei a tradicional fila de autógrafos e quando chegou minha vez, fiquei sabendo, por ele, que o engano havia partido do próprio. O autor da matéria, velho jornalista amigo confiou na informação. Demos muita risada. "Nunca se deve confiar no que diz um entrevistado". Risos. Recebi meu autógrafo, pedi o e-mail do Loredano para enviar minhas duas caricaturas suas. Que vergonha! 
Mas recomendo o livro "Gente de Letras" que passará a ser a bíblia dos ilustradores, desenhistas, caricaturistas, pela qualidade do traço e maravilhosas desconstruções dos personagens, e aqui no caso, escritores. 200 deles. Um dia espero obter uma do Cassio Loredano, para minha coleção.

PS- Até hoje, 20 de Dezembro, depois de mais de trinta dias não obtive retorno do meu e-mail. Nem acusando o recebimento, nem respondendo quanto cobraria por uma caricatura. Não é o primeiro

20.12.18

Graciliano Ramos

2018

Crônica diária

Os dedos e sua linguagem

 É uma linguagem universal, embora, como em toda língua, falada ou escrita, algumas palavras tem significados diversos, os sinais dos dedos também. Puto em Portugal significa menino, no Brasil é palavrão. O dedo polegar e indicador fazendo uma argola, um círculo, tanto pode ser VTNC, como OK. Depende da posição e intensidade do gesto. O polegar estendido e os outros dedos recolhidos pode significar OK, positivo, como com a mão parada e braço ao longo do corpo: pedido de carona na beira da estrada. A mesma posição nos Estado Unidos, com o braço em movimento é VTNC. Não sei se em outros países é a mesma coisa. Os dedos em V usados por Winston Churchill  comemorando o fim da segunda guerra, e virou símbolo de vitória. O dedo médio estendido e todos os outros recolhidos, também é ofensivo e hoje muito usado pelas feministas, em protestos públicos, é bom que se diga. Além disso é símbolo do artista  chinês Wei Wei,  crítico do regime de seu país, e que mandou fazer centena dessas mãos com dedo médio estendido,  em madeira, por artesãos cearenses. O Dória, candidato ao governo de São Paulo criou um gesto de V, na horizontal, com o significado de "acelera", mote de sua gestão na Prefeitura. Bolsonaro e seus seguidores, por sua vez, usaram para fins eleitorais o polegar e indicador em noventa graus, imitando uma arma. Stan Lee, criador de heróis da Marvel, que morreu dia 12 de novembro passado, com 95 anos, usava para agradecer seus fãs o indicador e mindinho esticados com todos os outros dedos fechados. Esse símbolo é muito usado sobre a cabeça de pessoas fotografadas em grupo. Sempre há um engraçadinho. E por ultimo, quatro dedos da mão, sem o minguinho, espalmados passou a representar: corrupção, chefe de quadrilha, condenado, e presidiário.

Ricardo Ramos Filho


Postamos AQUI uma entrevista do escritor e meu amigo Ricardo Ramos Filho. Por um cochilo do jornalista publicou uma foto do entrevistado, numa noite de autógrafos, onde eu apareço como sendo seu pai. Para mim teria sido uma grande honra, não fosse um filho absolutamente precoce.
 Ricardo Ramos Filho em duas caricaturas (2008 e 2014) pelas bic, do autor deste blog. (Vítimas da Quinta)
PS-  Por ABSOLUTA coincidência há mais de 20 dias estava programado para hoje a postagem do seu avô Graciliano Ramos, na série de homenagens que estou fazendo aos grandes escritores brasileiros e internacionais. Fica o registro. 

AS POSTAGENS ANTERIORES ESTÃO NO ARQUIVO AÍ NO LADINHO >>>>>

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