26.3.17

Salada em Miami

Foto eenviada pelo Guilherme Lunardelli. Mozzarella de búfalo, tomate, e rúcula

Crônica diária

É preciso voltar às ruas

Todos nós que participamos dos protestos de rua para derrubar o governo corrupto e incompetente da Dilma, do PT, e do Lula, precisamos voltar. As forças derrotadas, mas não mortas, estão mais do que nunca precisando receber das ruas, um sinal claro, de que estamos dispostos a continuar a faxina.  A operação Lava Jato nesta fase de julgamento dos políticos envolvidos, pode ser vítima do corporativismo atávico, e na calada da noite, o Congresso colocar tudo a perder. Não podemos subestimar a capacidade diabólica de Sarneis, Renans, Jucás, e companhia. Além das listas fechadas para as próximas eleições de 2018, que tem o único, e exclusivo, intuito de eleger, e brindar os velhos caciques dos partidos políticos, livrando-os da eventual derrota nas urnas, de se submeterem ao juiz de primeira instância Sérgio Moro, não podemos aceitar que aumentem o fundo partidário. O país esta quebrado. As contas só fazem aumentar. As receitas, de uma esperada recuperação econômica, vem frustrando mês a mês a equipe econômica. O congresso continua fora de sintonia com o eleitor. Ao invés de aprovar as reformas, tais quais o executivo clama, desfiguram-na, tornando-as inócuas. E só novos impostos, que nós eleitores, e povo brasileiro vamos pagar, farão com que as contas fechem. E a culpa vai recair no Temer, claro. A oposição vai jogar no colo do presidente a nova conta. Ele, em boa medida, é realmente culpado por não ter feito o que era preciso, logo nos primeiros 30 dias de mandato. Nunca assumiu o presidencialismo de que é presidente. Por sentir-se ilegítimo, talvez, como vice da chapa da Dilma, tentou, como continua tentando, governar como se o regime fosse parlamentarista. Mas com esse parlamento não dá. Isso todo mundo sabe. Parlamento corrupto e desacreditado. E vamos mais uma vez pagar a conta. Mas sem antes manifestarmos publicamente contra, com nossa presença nas ruas do país. E para lá vamos voltar tantas vezes quantas for necessário. Só assim poderemos demonstrar nosso desagrado com quem não nos representa, e ajudar a salvar o Brasil. Ele corre grande risco.

Comentários que valem um post



João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Frieda Kahlo":

Sou um franco admirador da obra da Frida !

Postado por João Menéres no blog . em sábado, 25 de março de 2017 07:21:00 BRT

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 Gaspar de Jesus deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Frieda Kahlo":

Aos 47 anos... Foi pena que uma Artista como a FRIDA tenha desaparecido tão prematuramente.
A foto, de autor desconhecido, está muito estragada pela erosão do tempo « e das unhas dos gatos ».

Postado por Gaspar de Jesus no blog . em sábado, 25 de março de 2017 12:09:00 BRT

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25.3.17

Frieda Kahlo

Magdalena Carmen Frieda Kahlo y Calderón (Coyoacán, 6 de julho de 1907 — Coyoacán, 13 de julho de 1954) foi uma pintora mexicana. Autor da foto desconhecido.

Crônica diária


Comparando coisas diferentes

Em junho de 2015, portanto há um ano e nove meses escrevi sobre o que tinha lido do Herzog de Saul Bellow. Fui, percebo hoje, muito influenciado pela reputação e informações sobre o livro e o autor. Parei, naquela época na metade do livro. Só retomei a leitura este mês de março de 2017. Alguma razão, diferente do que escrevi em 2015 deve ter me afastado da difícil leitura. Acabo de ler, e não sou crítico literário, só um leitor assíduo, o romance Caçando Carneiros do Haruki Murakami, livro que o projetou internacionalmente. Dele se pode extrair algumas observações: os dois personagens principais não tem sequer nome. O livro todo conta com mais três ou quatro personagens. Um J, um Rato, Um homem Carneiro, e outro de terno preto.  Em seguida voltei ao Herzog numa derradeira tentativa de terminar a leitura. Não consegui acabar. São tantos os nomes e são tantos os personagens citados que a história fica enfadonha. São tantas as palavras que carecem de asterisco, e nota de rodapé, que cansam o leitor. Treze páginas de apresentação do autor, e de sua festejada obra, assinada pelo não menos famoso Philip Roth, valem pelo livro. Dirão alguns de vocês: "Mas não pode comparar um Premio Nobel de Literatura com um escritor japonês de relativo sucesso". Respondo que leio só por prazer. E o Haruki me da, e sempre deu, muitas horas de pura satisfação e alegria. Para que sofrer? Ler o Herzog do Bellow é uma cansativo exercício de memória, atenção, reflexão, que retira qualquer ideia de prazer. Poderão dizer que estou comparando Shakespeare com Paulo Coelho. Retruco dizendo que não chego a tanto, mas que considero Shakespeare uma leitura para determinados dias e poucas horas, e Paulo Coelho jamais, em tempo algum. Não sei se me entendem. E entre os elogios que fiz em 2015 na resenha ufanista que produzi do Herzog, fico com esta minha impressão desfavorável deste mês. Ou devo ter emburrecido nesses vinte e um meses.

Crônica do Alvaro Abreu


Inveja branca


Passei uma semana no Uruguai. Voltei de lá com uma inveja danada dos nossos vizinhos. Tinha estado em Montevidéu para uma reunião de trabalho, por volta de 1985. No inverno de 1970, a bordo da Kombi do dono de uma pastelaria da Vila Rubim, alugada de última hora, junto com colegas da turma de engenharia, cruzei o país em caravana a caminho da Argentina. De banho tomado, prontos para conhecer a vida noturna da cidade, fomos impedidos pela chegada repentina do Minuano, vento fortíssimo e gelado, que não nos deixou sair do hotel.

Desta vez, fomos só pra bestar junto de nossas duas filhas que moram em São Paulo, dos genros e do neto caçula. Ficamos na casa de um amigo argentino, à beira mar, perto de Piriápolis, balneário a uns cem quilômetros da capital. Sem pressa e de olhos bem atentos, percorremos um bom pedaço do litoral até depois de Punta del Este. Nas estradas, o trânsito é tranquilo, com poucos caminhões e sem os radares que aumentam substancialmente a tensão ao dirigir. Por todo lado, a expressão do bom gosto arquitetônico e do bom senso urbanístico uruguaio. Quase todas as construções, independente do tamanho e uso, estão em centro de terreno e bem afastadas da estrada. No interior dos bairros, as casas estão à sombra de árvores enormes, em ruas tranquilas de calçadas amplas. Embora eu tenha avistado apenas um único carro de polícia durante todos esses dias, pouquíssimas são as residências protegidas por grades ou muros altos, coisa raríssima por aqui. Lá, a beira mar é lugar público, para o deleite coletivo, e o espetáculo do por do sol em mar aberto é um valioso atrativo turístico, uma espécie de instituição nacional.

Uma curiosidade: por todo lado se vê cachorros enormes, inteiramente soltos. São mansos e afáveis, e parecem livres da obrigação de proteger seus territórios. Três deles acompanharam todas as nossas rodadas de churrasco na varanda e me fizeram relembrar dos tempos em que Zorro, o vira-lata de Afonso, circulava livremente pela Praia do Canto e adjacências, em busca de emoções.


Vitória, 22 de março 2017
Alvaro Abreu
Escrita para A GAZETA

24.3.17

Comidinhas de Miami

Pode camarão com feijão preto, abacaxi, arroz integral, plátanos fritos, molho de pimenta preta da jamaicana. Foto enviada por Guilherme Lunardelli, de Miami.

Crônica diária

Papel bolha

Ouvi pelo rádio a triste notícia. O único fabricante do papel bolha informa que ele será tirado do mercado. Isso mesmo. Não ouvi mal. Papel bolha é aquele vendido por metro, em rolos de difícil transporte, por conta do volume de ar que contém. Difícil de guardar, pelo mesmo motivo. Mas de uma utilidade imensa. Para embalar mudanças, cristais, e objetos delicados. Feito de plástico, estouram ao serem pressionados com os dedos. O estalinho é uma delícia. Recebo pelo correio  livros comprados em sebos embalados em papel bolha. Me divirto lendo e estourando as bolinhas. O fabricante informa, segundo a notícia do rádio, que o papel substituto será de um plástico mais resistente. As bolhas de ar não vão estourar com a mesma facilidade. O material será mais resistente, é ainda mais barato. Alerto aos amantes do atual papel bolha que corram e façam seus estoques. Depois não digam que não avisei. Poderão se arrepender.

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João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Serra":

O molde promete.

Postado por João Menéres no blog . em quinta-feira, 23 de março de 2017 07:05:00 BRT

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23.3.17

Serra

Molde para cerâmica da Paulinha

Crônica diária

Olhem que lindas essas três linhas

As frases não são minhas: "O caráter do ser humano pode se alterar com o passar dos anos, mas nunca a sua mediocridade, já disse certo autor russo. Os russos às vezes são muito perspicazes. Talvez pensem muito durante os longos invernos." Haruki Murakami

O Bic e o Alvaro Abreu


Meu prezado Eduardo,

Saiba que foi com a chegada do isqueiro Bic que eu tive a minha primeira aula prática sobre produtos descartáveis na minha vida. Foi um choque de realidade para um rapaz do interior, que usava isqueiros a querosene, fossem eles Zippo, Monopol ou mesmo aqueles em formato de bala, usados pelos matutos para acender cigarro de palha.

Os primeiros isqueiros de plástico podiam ser reabastecidos por uma válvula existente no fundo. O grande avanço da Gillette (foi ela mesmo?) foi conseguir fazer um produto seguro e baratinho que, depois de utilizado, pudesse ser jogado fora sem dó nem remorso. Tendo acabado o combustível, o isqueiro Bic não serve pra mais pra nada, a não ser para dar pedrada...

Pelas avaliações que fiz na época, para meu espanto, o que deveria ser jogado fora era muito mais valioso do que o gás consumido: uma cápsula de plástico resistente e de design sofisticado, uma plaquinha de aço inox em formato de "U", usada para proteger a chama contra o vento, um cilindro de metal maciço com superfície ranhurada, um pino de metal para prender o cilindro na cápsula, uma pedrinha de cerâmica para gerar fagulha ao ser riscada, uma molinha usada para pressionar a pedrinha contra o cilindro e uma válvula inteiramente segura por onde o gás pode ser liberado, incluindo engenhoso sistema de alavanca para acioná-la. 

Isso, sem pensar na quantidade de lixo gerado pelos milhões de isqueiros descartados diariamente pelo mundo a fora. 

Bento, meu filho, me deu de presente de aniversário um isqueiro acompanhado com um cartão que dizia: "Pai, se você vai continuar fumando 3 maços por dia, use um Zippo para acender os cigarros com elegância".  Ele está guardado, como marca do tempo, na minha gaveta de meias e cuecas desde que tive o infarto.

Grande abraço.
 
Alvaro Abreu

22.3.17

Jardim da PIACABA

Olhem a altura das palmeiras que plantei com um metro de altura. Dezessete anos atrás.

Crônica diária



Evolução

Primeiro foi a fricção entre dois pauzinhos. Depois vieram as caixas de fósforos. Os palitos eram de madeira. O Zippo foi o isqueiro produzido a partir de 1933, que mais fez história Era baseado na binga Inco australiana  Aí, surgiram as cartelas de fósforos de papelão. Além de fogo faziam marketing. Hoje continuam existindo todas essas modalidades, mas o isqueiro descartável Bic é líder de mercado. Assim caminha a humanidade.

21.3.17

A mesma pedra, a mesma ave



Três anos depois. 2014 e 2017. Divisor das praias do Luz e Ibiraquera.

Crônica diária

A Resistência, Julián Fuks

Ontem contei um pouco do que eu achei do livro que ganhou o Prêmio Jabuti 2016. Hoje volto para reiterar e concluir minha opinião. De forma inédita o livro termina com uma crítica dos pais do autor, e personagens do livro. Embora ele diga que o tema seja o irmão adotado, o livro é uma grande sessão de terapia familiar. Numa família de pai judeu, e pai e mãe psiquiatras. O jovem autor nascido em 1981, com cara de escritor russo do século XVIII, como disse ontem, confessa ter desenvolvido uma reflexão, um exame obsessivo dos sentimentos. Carrega o carma de judeu perseguido comparando os anos de chumbo da Argentina com o holocausto. O que a mãe (a mais sensata dos personagens) acha do livro é exatamente o que eu, leitor, senti. Há sempre um matiz triste, a alguma mágoa. Ela, a mãe, entende o apego que o autor tem pela intensidade, apesar de não entender por que ela deva ser tão melancólica. E a mãe conclui com uma frase que me diz respeito: "Você mente como costumam mentir os escritores..." Eu não gosto de escrita traçada com régua, esquadro e compasso. A "linguagem rigorosa, quase matemática" de que falou a Noemi Jaffe, e repeti ontem. Parece um texto para resolver problemas familiares, e disputar um concurso literário. E vencer.

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Gaspar de Jesus deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Modelo do Botero":

'No tempo em que a gordura era formosura'
A cara de menina e o laçarote na cabeça destoam do conjunto.
Abraço

Postado por Gaspar de Jesus no blog . em segunda-feira, 20 de março de 2017 10:55:00 BRT 

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 Jorge Pinheiro deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Tenho preconceito de prémios.

Postado por Jorge Pinheiro no blog . em segunda-feira, 20 de março de 2017 08:49:00 BRT 

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20.3.17

Modelo do Botero

Modelo posando para Fernando Botero

Crônica diária

É preciso quatro para preparar uma salada

Foi cruzando com uma velha amiga, numa manhã em São Paulo, que recebi a informação de que ela, e alguns intelectuais seus conhecidos, estavam lendo, ou leram, e gostaram muito, do Premio Jabuti 2016. O livro premiado A Resistência. O autor Julián Fuks. Não havia ouvido falar nem de um, nem  do outro. Nesse mesmo dia comprei. Comprei mais interessado em saber o que os juízes desses concursos andam premiando. Sempre tive muito preconceito com concursos. Trauma de infância. Meu pai foi desclassificado num concurso de boi gordo, com um lote de Nelores, por excesso de peso. Isso depois de vir ganhando, sistematicamente, todos os torneios. Ele ficou muito abalado, e eu devo ter assimilado esse horror a concursos. Mas sempre é bom conferir. Logo de início percebi que o autor ostenta um  physique du rôle de escritor russo do século XVIII. Isso para jurado de literatura é positivo. Depois é filho de pai judeu, psicanalista e mãe psicanalista também, embora, católica. E para completar o clima favorável, o pai é um ex terrorista argentino. Família de esquerda. Todos os ingredientes necessários para uma receptividade favorável de qualquer júri. Mas só isso não basta. É preciso escrever bem. Aí é que o carro pega. Já na orelha a crítica Noemi Jaffe chama atenção para a forma rigorosa de linguagem. "Quase matemática". Os jurados gostaram, e o premio foi dado. Outra coisa é o leitor comum gostar. Eu, por exemplo não gosto dos rigores das formas, muito menos de matemática. Mas no capitulo 14 dei risada com a parábola que o pai do autor costumava contar sentados à mesa:  "Eram preciso quatro pessoas para preparar uma salada. Um avarento, um pródigo, um sábio, e um louco. Ao  avarento cabia despejar uma quantidade pequena de vinagre. Ao pródigo  esbanjar no azeite. Uma quantidade acurada de sal ficava por conta do sábio. E por fim ao louco misturar tudo com entusiasmo."

19.3.17

Trocando as mãos pelos pés

Vejam do que esses pés são capazes...
Essa menina é fruto da escola Corpus Acrobatic. Holanda, Amsterdã.

Crônica diária



Pronto, o UBER chegou ao Brasil

Passada a luta campal dos taxistas tradicionais, atrasados, desinformados, conservadores, contra a entrada do aplicativo Uber no mercado, eles estão definitivamente instalados. Tanto assim que já passaram a fazer corridas "por fora". Bem ao estilo brasileiro. Isso mesmo, combinam com os usuários corridas mais longas, como viagens, com desconto de 20%. Claro, ao invés de pagarem 25% aos donos do aplicativo, dão 20% de desconto e ganham 5% a mais. Esse é o brasileiro. Mas não é exclusividade nossa. Motorista de táxi rouba os passageiros há muito tempo, em muitos lugares. Eu mesmo já fui roubado no valor da corrida em Buenos Aires e em Lisboa. E não há nada mais desagradável do que chegar num país e ser roubado.

18.3.17

Almoço na Piacaba

 Dia 16 de março de 2017. Oito anos atrás (11/12/ 2009) Nelson de Souza e Sandra estiveram pela primeira vez na Piacaba. Ele se "apaixonou" pela moça reclinada, a que deu o nome de ELA. Virou desde então sua foto do perfil. Ontem voltaram para um almoço.
Almoço dom os casais Sandra e Nelson de Souza, July e Ebehard Land 
Oito anos antes.

Crônica diária

 Marçal Aquino: "Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios"

O título é enorme. A leitura prende do início ao fim. Eu morei no Pará, talvez por isso tenha me prendido logo no começo. O autor domina a técnica do bom romance. A história de amor entre o narrador Cauby, e Lavínia tem um pouco de tudo. Sedução, crime, suspense, e poeira na cidade próxima ao garimpo. Um bom passa tempo.

17.3.17

Eduardo A. Levy Júnior, há vinte anos

Muito atual

Crônica diária



Ode ao silêncio, barulho venenoso

Tudo começou na quarta ou quinta quando li no elevador a nota da Eletropaulo, que iria faltar energia no domingo, das 9 às 15,30 para reparos na rede. Já imaginei o domingo que seria o meu no sétimo andar. Na casa de praia, a trezentos metros da areia, com vista para o mar, o barulho dele é constante. Ora mais forte, ora menos, dependendo das marés e do vento. Barulho só de passarinho, e moto de vezenquando. Aqui na cidade o burburinho diurno pode ser evitado com os vidros das janelas fechados. As noites são mais silenciosas, salvo ambulâncias e sirenes da polícia. O barulho é interno, geladeira, freezer, liquidificador, enceradeira, aspirador de pó, porta de armário ou porta batendo com o vento, cadeiras arrastadas, chuveiro e pia da cozinha, rádio ou TV ligada na Globo News. Com falta de energia no prédio, o silêncio interno é total. Absoluto. Mas o barulho dos geradores dos prédios vizinhos, um inferno. As janelas não podem ser fechadas por falta do ar condicionado. E pelos dois lados do edifício, onde existem janelas, o barulho é constante. E pior, o cheiro de óleo queimado. Os geradores a diesel não tem silencioso, como nos automóveis, nem escapamentos contra gases. Além do barulho contínuo desses geradores, hoje as motosserras cortando galhos das árvores sobre os cabos de energia, fazem do esperado calmo domingo, um inferno. O cheiro é mortal.  Seis horas e meia sem internet. E para agravar, esqueci-me de fazer barba e tomar banho, antes das nove. Vou ter que enfrentar água fria. Depois, oito andares de escada até a garagem, para ganhar o “silêncio” de uma cantina italiana no almoço dos domingos. A volta só depois que a energia retornar. Oito andares de escada, após o almoço, ninguém merece.

16.3.17

Museu de Cera

Paulinha numa "viagem"...

Crônica diária

Me engana que eu gosto

Só no país da mentira, onde a população incrédula conhece a verdade, mas acredita no mentiroso. Em política todos mentem o tempo todo, e todos fingem acreditar. Até que um delator resolve abrir o bico. Como a impunidade sempre grassou no país mentiroso, ninguém acreditava que a verdade um dia viesse à tona, E não precisou muito, bastou um Lava Jato. Não só, mas um Juiz de primeira instância, corajoso e fora do esquema. Uns mais, outros menos, todos estavam envolvidos. Os mais envolvidos seriam os últimos a serem condenados. Houve momentos de juras de inocência até para os líderes da quadrilha. Eles, Lula e Dilma sempre negaram tudo. Nunca souberam de nada. E os otários que executaram suas ordens, presos, continuaram defendendo os mandantes. Coisa de máfia. Não havia um só Judas no pedaço. Os delatores eram os do terceiro, quarto, quinto escalão. Homens pequenos no caráter e na decência. Como conviver com gente dessa laia, dessa estirpe? E como deixar de conviver, se é a totalidade das autoridades constituídas? O ladrão que sabe estar sendo preso por um policial corrupto, e julgado por um juiz bandido, não acredita que será punido. Na falta de punição, há a impunidade generalizada. Na baderna não há democracia que resista. A não ser que todo mundo continue acreditando que é tudo mentira.

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