9.9.17

Crônica do Álvaro Abreu





Manifesto

Um grande amigo meu está com a incumbência de redigir um manifesto à nação, uma espécie de convocação aos brasileiros que estejam dispostos a tentar reverter a descrença e a desesperança que se instalou na alma de muita gente. A demanda partiu de alguns de seus companheiros de luta política em épocas remotas, hoje amigos fraternos que vivem em lugares diferentes. Pelo que sei, são pessoas com idade avançada, dessas que não mais acreditam em política movida a slogans e palavras de ordem e que não escondem suas desilusões com líderes políticos conhecidos.

Não são muitas, mas soube que elas estão inteiramente convencidas de que é absolutamente indispensável, obrigatório mesmo, deixar de lado as tristezas e a sensação de impotência e, com a convicção própria aos sonhadores, partir para o ataque. Todas elas se sentem no direito de voltar a imaginar um futuro mais promissor para o país.  
Sempre troquei ideias com esse meu amigo sobre a conjuntura política, nem sempre com visões convergentes sobre causas e responsabilidades, mas concordando que a sociedade brasileira se encontra em situação bastante delicada sob muitos aspectos. Nos últimos tempos, vínhamos tentando, sem qualquer sucesso, imaginar rotas de saída para o enorme imbróglio em que nos metemos, que se agrava a cada notícia.

Não conheço ninguém que esteja feliz com a roubalheira infernal e a safadeza diversificada que tomam ares de normalidade e, muito menos, quem esteja se sentindo inteiramente livre da crescente sensação de insegurança. Preocupa-me saber que tem quem acredite que vai surgir um salvador da pátria para resolver todos os perrengues.

Entendo dificílima essa tarefa de escrever algo capaz de sensibilizar pessoas dos mais diferentes segmentos da população brasileira, cada qual movido por suas próprias dores e expectativas. Talvez por isso mesmo, tenho tentado listar palavras mágicas e ideias-força que poderiam estar presentes em manifestos aos brasileiros, um generoso e desafiador exercício de cidadania em tempos adversos.

Vitória, 05 de setembro de 2017
Alvaro Abreu
Escrita para A GAZETA

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