16.8.17

Três escultores

Ontem, num restaurante italiano em São Paulo, um almoço com (da direita para a esquerda) Dan Fialdini, o autor do blog, Israel Kislansky, e o Fabrizio, filho do Dan.

Crônica diária



Help, help, quero uma aspidistra

Vocês não vão acreditar. Depois que li "A flor da Inglaterra" do George Orwell, passei a procurar quem pudesse vender mudas de aspidistra, e não conseguia. Liguei e fui pessoalmente nos maiores fornecedores de plantas de São Paulo e ninguém tinha aspidistra.. Para dizer a verdade todos, sem secessão, nunca tinham ouvido falar nela. Consegui vendedores de folhas para arranjos florais. Mas nada de mudas. Não podia acreditar que numa cidade como São Paulo não tivesse uma alma cultivando aspidistra. Ia pedir a colaboração dos meus leitores para localizar uma única muda, ainda que única, de aspidistra. Escrevi estas linhas. Eis quando o anjo da guarda do George Orwell interferiu em meu favor, e uma florista de Moema, liga-me dizendo que encontrou um fornecedor. Aleluia. Ontem fui buscar as mudas. Agora não só os londrinos da classe média média tem aspidistra em casa. Eu também tenho.

PS- Na foto ao fundo óleo sobre tela do Luiz Sôlha, coleção do autor do blog.

Comentários que valem um post

                            P I A C A B A
João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Além do mais ficava mais difícil de fixar...
E nem era uma locução interessante.

Postado por João Menéres no blog . em terça-feira, 15 de agosto de 2017 04:54:00 BRT 

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 João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Torso do ISRAEL KISLANSKY":

Realço a beleza do torso !

Postado por João Menéres no blog . em terça-feira, 15 de agosto de 2017 04:49:00 BRT 

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 sonia a. mascaro deixou um novo comentário sobre a sua postagem "MONTANHA nº 11":

Muito bonitas as três montanhas!
Bjs.

Postado por sonia a. mascaro no blog . em terça-feira, 15 de agosto de 2017 16:44:00 BRT 

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A

Ana Maria de Almeida Prado 
Comprei dois vidros, comi com pão, e adorei. Obrigado pela dica.  
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15.8.17

Torso do ISRAEL KISLANSKY

 Torso em cerâmica esmaltada
O torso ao lado de "A Cabeça", obras do Israel Kislansky, coleção do autor do blog

Crônica diária

Aiuruoca e outras tupi-guaranices

Eu adoro esses nomes tupi-guaranis que sobraram em nossa cultura. Aiuruoca é uma pequena cidade em região montanhosa de Minas Gerais, dentro da Mata Atlântica. Significa  "toca de papagaio", ou Aiuru (papagaio) + oca (casa). Tudo isso fiquei sabendo por conta do azeite de oliva Olibi , que como escrevi ontem, quer dizer "óleo da terra" e é produzido no município de Aiuruoca. Dentro dessa levada, para usar um termo bem da moda, justifico o nome da minha casa aqui em Santa Catarina. Ele também nasceu de uma expressão tupi-guarani. Piacaba, que significa "mirante, mirador, lugar que se avista". Esse nome define bem a situação da casa, junto à montanha, com uma grande vista para o mar, dunas, lagoa e toda a beleza de Ibiraquera. E antes que alguém me corrija, vou logo avisando que na verdade a palavra original era Paranapiacaba, mas o meu amigo Sergio Hamburguer  aconselhou-me eliminar o Paraná do nome. Não porque significa "mar", em tupi-guarani, mas porque as pessoas iriam me tomar como paranaense. Nada contra o Paraná, mas não era essa a intenção.

Comentários que valem um post



João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Então foi um drone que transportou o OLIBI ?
Já provou esse azeite biológico ?

Postado por João Menéres no blog . em segunda-feira, 14 de agosto de 2017 03:38:00 BRT 

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Jorge Pinheiro deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Curvas fora de casa":

Está muito bom.

Postado por Jorge Pinheiro no blog . em segunda-feira, 14 de agosto de 2017 07:54:00 BRT 
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14.8.17

Curvas fora de casa

MYRA LANDAU

Crônica diária

Como um drone em minha janela

É verdade que sou facilmente suscetível à uma boa publicidade. Mas desta vez o número de fatores positivos desconcertou-me. Vi e li um post de um consumidor sobre um azeite de oliva extravirgem  produzido artesanalmente em Aiuruoca, Minas Gerais, com 0,1% de acidez. Como sou fã de um bom azeite no pão ou na salada me interessei. Aí havia apelos ecológicos, e para a recuperação da flora e introdução de pássaros da Mata Atlântica. Esses argumentos fizeram a diferença. Compro pela internet só passagens aéreas e livros dos sebos. De resto sou refratário. Mas fui à luta. Tive muita dificuldade, mas nada por conta do site do vendedor. Por deficiência minha, mesmo. Compra realizada com sucesso, doze horas depois estava com uma caixa tipo Sedex, dois vidros, que mais parecem com embalagem de perfume, propositadamente bonitos para serem levados à mesa. E um pequeno vidro com azeitonas. Tudo embalados com gosto e capricho. O nome e marca do azeite é  Olibi, que em tupi-guarani quer dizer "óleo da terra". Conheça mais em www.olibi.com.br ou na sua página no Facebook. Vivi com essa compra, a comodidade e rapidez que parecia ficção científica até pouco tempo. Digitar meia dúzia de números e senha, e um drone aparece na janela de sua casa com a compra. Foi mais ou menos assim.
 

13.8.17

Israel Kislansky

                                          "O importante não é o resultado, mas o caminho."

Crônica diária



Piadas velhas e novos boatos

Há quatro dias citei dois amigos e seus textos aqui no Facebook. Hoje comento o resultado prático do meu texto. A anedota, apesar de boa, foi taxada de "velha". Concordo que não existe piada nova. Todas são repaginadas, adaptadas. Por exemplo: a do ovo jogado no Dória, resultou imediatamente na versão de que no Lula jogam "algemas". A polarização política continua viva e reativa. Quando afirmo, sem ter votado no prefeito de São Paulo, que ele será candidato em 2018, recebo comentários ácidos, de gente da "esquerda burra", que não propõe outro nome, mas agride o alcaide. Ideologizar pessoas e ideias, a priori, não ajuda a construir uma saída para o país. E lamento que o outro texto, sobre o voto nulo, que divulguei, tratava-se de mais um boato. Aliás, é o que mais rola nas redes sociais, além de vírus. Apesar da fonte, pessoa minha conhecida, ele também foi vítima da credulidade. Voto nulo não anula uma eleição. Portanto não é a saída. Infelizmente.

12.8.17

MONTANHA nº 11

 Detalhe da MONTANHA nº11 na Lareira do atelier
Três montanhas, duas na mesa de centro e uma na lareira.

Crônica diária

 Filosofias baratas

Tudo que é barato não tem qualidade. Tudo que tem muita qualidade, é sempre caro. Por essa razão detesto esses filósofos de esquina, que difundem filosofias baratas. Tipo Leandro Karnal da vida. E estão se propagando como peste nas redes sociais, colunas de jornal e comentários de TV. São insuportáveis. Mas durante um almoço com um amigo, e não era o Leonardo, ele saiu-se com essa:  "Não importa se não vamos alcançar o objetivo. O importante é que a caminhada seja prazerosa, e o percurso agradável. Se no fim o objetivo não for alcançado, a trajetória valeu a pena." E é verdade. Muitas vezes nos fixamos numa meta, e nos decepcionamos quando não a atingimos. Esquecemos de fazer o trajeto em boa companhia, boa qualidade de vida, alegria e prazer. A grande perda não é não alcançar o objetivo, mas o tempo de vida perdido na desagradável caminhada.

Crônica do Alvaro Abreu


No olho do juiz

Ontem, ao entrar no carro para voltar pra casa, pouco depois de sair do dentista com a indicação de seguir adiante na avaliação das reais condições de um dos meus dentes, ouvi pelo rádio uma notícia de desanimar qualquer cidadão brasileiro de boa fé, sobretudo aqueles que são otimistas por natureza, sejam eles banguelas, usuários de dentadura, proprietários de dentes implantados ou portadores de dentes perfeitos. Foram poucas as palavras do locutor, mas o suficiente para acabar de vez com o que restava do meu sorriso prejudicado pelo efeito da anestesia.

Um juiz federal da comarca de Ponte Nova, em Minas Gerais, suspendeu a ação movida contra a Samarco e mais 22 pessoas acusadas por terem provocado a tragédia de Mariana, há quase dois anos. Esse senhor deve ser daqueles magistrados que não se dobram diante dos poderosos nem se afastam um milímetro sequer das letras dos parágrafos e eventuais incisos das normas brasileiras que foram aprovadas para assegurar o império da lei, doa a quem doer, inclusive aos parentes dos que morrem por decisões gananciosas e prepotentes.

Bem posso imaginar a alegria dos advogados que defendem as empresas e seus dirigentes, todos executivos e membros de conselhos, responsáveis por decisões tecnicamente erradas e humanamente irresponsáveis. Profissionais competentes, altamente perspicazes e muito bem pagos, eles  devem estar exultantes por terem conseguido identificar uma eventual falha de natureza processual de dimensões micrométricas e, com isso, em nome do direito de defesa de seus clientes, demandar a anulação do processo inteiro. Pelo que soube até agora, as razões alegadas são ridículas frente às consequências do vazamento de rejeitos industriais que provocou a morte de 19 pessoas, desgraçou a vida de milhares de famílias e estragou um bom pedaço do país. Essa usual e malandra estratégia de defesa me fez lembrar do que escreveu meu tio Newton, criatura de alma finíssima que esta semana ganha homenagens lá em Cachoeiro: “um cisco no olho pode ocultar uma montanha.”

Vitória 09.08.2017
Alvaro Abreu
Escrita para A GAZETA

11.8.17

Lara em Julho

 Lara pintando o 7
...e comendo algodão doce.

Crônica diária

O mal de todos os males

O Leonardo ligou-me para dizer que também começou a ler “A Flor da Inglaterra” do George Orwell, por influência minha. Perguntei se estava gostando. Leonardo pigarreou, houve um espaço de silêncio mais longo do que o normal, finalmente disse: “É pra isso que estou ligando”. Outro pigarro, e continuou: “Diferente de você que achou graça na aspidistra, e na camisa da lamparina, estou adorando o ódio que o Gordon, personagem principal, nutre pelo dinheiro. É maravilhosa a filosofia que desenvolve contra “o mal de todos os males”. O dinheiro.” Respondi: é verdade, pretendo ainda escrever sobre isso. E o Leonardo continuou: “estou absolutamente de acordo com o Gordon. Toda minha infelicidade é gerada pelo cargo de Ministro da Fazenda, aqui em casa. Sou obrigado a administrar receitas decrescentes e demandas e despesas que só fazem aumentar. Descontento a todos meus dependentes, e com isso fico deprimido. A causa é sempre o maldito dinheiro. Ainda esta semana fui obrigado a fingir que não li um pedido, no in box do Facebook,  de um valor irrisório, para não ter o dissabor de nega-lo. O filho, que não conheço, de um funcionário, de um dos colégios que estudei, já havia me pedido dinheiro no passado. Na ocasião, constrangido e contrariado com a situação, mandei. E esperava com isso gratidão eterna. Passados dois anos outro pedido, e tenho absoluta certeza que vai me odiar por não ter atendido. De quem é a culpa? Do dinheiro. Maldito dinheiro.” E se não interrompo o Leonardo iria continuar sua indignação por muito tempo. Então eu disse: que bom que esta gostando do livro.  

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Jorge Pinheiro deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Trabalhando nas MONTANHAS":

Está a ficar uma cordilheira.

Postado por Jorge Pinheiro no blog . em quinta-feira, 10 de agosto de 2017 07:29:00 BRT

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10.8.17

Trabalhando nas MONTANHAS

Foto de Guilherme Lunardelli. O autor do blog e suas Montanhas nº 7 ao fundo, 8 pintada de verde, e 9 em primeiro plano.

Crônica diária

Uma séria, outra mais ou menos

Li aqui no Facebook, postado por dois velhos amigos, no mesmo dia, duas dicas no mínimo curiosas. A da Annarre Smith sobre a mulher do Silva que recebeu um telefonema do laboratório  desculpando-se e pedindo ajuda. Os exames de dois Silvas, um era seu marido, feitos no mesmo dia, por falha interna, se misturaram. E o pior, os dois resultados não são bons. Um deu positivo para Alzheimer, e o outro para AIDS. "E o que posso fazer?" Perguntou a mulher do Silva aflita. A senhora leve seu marido para um lugar bem longe de onde moram, e abandone-o. Se ele voltar para casa, não transe. 
E logo em seguida uma proposta para ser divulgada nas redes sociais: "Vamos acabar com os políticos corruptos?" E quem divulga a solução é o Zizinho Papa. As urnas eletrônicas não tem a opção de voto Nulo. Mas há uma possibilidade de anular o voto digitando 000+tecla verde. Se 51% dos eleitores fizerem isso, as eleições são automaticamente anuladas, e outra é convocada, sem a participação de quem concorreu na primeira. Bingo. Todos os candidatos e políticos corruptos estarão fora do poder. Grande saída para 2018.

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Bom dia, Eduardo.

Também gostei da foto. Imagino que a casinha colorida seja do salva vidas; o rapaz de calça à esquerda indica que é praia no inverno; a placa no alto deve conter informações turísticas e de segurança. A dúvida maior é sobre o que carregam as duas pessoas à direita. Seria uma dessas redinhas de arrasto para pegar camarão? A estética é refinada.
Não disse, mas digo agora: o tal livro das montanhas bem merece existir. 
Dinheiro, de fato, é vendaval. 

Grande abraço.
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Alvaro Abreu




9.8.17

Brincando com os netos

 Na bancada preparando gesso e celiconi para moldar as mãos dos três netos. Foto Guilherme Lunardelli
Foto Guilherme Lunardelli, mão da sua filha Glória, Julho de 2017. Piacaba

Crônica diária

Dória e uma Avenida chamada Brasil 

Para quem não mora na capital de São Paulo o nome de João Dória (em quem não votei parta prefeito) pode ainda ser desconhecido. Em poucos meses de gestão à frente da prefeitura da maior cidade brasileira, sem recursos, como de resto todo o Brasil, tem feito com o apoio da iniciativa privada e muita imaginação e trabalho, a cidade "parecer" melhor. Como não há recursos para grandes obras, vamos lavar e limpar as existentes. Dorme quatro horas por noite, e inferniza seus auxiliares com cobranças e exemplos. Se fantasia de gari, e finge pegar no pesado. Tudo dentro do maior marketing já visto desde os tempos do Jânio e do Collor. Não quero com isso fazer nenhuma ilação, pelo contrário, torço para que de certo. Como já disse não votei no Dória, mas acompanho sua trajetória política com interesse e atenção. Embora tenha se eleito com o bordão contra os políticos, não difere em nada nos métodos e ações. Jura fidelidade ao seu padrinho Geraldo Alckmin, mas esta na cara que é candidatíssimo à presidente em 2018. Talvez não pelo PSDB que por sustentar o Temer, já perdeu as eleições por antecipação, como escrevi há mais de trinta dias. Dória será candidato por outro velho partido, fantasiado de novo. E sua plataforma política, partindo da prefeitura de São Paulo, começa com as cores verde e amarelo. Transformou, sem gastar um tostão público, os canteiros centrais da importante avenida da cidade, colocando em seus três quilômetros, enormes mastros com a bandeira brasileira. Novo paisagismo, novas esculturas. Otimismo e ufanismo juntos, dando recado aos eleitores dos outros estados brasileiros, que há esperança. É um candidato paulistano para salvar o Brasil em 2018. Esse será o mote de sua campanha, já em andamento. Só não vê quem não quer. E é bom que seja assim. Vamos renovar. É nossa única salvação. E a esquerda, sempre tacanha e burra, já o ataca com ovos.

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João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Uma foto, que apesar dfe minha, sou obrigado a diz...":

Se Imbituba é assim no seu Inverno, como será no Verão ?
Também gostei muito desta imagem, Eduardo !

Postado por João Menéres no blog . em terça-feira, 8 de agosto de 2017 03:08:00 BRT 

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myra deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Uma foto, que apesar dfe minha, sou obrigado a diz...":

eu tambem gostei imenso!

Postado por myra no blog . em terça-feira, 8 de agosto de 2017 05:25:00 BRT 
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myra

       





8.8.17

Uma foto, que apesar de minha, sou obrigado a dizer que gosto muito.

Minha praia. Julho 2017

Crônica diária

No mesmo barco


Precisei de quase uma semana para encontrar palavras (e elas não são doces) para expressar minha indignação e certo espanto com a situação política do momento. Nós que defendemos na primeira hora a defenestração da Dilma do poder, e somos absolutamente favoráveis ao impinchamento do Temer, pelas mesmas razões, isto é falta de moral e condições de governar, nos encontramos lado a lado com o que há de pior na política brasileira. Estar no mesmo barco dos petistas, socialistas, oportunistas, e outros “istas” me humilha e envergonha. Só de ver a cara das deputadas chamadas de “feias” pelo então deputado Clodovil Hernandes: Jandira Feghali, Luiza Erundina, Jose Guimarães, Maria do Rosário, Vanessa Grazziotin, e outros me proporciona engulhos. E hoje defendemos a saída do Temer. Por razões diversas. Nós pelo fato de que não podemos admitir corrupto, de nenhuma espécie, no governo.  Eles por revanche, e com olhos nas eleições de 2018. Eles querem fora Temer, são contra as reformas, especialmente a da Previdência, que é fundamental, e defendem eleições diretas já. Nós só propugnamos a investigação proposta pelo Ministério Público. Repleta de provas, delações, gravações e mala de dinheiro. Se nada disso é indício de graves crimes, não sei o que é prova. Quanto aos demais ritos, divergimos, porque continuamos fiéis à Constituição, embora defendamos sua mais breve reforma. Estar ombro a ombro com essa gentalha que faz oposição ao Temer, que tem como base de sustentação política outra gentalha corrupta, e investigada pela Operação Lava Jato, me enoja. E pior, os velhos, e não menos comprometidos deputados do DEM e do PSDB, continuando a apoiar o atual governo, nos leva a crer que iremos até 2018 com essa ridícula situação. Corruptos, oportunistas, petistas, socialistas, e nós,  todos no mesmo barco.

7.8.17

É como eu penso

Duradoura e aberta à inovação

Brasil precisa de uma Constituição enxuta, para durar, que não seja um regimento. De princípios básicos, de poucos artigos e expressando o acolhimento de inovação
Pedro Geiger e Adair Rocha, O Globo

Marchinha carnavalesca de Lamartine Babo, de 1933, perguntava: “Quem foi que inventou o Brasil?”, e respondia, “Foi seu Cabral, no dia 21 de abril, dois meses depois do carnaval”. Realmente, o que se descobriu foi um território, sobre o qual o Brasil seria construído.
A marchinha é simplesmente 50 anos anterior à publicação nos Estados Unidos de “Imagining America”, de Conrad, que ficou famoso ao declarar a América como um produto da imaginação. E já anunciava a pós-modernidade, ao associar o Descobrimento e o carnaval carioca.
No começo da colonização do novo continente, o Brasil chegou a ser economicamente mais desenvolvido do que os Estados Unidos, quando, na época do mercantilismo, o comércio internacional valorizou os produtos agrícolas tropicais.
No entanto, hoje o país se encontra atrasado em relação ao desenvolvimento americano, “apegado ao passado”, carente do novo. Inova-se em supérfluos, como nas formas de acesso eletrônico de contas bancárias, dando trabalho a uma população cada vez mais idosa, não em setores essenciais.
A ausência de uma industrialização guiada por classe empresarial nacional, o bacharelismo, a insularidade e outras razões têm sido citadas para explicar o atraso. Qual, porém, a origem destes óbices à inteligência brasileira?
Paga-se o preço do estabelecimento da Inquisição. Iniciada antes de 1500, o Brasil se tornara um refúgio da sua presença em Portugal, mas, ela acabou se estendendo para cá, tendo durado até 1824, e coincidindo com o processo da escravidão mais longa o mundo.
A Inquisição, além de instituir práticas de corrupção, utilizando acusações de fé para confiscar fortunas, conseguiu moldar qualidades sociais pautadas em expressões como “ficar no muro” e “mineirice”. Ela criou barreiras ao pensamento lógico e dialético e à prática do debate público e obstáculos a inovações.
Depois de fases nas quais se voltou para a questão da diferença de classes, o Brasil passa por um novo momento, quando reage também ao quadro cultural de imobilidade centenária, sob a influência de novas gerações, e que se expressa em atos contra a corrupção endêmica e contra a desqualificação política. É em meio deste quadro que se coloca a discussão da convocação de uma Assembleia Constituinte, e que tem o nosso apoio.
Vozes têm se oposto sob alegações corretas, de que a Constituição não é um instrumento de planejamento do desenvolvimento e que no Brasil se tem visto a sucessão de Constituições. A visão dialética é que, por isso mesmo, uma nova se torna necessária.
O que se tem visto é uma sucessão de emendas constitucionais, de acordo com cada momento histórico, como as atuais reformas trabalhista e assistencial, para uma Constituição de centenas de artigos, que mais se parece com um regimento.
A Constituição dos Estados Unidos é a mesma desde a Independência, do século XVIII, e contém menos de 20 artigos, os princípios básicos do regime. Qualquer medida reguladora nova é proposta pelo Legislativo, e sua constitucionalidade é julgada pela Suprema Corte.
O que se propõe, atrelada à ideia de nova Constituinte, é uma Carta enxuta, para durar, que não seja um regimento. De princípios básicos, de poucos artigos, e expressando o acolhimento de inovação, imaginação e criação.

Vincent Michels

Vincent Michels
                                                         Mulheres parafuso. Incrível.

Crônica diária



A Flor da Inglaterra

Além da aspidistra de que falamos ontem, encontrei no livro do George Orwell outra memorável referencia. Há mais de sessenta anos que não ouvia falar de camisa de lamparina. Isso mesmo. Vocês meus leitores urbanos também nunca devem ter visto ou ouvido falar de lamparina com camisa. O personagem central do livro, em dado momento, nervoso e cheio de ansiedade,  ao riscar o fósforo para acender a lamparina esbarrou na camisa danificando-a. Lembro quantas vezes isso aconteceu com meu pai, e muitos anos depois comigo. Usávamos lamparina a querosene na fazenda quando ainda não havia energia elétrica. E para quem nunca viu uma camisa de lamparina, a melhor descrição é a de uma cabana de filó, sustentada por arames. A chama do pavio da lamparina  incandesce o tecido da camisa, e promove uma luz forte e clara. Mas nossa memória é uma coisa curiosa. Na orelha do livro tem uma foto do George Orwell. Ele quando adulto usou dois tipos de bigode. Um quadradinho embaixo do nariz, a lá Hitler, horroroso, e outro estreito sobre o lábio superior de canto a canto da boca.  Com esse ultimo, embora mais estiloso, Clark Gable também fez moda. E ele, o bigode, me remeteu ao farmacêutico do nosso bairro, quando eu era moleque. A casa dos meus pais era na Rua Honduras, a uma quadra da esquina da Rua Pamplona com Estados Unidos, na cidade de São Paulo. E lá na Pamplona havia a farmácia. O dito farmacêutico era magro, alto e portava o mesmo bigodinho do George, além de um jaleco branco de mangas curtas. E foi nesse cenário que tive meu primeiro grande pesadelo. Precisava comprar “camisinha”, e não para lamparina, mas preservativo, e não tinha coragem de encarar o dono da farmácia.  Lembro-me de ter ensaiado e desistido uma dúzia de vezes. Morria de vergonha que a mocinha balconista viesse me atender. Como iria solicitar uma "camisinha" para u´a moça? Os feitios de bigode e o uso dos preservativos com o tempo mudaram. Hoje lamparina só em casa de caça e pesca. Como a caça é proibida, e a pesca controlada e restrita, coitada da lamparina.

6.8.17

Homenagem que SONIA MASCARO nos prestou em 2010

11.10.10

Olhem a homenagem que a SÔNIA A. MASCARO nos fez:

Saturday, October 09, 2010


COASTAL PAINTINGS...LITORÂNEAS



I love so much the series COASTAL (LITORÂNEAS) paintings, created by the painter and sculptor Eduardo P. Lunardelli. Eduardo is a great artist born in São Paulo, Brazil. He is also a very active and creative blogger. He is a very nice friend of mine, a virtual friend till now. His main blog is the prestigious "VARAL DE IDEIAS" that means in English "Clothesline of Ideas", where he focuses mainly artistics themes: painting, sculpture, drawing, collage, photography, and son on. Eduardo moved from São Paulo to Santa Catarina in 2000 and chose the beautiful beach of Ibiraquera, in Imbituba, to live, build his house and his studio, that he named "Piacaba". (Piacaba means observatory in tupi-guarani language). From the balcony of his charming house all covered with ivy, he sees a gorgeous view of the sea and the beach, which are a constant source of inspiration to him. Eduardo says that when he moved to Santa Catarina, the astonishing beauty of the place come nearly to hinder his creativity to paint. He relates: "Some friends of mine commented that I had chosen the wrong place for an art studio. Only a writer can have a little house on the mountain and get inspired with the scenery. Artists have to suffer for their life ..." So, continues Eduardo, "The solution came by accident. I had earned years before a portable easel that I had never used till now. I still kept them intact in the box. One day I put a lot of dyes and brushes on it and went along the coast, from the Batuta Island to the Imbituba Harbor, doing some little acrylic canvas. The constant wind had incorporated a lot of sand to the painting. So, there were many months, that actually gave me much pleasure and resulted in 53 small canvases painted "in loco". With this I could know in details, stones, trees, mountains, wonderful beaches and headlands of the Brazilian coast. That was in 2003.
Once these are done, the paintings formed an enjoyable ensemble. Thus our friend Vincenzo Scarpellini, convinced my son Guilherme, photographer, to make a book: LITORÂNEAS. As the book is not yet published, I have been showing these paintings on my blog"
To know more about the artist Eduardo P. Lunardelli, click on
GALERIA DE ARTE PIACABA,(Art Gallery Piacaba), also on MAP - MUSEU DE ARTE PIACABA, (Art Museum of Piacaba) and on his blog VARAL DE IDEIAS (Clothesline of Ideas).



Gosto muito das lindas telas da série LITORÂNEAS, criadas pelo pintor e escultor Eduardo P. Lunardelli. Eduardo é um excelente artista e é também um blogueiro muito criativo e atuante. Ele é também um grande amigo, ainda virtual. Seu blog principal é o prestigiado "VARAL DE IDEIAS", no qual ele focaliza principalmente a temática das artes: pintura, escultura, desenho, colagem, fotografia, etc. Nascido em São Paulo, Eduardo mudou-se para Santa Catarina no ano de 2000 e escolheu a bela praia de Ibiraquera, em Imbituba, para construir sua casa e seu estúdio que ele batizou apropriadamente de "Piacaba". (Piacaba vem do tupi-guarani e quer dizer Mirante, Mirador). Da sacada de sua charmosa casa toda coberta de hera, ele descortina uma belíssima vista para o mar e para a praia, que se tornaram fonte constante de inspiração para o artista. Eduardo conta que com a mudança para Santa Catarina, a impressionante beleza do lugar chegou a travar a sua pintura. Conta ele: "Amigos comentaram que eu havia escolhido o lugar errado para um atelier de pintura. Só escritor pode ter uma casinha na montanha e se inspirar com o visual. Artista tem que sofrer nos lofts da vida...” Mas, continua Eduardo, "a solução veio por acaso. Havia ganho, anos antes, um cavalete portátil que nunca tinha usado. Estava na caixa como veio. Lotei-o de tintas e pincéis e saí pelo litoral, da Ilha do Batuta até o Porto de Imbituba fazendo umas telinhas em acrílico, que com o vento constante incorporaram à tinta muita areia. Foram muitos meses, que na verdade deram muito prazer e resultaram em 53 pequenas telas pintadas “in loco”. Com isso conheci, em detalhes, pedras, árvores, montanhas e relevos das praia e costões desse pedaço do litoral brasileiro. Isso foi em 2003. Prontas formaram um conjunto divertido.Tanto que o nosso saudoso amigo, Vincenzo Scarpellini, convenceu meu filho Guilherme, fotógrafo, a fazer delas um livro: LITORÂNEAS. Enquanto o livro não sai, vamos mostrá-las aqui no blog."
Para conhecer melhor o artista Eduardo P. Lunardelli, clique na
GALERIA DE ARTE PIACABA, no MAP - MUSEU DE ARTE PIACABA e também no seu blog VARAL DE IDEIAS.







All paintings created by Eduardo P. Lunardelli


Eduardo P. Lunardelli (on the picture) took these photos of his beautiful house, garden and gorgeous view to the beach.
Eduardo P. Lunardelli (posando na foto) clicou estas fotos de sua linda casa, jardim e deslumbrante vista para a praia. 


Sônia, o que mais posso dizer, se não muito obrigado! 

AS POSTAGENS ANTERIORES ESTÃO NO ARQUIVO AÍ NO LADINHO >>>>>

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Falaram do Varal:

"...o Varal de Ideias é uma referência de como um blog deve ser ." Agnnes

(Caminhos e Atalhos, no mundo dos blogs)

..."parabéns pelo teu exemplo de como realmente se faz um blog...ou melhor tantos e sempre outstandings...".
(Vi Leardi )

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