30.6.17
Crônica diária
Ilações entre Maduro e Temer
É possível que o Temer consiga permanecer Presidente na inusitada
situação de denunciado pela PGR, e processo barrado na Câmara dos
Deputados. Certamente não será por falta de provas, ao contrário, como
no caso da chapa Dilma/Temer, este contra o Presidente, há farta e
abundantes provas contra ele. Uma gravação onde pede, descaradamente,
dinheiro ao Joesley Batista, que em seguida é transportado em mala, pelo
amigo de "estrita confiança" Rocha Loures, não é prova, mas ilação, não
sei mais o que é prova. A população desta vez não esta disposta a sair
às ruas e propor o "Fora Temer", pela simples razão, de que na percepção
popular, não há quem possa substitui-lo. Ao contrário da Venezuela, que
empobrece há vários anos, o povo diuturnamente vem se manifestando nas
ruas. Várias mortes em conflitos com as milícias e polícia do Maduro, e
apesar disso ele permanece no poder. O Temer também poderá chegar até
2018, quando haverão novas eleições. As razões dos que defendem sua
permanência é o resultado na economia. Diferentemente da Venezuela.
Pessoalmente
sou contra transigir com um Presidente corrupto, comprovadamente
flagrado em grave delito, e contemporizar para não "impincha-lo". Neste
caso, pela magnitude e característica do cargo, sou constitucionalista
ferrenho. Quando a justiça absolve por excesso de provas, quando mala
com meio milhão de reais, portadas por pessoa da "inteira confiança" do
Temer, não é prova de crime, mas uma simples ilação, não se pode mais
acreditar nas instituições. E a perda de confiança nelas, é mortal para
um país.
29.6.17
Crônica diária
Pulôver
Devo ser da
ultima geração de filhos que usaram pulôver feito de tricô pela mãe. As mães de
hoje trabalham, e não aprenderam a fazer tricô de lã. E pulôver passou a ser
chamado de casaco. Sem nenhuma razão específica outro dia me veio à cabeça a
palavra pulôver. Achei curiosa a velha lembrança mas não a ponto de merecer uma
crônica. Uma semana depois na página 51 do livro Redentor do Jo Nesbo, me
deparo com ela. E ele a usa uma segunda vez logo adiante. Aí foi demais. No tempo
que minha mãe fazia tricô com lã grossa, a palavra ainda era grafada no
original: pullover, que quer dizer que deve ser colocado e retirado pela
cabeça, com ou sem mangas. Um sinônimo, também usado na época era suéter. Hoje
tudo virou casaco. Que não se confunde com "virar casaca", que
significa mudar de time, mudar de posição política ou meramente trocar de
posição.
28.6.17
Crônica diária
Barata, laranja e canivete
Jo Nesbo em seu livro " Barata", onde o detetive Harry Hole luta contra
seu próprio alcoolismo e desvenda como poucos crimes intrincados. Desta
vez na Tailândia, onde o embaixador norueguês foi assassinado, num
motel, com uma faca cravada nas costas. Essas premissas dão uma ideia de
quantas aventuras, enigmas, baratas, e mistérios envolveram esse
romance. Lá pelas tantas dois personagens provisoriamente insuspeitos,
mesmo porque nas narrativas do Jo Nesbo, nada é definitivo até a ultima
linha da ultima página, se enfrentam e o menos violento decepa a mão do
outro. Aí travasse um diálogo onde o agressor elenca uma série de coisas
que o agredido não poderá mais fazer. Entre elas descascar uma laranja.
Daí me ocorreu uma pergunta: como pode se sustentar a famosa e
conceituada indústria de canivetes suíços? Ninguém mais usa no cotidiano
um canivete multiuso. Antigamente todo homem de respeito portava entre
seus pertences de bolso um canivete. Picava fumo, descascava laranja,
palitava os dentes, sacava rolhas, cortava unha, perfurava o cinto com o
estilete, enfim, não saia sem seu canivete. Isso é passado. Hoje
canivete só serve para colecionador. Mesmo porque laranja hoje é vendida
em caixinhas com o canudo acoplado. Para que então um canivete? Um
inconveniente a menos para quem perde u´a mão.
27.6.17
Crônica diária
Teoria de
conspiração e outras reflexões
Tenho uma
especial implicância com gente que vê em tudo, e em todos os lugares, teorias
de conspiração em andamento. Prefiro, com reservas é claro, as pessoas meio
ingênuas e crédulas. Elas são do bem. Elucubrações fantasiosas rondam sempre as
mentes de determinadas pessoas. As coisas nunca são como são postas. Há sempre
uma segunda e terceira intenção sublinear. As conspirações são constantes e
permanentes. E essas pessoas tiram apressadamente conclusões sobre essas
premissas. Desde o início dessa história da fita gravada pelo Joesley Batista,
como dizem, sob a orientação da Polícia Federal, na calada da noite, nos
porões do Palácio do Jaburu, com o Presidente Temer, nunca duvidei de sua
integridade. Diante de tal escândalo envolvendo um dos maiores empresários
brasileiros e um presidente, muito pouco provável que alguém faria montagem na
gravação. E montagem tão primária e óbvia. Claro estava que as falhas de som da
fita poderiam, como de fato foram causadas por problemas mecânicos, e de
operação. Não de manipulação a posteriori. Mas não faltaram os que de imediato
assumiram a postura da conspiração. E claro, o perito em fonética forense
Ricardo Molina, professor da Unicamp (Campinas), conhecido dos tempos do caso
PC Farias, tesoureiro do Collor, assassinado, apressadamente colocou
combustível na "dúvida". Lembrou-me, pelo primarismo, os velhos
tempos da revista O Cruzeiro, onde os escândalos eram alimentados por
"amadores" que se passavam por profissionais altamente capacitados. O
único que tinha o direito de contestar, por dever de ofício, a autenticidade da
fita, e prova do crime, era o advogado do Temer, que para tanto contratou o
Molina.
26.6.17
Crônica diária
Primeira comunhão e a política no Brasil
Ontem minha neta mais velha fez sua primeira comunhão. As notícias que
leio nos jornais não são nada animadoras. É muito bom ter mais uma alma
rezando por este país. Senão vejamos: o Ministro da Justiça, Torquato
Jardim, que tem nome de militar e postura de ditador, falou por três
minutos, sem responder perguntas dos jornalistas, para dizer que "as
notícias sobre a troca no comando da PF foram "pós-verdade". "Sem elas,
na verdade, o governo já teria feito a troca há muito tempo," ponderou O
Antagonista. O trabalho diuturno de solapa da Lava Jato e as constantes
tentativas de desmoralização do impoluto juiz Sérgio Moro e do
Procurador da República Deltan Dallagnol são diárias. Os
nervos da esquerda estão à flor da pele. A prisão do Lula é eminente.
Por outro lado a grande sorte do Aécio é que seu processo caiu, por
sorteio, nas mãos do Ministro Gilmar Mendes. É como ganhar a Mega-Sena. E
para não alongar a lista de notícias desanimadoras, José Serra ameaça
deixar o seu partido se o Prefeito de São Paulo, João Dória vier a se
candidato à Presidência da República. Chamou o Dória de "um blefe".
25.6.17
Crônica diária
Os russos e as urnas eletrônicas
Estou acabando de ler mais um criativo livro do Jo Nesbo, escritor Norueguês, músico e economista. Nem suas mais improváveis aventuras e intrincados enigmas policiais pode ser comparado com as histórias reais. O jornalismo investigativo do Washington Post acaba de publicar o que até pouco tempo seria considerado ficção científica.
A Rússia no final do governo Obama, e durante as últimas eleições ameaçou interferir no sistema eleitoral norte americano. E olhe que ele é complicadíssimo, esse sistema. Na verdade nunca entendi direito de tão complicado. E essa tentativa Russa demonstra que os americanos fizeram bem em não adotar o sistema de urnas eletrônicas. O que parecia uma incógnita, o país mais poderoso do mundo contando células de papel uma a uma, comprovou o acerto da precaução.
Aqui no Brasil não é preciso grande projeto, ultra secreto, para fraudar uma eleição presidencial. Contrata-se João Santana e Monica Moura, que mais parece nome de dupla caipira, para com milhões de dólares roubados da Petrobras por empreiteiras e políticos corruptos, e se elege um poste. O que não poderão fazer os Russos com nossas urninhas eletrônicas?
Estou acabando de ler mais um criativo livro do Jo Nesbo, escritor Norueguês, músico e economista. Nem suas mais improváveis aventuras e intrincados enigmas policiais pode ser comparado com as histórias reais. O jornalismo investigativo do Washington Post acaba de publicar o que até pouco tempo seria considerado ficção científica.
A Rússia no final do governo Obama, e durante as últimas eleições ameaçou interferir no sistema eleitoral norte americano. E olhe que ele é complicadíssimo, esse sistema. Na verdade nunca entendi direito de tão complicado. E essa tentativa Russa demonstra que os americanos fizeram bem em não adotar o sistema de urnas eletrônicas. O que parecia uma incógnita, o país mais poderoso do mundo contando células de papel uma a uma, comprovou o acerto da precaução.
Aqui no Brasil não é preciso grande projeto, ultra secreto, para fraudar uma eleição presidencial. Contrata-se João Santana e Monica Moura, que mais parece nome de dupla caipira, para com milhões de dólares roubados da Petrobras por empreiteiras e políticos corruptos, e se elege um poste. O que não poderão fazer os Russos com nossas urninhas eletrônicas?
24.6.17
Crônica diária
A Europa, o terror, e as nossa Cracolândia
O terrorismo
islâmico através de atentados e de imigrações assombram a Europa. Os Estados
Unidos elegeram o Trump basicamente por conta desses dois fatores. Imigrantes e
terrorismo. Nós aqui no Brasil sofremos com outros tipos de terror. Quatorze
milhões de desempregados e a economia à deriva são nossos maiores problemas. A
descoberta de que todos os nossos políticos, uns mais outros menos, mas todos
estão envolvidos em crimes eleitorais, e uso de dinheiro contaminado por
corrupção, nos deixa estarrecidos. Por outro lado pequenos desafios mostram
nossa fragilidade. A Cracolândia, no centro velho da cidade de São Paulo é um
bom exemplo. A nossa incapacidade de lidar com o problema é emblemática. O Rio
de Janeiro já viveu esse drama há mais de trinta anos. Acabaram
eufemisticamente trocando o nome de favela por comunidade. Mas o controle
continua na mão do tráfico. Uma praça com 1500 viciados e traficantes parecia
mais simples do que subir o morro e colocar ordem na casa. Ledo engano. Os
últimos três prefeitos juntos com o governo do estado tem tentado acabar com a
Cracolândia. Aliás declaram publicamente que puseram fim ao velho drama. Nada
mais enganoso. O máximo que conseguem com grande aparato policial é diminuir
pontualmente o número de viciados a 500. Conseguem também evitar a instalação
de barracas de lona. Fazem a limpeza duas vezes ao dia. Instalaram câmaras de
vigilância. E tudo continua na mesma. Estamos longe de resolver esse grave
problema de saúde pública. Esse problemão coloca em cheque o jovem prefeito
João Dória, que sem a solução da Cracolândia não pode pretender se candidatar à
presidência em 2018.
23.6.17
Crônica diária
Porque são necessárias as delações
Há quem critique
o instituto das delações. Ele esta sendo usado por absoluta necessidade.
Antigamente haviam deputados e senadores ilibados que faziam da tribuna do
congresso a fiscalização do executivo. Hoje todos os políticos, sem exceção,
por conta que todos os partidos estão envolvidos na prática do caixa 2, e do
uso de dinheiro oriundo de corrupção, não tem moral, muito menos interesse em
denunciar falcatruas. Resta então esse papel aos delatores. Quando num Carlos
Lacerda subia à tribuna, a República tremia. E seus discursos e liderança
derrubaram governo. Hoje quem acredita na conversa de um Eduardo Cunha, Aécio
Neves, Delcídio do Amaral, Romero Jucá, Renan Calheiros, Michel Temer, Lindberg
Farias, Gleisi Hoffmann , Edson Lobão, José Sarney, Paulo Maluf todos
investigados, ou já réus em processos, só para ficar em alguns poucos? Por essa
razão singela, são absolutamente necessárias as delações.
Comentários que valem um post
Montanhas nº4 e nº5
Jorge Pinheiro deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Montanhas nº4 e nº5":
Belas montanhas.
Postado por Jorge Pinheiro no blog . em quinta-feira, 22 de junho de 2017 12:02:00 BRT
PS-Já estou na de número 10
*****************************************
Jorge Pinheiro deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Montanhas nº4 e nº5":
Belas montanhas.
Postado por Jorge Pinheiro no blog . em quinta-feira, 22 de junho de 2017 12:02:00 BRT
PS-Já estou na de número 10
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22.6.17
Crônica diária
Teimar com Temer é perda de tempo
O Brasil tem pressa para sair da grave crise que atravessa. O
Presidente Temer teima em continuar no Alvorada e no Jaburu apesar de
ter perdido o poder. O poder conquista-se pelo voto ou pelas armas. Ele
esta lá pelo voto da chapa liderada pela Dilma que foi impichada. O
poder ele poderia ter readquirido com uma postura moral e ética
compatível com o cargo. Alguém com um mínimo de civismo, e vergonha na
cara, teria renunciado. Seus amigos de palácio, todos investigados, não o
deixaram faze-lo. Maus conselheiros. Temer passará para a história com
pouca coisa para contar. As reformas não sairão. O PSDB por apoia-lo
perdeu as futuras eleições um ano antes do pleito.
21.6.17
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Falaram do Varal:
"...o Varal de Ideias é uma referência de como um blog deve ser ." Agnnes
(Caminhos e Atalhos, no mundo dos blogs)..."parabéns pelo teu exemplo de como realmente se faz um blog...ou melhor tantos e sempre outstandings...".
(Vi Leardi )





