29.5.17

Crônica diária


Japan House

Dia seis de maio passado foi inaugurada na Avenida Paulista, 52 o centro cultural que se propõe mostrar a face contemporânea da arte, do design, da gastronomia, da tecnologia e dos negócios do Japão. Dezoito dias depois fui conhecer. O ambicioso projeto do governo japonês, com investimento total de 100 milhões de reais, faz parte de uma iniciativa global que contará com filiais também em cidades como Londres e Los Angeles. Pioneira, a unidade paulistana levou um ano para ser erguida. O desenho do prédio assinado pelo renomado arquiteto Kengo Kuma, conta com uma fachada de madeira. As ripas foram encaixadas no estilo dos templos budistas e estão ao lado de um paredão inspirado no cobogó brasileiro. “A Japan House é a ponte entre o Brasil e o Japão”, explica a presidente da instituição, Angela Hirata. Nos 2 500 metros quadrados do prédio de três andares, há espaços expositivos para mostras de arte, biblioteca, lojas, restaurante, cafeteria, auditório, salas para reuniões comerciais e workshops de assuntos diversos relacionados à nação asiática, de medicina a sustentabilidade. Para desconstruir qualquer traço da imagem caricata que se tem do país, o espaço minimalista da Japan House foca cores em tons pastel. Também não há paredes fixas: telas feitas de papel artesanal, o washi, se movem em diversas direções para criar ambientes conforme a necessidade. Até mesmo no banheiro o público terá uma experiência bem fora do comum. Foram equipados com produtos futuristas com vasos sanitários com assento aquecido e várioas modalidades de chuveirinho. Para garantir que o chamado wa, o espírito japonês, esteja presente em todos os detalhes, uma equipe de 22 funcionários da casa passou por um treinamento de omotenashi, a hospitalidade. O japonês é cortês, acolhedor e muito preocupado com o bem-estar. Todos sorriem e falam baixinho. Eu quase não conseguia ouvi-los.

A mostra Bambu — Histórias de um Japão, é a inaugural. Cerca de cinquenta peças feitas com a planta. Há pelo menos 6 000 usos catalogados para o material, desde instrumentos de caça até utensílios para lavar arroz. Ele é um elemento articulador para abordar assuntos como artes marciais, literatura, vida agrícola e gastronomia.

Três artistas cruzaram o mundo para construir obras de grande escala por aqui. Akio Hizume criou uma fórmula baseada na sequência de Fibonacci, matemático italiano da Idade Média, para que sua instalação de 600 estacas e doze faces se firmasse sem nenhuma amarração. A obra estará em exposição na área externa.

Na quarta geração de uma família de artesãos, Chikuunsai IV Tanabe fez uma espécie de árvore retorcida de 3 metros de altura sem usar nenhum prego nem cola. Já Shigeo Kawashima desenvolveu um método único para manusear ripas de bambu. Ele passou dez dias na capital para erguer sua instalação, confeccionada com trinta troncos de 3,5 metros cada um.

No setor de consumo, entre as lojinhas estão a Madoh, especializada em ingredientes regionais, e a Furoshiki, batizada em homenagem ao lenço japonês que pode ser amarrado em formato de bolsas e embalagens. A imersão na cultura japonesa fica mais completa com o restaurante.

O chef Jun Sakamoto comanda a cozinha. O destaques são os teishokus, refeições completas servidas em bandejas. A versão de tonkatsu, o lombo de porco empanado, inclui conservas, guioza e missoshiro, por 70 reais.

Um comentário:

João Menéres disse...

Comentei noutro lado.
Nem sei se foi no seu FB !

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