4.4.17

Crônica diária

O real perigo de um novo aventureiro

Na situação em que se encontram os políticos e partidos no Brasil, o perigo do surgimento de um aventureiro que se apresente como única solução é enorme. E não se governa um país continente, como o nosso, sem sólidas bases partidárias, políticas e populares. Nem mesmo o exercito com toda a sua força, através das armas, e de sua estrutura nacional, tem condições de governabilidade sem o apoio popular. A volta dos militares é a pior das hipóteses. Esta fora de cogitação. Nossas instituições tem maturidade, e experiência suficientes, para superar o atual impasse. O grande perigo é aparecer um aventureiro e se apresentar como solução mágica. E quando se duvida que isso possa acontecer da noite para o dia, o exemplo do atual prefeito de São Paulo, João Dória, demonstra clara e objetivamente essa possibilidade. Não que ele seja em si um aventureiro. Mas demonstrou que se pode construir uma imagem nacional, ou uma miragem no deserto, que é a política no país neste momento. Em pouco mais de três meses de gestão na Capital paulista, falando e agindo como gestor, e se dizendo não político, já ganhou um lugar de destaque na corrida à presidência em 2018. No caso específico, nada contra a pessoa do Dória, que na melhor das hipóteses será um candidato natural ao governo do estado. Mas demonstra que é possível, em poucos meses, construir uma candidatura à presidência da republica. Outra coisa, e muito diferente, é conseguir governar sem o apoio de uma coligação de partidos, do congresso e do povo. Os três melhores exemplos, e os mais recentes são Jânio Quadros, Fernando Collor, e Michel Temer. Diante desse dilema, além das reformas econômicas em andamento, o que mais importa é uma reforma política, e reforma partidária, que permita uma eleição em novos padrões e moldes em 2018. A manutenção e apoio a operação Lava Jato é fundamental. A punição dos culpados, com cassação de seus mandatos, e inexigibilidade dos envolvidos em crimes de caixa 2, ou corrupção, bem como cassação dos partidos envolvidos, é fundamental. É preciso começar do zero. Ainda que para tanto tenhamos que enterrar uma geração de políticos e de partidos, criados no equivoco de que toda essa bandalheira é normal.  

3 comentários:

João Menéres disse...

A cada ano que passa constata-se quanto é difícil haver bons políticos !

José Luiz Fernandes disse...

Doria está passando a imagem de bom prefeito da cidade de SP, mas ainda está longe de construir uma imagem nacional. Para mineiros e fluminense sua imagem ainda não é forte, e menos ainda na região norte do país. Aventureiro é nominação talvez atribuível a um capitão reformado do Exército, mas que está longe de ser debutante, pois milita politicamente há uns 30 anos, desde o tempo em que foi acusado de envolvimento com planos de colocação de bombas e que tais (vide sua biografia no CPDOC). Certo é que reforma política votada por reformáveis... Em suma, começar do zero é sonho de uma noite de outono.

Li Ferreira Nhan disse...

Essa reforma política como esta sendo conduzida não trará benefícios ao país.
A novidade Dória é restrita e deve permanecer só por aqui.
Preocupante é o tal paulista deputado pelo RJ.
Mas, alarmante mesmo é a volta do ex!

Quero acreditar que outro paulista, vindo do Paraná, possa colocar o país nos trilhos.

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