21.3.17

Crônica diária

A Resistência, Julián Fuks

Ontem contei um pouco do que eu achei do livro que ganhou o Prêmio Jabuti 2016. Hoje volto para reiterar e concluir minha opinião. De forma inédita o livro termina com uma crítica dos pais do autor, e personagens do livro. Embora ele diga que o tema seja o irmão adotado, o livro é uma grande sessão de terapia familiar. Numa família de pai judeu, e pai e mãe psiquiatras. O jovem autor nascido em 1981, com cara de escritor russo do século XVIII, como disse ontem, confessa ter desenvolvido uma reflexão, um exame obsessivo dos sentimentos. Carrega o carma de judeu perseguido comparando os anos de chumbo da Argentina com o holocausto. O que a mãe (a mais sensata dos personagens) acha do livro é exatamente o que eu, leitor, senti. Há sempre um matiz triste, a alguma mágoa. Ela, a mãe, entende o apego que o autor tem pela intensidade, apesar de não entender por que ela deva ser tão melancólica. E a mãe conclui com uma frase que me diz respeito: "Você mente como costumam mentir os escritores..." Eu não gosto de escrita traçada com régua, esquadro e compasso. A "linguagem rigorosa, quase matemática" de que falou a Noemi Jaffe, e repeti ontem. Parece um texto para resolver problemas familiares, e disputar um concurso literário. E vencer.

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