4.2.17

Crônica diária

Curto e bom nº2

Estou cada dia mais convencido de que nenhuma história precisa mais do que 200 páginas para ser bem contada. Estou dizendo com isso que todo livro não deveria passar desse tamanho. Há na literatura inúmeros exemplos de escritores que ficaram famosos com obras de diminuto número de páginas. E alguns autores que, com uma ou duas pequenas pérolas, se imortalizaram. Tenho, com o passar do tempo, tido um prazer cada vez maior em escrever. Mas cada dia mais enfastiado em enfrentar escritores prolixos. Certos livros de 600 páginas, por mais famosos que possam ser, não me convencem. Poderiam tranquilamente ter um terço do tamanho e dizer a mesma coisa. Como disse, meu prazer em escrever só aumenta, porém com muita atenção em faze-lo de forma clara, simples, direta e enxuta. Acredito que tenho feito progresso nesse sentido. E cada vez mais me irrito com os textos de gente culta que desejam demonstrar sua erudição nos fazendo engolir palavrões cafonas e pretensiosos. Haverá um dia que os advogados redigirão textos legíveis, objetivos, e de entendimento geral. Só nos laudos médicos, elaborados por especialistas, se pode admitir o uso de palavras técnicas e de compreensão limitada. Em literatura nunca.
Listo como bons exemplos de pequenos grandes livros:
Morangos mofados (1982) do Caio Fernando Abreu (Caio F,)
Lavoura arcaica (1975) do Nassar Raduan
O Pequeno Prícipe (1943) de Antoine de Sant-Exupéry
O jardim de cimento (1978) do Ian McEwan
Uma confraria de tolos (1980) do John Kennedy Toole

3 comentários:

João Menéres disse...

Entre os citados, conheço o Saint-Exupéry e o Ian McEwan ( há séculos ).
Os advogados de defesa dos criminosos de colarinho branco são dos mais prolixos que eu conheço.
Muito mais que esses escritores de obras de 600 e mais páginas.

Jorge Pinheiro disse...

O poder de síntese nem sempre é fácil. Há gente pouco treinada. Por acaso acho que a advocacia dá uma excelente capacidade de síntese.

João Menéres disse...

JORGE

Claro que dá.
Mas eu estava a referir-me a certos ( muitos ! ...) casos.
E julgo que concordará comigo.

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