Crônica diária
Um sonho Americano
Esse título dei por conveniência, mas o sonho foi meu. Imaginem vocês
que sonhei que estava num prostíbulo na Califórnia, provavelmente
influenciado pelo cinema de Hollywood, e vi quando um grandalhão
vestindo terno azul escuro, com o paletó aberto e uma gravata vermelha. O
nó pequeno, segurava a longa gravata que descia sobre o peito, e ia com
a ponta em forma de flecha até o meio da coxa. A prostituta que o
acompanhava era uma senhora idosa, cuja beleza outrora, lhe dava
autoridade para enfrentar a velhice com altivez. Muito loura, oxigenada,
claro, vestida com largo decote, de uma roupa azul, branca e vermelha. O
decote exibia um largo colo enrugado, franzido, pela idade, bronzeador e
sol das piscinas de Los Angeles. Sob o peito esquerdo, entre as muitas
estrias e rugas ainda se lia uma tatuagem: "Obamacare". Entraram por uma
porta do longo e estreito corredor. A música era da trilha sonora do "O
circo" de Fellini. Todo sonho, e filme, tem um fundo sonoro. Vinte
minutos depois o casal sai do quarto. Ela embrulhada numa toalha branca,
lembrando muito Marilyn Monroe
com cabelos molhados. Ele com os mesmos trajes, e uma pasta preta na
mão. Abriu-a e mostrou para quem passava pelo estreito corredor: "I fucked America".
Em seguida entregou para a velha senhora, como o Trump faz com as
canetas que assina seus decretos uma camisinha com mais de vinte e três
centímetros, e cerca de 287 ml de um líquido branco.


Um comentário:
Sonho, apenas sonho.
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