Crônica diária
O complexo do cronista
Estadão, 15 de Janeiro de 2017. "Um cronista ! Um cronista !" Esse é o título que Luis Fernando Veríssimo deu à sua crônica. Conta ele que o Antônio Prata escreveu sobre a aeromoça que pergunta se havia um médico entre os passageiros. O médico, sempre há, apresentou-se e resolveu o pequeno mal estar de um passageiro. Aí o Prata fica divaga sobre o dia em que um escritor será chamado para acalmar uma passageira aflita. Conta-lhe duas histórias, e acalma a senhora. O Veríssimo termina a crônica lamentado que um cronista jamais seja lembrado para coisa alguma. Não temos remédios para os males do mundo. Não salvamos vidas. E quando chamamos atenção é certamente por comiseração pela nossa insignificância.
Estadão, 15 de Janeiro de 2017. "Um cronista ! Um cronista !" Esse é o título que Luis Fernando Veríssimo deu à sua crônica. Conta ele que o Antônio Prata escreveu sobre a aeromoça que pergunta se havia um médico entre os passageiros. O médico, sempre há, apresentou-se e resolveu o pequeno mal estar de um passageiro. Aí o Prata fica divaga sobre o dia em que um escritor será chamado para acalmar uma passageira aflita. Conta-lhe duas histórias, e acalma a senhora. O Veríssimo termina a crônica lamentado que um cronista jamais seja lembrado para coisa alguma. Não temos remédios para os males do mundo. Não salvamos vidas. E quando chamamos atenção é certamente por comiseração pela nossa insignificância.


2 comentários:
Mas o médico não fica célebre e o cronista pode.
Fernão Lopes, por exemplo...
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