Crônica diária
Um inverno norueguês
Desde 2015 estou
tentando acabar de ler "Morte do Pai" do escritor norueguês Karl Ove
Knausgard. Estamos no fim de Janeiro de 2017 e não passei da página 200 do
primeiro livro de seis volumes com mais de 3 mil páginas. O meu tem um marcador
que vai lentamente movendo-se para o fim, com longos intervalos. O autor é
prolixo e muito detalhista. As longas descrições me aborrecem. Ao contrário dos
seriados policiais noruegueses, que tenho assistido na Netflix, onde o cinema
norueguês da um show de competência, modernidade, a literatura, apesar de fazer
sucesso no mundo todo, não me convence. Pelo menos Karl Ove parece escrever,
durante um prolongado e tedioso inverno, para leitores que apreciam longas e
detalhadas descrições para preencherem o longo e tedioso inverno. Aqui abaixo
do equador o inverno é curto e não me parece necessário encher linguiça para
passar o tempo.


2 comentários:
O estilo balzaquiano interessa-me pouco.
Livros desses são bons para acender lareira.
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