Crônica diária
Por falar em careca
Não vou chover no molhado e dizer que é deles que elas gostam mais. É
mentira. Mas contei outro dia a graça que a mocinha da recepção do hotel
em Treze Tílias, SC, achou quando disse meu primeiro sobre nome. Olhou
para mim incrédula e sorriu. Penteado? Pois é, sou, por parte materna.
Minha avó e mãe tinham pouco cabelo. Minha bisavó paterna era careca.
Naquele tempo não tinham, peruca, porque era muito cara. Ela usava uma
touca de pano. Semana passada fui à Liberdade, um bairro japonês em São
Paulo comprar pente. Comprei 45. Isso mesmo, 45 pentes daqueles enormes
de plástico. A vendedora não acreditava. Foi motivo de muita risada na
loja. Chegaram a dizer: "Deixa ele comprar o que quiser". Como se
tratasse de um louco. Careca comprando pente, e nessa quantidade, só
sendo muito otimista ou demente. Acontece que eram para minha mulher
fazer três escorredores de prato ou porta cartão. Parece ainda mais
estranho do que um careca comprando pente. Mas a Paula uniu, a cada 15,
com um cordão de borracha, pelo furo do cabo, e juntos servem como
escorredores de prato na cozinha, ou porta cartões na mesa do
escritório. Tudo muito moderno, cheio de bossa.


2 comentários:
Grande história. Você acredita que eu não tenho um único pente vai para 4 ou 5 anos?
Eu tinha um deses grandes, mas partiu-se e agora não sei onde arranjar outro.
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