Crônica diária
Newton, Fernando e Herbert
Lendo "Newton Braga, cachoeirense ausente", que sua filha Marília me
presenteou, encontrei uma crônica onde ensina o irmão mais moço a
escrever sobre assuntos irrelevantes, ou totalmente sem apelo. A crônica
tinha por título "Cães em desfile". O irmão Rubem, valendo-se da lição,
escreveu duas colunas e foi efetivado no cargo. Meu amigo Fernando
Zanforlin que além de viajar de moto, com a esposa na garupa, pelo
Brasil e pelo mundo, vezemquando comenta minhas tolices aqui no FB. Seus
comentários nem sempre são entendidos por todos leitores, senão só por
aqueles assíduos e muito atentos. Liga u´a mesa da crônica do
eletricista, com um debate acalorado sobre gays: "sugestão : quem não gostou fique debaixo da mesa." Em outra crônica sai com essa: "...lembrei-me
do chato do Renan. ( será que todos são?)", que nem eu entendi. No
entanto sobre o Frei Beto, de quem falei num texto mais recente, o Fernando disse: "Esse
sujeito é um boçal sem canivete, ficou preso, foi solto e continua
sendo um irrecuperável." Dessa frase quero destacar "boçal sem
canivete". Expressão maravilhosa. Inteligente. Educada. Tanto quanto a
que expressava, em forma de xingamento, quando algum "barbeiro", isto é,
motorista, cometia alguma imprudência, meu patrão, à época, Herbert
Levy dirigindo, e eu de carona, esbravejava: " Animal de rabo", e
continuava a dirigir, certo de que tinha se vingado do mau motorista
definitivamente. Era um Lord.


2 comentários:
Como português deste lado, escapa-me o sentido do "boçal sem canivete".
Será significativo de SEM REMÉDIO ?
Esse Ruben é inesgotável.
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