Crônica diária
Rubem Braga, "homem de pouca música"
Assim se definia o maior cronista brasileiro. Apesar de ter sido chamado
de "orelha de pau" foi membro de júri de festivais de música. Entendia
de letras. E escreveu bastante sobre o assunto. Carlos Didier reuniu em
livro suas crônicas sobre música. O que diria ele nos dias presentes?
Lendo parte das letras das 10 mais tocadas do ano de 2016 fiquei
chocado. Foram chamadas de "musica de sofrência". Inicialmente imaginei
em transcrever, aqui, parte das letras, mas desisti. É um monte de
bobagem inenarrável. Braga escrevia sobre as letras do Chico Buarque,
Vandré, Rita Lee, e dos maiores compositores carnavalescos de sua época.
As letras e músicas atuais são de chorar, literalmente. Sofrência é o
que nos submetemos ouvindo essas coisas. Ainda bem que hoje há uma
estação de rádio que só toca notícia. Por pior que sejam, são sempre
melhores do que o cancioneiro nacional no momento.


3 comentários:
Delirei com a sua frase :
Ainda bem que hoje há uma estação de rádio que só toca notícia.
Aqui, temos rádios de notícias que só deviam emitir música por pior que fosse.
Felizmente há por cá muito boa rádio sem notícias.
Concerteza hoje em dia está impossivel encontrar radios que nos tocam boas notícias .... É TRISTE MESMO..
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