17.1.17

Crônica diária

Rita Lee

As voltas que o mundo dá. A primeira e única vez que vi pessoalmente  Rita Lee foi numa fila de espera para um brinquedo na Disney de Orlando. Ela com filhos, não me recordo quantos, e minha mulher eu, com nossos dois, ou era só com o Guilherme? Faz muito tempo, e minha memória é cada dia mais vaga. Depois disso Rita e Roberto, que era seu marido, só vi pela TV e ouvi pelo rádio. Há uns dois meses conheci em São Paulo, por mero acaso ou vontade da Graziela Debbane um sobrinho do Rubem Braga, Alvaro Abreu. Cronista e fazedor de colheres de bambu. Foi das coisas mais importantes que me aconteceram em 2016. Ficamos amigos em segundos. Não ficamos mais do que meia hora juntos. Mas passamos a nos corresponder. E-mail pra lá, e-mail pra cá. Mora em Vitória, mas nasceu em Cachoeiro do Itapemirim. E num desses e-mails havia me contado que foi junto com o tio Rubem entrevistar Rita Lee. Diz o Alvaro que o tio estava tenso e apreensivo. Voltou da entrevista alegre e feliz. Não sei a data desse fato. O que sei, lendo "Os moços cantam & outras crônicas sobre música" de Rubem Braga é que em 1979, na Tribuna do Norte, ele escreveu: "Em louvor de Rita Lee". Na crônica,  defende a Rita de ataques do Sérgio Cabral, pai do governador que esta preso, com a mulher, em Curitiba, por crimes de corrupção, mas que não tem nada a ver com esta história. Como dizia, Sérgio, o pai, estava, segundo Braga, dando uma de Tinhorão, extremista do samba. Cabral era menos radical, mas ergueu-se contra a Rita, e o Rubem saiu em sua defesa. E disse: "Deixem a Rita caçoar com as coisas, inclusive com a famosa MPB, música popular brasileira. Ela pode fazer isso porque ela é MPB também -- e da melhor. Quanto ao mais, nada melhor do que não fazer nada...". Isso foi em 1979. Imagino o fã da artista, anos depois indo ao encontro da cantora de cabelos vermelhos, olhos azuis, "que canta com graça e  uma sabedoria infinitas, "...nada melhor do que não fazer nada..."

3 comentários:

João Menéres disse...

Quantas e quantas vezes, essa máxima vale ouro !

José Luiz disse...

Quando Rubem escreveu "Em louvor de Rita Lee", ele tinha 66 anos, bem vividos como mulherófilo e mulherólogo. Fico a imaginar a idade que ele teria, quando, mais tarde, foi entrevistar a Rita.

Jorge Pinheiro disse...

Quando estava nos Mutantes ainda dava para curtir. Depois foi sempre a descer até ao inenarrável Lança Perfume.

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