12.1.17

Crônica diária

Uma coisa puxa outra

Quem apresentou-me Graziella Debbane já não lembro, mas foi uma das importantes aquisições sociais e afetivas que cultivo. Éramos solteiros, eu já pai de dois filhos e desquitado. Ela solteira e novinha. Ficamos amigos. Anos depois casou com o Alvaro, e juntos navegam e habitam o planeta de polo a polo. Ela escreve e fotografa, mas sobre tudo observa. Passando por São Paulo nos encontramos na Livraria da Vila, ao lado de casa. Por mera coincidência também passava pela cidade o casal amigo Carol e Álvaro Abreu. Ela nos apresentou. A ele como cronista, mas principalmente como e fazedor de colheres de bambu. Isso mesmo. Um nome reconhecido internacionalmente pelas suas milhares de colheres esculpidas em bambu. A empatia, falo por mim, foi imediata. O casal chegou ao bar da livraria com uma caixinha com três livros de textos inéditos (em livro) do Rubem Braga. Iniciei a conversa dando demonstrações do meu conhecimento da vida e obra do Rubem. O casal me olhava com um estranho (mas simpático) sorriso no canto de boca. Eu estava falando do tio do Álvaro, e não sabia. A Graziella não me havia contado esse detalhe. Trocamos e-mails, livros, e hoje me considero amigo do sobrinho do Rubem. Ele falou de mim para  outra sobrinha, Marília, essa sim, assina Braga, que escreveu-me no dia de Natal, oferecendo-me um livro que ela e dois irmãos produziram sobre o pai, irmão do Rubem, Newton Braga. Foi o melhor presente deste Natal. E olhe que ganhei da minha mulher um cofrinho de louça representado o  Super Man. Há em minha santa ignorância uma lacuna, entre outras milhares, que é o total desconhecimento dos textos do Newton. Carlos Lacerda achava seu texto ainda melhor do que o do Rubem. Como se isso fosse possível! Mas junto do presente da biografia do Newton, sua filha Marília me apresenta a página, no Facebook, de sua mãe, Isabel Braga. Educadora e pintora de quem também não ouvira falar. Mais uma grata surpresa. Mais um presente natalino. Uma coisa foi puxando a outra, e graças à minha querida amiga Graziella, estou conhecendo muita gente bonita dessa terra de Cachoeiro do Espirito Santo. Até então só conhecia de ler o Rubem, e de ouvir o Roberto Carlos.

3 comentários:

José Luiz Fernandes disse...

Talvez não com o mesmo entusiasmo que temos pelo Rubem, mas você conhecia também a Nara Leão (sobre quem postei no Facebook), a Danuza Leão, o Augusto Ruschi...

José Luiz Fernandes disse...

Os três citados não eram de Cachoeiro, mas eram de pertim.

José Luiz disse...

De Cachoeiro, você conheceu também o Jece Valadão, a Darlene Glória e até o Carlos Imperial. Sem falar que o nome do naturalista Ruschi me fez lembrar da Luz del Fuego, que também nasceu em Cachoeiro.

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