31.8.16

Desenho do Facebook

http://pt.nametests.com/test/result/vamos-fazer-um-desenho-de-voce/btn_1976391049/

Crônia diária



Robertos d´Ávila e Barroso

O jornalista Roberto d´Ávila entrevistou o ministro Roberto Barroso. O primeiro tem olhos pequenos e não gosto de animal de olho pequeno. Dito isso parto para o ponto alto da entrevista. D´Ávila perguntou ao Barroso se o Moro e sua turma, chamando-os de meninada de Curitiba não estavam cometendo exageros. O Barroso não concordou. Citou até o pequeno número de reformas em tribunais superiores das sentenças do Moro. E completou, para combater a corrupção no país é preciso num primeiro momento exagerar com medidas exemplares. É como a avozinha que em vista ao Louvre mandou um cartão postal da Vênus de Milo para a netinha com os seguintes dizeres: "Querida, se você não parar de roer as unhas, olha o que pode acontecer".

Comentários que valem um post

João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Li toda esta crónica com um sorriso permanente e apesar de ser cedo e ter sido a primeira leitura do dia, no seu final tive vontade de me perguntar :
- Já bebi esta manhã ?

Postado por João Menéres no blog . em terça-feira, 30 de agosto de 2016 04:05:00 BRT

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 Jorge Pinheiro deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Do Ubaldo gostei muito de ler o Povo Brasileiro (em especial a cena de antropofagia) e o Sorriso do Lagarto.

Postado por Jorge Pinheiro no blog . em terça-feira, 30 de agosto de 2016 07:02:00 BRT

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30.8.16

Varal

Foto de Mike Leavenworth, enviada por José Luiz Fernandes

Crônica diária

Velhos conhecidos
 
João Ubaldo Ribeiro era aquele escritor de voz grossa, mansa e bigode de condutor de bonde quando bonde era meio de transporte em São Paulo. Com o título acima deixou uma crônica memorável do tempo que morou em Lisboa. Ele via diariamente o Carlinhos Oliveira (José Carlos Oliveira seu "aplaudido colega de letras". Cruzavam-se, um subindo outro descendo a Avenida Estados Unidos. Não se cumprimentavam porque o João achava que o Carlinhos não o reconhecia, ou era "coisa de escritores". "Vai ver ele esta mastigando um livro novo na cabeça e não quer gastar palavras , ainda mais com outro escritor". Bom o João vai contando as peripécias do Carlinhos e dele sem se falarem. Sempre cruzando um com outro. Outra vez estava em Cuba em companhia do Gianfrancesco Guarnieri e os dois viram Karl Marx na porta do cabaré do Hotel Riviera. Pensaram até em entrevista-lo. Mas concordaram que o Marx não deveria gostar de ser importunado por um par de chatos  na porta de um cabaré. E o João e Guarnieri se questionaram se haviam bebido naquele dia. Assim que Marx sumiu ,Vãnia, mulher do Guarnieri, chegou ao saguão do hotel. Guarnieri anunciou: "Vimos Kal Marx, agorinha mesmo!" "Foi" confirmou o João. E ela imediatamente perguntou: "Vocês já beberam hoje?" Se tivesse sido em Paris tenho certeza de que o Karl Marx era o Eros Graus, que tem apartamento lá. A crônica do Ubaldo termina com a história dos encontros com Ledo Ivo que também não se cumprimentam, e da semelhança do motorista do comboio do Socorro, com o José Lewgoy. Todos velhos conhecidos.

29.8.16

Vamos prestigiar


Crônica diária



Chicle, e Clarice Lispector

Clarice faz uma delicada crônica sobre o primeiro chicle que ganhou da mãe. Grafado assim: chicle, devo dizer que foi a primeira vez que me aguçou a curiosidade em saber a origem dessa palavra. Fui ao Google saber o que minha santa ignorância desconhecia! Realmente o material latex extraído das seiva de certas árvores, e que é a matéria prima dos chicletes, ou goma de mascar, se chama chicle, ou  sapoti. Mas isso não tem nada a ver com o texto da Clarice. O que importa nele é a banalidade, matéria prima, primíssima, da boa crônica. E a mãe ao dar o primeiro chiclete (nunca gravado assim, e sempre chicle) à filha, explicou que se tratava de uma bala eterna. Aí reside a graça da crônica. Bala ao ser chupada desaparece. Chicle não. Chupe até o gostinho doce desaparecer, depois mastigue. Ela vai durar eternamente. E de fato a menina Clarice obedeceu a mãe e só começou a mastigar quando o sabor, até nem muito bom, acabou. Mastigou até virar uma borracha sem gosto e de cor cinzenta. E como dizer à mãe que seria uma tortura ficar eternamente, para o sempre, com aquilo na boca. Fingiu ter derrubado sem querer o chicle na areia da entrada da escola, e sua mãe disse: " Não tem importância". "Outro dia eu te dou outro". E recomendou masca-lo a noite antes de dormir, e para evitar engoli-lo, que ela grudasse na beirada da cama. Isso me reportou às sessões de cinema, na cidade de Cataguases onde, depois do footing,  íamos com as namoradas. A primeira providência era tirar da boca o chiclete e coloca-lo sob o acento ou braço da poltrona. Não era raro encontravamos outros no exato lugar. Daí para frente era só beijinhos e amassos, além do filme, é claro.

Comentários que valem um post

João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

A vida é verdadeiramente feita de espantosos momentos, por mais modestos que possam ser.
A alegria intensa dessa menina supera a pobreza dos Pais mas valoriza o amor paternal.

Postado por João Menéres no blog . em domingo, 28 de agosto de 2016 07:42:00 BRT 

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 João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Geléia de Laranja da Piacaba":

Como aqui não é a Piacaba, compro geleia de morango da Casa de Mateus ( Vila Real ) ou outras franceses, que já esgostei...

Postado por João Menéres no blog . em domingo, 28 de agosto de 2016 07:37:00 BRT 

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28.8.16

Geléia de Laranja da Piacaba

Home made

Crônica diária

 Minha crônica sobre a ultima de Fernando Sabino

Eu me emociono facilmente. Mas isso não tira o mérito do Sabino que procurava um tema pitoresco ou irrisório no cotidiano das pessoas para escrever "A ultima crônica" e coroar mais um ano desse exercício. Faltava-lhe inspiração e a caminho de casa, até para adiar o momento de sentar e escrever, entrou num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. A falta de inspiração o assustava. Foi quando um negro magrinho acompanhado da mulher e filha de fita cor de rosa espetada no cabelo encaracolado, entraram no estabelecimento e foram sentar silenciosamente no fundo à mesa ao lado da parede espelhada. A garotinha com seu vestido branco e pobre estava visivelmente tensa. Prestava atenção a tudo. Sentada, suas perninhas não alcançavam o chão, mas também não balançavam. O pai discretamente tira do bolso algumas notas de dinheiro e confere. Ao garçom fez o pedido apontando para o balcão que em seguida levou um pratinho com uma única pequena fatia de bolo amarelo, e uma Coca-Cola. Os três pareciam hipnotizados com a fatia recém chegada, quando a mãe quebrando a hipnose procura aflita alguma coisa na bolsa que estava no colo. Retira três pequenas velas brancas e as coloca na fatia do bolo. O pai se apressa a riscar um fósforo e acendeu-as. A garotinha, com o queixo na altura do mármore cinza da mesa, assopra apagando de pronto. Bate palpa, e balbucia algo que os pais acompanham: "Parabéns a você..."A mãe sorrindo com a alegria da filha pega as velas de volta e guarda na bolsa. A menina com as duas mãos pega a fatia de bolo. O pai que até aquele momento não havia se dado conta do olhar do Sabino, ao cruzarem os olhos, tentou abaixa-los, mas resolveu encarar, e em seguida abriu um largo sorriso.Termina a crônica dizendo que era assim que gostaria que fosse a ultima crônica: que fosse pura como aquele sorriso.
E eu me emocionei.

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Chef Gino Dinelli deixou um novo comentário sobre a sua postagem "OLIVIER PERROY, o escritor":

Eu conheço esta pequena grande obra já há um bom tempo. Fico imensamente feliz em saber que outras pessoas também admiram a obra de Olivier. Gosto de ler contos de fadas para meus alunos e a releitura de Olivier fascina sempre a todos.

Postado por Chef Gino Dinelli no blog . em sexta-feira, 26 de agosto de 2016 21:46:00 BRT

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 Jorge Pinheiro disse...
Parece uma boneca de loiça.

sábado, 27 de agosto de 2016 07:39:00 BRT
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27.8.16

Tudo impecavel

Sala de embarque.

Crônica diária

Fora de moda

"Lascívia" numa crônica corta qualquer tesão. Desculpe-me José Carlos Oliveira, mas essa expressão não se usa mais. ("Como conquistei a Violeteira" - 100 melhores crônicas brasileiras).

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José Luiz Fernandes deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Você ganhou em reconsiderar. Alguém já disse: "só não muda de ideias quem não as tem."

Postado por José Luiz Fernandes no blog . em sexta-feira, 26 de agosto de 2016 05:16:00 BRT 

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João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":
Um achado esta frase ;
OS ESPIÕES QUE USAVAM DISTINTIVOS DE ESPIÕES
E viva a Clarice Lispector !


Postado por João Menéres no blog . em sexta-feira, 26 de agosto de 2016 03:36:00 BRT 

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João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Uma pedra no caminho":

Uma foto-prima, Eduardo !

Postado por João Menéres no blog . em sexta-feira, 26 de agosto de 2016 03:27:00 BRT

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26.8.16

Uma pedra no caminho

Foto na praia de Ibiraquera onde as pedras que a separam da praia do Luz, no caminho da bicicleta.
Agosto 2016

Crônica diária

Espiões que usavam distintivos de espiões

Vou pagar com a língua, como dizem, ou com o dedo que teclou meu computador ao escrever que não gostava de Clarice Lispector. Acabo de ler uma das três crônicas que Joaquim Ferreira  dos Santos elegeu como as 100 melhores crônicas brasileiras. O título é "Crônica social" e Clarice descreve de forma impagável um almoço  de mulheres, que acima de serem mulheres se comportavam, ou tentavam se comportar, como senhoras. Entre os vários tipos presentes estava, evidentemente, a anfitriã que fazia ares de atenta e participativa, mas na verdade não via a hora do almoço terminar. Outra convidada se incomodava com os constantes esbarros em seu penteado, por parte do garçom, ao servir a mulher ao seu lado. E vai assim descrevendo cada grupo de comensais. A mais hilária é sem dúvida a senhora K, vestida de cinza, sempre disposta a ouvir e responder. Sentia-se bem em ser um pouco apagada. "Sua melhor arma era a discrição e a usava em abundância". Exagerava os sinais de sua discrição, e Clarice lembra, para exemplificar, "os espiões que usavam distintivos de espiões". E quais são os sinais da mulher discreta? Vestem-se com roupas chamadas discretas. Seu corte de cabelo e penteado são discretos. Suas joias são deliberadamente discretas. Seus gestos e tom de voz são comedidos e intencionalmente discretos. Aliás, as discretas formam uma corporação. "Elas se reconhecem a um olhar, e, louvando uma a outra, louvam-se ao mesmo tempo". Que maravilha de crônica.

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João Menéres disse...
Sem dúvida que se trata de uma bela e muito bem conseguida capa e cujo título é muito apelativo !
Não se espera outra coisa que não seja mais um êxito editorial para o EDUARDO !

quinta-feira, 25 de agosto de 2016 04:24:00 BRT
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Blogger Jorge Pinheiro disse...
Gosto do nome e da capa. Para quando vai ser?

quinta-feira, 25 de agosto de 2016 07:01:00 BRT
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25.8.16

Dance comigo

A bailarina  Diane Ichimaru em foto de F Barella
Capa do próximo livro de crônicas do autor do blog onde a bailarina Diane Ichimaru serviu de modelo, em foto de jornal de 2004, para uma tela em acrílica de grandes dimensões.

Crônica diária

Quatro limões, uma limonada

O que fazer com quatro anotações, de quatro autores, se não minha crônica de hoje?
1ª- "Vexame modelo grande". (da crônica Ser brotinho - Paulo Mendes Campos).
2ª- "O homem só tem duas missões importantes: amar e escrever à máquina. Escrever com dois dedos e amar com a vida inteira". (Café com leite - Antônio Maria).
3ª- "Não guardo meus defeitos para a intimidade". "Nada esta direito. A vida é insuportável. Mas devemos calar". (Pedaços da noite 3 e 9 - Marques Rebelo).
4ª- "Gafe é a hora que certa realidade se revela". (Crônica social - Clarice Lispector)

Do Paulo Mendes Campos li tudo na juventude. Do Antonio Maria, quase nada porque escrevia nos jornais do Rio. E Marques Rebelo fui, como Presidente do Grêmio Literário Machado de Assis, do Colégio de Cataguases, ao Rio convida-lo para uma palestra no colégio. Ele aceitou.E da Clarice Lispector não gostei do pouco que li. Essa crônica especificamente é muito boa.


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João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

A beleza da mulher começa na delicadeza do seu pé e, poucas vezes, vai até à cabeça.

Postado por João Menéres no blog . em quarta-feira, 24 de agosto de 2016 05:33:00 BRT

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 José Luiz deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

No romance A PATA DA GAZELA, Alencar viaja em torno desse território. No final, revela-se que Amélia é que era a mulher de verdade...

Postado por José Luiz no blog . em quarta-feira, 24 de agosto de 2016 05:58:00 BRT 

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24.8.16

Maria Cecilia Machado

Um desenho meu da querida amiga Maria Cecília 1993
 A  industrial de sucesso
Minha caricatura 2011

Crônica diária

Máquina de costura

Encontrei uma crônica de José de Alencar, um podófilo como eu (e não confundir com pedófilo, que não somos) onde se refere a "um pezinho o mais mimoso do mundo, um pezinho de Cendrillon*, como conheço alguns, basta para fazer mover sem esforço todo este delicado mecanismo", referindo-se à novidade que era a máquina de costura. Mas logo adiante completa: "um pezinho de mulher bonita, que é tudo quanto há de mais poético neste mundo". E eu não posso estar mais de acordo. 
*Cendrillon, usado por José de Alencar significa Cinderela, por suposto.

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João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":
Na 2ª parte da selecção dos melhores cronistas ( de 1921 a 2021 ), há um nome incontornável dos Melhores Cronistas : o de EDUARDO P. LUNARDELLI.

Postado por João Menéres no blog . em terça-feira, 23 de agosto de 2016 03:14:00 BRT 
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23.8.16

Sophia Sacarpellini

Sophia filha do saudoso amigo Vicenzo Scarpellini, em foto do meu arquivo. Adoro criança nessa idade. Hoje é uma linda mocinha.

Crônica diária

Seleção brasileira de cronistas

Ganhei de presente do meu filho a seleção dos 100 melhores crônicas brasileiras elencadas por Joaquim Ferreira dos Santos. 62 escalados. Cronistas escolhidos de 1850, quando inventaram a crônica, como a entendemos hoje, a 1920. Há quem diga  que a carta de Pero Vaz de Caminha tenha inaugurado o gênero. Depois da bênção dos modernistas de bermudas de 1920 a 1950, década de ouro de uma geração de craques. De 1960 à década de 2000, uma turma extraordinária de cronistas. Definições saborosas do que é uma crônica. Gustavo Corção, sobre a crônica brasileira: " uma maneira leve de tratar as coisas graves, e uma maneira grave de tratar as coisas leves". Ou como recomenda Machado de Assis: " Há um meio certo de começar a crônica por uma trivialidade. É dizer: Que calor! Que desenfreado calor!". Joaquim Ferreira dos Santos faz uma deliciosa introdução falando da origem e forma pelas quais passou a crônica que já foi considerada literatura menor, por pensarem que ela não permaneceria. A presente seleção prova o contrário. Ela não só sobreviveu aos tempos como hoje ocupa meia página dos maiores jornais diários. Ela passou por fases entre relato dos acontecimentos da semana (folhetins), a um casamento entre jornalismo e literatura, chegando aos moldes atuais. Mas chegou a ser chamada de "cães vadios, livres farejadores do cotidiano" segundo Antonio Cândido. O mais célebre dos cronistas, no dizer de Manuel Bandeira, Rubem Braga era sempre bom, mas " quando não tem assunto então é ótimo". Bermuda também foi uma de suas alcunhas. Finalmente a crônica é composta de humor, observação, cotidiano, poesia e literatura, não importando sobre o que ela trata, e sim como ela trata. Só não pode ser chata. A seleção vai de Machado e João do Rio a Antonio Prata, numa diversão garantida.

22.8.16

Beliscão

Beliscão em homenagem ao VARAL. O pregador de roupa  ou mola com o chamam em Portugal sempre foi o símbolo deste blog. Bunda é o artigo mais nobre do Brasileiro.

Crônica diária

Nilo Oliveira, "Armação da Piedade"

Nessa minha compulsão por descobrir novos talentos literários não me lembro onde, nem o que li sobre um jovem autor morador de Florianópolis. Sei que comprei num sebo pela internet e depois de um mês, quando voltei a São Paulo, o livro "Armação da Piedade" de Nilo Oliveira estava lá. Levei mais um tempo para começar a leitura. Logo vi do que se tratava e que não iria gostar. Leitura é como filme. Logo nas primeiras cenas temos certeza de ter entrado no cinema errado. Apesar da história não me interessar, a maneira como é contada me prendeu. Fui lendo. O autor escreve bem. O livro é pequeno (144 páginas) mas o bastante e suficiente para o Nilo demonstrar suas credenciais culturais, citando autores e lugares. Tem grande capacidade descritiva, humor e agilidade na composição dos personagens. Termino com a melhor frase do livro: "A diferença entre puta e o psicanalista é só a parte do corpo que se aluga!"

21.8.16

Sininho

Portão do estúdio de esculturas da PIACABA

Crônica diária

 Anthony Howe, e sua "escultura cinética"

Sheila Lerner, lá de Paris onde mora, escreveu em sua página do FB uma definição maravilhosa sobre artistas e não-artistas, sobre arte e objeto decorativo. Segundo ela, e eu estou de pleno acordo, o soi-disant "escultura cinética" que acompanha a pira olímpica do Rio não é um objeto de arte.Seu autor, segundo ela é um "não-artista". "O artista verdadeiro cria dentro de um programa estético". E arremata dizendo que Howe além de ser um "não-artista de grande talento, decorador cinético da pira olímpica, tornou-se agora um marco na história da arte. O único antípoda de Duchamp.  Duchamp pegou um objeto e fez arte. Howe pegou arte e fez um objeto".

20.8.16

Barco encalhado

Praia de Ibiraquera onde o barco encalhou.

Crônica diária


Eleitores do Temer

É curioso como são os intelectuais e eleitores de esquerda. Votaram no Temer, porque era o vice da Dilma, e hoje bradam FORA TEMER. Eu e a maioria dos eleitores que não votamos no Temer, mas respeitamos a Constituição do país, o defendemos como sucessor legítimo da presidente afastada,  diga-se de passagem, legitimamente. Os mesmos eleitores do Temer vaiam o presidente em exercício como era vaiada a incompetente presidente Dilma. Mas por razões diversas. Ela porque estava cometendo crimes de responsabilidade e quebrando o país. Ele por estar tentando nos salvar. Vai entender! O brasileiro perdeu a vergonha. A compostura. Educação nunca teve. Esta acostumado a vaiar juiz de futebol, e pensa ser esse o comportamento habitual de uma plateia civilizada. Na Olimpíada comporta-se mal num jogo de tênis, ou competição de natação. É composto por uma classe média vulgar, deseducado, e agora desavergonhado, mandando todo mundo tomar no cu. Os treze anos de governo petista nos abriram feridas profundas. Eles continuam cinicamente defendendo o atraso, e nos fazendo passar por republiqueta sul americana, imagem que a duras penas, vínhamos tentando modificar. Recorrer à OEA sobre a lisura do impeachment é um ato de insensatez para dizer o mínimo. Ao mesmo tempo nas redes sociais o tema em debate é se a Dilma era presidente ou se Machado de Assis estava errado em usar, uma única vez, o termo presidenta. A presidente do STF, Carmem Lúcia esta certa em dizer que estudou nossa língua e que o correto é presidente. Os antas são os que por falta de argumentos para defenderem  a afastada vaia o presidente em quem votaram.  

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(Vi Leardi )

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