16.11.16

Crônica diária



Reflexões de um cronista

Os cronistas das décadas de 50 e 60, os grandes cronistas, aqueles que estabeleceram as bases para a crônica contemporânea, publicavam em jornais e revistas. Recebiam como retorno dos leitores cartas e algum telefonema. Eram elogios ou críticas ao texto. Mas de maneira geral era um eterno monólogo. Com a internet as crônicas passaram a ser postadas nos blogs e redes sociais. Passou-se a poder dimensionar o número de leitores, que antes era impossível. Mas foi a interatividade que  aumentou, e fez a diferença Propiciou ao autor uma resposta instantânea ao seu texto. Ao leitor uma forma de demonstrar seu agrado ou desagrado imediato. A possibilidade de estabelecer o contraditório. Opinar. Curtir, como é usado no Facebook, mas na verdade não quer dizer "Gostei". Só estive aqui. O cronista por seu lado ficou mais vulnerável e menos independente. Seus leitores acham-se no direito de pautar suas matérias. De censurar, em alguns casos. De tentar limitar o tamanho do texto. De impor sínteses e resumos do que deveria ser uma prosa solta, descontraída e descompromissada, como é do espírito da crônica. O leitor da internet tem pressa. Ou não tem tempo. Ambos inimigos de uma boa conversa. A crônica não pode ser lida como obrigação. Não é um contrato. Não é uma carta. É só um pouco de prosa. De conversa. E quando não se tem tempo, ou disposição para um papo, melhor não ler crônicas.

Um comentário:

Jorge Pinheiro disse...

A interactividade em si não é má. A pressa sim. Muitas vezes é só dizer que "passei por aqui".

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