Crônica diária
Sururu entre Senado, Executivo e STF
Desdobramentos: o poder executivo não
gostou das críticas ao seu Ministro, que diga-se de passagem, tem mais criado
polêmica do que se comportado como Ministro de Estado. Mas não cabia ao Renan
critica-lo publicamente. A mesma reação, em tom muito mais contundente a
Presidente do STF, ministra Carmen Lúcia reagiu dizendo-se tão ofendida quanto
o "juizeco" e toda classe de Juízes da magistratura. Um sururu
danado. O que fizeram de errado os quatro seguranças do Senado? Varreduras nas
residências de ex-senador, e senadores que tinham instalado em suas residências
escutar autorizadas pela justiça, por conta de delações premiadas da operação
Lava-Jato. Mais uma vez ela. Em resumo o Collor, Sarney, Gleisi Hoffmann e
Lobão, senadores investigados solicitaram as tais varreduras e com isso
obstruíram a Lava-Jato. Sempre ela. Segundo a justiça a polícia do senado não
pode trabalhar fora das dependências da casa. Ficou claro que Renan aproveitou
o incidente para assumindo a defesa dos presos, corporativamente acusar a
justiça, e o Ministro, tentando com isso mostrar força e adiar eternamente o
julgamento dos seus processos. O tiro saiu pela culatra. O STF imediatamente
agendou os primeiros julgamentos. A Presidente Carmen Lúcia, alegando falta de
espaço na agenda, declinou do convite para uma DR (discutir as relações) com
Temer e Renan. O Temer não concordou em desconvidar seu ministro da Justiça
para esse encontro, como era imposição do Renan. Não resta dúvida de que
problemas pessoais são postos acima dos da nação. Salvar o país da crise é
menos importante, ou pelo menos não tão urgente, quanto salvar a própria pele.
Nesse clima leio uma notícia no Diogo Mainardi: "Caso o STE cace a chapa
Dilma/Temer, depois do dia 31 de Dezembro, o congresso já pensa em nomes para
eleger o Presidente do Brasil. Dois nomes são cogitados: Fernando Henrique
Cardoso e Nelson Jobim", É mais sururu pela frente.


Um comentário:
Adiar, adiar sempre é a "técnica" sobejamente conhecida.
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