Crônica diária
Bob Dylan e o Prêmio Nobel
Talvez nunca antes na história do Nobel de Literatura um prêmio tenha sido tão controverso. Há para esse fato razões óbvias, outras nem tanto. A mais óbvia é que pouca gente desconhece o agraciado. Na maioria das vezes o prêmio é dado para um escritor completamente desconhecido do grande público. Ninguém leu, não há como contestar. Ao contrário, os especialistas aplaudem a escolha, tornam o escritor famoso, seus livros passam a serem reeditados, e fica mundialmente conhecido. No caso do Bob Dylan, autor de dois obscuros livros, deve ter recebido a láurea por conta dos seus poemas. Há quem diga que é mau cantor e um poeta caipira. Mas antes do Nobel já tinha recebido o Oscar, e foi condecorado com a Medalha Presidencial da Liberdade pelo presidente dos Estados Unidos Barack Obama. Não deve ser tão ruim assim. Quanto ao premio ter sido dirigido a um poeta, independente de ser bom ou mau, é uma sinalização de que literatura não é só prosa. E neste caso o poeta não precisava do prêmio para vender mais disco. Ao contrário, ele é quem empresta ao título fama e popularidade. Quando escrevi estas linhas a Academia Sueca havia desistido de contatar o artista, que respondeu aos vários e-mails, e telefonemas com o silêncio.
Talvez nunca antes na história do Nobel de Literatura um prêmio tenha sido tão controverso. Há para esse fato razões óbvias, outras nem tanto. A mais óbvia é que pouca gente desconhece o agraciado. Na maioria das vezes o prêmio é dado para um escritor completamente desconhecido do grande público. Ninguém leu, não há como contestar. Ao contrário, os especialistas aplaudem a escolha, tornam o escritor famoso, seus livros passam a serem reeditados, e fica mundialmente conhecido. No caso do Bob Dylan, autor de dois obscuros livros, deve ter recebido a láurea por conta dos seus poemas. Há quem diga que é mau cantor e um poeta caipira. Mas antes do Nobel já tinha recebido o Oscar, e foi condecorado com a Medalha Presidencial da Liberdade pelo presidente dos Estados Unidos Barack Obama. Não deve ser tão ruim assim. Quanto ao premio ter sido dirigido a um poeta, independente de ser bom ou mau, é uma sinalização de que literatura não é só prosa. E neste caso o poeta não precisava do prêmio para vender mais disco. Ao contrário, ele é quem empresta ao título fama e popularidade. Quando escrevi estas linhas a Academia Sueca havia desistido de contatar o artista, que respondeu aos vários e-mails, e telefonemas com o silêncio.


Um comentário:
Embora nunca tenha apreciado Bob Dylan, tenho de o reconhecer como símbolo de uma época e de um modo de pensar. Só isso vale o Nobel e é um bom prenúncio para outros baladeiros. A poesia sempre esteve associada á música e, nesse aspecto, é natural a atribuição do prémio.
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