2.10.16

Crònica diária

Colheres de bambu II

Tenho experimentado novas formas de testar minhas crônicas. Explico melhor: às vezes tenho ideia de contar certas coisas e não sei bem como devo faze-lo. Até se devo contar. Aí narro verbalmente para a pessoa que estiver disposta escutar. Dependendo do resultado, da receptividade, passo para o papel, ou direto para o teclado do meu computador. Ou deleto a ideia. Dias atrás fiz um teste com meu amigo artista plástico Ricardo Blauth. Não é fácil encontrar espaço quando se conversa com ele. Mas já foi pior. Tem aprendido a ouvir, apesar do adiantado da idade. Escuta mas não executa. Não costuma por em prática meus conselhos. No entanto, continuo insistindo. Contei a ele do meu encontro com o sobrinho do Rubem Braga. Narrei a história das colheres de bambu. E tentei mostrar, mais uma vez, a diferença entre arte e artesanato. Defendi a ideia de que as colheres de bambu do Álvaro Abreu (não assina o Braga do seu nome) que as faz compulsivamente e não as vende, pela quantidade e variedade delas, pelo formato e características de cada uma, sempre diferentes entre si, ao longo do tempo se tornaram objetos de arte. A coerência da série, e o volume do trabalho, abstraindo das colheres sua funcionalidade precípua, lhes dá status de objeto de arte, e não mais de colheres de bambu simplesmente. As pessoas sortudas que são agraciadas com uma colher do Álvaro a recebem como um troféu pela amizade que os une. Não as levam para a cozinha, ao contrário, ganham proteção de vidro ou acrílico e são expostas na sala de visita. É um objeto de arte. Assinado. Único. E quando a vasta coleção estiver abrigada num museu, em Vitória ou na Alemanha, as colheres do Álvaro Abreu serão valiosíssimas. E além de colheres de bambu, reconhecidas internacionalmente, o sobrinho do Rubem Braga, ainda, escreve crônicas. É um desaforado.

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