17.10.16

Crônica diária

Rui Silvares (100cabeças)


Hoje transcrevo na integra um comentário de amigo lisboeta Rui Silvares. Nossa amizade remonta 2006 quando criei o meu primeiro blog e conheci o seu "100cabeças". Naquele tempo ninguém, ou quase ninguém colocava seu retrato e, muitas vezes, assinava com pseudônimo. O Rui era um desses. Em 2 de Julho de 2013 escrevi sobre ele no meu blog UM BLOG a +.
Transcrevo:
Rui Silvares
Ao postar umas fotos de um jantar em Lisboa, onde reunimos velhos amigos virtuais e alguns que conhecemos pessoalmente na noite do evento, não posso deixar de comentar como as pessoas nos enganam na net. Há quatro anos, não conhecia pessoalmente o amigo "100 cabeças" (é assim que chama o blog do Rui Silvares), que eu tinha como "desconfiado, tímido, mal humorado, e de esquerda." De todos esses qualificativos imaginários o que mais me incomodava era o mal humor. Desta vez, na viagem que fizemos a Lisboa, conheci o Rui. Uma pessoa tímida, é verdade, e daí, desconfiada. Gestos contidos, movimentos lentos. Pequena estatura em comparação com sua obra pintada e escrita. Um rosto de jovem rebelde. Professor de arte e agora autor de conto policial. Mas o que mais me impressionou foi seu sorriso constante. Seu riso aberto. Seu bom humor no trato pessoal. Por que dos textos amargos, críticos, às vezes feroz? Por que uma pintura, colagem ou desenho tão macabro? Em pessoa é manso, doce, acolhedor. Como erramos ao fazer ideia das pessoas. Como erramos ao julgar as pessoas pelo que pintam, desenham ou escrevem. Ficou provado que não devemos julgar à distância digital. Só o contato pessoal e analógico pode revelar a verdadeira personalidade das pessoas.
Fizemos um livro junto com outros três blogueiros que não se conheciam entre si. Foi uma experiência interessante.
Depois disso passei a escrever umas mini crônicas diárias. E foi sobre uma delas, onde contava a história de uma amigo que brigou comigo por conta de ter chamado todos os eleitores brasileiros de ANTAS, que deixou o comentário que se segue:
Rui Silvares Eduardo, meu amigo, nem sempre é fácil aceitar opiniões diferentes das nossas, nem sempre conseguimos ultrapassar afirmações que a nossa mente considera ofensivas. É preciso que haja muito espírito, espírito largo, espírito verdadeiro (espírito tipo fantasminha). As palavras não passam disso mesmo, são coisas frágeis. Quando o contacto entre as pessoas sugere algo mais que a evidência do quotidiano, surge espaço para a aceitação da diferença. Tenho amigos de direita, amigos de esquerda, tenho familiares de ambos os lados da barricada. Precisei aprender a amar todos. Mas aprendi. Descobri que a diferença é a nossa maior riqueza. Já me chamaram de comunista, já me chamaram de fascista, eu penso que sei o que sou. Compreendo que outros não saibam. Tudo bem, continuemos vivendo e, sobretudo, não tenhamos receio de ter opiniões. O nosso coração sabe quem somos. O resto... o resto são meras opiniões iguais às nossas. Nem mais, nem menos. A honestidade intelectual é o maior bem a que podemos aspirar. Abração.
Agora digo eu: como é bom ter amigos inteligentes, esclarecidos, dignos como o Rui.

3 comentários:

Jorge Pinheiro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Jorge Pinheiro disse...

Foi uma bela noite. Encontros reais.

João Menéres disse...

Nesse jantar também o Rui Silvares foi uma boa surpresa para mim !
E creio que se estabeleceu uma mútua empatia.

AS POSTAGENS ANTERIORES ESTÃO NO ARQUIVO AÍ NO LADINHO >>>>>

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