Crônica diária
Feijão carioquinha
Duvido que entre meus doutos e sábios leitores tenha alguém que, sem consultar o Google, saiba por que o feijão "Carioquinha" tem esse nome, e por que o carioca não o come? Como todo mundo sabe, no Rio se come arroz com feijão preto. O "Carioquinha" é relativamente novo, tendo sido criado através de mutações genéticas na década de 70. Há muitas controvérsias sobre a origem do nome. Como tudo que é bom e faz sucesso, sempre cria disputa sobre a paternidade. Só filho feio não tem pai. Encontrarão na internet pelo menos três ou quatro versões para o "pai do carioquinha". A que vou lhes contar aqui tem a chancela pessoal da minha querida amiga e vizinha de apartamento em São Paulo. Mariinha Oliveira, que ontem jantou em casa, acompanhada de duas filhas Adriana e Luciana. A Valéria, dona do apartamento, onde mora a mãe, encontra-se viajando. Dou todos esses detalhes para qualificar o depoimento da Mariinha. Segundo ela foi o agrônomo Wladimir Coronado Antunes, em Ibirarema, Estado de São Paulo quem deu o nome de "carioquinha" para o feijão de cor bege e listas formando desenhos em forma de ondas do calçadão de Copacabana. Essa variedade foi um sucesso agrícola e comercial. Daí encontrar-se outras versões para sua paternidade e origem do nome. Alcides Conceição que tinha nove anos em 1960 quando, segundo ele, encontrou no sítio onde morava em Conchas, SP, um grão de feijão que deu o nome de "carrapatinho" que viria a se tornar o "carioquinha" atual. A cidade de Conchas reclama a paternidade. Mas há o engenheiro agrônomo Leonardo Melo, da Embrapa, que escreve sobre o assunto, confirmando as controvérsias. Segundo ele a mais romântica é a narrada pela Mariinha. Mas sustenta que a origem mais provável do nome "Carioquinha" teria vindo dos porcos "caipiras" muito comuns à época, de cor bege e listas espalhadas pelo corpo, e que era chamado Carioca. Defende ainda o engenheiro que o trabalho de seleção teria sido feito no Instituto Agronômico de Campinas. E para finalizar essa polêmica não podemos deixar de registrar que o agrônomo Luiz D´Artagnan de Almeida, também conhecido como "pai do carioquinha" foi um dos que incentivou e popularizou o plantio em larga escala em várias regiões do estado de São Paulo. Hoje esse feijão é o mais consumido em todo o Brasil. Quanto à razão da predominância do consumo do feijão preto nos estados do Rio, Espírito Santo, Santa Catarina e Rio Grande do sul são históricas e culturais.
Duvido que entre meus doutos e sábios leitores tenha alguém que, sem consultar o Google, saiba por que o feijão "Carioquinha" tem esse nome, e por que o carioca não o come? Como todo mundo sabe, no Rio se come arroz com feijão preto. O "Carioquinha" é relativamente novo, tendo sido criado através de mutações genéticas na década de 70. Há muitas controvérsias sobre a origem do nome. Como tudo que é bom e faz sucesso, sempre cria disputa sobre a paternidade. Só filho feio não tem pai. Encontrarão na internet pelo menos três ou quatro versões para o "pai do carioquinha". A que vou lhes contar aqui tem a chancela pessoal da minha querida amiga e vizinha de apartamento em São Paulo. Mariinha Oliveira, que ontem jantou em casa, acompanhada de duas filhas Adriana e Luciana. A Valéria, dona do apartamento, onde mora a mãe, encontra-se viajando. Dou todos esses detalhes para qualificar o depoimento da Mariinha. Segundo ela foi o agrônomo Wladimir Coronado Antunes, em Ibirarema, Estado de São Paulo quem deu o nome de "carioquinha" para o feijão de cor bege e listas formando desenhos em forma de ondas do calçadão de Copacabana. Essa variedade foi um sucesso agrícola e comercial. Daí encontrar-se outras versões para sua paternidade e origem do nome. Alcides Conceição que tinha nove anos em 1960 quando, segundo ele, encontrou no sítio onde morava em Conchas, SP, um grão de feijão que deu o nome de "carrapatinho" que viria a se tornar o "carioquinha" atual. A cidade de Conchas reclama a paternidade. Mas há o engenheiro agrônomo Leonardo Melo, da Embrapa, que escreve sobre o assunto, confirmando as controvérsias. Segundo ele a mais romântica é a narrada pela Mariinha. Mas sustenta que a origem mais provável do nome "Carioquinha" teria vindo dos porcos "caipiras" muito comuns à época, de cor bege e listas espalhadas pelo corpo, e que era chamado Carioca. Defende ainda o engenheiro que o trabalho de seleção teria sido feito no Instituto Agronômico de Campinas. E para finalizar essa polêmica não podemos deixar de registrar que o agrônomo Luiz D´Artagnan de Almeida, também conhecido como "pai do carioquinha" foi um dos que incentivou e popularizou o plantio em larga escala em várias regiões do estado de São Paulo. Hoje esse feijão é o mais consumido em todo o Brasil. Quanto à razão da predominância do consumo do feijão preto nos estados do Rio, Espírito Santo, Santa Catarina e Rio Grande do sul são históricas e culturais.


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