20.7.16

Estive em Lisboa e me lembrei do Negrão de Lima

José Luiz Fernandes

Há muitos anos, quando meus primos José Alípio e Martha se casaram no Rio, Francisco Negrão de Lima (político então muito conhecido, ministro da Justiça, prefeito do Distrito Federal e, mais tarde, governador) compareceu à recepção, muito amigo que era do pai da Martha, político mineiro como ele. Acontece que Negrão de Lima errou o endereço e acabou entrando em outra casa da mesma rua, onde também se realizava naquela hora uma recepção. Entrou, foi reconhecido, cumprimentado aqui e ali por pessoas admiradas da presença dele, foi muito bem tratado, mas, a certa altura, deu-se conta de que ali não conhecia ninguém e perguntou pelo Pedro, perguntou onde estava o Pedro (o pai da noiva). Aclarado o equívoco, foi saindo mineiramente de fininho e procurou na rua pelo endereço do casório certo, logo encontrando a casa. Ali relatou o ocorrido, que ouvi anos depois contado com muito riso pelo próprio Pedro Dutra.
Esse caso me meio à lembrança domingo último, quando fui assistir ao filme “Estive em Lisboa e lembrei de você”. Era num cinema em que eu nunca havia estado antes, localizado dentro de  pequeno  centro comercial na Avenida Nossa Senhora de  Copacabana. Quando cheguei, vi do lado de fora do prédio uma grande movimentação de pessoas à porta de um salão que dava diretamente para a calçada. Logo pensei:  que ótimo, o filme está bombando. Cheguei à porta do grande salão, notei-lhe as poltronas confortáveis e procurei pela bilheteria, mas não a encontrei. Foi aí que me dei conta da ausência de tela no “cinema” e vi que o salão era, na verdade, um templo da Igreja Universal. Fiz como o mineiro Negrão de Lima naquele acontecido antigo, dos anos 50:  fui saindo de fininho.





Um comentário:

João Menéres disse...

Que bom poder sair-se de fininho em vez de grosso ( embriagado ) !

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